domingo, 29 de junho de 2008

Homicídios, armas e cultura

Leio em um curioso artigo que a taxa de homicídios em Israel é de 2.29 para cada 100.000 habitantes, colocando-a entre as mais baixas do mundo (há países com taxa ainda mais baixa, como a Itália, com 1.3, e a Irlanda com 0.97). Nos EUA a taxa é de 5.7. No violento Brasil, de 30 (e no Rio de Janeiro sobe a 45). Na Venezuela, hoje um dos países mais violentos do mundo, é de 49. Há países na África tão violentos que nem estatísticas tem.

Pauta para discussão:

Um, a idéia de que mais armas de fogo necessariamente impliquem em mais mortes. Em Israel grande parte da população anda armada, às vezes com armas de alto calibre. No entanto os números são baixos.

Dois, a idéia de que não haja relação entre cultura e violência. Na mesma matéria, lê-se que os árabes que moram em Israel são os que mais problema tem com o crime e a violência. Embora representem apenas 20% da população, sua participação no crime é de 42%.

Da mesma forma, nos EUA, lê-se que a taxa de homicídio entre os negros é 7 vezes superior à dos brancos (a maioria de suas vítimas são negras também, e em grande parte são mortes relacionadas ao tráfico).

Na Europa, os imigrantes estrangeiros são aqueles que atualmente mais engrossam as filas do crime.

Talvez não seja politicamente correto apontar isso, mas as diferenças existem. Agora, as causas, quais são?

As comunidades indicadas são também as que vivem em condições econômicas mais precárias nos respectivos países, de modo que alguma relação entre pobreza e crime deva haver - embora a Índia, país com alto nível de pobreza, tenha uma taxa de homicídios de apenas 3.7.

Será então que não há também fatores culturais incluídos?

Não tiro conclusões, limito-me a observar. Digam-me vocês.

2 comentários:

Pax disse...

Bem, apontaste em todas as comunidades, as classes menos favorecidas.

O contra-exemplo da Índia talvez traga o fator religioso no bojo da situação específica.

Só pra apimentar a discussão.

chest disse...

não basta dizer que nas áreas afetadas pelo crime a pobreza seja grande, tem que ver se o criminoso é mais pobre ou mais rico que suas vítimas nesses locais.