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quinta-feira, 28 de julho de 2011

O progressismo é branco

A Noruega, como todos os países escandinavos, é provavelmente um excelente lugar para se morar, ao menos segundo indicam quase todas as estatísticas sobre qualidade de vida.

Por outro lado, os países nórdicos são provavelmente também os países onde o progressismo calou mais fundo. Impostos altíssimos sustentam um massivo aparelho de "bem-estar social". A Suécia é tão feminista que as empresas são obrigadas por lei a ter pelo menos 50% de empregados mulheres, e transar sem camisinha é considerado estupro, como bem descobriu o Julian Assange.

Na Noruega, atualmente nas notícias, a polícia anda com armas - só que estas estão descarregadas e trancadas com chave dentro do porta-luvas do carro, e só podem ser utilizadas com autorização dos superiores. Para chegar ao local onde o atirador matava adolescentes que fica a 20 km do centro da cidade, a polícia levou noventa minutos: o motivo foi que todos os pilotos de helicóptero da polícia estavam de férias. 

De acordo com relatos de sobreviventes, alguns dos 600 jovens que estavam na ilha tentaram deter o atirador -- conversando com ele: "Alguns de meus amigos tentaram pará-lo conversando com ele. Muitas pessoas acham que o que aconteceu na ilha foi um teste... comparando-o com como é viver em Gaza. Então muitos foram para perto dele e tentaram dialogar com ele, mas foram mortos imediatamente." (Algo me diz que esses idiotas não sobreviveriam muito tempo em Gaza -- ou em qualquer lugar fora da Noruega).

As prisões na Noruega são exemplares -- ao menos para aqueles que acreditam que o criminoso é um coitadinho que precisa ser reabilitado. Este interessante slide-show da Foreign Policy mostra um pouco da vida numa das mais recentes prisões do país, onde ladrões e estupradores têm acesso a televisão de tela plana, Internet, e até a belíssimas "personal trainers". Eles aprendem até mesmo a escalar muros, o que pode ser útil para tentativas de fuga. Não que estas sejam necessárias, é claro:  
"Os guardas não carregam armas e são encorajados a ser amigáveis com os presos -- eles comem juntos e jogam esportes em times mistos para criar um senso de família. (...) Metade dos funcionários são mulheres, uma política baseada em pesquisas que mostram que a presença feminina induz a uma atomosfera menos agressiva."

Por outro lado, o crime na Noruega é relativamente baixo, tanto que o Beirik sozinho em um dia quase triplicou a taxa anual de homicídios do país. Isso poderia estar mudando com a invasão de imigrantes muçulmanos e africanos, que segundo notícias recentes foram responsáveis por todos - repito, todos - os crimes de estupro no país em 2010. Será que tais criminosos "multiculturais" poderão ser retidos em prisões-spa como a descrita acima?

Ainda assim, a maioria dos europeus que conheço são a favor de políticas progressistas com prisões que respeitam os "direitos humanos" dos criminosos e a favor da imigração ilimitada a seus países. Na Noruega, a luta pelo direito dos palestinos e dos muçulmanos é constante; foi em Oslo que foi celebrado o mais famoso (e mais fracassado) acordo de paz entre israelenses e palestinos; hoje, nessa cidade, os imigrantes muçulmanos já constituem 27% da população.

Curiosamente, isso se repete em quase todos os países e mesmo estados de maioria branca. Por exemplo, nos EUA, em geral os estados mais progressistas são estados de maioria branca. Cidades como Portland, com ampla maioria branca, é uma das que mais promove os ideais progressistas como ecologismo, feminismo, multiculturalismo, etc. Enquanto isso, os estados do Sul, mais misturados, tendem a ser mais conservadores (uma exceção talvez seja a Califórnia, que hoje já tem maioria mexicana, mas ainda é extremamente progressista).

O fato é que o progressismo hoje em dia é "Stuff White People Like". Mesmo que, segundo alguns, outros grupos como os judeus (Escola de Frankfurt, etc.) ou os maçons ou os illuminati estejam por trás da lavagem cerebral progressista, o fato inegável é que a maioria dos brancos adora o progressismo -- ao menos enquanto as suas conseqüências negativas não aparecem. É a nova religião da humanidade. 

Muitos acusam os brancos de racismo. Eu acho que é o contrário, os brancos hoje em dia são as pessoas menos racistas (ou menos etnocêntricas) do planeta. Tente vender o multiculturalismo aos africanos, ou aos chineses! E talvez por isso os eurodescendentes imaginem ingenuamente que os outros grupos também são assim como eles, e que todos os possam portanto conviver em paz. Doce ilusão!

Ora, pode até ser verdade que os brancos oprimiram negros e índios durante um bom tempo. Porém, também é verdade que muitos brancos lutaram pelo fim da escravidão e opressão de ambos os grupos. Para cada branquelo opressor, havia vários outros que ajudavam ou tentavam ajudar as outras etnias. O Padre Antônio Vieira defendeu os índios, e a escravidão negra acabou graças a brancos europeus (e com oposição dos príncipes africanos que vendiam escravos, diga-se).

No entanto, curiosamente, não são conhecidos grupos de indígenas ou africanos que tenham batalhado pelos direitos dos povos brancos europeus. O único que consegui encontrar foi este aqui: um negro que é vice-presidente de uma associação que decidiu oferecer uma bolsa de estudos exclusiva para brancos. Ele afirma jamais ter sofrido opressão racial e acha que negros e hispânicos já tem muitas oportunidades exclusivas. Parabéns a ele! A associação, FMAFE, tem o objetivo de ajudar a nova minoria: homens (do sexo masculino) caucasianos.

De fato, o homem branco corre o risco de estar virando minoria em seus países nativos, e é por isso mesmo que a "culpa branca" está acabando. Você sabe: por décadas responsabilizou-se o homem branco cristão ocidental por todas as mazelas do mundo, desde o extermínio dos indígenas até a dor de cotovelo. A verdade é bem mais complexa: se o homem branco escravizou indígenas e africanos, também é verdade que trouxe coisas boas a esses povos. Se Colombo jamais tivesse aportado por aqui, será que os nativos ainda estariam comendo-se uns aos outros ou já teriam inventado a roda?

Talvez o que tenha acontecido com os brancos ocidentais dos países mais desenvolvidos seja que, como ocorreu com certos animais, acostumaram-se a viver por um bom tempo sem contato com predadores. Tornaram-se como o pássaro dodo.

Qual a saída? Não sei. Ao contrário de outros sites de direita e extrema-direita, recuso-me a celebrar um assassino de adolescentes, e não advogo soluções violentas (embora entenda que elas ocorrerão, e serão repentinas, inevitáveis e extremamente cruéis). Acho simplemente que vivemos em tempos de extrema decadência, como antes da queda do Império Romano, ou da República de Weimar, ou do último reinado dos Bourbons.

Vem um dilúvio por aí, e é difícil dizer quais serão as suas conseqüências. Os brancos que aproveitem o progressismo enquanto ele durar; quando a Noruega virar um Brasil ou um Oriente Médio, será bem mais difícil manter prisões-spa.

Protesto progressista. Onde estão os não-brancos?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A guerra começou

Estive pensando bastante sobre o caso do atirador norueguês. Minha primeira impressão, como comentei no post abaixo, foi a de pensar que a direita conservadora se ferrou; que o ataque será utilizado pela esquerda para taxar todo conservador, mesmo o mais fresco e bunda-mole, como um assassino em potencial.

E, no entanto, agora penso que talvez não seja bem assim. A esquerda sempre alimentou o mito do bicho-papão reacionário neonazista. Até os libertários centristas do "Tea Party" eram considerados como perigosos racistas. Mas, agora, tendo acordado um monstro verdadeiro, é possível que a reação seja a oposta.

Por que a esquerda demoniza os conservadores e tem medo de criticar o Islã? Porque o Islã é violento, e ninguém quer morrer. Já criticar cristãos e conservadores é fácil; raramente se escuta sequer uma queixa.

Mas agora que os políticos de esquerda e seus filhos foram colocados na linha de fogo por um maluco norueguês, talvez haja menos ênfase no multiculturalismo. É possivel mesmo que a Noruega adote uma  política de maior controle migratório. Osaba Bin Laden não conseguiu expulsar os odiados soldados americanos da Arábia Saudita, não obstante toda a crítica aos seus atentados?

Eu sempre pensei que haveria, cedo ou tarde, uma reação violenta contra a imigração e o multiculturalismo. Mas imaginei uma guerra civil como a da ex-Iugoslávia, só que ocorrendo em diversos países europeus. Não pensei no surgimento de um terrorismo de direita; mas, após o diabólico plano do norueguês, este parece ser uma possibilidade cada vez mais concreta.

Por que o terrorista matou jovens esquerdistas, e não imigrantes muçulmanos? A resposta é simples. Seu alvo não eram os imigrantes, mas aqueles a quem ele responsabilizava pela imigração, o governo do Labour Party. E de certa forma ele tem razão: os imigrantes são apenas massa de manobra. São as elites políticas as que promovem a modificação demográfica do continente.

Em uma guerra entre nativos ocidentais e muçulmanos, não tenho dúvida que muitos dos atuais governos ocidentais tomariam o lado dos muçulmanos. Não foi o que ocorreu na Iugoslávia, com os americanos bombardeando os sérvios para ajudar os terroristas muçulmanos albaneses? Então o que teríamos não seria uma  guerra declarada entre dois estados ou facções, mas terrorismo e ataques de um lado e de outro, até que vença o pior.

Entendam bem: não tenho a menor simpatia por esse facínora escandinavo. Acho que deveria ser torturado e executado sem piedade, em vez de pegar os 21 anos que são o máximo da pena na Noruega (ainda pior do que o Brasil), em uma prisão confortável com televisão e ginásio, tudo pago pelo contribuinte.

Poém, como eu já comentei alguma outra vez, os sistemas humanos em geral não tendem à harmonia e a moderação, mas ao extremismo e à violência súbita. Estes horríveis atentados talvez sejam apenas o início de um processo muito maior e muito mais terrível.

A guerra começou.

sábado, 23 de julho de 2011

Ataque dos terroristas loiros

Depois de ver o link no VFR, eu estava pronto para fazer uma gozação com o último vídeo do Departamento de Segurança Americano, que mostra os brancos caucasianos como terroristas malvados e as minorias de negros, latinos, muçulmanos e asiáticos como cidadãos exemplares preocupados que os denunciam.

Mas a piada perdeu a graça.

Dois ataques terroristas deixaram 91 mortos em Oslo, na Noruega. Ainda não há muitos detalhes, mas houve uma explosão de um carro bomba seguida de um atirador armado em outra parte da cidade. O autor dos dois ataques parece não ter sido um muçulmano, mas um noruego loiro de olhos azuis que costumava comentar em blogs de direita e anti-jihad. Não é claro por que decidiu alvejar adolescentes noruegos em vez de imigrantes, se essa era a sua motivação. Porém, o prédio governamental atingido pela explosão era a residência do primeiro-ministro noruego. O primeiro-ministro também tinha planos de visitar o campo de verão atacado. Tratou-se, claramemente, de um ataque muito sério contra o centro do poder na Noruega.

A esquerda internacional está festejando. É mais uma razão para demonizar os brancos. E realmente, além da tragédia em si, com a morte de dezenas de adolescentes escandinavos nas mãos de um maníaco, é um duro golpe para os antiprogressistas e antijihadistas. Pode apostar que haverá mais censura e perseguição a qualquer um que se mostrar levemente de direita. Quem sabe se até este blog um dia não será proibido de existir? 

O que concluir desse ataque? Nada, a não ser talvez que há loucos e psicopatas em todas as etnias, religiões e grupos sociais. E que a insanidade de um lado do espectro político muitas vezes gera insanidade do outro. Faz poucos dias um leitor comentou que o caso do pai e filho agredidos por serem equivocados com um casal gay era parcialmente culpa dos homossexuais, por exibirem-se em público e estimularem esse tipo de agressão. Não é bem assim, mas talvez haja razão no fato de que, quanto mais extremo e exibicionista se torna o movimento gay, mais reações violentas provocará.


Outra possível conclusão é que a figura do século XXI é o assassino em massa solitário, que descarrega as suas frustrações assassinando o maior número possível de pessoas. O caso do terrorista norueguês, mais do que ao terrorismo islâmico ou separatista organizado, parece juntar-se aos vários casos de atiradores em escolas. Todos tinham algum tipo diverso de frustração ou mania de perseguição, religiosa ou não; mas agiram da mesma forma insana, tentando trucidar o maior número de gente que podiam. Parece ser a lamentável nova forma de obter 15 minutos de fama. Hans Magnus Erszenberger escreveu um artigo sobre isso, "The Radical Loser" (O perdedor radical).

Vivemos em tempos tristes e preocupantes. Isto não vai acabar bem.