sábado, 27 de dezembro de 2008

Israel vs. Hamas

Os recentes ataques de Israel parecem ter pego de surpresa o Hamas. Alguns se espantam com o número de mortos, ao redor de 200 (ainda por confirmar). No entanto, pouco antes dos ataques, o Hamas afirmava ter mais de quinze mil palestinos armados prontos para a guerra, bem como mísseis mais modernos e planos ambiciosos de seqüestrar soldados e civis israelenses. Assim, ao invés de esperar o ataque anunciado, Israel antecipou-se e atacou primeiro. É o que diz a interessante análise do Haaretz, jornal esquerdista israelense.

Claro, há outros fatores em jogo: eleições em Israel, Obama prestes a assumir, Irã à espreita, etc. Ou seja, a coisa está apenas começando.

Aqui outro artigo interessante do Debka sobre o tema, perguntando-se sobre a reação de Amadinehjad & seus Hizballah selvagens. E aqui um artigo mais crítico, afirmando que é mera jogada eleitoral do Kadima (que subiu nas pesquisas...)

Uma curiosidade: poucos dias antes, em pleno período natalino, o parlamento do Hamas havia legalizado a crucificação dos "inimigos do Islã"...

15 comentários:

Chesterton disse...

esse pessoal está pedindo ajuda para encontrar as tais virgens no céu....

Chesterton disse...

essa é para o PAX.

http://seattlepi.nwsource.com/opinion/392789_murdockonline19.html

O personagem da niovela bicho-grilo é o Augusto Cesar.

marcelo augusto disse...

É complicado de diferenciar terrorista de civil em um lugar onde o terrorismo está profundamente entrelaçado na vida diária das pessoas: É na escola, onde o homem-bomba é visto como mártir que habitará um jardim cheio de delícias e odaliscas eternamente virgens; é no personagem infantil, um boneco que nada mais é do que uma triste corruptela do Mickey Mouse, que gesticula e imita o ato de atirar com uma AK-47; são os túneis fajutos que, vejam só!, supostamente, servem para comprar o leite dos crianças — tá na cara que é para atravessar armas; são os grupos terroristas que estão enraizados na política local — um deles até mesmo chegou ao poder naquelas bandas; é o ódio pelo Ocidente e pelos valores da Civilização Ocidental, ambos os quais são vistos como decadentes e que precisam inexoravelmente ser substituídos pelo Islã — como se este representasse alguma novidade — , daí que lancem intermináveis Jihads e depois venham, na maior cara-de-pau, dizer que tal religião prega a paz (sei…); enfim… são tantas coisas que é, realmente, complicado de desconectar o terrorismo da vida cotidiana dessa gente.

Israel precisa, de um jeito ou de outro, dar certo.

marcelo augusto disse...

Engraçado isso aqui, peguei o excerto em itálico lá do blog do PD:

PD, não se faça de ignorante, o Hamas e outros congêneres, você bem sabe, é fruto da política imperialista ocidental e israelense de fomento de partidos religiosos para combaterem os partidos pan árabes, nacionalistas e até marxistas, se alguém é responsável por sordidez, deve ser quem planejou enfraquecer movimentos nacionalistas seculares através destas ações.

Eis o apanágio de muitos filoterroristas.

Parece que nesse mundo de hoje, ninguém toma decisões por conta própria e sempre haverá um “culpado” — geralmente uma entidade externa — que será considerado o responsável pelas decisões tomadas por outrem — seja um terrorista, um político corrupto, whatever...

Fico imaginando se o governo israelense não poderia lançar uma política de proporcionar oportunidades de auto-melhoria pessoal e profissional aos palestinos — sim, me refiro ao governo israelense, pois é um dos poucos, senão o único, país naquele lugar em que há um índice de qualidade de vida no mesmo nível do de países europeus e da América do Norte.

Por exemplo, será que o governo israelense não poderia estruturar um plano para selecionar alunos palestinos com boa média para entrar nas excelentes universidades de Israel? Ou mesmo, quem sabe?, um programa de treinamento técnico para que os palestinos ligeiramente instruídos tenham condições de obter um emprego com rendimento salarial melhor? Se isso desse certo, haveria, no final do processo, engenheiros, médicos, advogados, dentistas, arquitetos e etc.

Pelo menos me parece melhor do que deixar os palestinos nas mãos do Hamas, Jihad Islâmica, Hizbolah e afins, afinal de contas, o quê esses grupos terroristas têm a oferecer aos palestinos, senão fanatismo cego e um cinturão de explosivos? O quê isso produz no final? Um cadáver. Eis a apoteose desses grupos terroristas: Cadáveres e barbárie.

Sei lá, mas tenho cá minhas desconfianças de que os palestinos prefeririam o cinturão de explosivos de um Hamas da vida do que a oportunidade de entrar em uma universidade israelense — se for a Universidade Ben-Gurion, então, nem se fale!

Mr X disse...

Marcelo,

Antes dos acordos de Oslo, isto é, antes dos territórios palestinos terem autonomia, quando eram diretamente controlados por Israel, havia escolas, trabalho, etc. Mas era "imperialismo". Aí Arafat e agora o Hamas se encarregaram de destruir tudo. Lamentavelmente os palestinos são reféns dessa gente.

Didi Iashin disse...

Em resumo: onde esse pessoal passa, não cresce grama.

Sou Israel nessa briga. E não abro.
Afinal, sou mesmo direita reacionária hidrófoba ... e cristã.

marcelo augusto disse...

Vejam bem, amigos de blog, não é uma questão de pertencer à esta ou àquela etnia, religião, etc., mas, sim, de possuir um conjunto de princípios sociais, econômicos e políticos que proporcionem a um grupo de pessoas obter um retorno otimizado a partir dos inventimentos feitos -- por investimentos não quero dizer algo relacionado a dinheiro ou coisas tais, mas o simples interesse em seguir os princípios escolhidos e investir neles para que seus cidadãos se instruam em sincronia com eles.

Logicamente que certas religiões e algumas formas de organização social permitem utilizar melhor os recursos disponíveis e maximizar o retorno obtido. Uma religião avessa ao lucro monetário, por exemplo, não seria um sistema de pensamento bem sucedido dentro de uma sociedade capitalista. (Eu, por exemplo, guardo uma admiração pela religião puritana e pelo princípio de prosperidade do protestantismo clássico.)

Do ponto de vista social, econômico e político, Israel é um país ocidental, ainda que encravado na região litorânea do Oriente Próximo -- aliás, o único país assim por aquelas bandas (sim, eu sei, tem a Turquia, mas esta precisará ainda se civilizar mais para atingir o mesmo status.)

Alinhar-se com Israel é, acima de tudo, ser a favor da civilização, da democracia, das liberdades individuais, dos direitos civis e etc. Tirem Israel de lá e verão no que resultará: Uma terra legada às mãos dos grupos terroristas que mal conseguirão prover água tratada para a população local. Instrução, então, nem se fale! Será, no máximo, a educação islâmica dogmática e doutrinária, que produzirá não profissionais liberais, mas, sim, homens-bomba para a tal guerra santa.

Cabe, aqui, uma pergunta interessante: Quais têm sido as contribuições do Islã (ou mundo islâmico) para o mundo nos últimos 500 anos?

"Show me just what Muhammad brought that was new and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached."

Mr X disse...

Bem, não dá pra negar que foi uma inovação. :-/

marcelo augusto disse...

Acho que não. Provavelmente essa prática deve ser anterior a Maomé e aos Cristianismo, dado que recorre a uma meio bastante selvagem de convencer alguém a aceitar uma fé.

Chesterton disse...

a humanidade vem se esfaqueando há dezenas de milênios.

Diogo disse...

"Alinhar-se com Israel é, acima de tudo, ser a favor da civilização, da democracia, das liberdades individuais, dos direitos civis e etc."

Concordo com tudo, por isso a morte de civis palestinos, por parte de Israel, causa tanto incômodo [a mim também].

Talvez seja a percepção de que, afinal, na hora de matar e morrer em uma guerra, toda a civilidade,liberdade e etc,não faz a menor diferença.

Ainda me espanto que, com toda a história de Israel e seu permanente estado de alerta belicista, o totalitarismo ainda não floresceu por lá.

Stefano disse...

Pois é Diogo, o fato de Israel não ter optado pelo totalitarismo, muito ao contrário (a única democracia da região), também é uma coisa que incomoda muito os pogreçistas mundo afora...Vai entender essa gentalha.

tricolor independente disse...

hamas é país de palestina pedofilia.
totalitarismo é bunda de Hassan Nasrallah pedofilo e hamas hitler.
seus bandos de hamas pedofilias!!!!!!

五十K扑克游戏 disse...
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fishing net disse...

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