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sábado, 27 de novembro de 2010

Bandido não é vítima e gordo não é faminto

Sei que o título acima parece óbvio, mas, como dizia o Nelson Rodrigues, às vezes você tem que explicar o óbvio ululante para algumas pessoas. 

Um dos blogs mais engraçados que encontrei ultimamente foi o Blog do Sakamoto. Não falha: a cada post, ele fala sobre uma nova minoria oprimida, e como todos (menos ele) são hipócritas e malvados contra esta. Primeiro foram os pobres. Depois os negros. Depois os homossexuais. Agora, é a vez de chorar sobre triste destino das mulheres, dos traficantes e dos esfomeados nordestinos.

Num de seus últimos posts, o famigerado Sakamoto comentou os eventos que estão ocorrendo agora no Rio de Janeiro, e saiu-se com esta:

"Mais do que uma escolha pelo crime, muitas vezes a opção pelo tráfico é uma escolha por uma forma de emprego e pelo reconhecimento social."

É impressionante. O coitadismo do rapaz está chegando a níveis alarmantes, que talvez requeiram internação imediata, e fortes doses injetáveis de Simancol.

Ora, se quisessem mesmo emprego, os meliantes estariam folheando os anúncios classificados. Não querem: o que querem dinheiro obtido de modo fácil, e a vida charmosa e violenta do mundo das drogas. Chame um desses marginais e ofereça-lhes um trabalho no qual tenham que pegar um ônibus todo dia e suar oito horas para ganhar um salário equivalente a dois ou três salários mínimos. É claro que não vão aceitar. Melhor viver das drogas e do roubo, pois ganham muito mais e conseguem mais mulheres. 

O problema é que esse coitadismo que transforma criminosos em vítimas, que surgiu nas classes médias que se sentiam "culpadas" por algo pelo qual jamais tiveram culpa (a desigualdade social), terminou por contaminar os próprios criminosos, que agora se vêem como vítimas do sistema. Ao menos esse é o discurso.

Em reportagens e documentários, não canso de ver traficantes, ladrões, assassinos e outros criminosos falando as mesmas desculpas dignas de criança que não fez seu dever. "Eu não tinha dinheiro para comer"."Não tive pais, fui maltratado quando criança". Blablablá.

Ora, o crime é questão de escolha. Ninguém, nem mesmo a "sociedade" ou o "sistema", força ninguém a cometer crime algum. Ninguém ganha nada de graça, todos têm que trabalhar. Por que para os pobres deveria ser diferente? Se você decidiu se dedicar a atividades perigosas e ilegais, o problema é seu, não meu.

Depois, Sakamoto fala sobre o problema da fome, e de como a causa desta seria a má "distribuição" de alimentos:

"O mais interessante é que o problema na fome no Brasil e no mundo não é de falta e sim de distribuição. Tem riqueza e alimento para todo mundo, a questão é distribuí-los."


Sakamoto nem se pergunta quem é que cria essa riqueza e esse alimento em quantidades tão vastas para alimentar o globo (e de fato, há tanto alimento que o grande problema entre os pobres, hoje, é a obesidade, e não a fome). O que lhe interessa é que Pedro e Maria paguem pelo almoço de Zé, Rose e seus cinco pimpolhos. O problema mesmo aqui é que essas idéias redistributivistas acabam por criar, elas sim, fome.

Vejam o caso da África do Sul, que decidiu fazer uma reforma agrária, dando terras para quem não sabia plantar. (Pessoal de esquerda acha que trabalhar na roça é moleza). Resultado, fome e miséria. O mesmo caminho, lamentavelmente, é seguido no Brasil, retirando terras de agricultores que produzem alimento e riqueza e dando para emessetistas e falsos índios e quilombolas, que só produzem miséria e desmatação.

Finalmente, Sakamoto retorna ao tema do tráfico, mais especificamente aos assassinos em fuga da Vila Cruzeiro vistos pelas câmeras de TV, e se lamenta que policiais sequer pensem em matar bandidos.

Será que Sakamoto é pobre? Afinal, é só rico que se preocupa com direitos humanos de bandidos. Garanto que 90% dos "pobres e pardos" ia aplaudir de pé ver essa corja de bandidos sendo exterminada. Sakamoto continua:

Mesmo no pau que está comendo hoje no Rio, sabemos que a maioria dos mortos não é de rico da orla, da Lagoa, da Barra ou do Cosme Velho.

É impressão, ou detecto aqui um desejo reprimido? É o sonho de 10 entre 10 esquerdistas ressentidos ver os bandidos matando ricos...

Enfim, deixemos para lá. Bom sábado a todos.

domingo, 7 de novembro de 2010

Paulistas que odeiam nordestinos e brancos que odeiam brancos

Sou provavelmente um dos poucos que acha que esse negócio de crime de racismo (e a planejada lei anti-homofobia) é uma estupidez.

No outro dia, por exemplo, chamou a atenção da imprensa internacional o caso da pobre moça paulista, Mayara Petruso, que pode ser condenada a até dois anos de prisão por uma mensagem tola contra os nordestinos no Twitter e Facebook. Nem a família ficou do seu lado! (E, como ela esteve longe de ser a única a escrever mensagens do tipo, tampouco fica claro porque foi escolhida como única vilã). Vai aqui minha solidariedade a ela. O Reinaldo Azevedo fez um bom texto sobre o tema, embora ele não discuta a questão da injustiça da lei anti-racismo em si. Lei que não deveria existir.

Os nordestinos, diga-se, contribuíram muitíssimo para a cultura do Brasil e o crescimento de São Paulo, e a visão destes como meros ignorantes mortos de fome está muito longe da atual realidade.

Porém, que uma jovem possa ser presa e ter problemas por toda a vida devido a uma mensagem cretina enquanto tantos outros matam e roubam e não são punidos, é um absurdo. Imagine que, aqui nos EUA, todos os que escrevessem mensagens racistas contra os "rednecks" fossem presos. Não haveria cadeia que bastasse!

Não entendo esse preconceito dos paulistas contra os nordestinos, mas as rivalidades regionais existem em todo e qualquer país, Itália, EUA, França, Alemanha. E o preconceito contra gaúchos, acusados de homossexuais? Vamos prender todos os que contam piadas de português também?

Além disso, há racistas e há "anti-racistas" que são ainda mais chatos. O positivista aqui da casa no blog vive incomodando sobre os supostos brancos americanos que odiariam o negro Obama. De acordo com ele, um presidente negro deveria ser intocável. A mim mais chama a atenção o caso dos brancos que odeiam os brancos, ou melhor, que odeiam a si mesmos.

Eis por exemplo aqui um branquelo "anti-racista" americano que está pregando alegremente o genocídio de brancos. Torce para que o seu país fique logo pardo e mexicano, e os malditos brancos racistas desapareçam. 

Sou contra as leis anti-racismo por que, se você pensar bem, são na verdade leis que protegem apenas certos grupos, tidos como vítimas, e não outros, tidos como opressores. São leis contra os paulistas, contra os brancos, contra os asiáticos, contra os heterossexuais, contra os cristãos.

E, além disso, já existe uma lei que protege nos casos de injúria e difamação. Para que é necessária outra específica para cada grupo étnico ou cada preferência sexual?

 Um presente para Mayara.

domingo, 10 de outubro de 2010

O fim da era do escândalo

Após a propaganda ecológica tiro-no-pé dos britânicos, vi agora uma outra propaganda supostamente chocante, esta contra a obesidade. A propaganda, de novo apostando na linguagem do choque, compara o ato de injetar heroína com o ato de comer um hambúrguer. É uma das propagandas mais idiotas de todos os tempos, até porque os atores são magros, bonito e saudáveis. A junk food não deveria fazer mal?

Sempre tive dúvidas se essas propagandas enfatizando imagens fortes ou grotescas funcionam. São especialmente comuns em campanhas públicas contra as drogas, a AIDS ou o aquecimento global. Jamais vi algum estudo comprovando que tivessem algum efeito; na minha opinião, o seu efeito provavelmente é exatamente o contrário. Por exemplo, após ver a propaganda acima, fiquei com vontade de comer um hambúrguer, coisa que não faço há muito tempo.

No mundo da suposta "arte" moderna, ocorre a mesma coisa. Há tempos que a única linguagem que os "artistas" parecem entender é a do escândalo. E, no entanto, o público cada vez menos se interessa por esse tipo de arte. Na Bienal de São Paulo, que está ocorrendo agora, o escândalo da vez foi uma obra com urubus, que terminaram tendo sido retirados por ordem do IBAMA. A maioria dos comentários nas notícias é de críticas veementes ao artista.

Na boa: a arte moderna com suas instalações e seus ready-mades e seus épater la bourgeousie já encheu. Duchamp enviou seu urinol para o concurso há 93 anos, acredite. Quase um século! E os artistas de hoje continuam repetindo o mesmo velho truque. Chega! Cansou!

A melhor performance artística ocorrida recentemente foi quando uma faxineira, por engano, jogou fora uma das peças da coleção de uma galeria de arte moderna, achando que fosse lixo. De fato, era. Seu erro foi não ter jogado fora o restante das obras do local. É importante reciclar.

E no mundo pop? Pior ainda. É quase engraçado ver imbecis como Lady Gaga e similares tentando tudo o que podem para chocar um público bocejante, completamente anestetizado, sem conseguir. Who cares?

Escandalizada ficava a sua avó. Hoje, o suposto escândalo só causa tédio. Ou, curiosamente, é o anti-politicamente correto a única coisa que, hoje, consegue escandalizar. Que tal este comercial dos Flinstones fumando e sendo abertamente "sexista"? Hoje em dia, jamais poderia ser feito, pois de fato chocaria as sensibilidades modernas, que odeiam cigarro e qualquer coisa que indique que não somos todos iguais.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quem controla a mídia?

Ôuquei, este é um blog filosemita e filoisraelense, mas a questão apareceu aqui por estes dias na mídia americana e precisa ser discutida, ainda que possa terminar por chamar de novo alguns aloprados antisemitas aqui para o blog, o que seria lamentável.

Basicamente, o apresentador de televisão Rick Sanchez, cubano de nascença, ficou irritado com as piadinhas sobre ele realizadas pelo colega comediante (judeu secular) Jon Stewart. Além de acreditar estar sendo perseguido e discriminado por ser latino, Sanchez choramingou contra a CNN e afirmou ainda que os judeus estariam muito longe de ser uma minoria oprimida nos EUA, e que, de fato, praticamente controlariam não só a CNN como praticamente toda a televisão.

Pouco tempo depois, Sanchez receberia um bilhete da CNN dizendo "You are fired".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As notícias que sabemos e as que não

Lembram do acidente aéreo em Katyn, que matou toda a cúpula do governo polonês, justamente no aniversário do massacre soviético? Pois agora certas notícias indicam que os russos não estariam colaborando com as investigações -- ao contrário, estariam atrasando tudo e talvez tentando ocultar certos fatos.

O que aconteceu afinal? Não sabemos e talvez nunca saibamos. Como dizia Churchill, a Rússia é uma charada envolta em mistério dentro de um enigma. 

Isso me faz pensar sobre todos os eventos sobre os quais nada sabemos. Não é preciso ser um louco ou um teórico da conspiração para desconfiar das notícias que saem no jornal. É natural que estas atendam a certos interesses, e que os jornalistas são em sua grande maioria bocós que nada mais fazem do que reproduzir parcialmente os eventos sob a ótica da moda, que hoje é o progressismo politicamente correto. É ingenuidade acreditar em tudo o que se lê no jornal.

Ao mesmo tempo, os sites de teorias da conspiração tampouco são confiáveis, e portanto ficamos num limbo, sem poder acreditar no que lemos na Grande Mídia mas tampouco sem ter respostas alternativas verificáveis. Corremos o risco de querer usar um tin foil hat e passar a acreditar em teorias conspiratórias sobre planos para destruir a humanidade com o "vírus da gripe suína", que na realidade sumiu das notícias e matou menos do que uma gripe comum.  

Lembram do terrorista líbio acusado do ataque de Lockerbie, solto pelas autoridades por "piedade", já que estava com câncer e "morreria em três meses"? Já faz mais de um ano, e ele não só ainda está vivo como os médicos garantem que deve viver mais de uma década (se o Mossad não o pegar); é possível que nem mesmo tenha câncer. A explicação agora é que teria havido um acordo do governo britânico e da British Petroleum com a Líbia para a exploração de petróleo no país árabe, e uma das condições dos líbios era a liberdade do seu "herói". Conspiração ou realidade?

As teorias da conspiração surgem quando temos pouca informação a respeito de certos assuntos, ou quando a informação oficial contradiz os fatos visíveis. Por exemplo, há muitas teorias de conspiração sobre Obama -- mas qual a razão? Obama jamais revelou grande parte da documentação sobre sua vida, dando margem a todo tipo de especulação. Quem chega a questionar alguns desses mistérios é acusado de "birther" ou paranóico, mas quem gerou o mistério foi o próprio Obama e seus amigos ao não divulgar a informação. A mídia chama de loucos ou ignorantes os 20% de americanos que acreditam que Obama seja muçulmano (apenas 34% acreditam que seja cristão, na sua posse eram 43%). Mas comparem o que ele fala sobre o Islã e o que ele fala sobre o Cristianismo, e vejam se parece um cristão falando.

No Brasil, a promíscua relação entre PT, Farc, Cuba e demais comunistas do continente latinoamericano também dá margem a supostas "teorias da conspiração", mas na verdade os fatos indicam que realmente há uma grande coordenação da esquerda a nível continental, e a presença de Zelaya no mais recente encontro do Foro de São Paulo é apenas a última prova. Quando é que uma conspiração torna-se verdade, quando sai no jornal?

Voltando ao acidente na Polônia, o que sabemos é que a causa oficial é de falha do piloto causada pela neblina. A transcrição oficial do diálogo dos pilotos parece confirmar o problema. No entanto, um avião repleto de jornalistas teria pousado no mesmo aeroporto apenas 40 minutos antes sem problemas. Um estranho vídeo amador supostamente realizado minutos após o acidente parece mostrar uma execução de sobreviventes. Para falar a verdade, parece-me fake. Achei o vídeo confuso e não consegui ver nada claramente, mas os tiros podem ser ouvidos. Há rumores de que o autor do vídeo teria sido assassinado a facadas dias depois.

O vídeo é fake ou real? Foi mesmo assassinado seu autor? O que realmente aconteceu no dia 10 de abril de 2010?

Não sabemos. Nunca saberemos. Chamem os agentes Mulder e Scully. Ou pelo menos a Scully.

The truth is out there.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Por que todos odeiam Israel?

Se é verdade que "os sionistas controlam a mídia", como se explica que esta seja tão fanaticamente anti-Israel? Nenhum outro país é tão vigiado, tão vilipendiado, tão acusado. Se os "sionistas" de fato controlam os meios de comunicação, estão fazendo um péssimo serviço.

Há uma guerra civil no Congo que dura até hoje e que já matou mais de cinco milhões de pessoas em poucos anos. É a guerra com maior número de vítimas desde a II Guerra mundial. Ninguém se importa. Ninguém vai levar medicamentos, água ou comida para esses pobres desgraçados. Não vai haver nenhuma "frota da paz" nessa direção. Ninguém vai comentar em blogs.

Putin matou duzentos mil muçulmanos chechenos. Houve uma única jornalista que protestou, e terminou suicidada com dois tiros. Quanto ao resto da mídia, silêncio.

Os jordanianos mataram em um só mês (Setembro Negro) dez vezes mais palestinos do que os israelenses em 40 anos. Mesmo hoje, morrem mais muçulmanos nos conflitos sunitas versus xiitas do que no conflito com Israel. Mas se árabe mata árabe, ninguém se importa. 

Há menos de um mês, um barco sul-coreano foi torpedeado e morreram 46 pessoas, e ninguém está "indignado".

Por que alguns mortos valem mais do que outros?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A imprensa é de esquerda?

Uma discussão lá no blog do Pedro Doria reflete sobre a credibilidade da imprensa brasileira, que estaria sendo "lentamente minada". Não estou por dentro dessa história da Petrobrás que motivou o post e, para mim, a imprensa brasileira jamais teve grande credibilidade mesmo. Mas aí em um parágrafo o Pedro Doria (PD) escreve o seguinte:

Isso aconteceu aqui nos EUA alguns anos atrás e marcou o início da crise da indústria. Aqui foi igual, mas trocaram os sinais: a imprensa era acusada de estar a serviço da esquerda – the liberal media – e os cães de ataque do governo Bush, no rádio e na Internet, fizeram de tudo para derrubá-la.

O que responder a isso? A imprensa americana e mundial desancou o Bush por anos a fio. Hoje, a mesma imprensa incensa Obama de maneira quase pornográfica - em alguns casos, por fazer exatamente a mesma coisa do que George W. Bush. Mas para Pedro Doria, o "início da crise da indústria" foi quando direitistas malvados acusaram a mídia (imparcial?) de ser esquerdista...

E aí o PD ainda diz que "cães de ataque de Bush no rádio e na Internet" fizeram de tudo para derrubar a grande mídia... Ora, o rádio e a Internet são - ainda - mídia alternativa: o PD está admitindo, ainda que indiretamente, que a TV e os jornalões são controlados pelos Democratas ou seus simpatizantes. Se os conservadores usam o rádio e a Internet, é só porque - fora a Fox News - foi o único espaço que lhes restou (ao menos até Obama não aprovar a Fairness Doctrine).

Fica a questão, a mídia americana é esquerdista (ou liberal, como chamam aqui, ou melhor ainda, librul, na pronúncia dos rednecks)?

Acho que não há dúvidas quanto a isso. A mídia é quase uma extensão do Partido Democrata, basta ver as fotos de Obama que estampam ainda quase todos os jornais e revistas do país. Mas não há conspiração alguma aí. O que ocorre são dois fenômenos interligados: um, os jornalistas, por natureza da própria profissão, são quase todos simpatizantes Democratas, quando não marxistas radicais ou coisa pior. Dois, para o esquerdista, ser de esquerda é ser imparcial. Quer dizer, o jornalista librul não se vê como librul, mas se vê como absolutamente imparcial, pois todo o universo no qual ele vive é librul. Para ele, o conservadorismo é uma aberração, eu diria até uma alucinação.

O próprio PD, aliás, é um dos melhores exemplos disso - embora, ao contrário de "certos" outros blogueiros, seja honesto: seu único problema é ser de esquerda. O parágrafo que ele escreveu citado acima demonstra claramente uma visão esquerdista sobre os fatos, embora ele não pareça sempre se dar conta disso. Acredita estar sendo absolutamente imparcial...

Agora, quanto à "crise da indústria" dos grandes jornais e da TV, esta tem outros motivos. Em parte é, sim, causada pela perda de credibilidade, que aliás aumentou muito depois da eleição de Obama e do modo extremamente parcial em que a imprensa o retratou (ver pesquisa aqui), mas em grande parte é simplesmente devido a que a Internet está largamente substituindo os jornais e os noticiários de TV como meio de adquirir informação. Poucos estudantes lêem jornal de papel. Muitos jovens tampouco têm TV em casa, embora não lhes falte a Internet e o celular.

Contra essa mudança, pouco há o que fazer. Também a invenção de Gutenberg desempregou muita gente, e mudou o modo de transmitir informação.

terça-feira, 24 de março de 2009

Heróis e vilões

Um jovem blogueiro iraniano acusado de insultar o Aiatolá Supremo do Irã e criticar o apoio dos mulás ao Hezbollah foi suicidado na prisão, possivelmente após sofrer tortura. Há vários outros blogueiros presos, incluindo Hoder Darakshan, considerado o pai da blogosfera iraniana. Ele está preso por traição por ter visitado Israel, "crime" que no Irã é passível de execução. (Esse é o governo com o qual os obamistas querem dialogar, e que os esquerdistas querem que tenha armas nucleares). Repercussão internacional? Zero.

Li a notícia no Times londrino. Enquanto isso, na seção "fotos do dia" do mesmo jornal, das nove fotos internacionais publicadas, três - um terço das imagens consideradas mais relevantes no mundo todo pela editoria do jornal! - são dedicadas aos palestinos, vítimas dos malvados sionistas. Fotos que, aliás, não se referem a qualquer fato importante acontecido, apenas mostram criancinhas palestinas sorrindo em meio às ruinas ou na suposta miséria.

Não é tanto que a mídia supervalorize os palestinos. É que desvaloriza todos os outros seres humanos.

Nossos respeitos a Omid Sayafi, blogueiro iraniano.

quinta-feira, 19 de março de 2009

The Touch

Eu achava que não havia uma mídia mais ridícula do que a brasileira, mas depois de acabar de ver os apresentadores e repórteres de um telejornal local extasiados com o fato de Obama ter tirado a sua jaqueta durante um discurso - "He still has got the touch!!" - acho que posso modificar minha opinião. Eita raça essa dos jornalistas...

No Brasil, Obama seria um excelente pastor da Igreja Universal.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Duas capas

Capa da Newsweek anterior:


Capa da Newsweek atual:



"Aceite o socialismo, aceite o islamismo radical. São fatos inevitáveis."
E esta é a mensagem da mídia americana mainstream.
Às vezes me pergunto, o que é que ensinam nas escolas de jornalismo?
Depois se espantam que a mídia perca cada vez mais credibilidade...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Foi Khaled quem disse

Assisti anteontem a uma palestra do jornalista palestino e muçulmano Khaled Abu Toameh, que está de visita na Califórnia. Entre outras coisas, ele disse:

- Arafat era um corrputo(*) safado que torrou bilhões de ajuda internacional para seu uso pessoal;

- É praticamente inútil dar dinheiro aos governantes palestinos, vai terminar sendo usado para terrorismo ou em corrupção;

- Também é praticamente inútil um acordo de paz agora: não há com quem negociar, o melhor que os israelenses podem fazer é deixar tudo como está;

- Hamas e Fatah são duas caras da mesma moeda, e se Israel sair da Cisjordânia o Hamas vai tomar conta e começar a lançar foguetes no dia seguinte;

- A ONU mantém o status quo palestino e portanto colabora com o terrorismo;

- A maioria dos esquerdistas autodeclarados "pró-palestinos" não tem a menor idéia do que ocorre em Gaza ou na Cisjordânia, são apenas tolos que acreditam em simplismos como "israelenses armados maus, palestinos pobrezinhos bons";

O que acrescentar? Depois dessa, nem preciso mais comentar aqui sobre o conflito no Oriente Médio. Agora que um palestino e muçulmano falou - com muito maior conhecimento de causa - quase as mesmas coisas que eu já falava há séculos aqui e no blog do PD, talvez o pessoal comece a acreditar?

(*) Era pra ter escrito "corrupto", mas o erro de digitação tornou-se ainda mais preciso, já que Arafat também era gay.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A mídia contra Israel

Um bom artigo sobre a atual guerra mundial contra Israel (leiam que vocês vão entender). Idelber, naturalmente, odiou. (Mas enfim, esqueçamos nosso amigo acadêmico, não mais o citarei por aqui já que não está interessado no diálogo.)

O artigo em questão, de qualquer modo, esclarece algumas coisas importantes, notadamente:

a) A palavra "Palestinos" sempre designou tanto árabes quanto judeus, já que não tinha conotação nacional. A Palestina era (é) uma região geográfica, não uma nação, nunca foi. Antes da independência, o jornal "Jerusalem Post" chamava-se "Palestine Post".

b) A maioria dos que são hoje chamados de "refugiados palestinos" são pessoas que vieram de fora, de outros países árabes vizinhos, em busca de emprego na região. Como já mostrei aqui mesmo no blog, Mark Twain visitou a região em 1860 e declarou-a desolada e quase desabitada. Entre seus habitantes encontravam-se árabes, turcos, judeus, cristãos ortodoxos gregos, etc. "Palestino" só virou sinônimo de árabe após 1967, por ordens da KGB.

c) A campanha midiática contra Israel não tem nada de casual. É um plano que tem o objetivo de desmantelar o país mesmo. Aqui o artigo é polêmico, mas acho que tem razão. Por que nunca vemos na televisão imagens de Ruanda, do Sudão, do Zimbabwe, da Somália, da Chechênia, da Geórgia, de todos os países onde ocorrem massacres milhares de vezes maiores do que os supostamente cometidos por Israel? Por que jamais vemos imagens de Sderot ou outras cidades israelenses quando são atacadas, mas apenas Israel reage vira notícia 24 horas por dia? O articulista argumenta que a idéia é justamente deslegitimizar Israel, mais ou menos como o nazismo tentou deslegitimizar o povo judeu como "raça inferior". O atual "anti-sionismo" é assim, literalmente, o "anti-semitismo" dos nazistas, com a única diferença é que antes a "raça judaica" é que não tinha o direito de existir. Agora é o Estado judeu que não tem esse direito. Como o conceito de "racismo" hoje pega mal, mudou-se a ênfase para o "nacionalismo": mudou o recipiente, mas não o conteúdo.

d) A grande mídia banaliza ou destrói propositalmente o significado de palavras como "genocídio", "campo de concentração", "nazismo" ou "apartheid", aplicando-as ao caso de Israel e palestinos, onde a situação é ridiculamente diversa. Idiotas comparam Israel ao "nazismo". Ora, os nazistas em 3 anos mataram 6 milhões de judeus; os judeus, em 60 anos, mataram talvez alguns milhares de árabes, sendo que os árabes também mataram um número grande de judeus (sem falar que os próprios árabes mataram mais árabes do que os judeus jamais mataram ou matarão). O número de nazistas mortos por judeus na II Guerra é, naturalmente, quase inexistente.

e) O último parágrafo já se adentra no terreno das suposições, e parece conspiratório demais, mesmo para o meu gosto. Embora acredite mesmo que possa existir uma conspiração da ala globalista aliada ao islamismo, e que realmente esteja em curso uma campanha para a eliminação de Israel, algumas de suas conclusões parecem-me algo irreais. Vai depender do que fizer Obama. Logo vai ficar claro de que lado ele está.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Falsografias

Fotos de crianças mortas ou feridas e mães chorando são, quem pode negar, tristes e chocantes. Nesse aspecto, a vantagem midiática sempre vai estar com os palestinos. Mas o uso de imagens chocantes - e sua produção - é também uma arma: talvez a arma mais poderosa do Hamas.

No blog Powerline, um interessante artigo fala sobre como o Hamas, disparando mísseis desde escolas e hospitais, ou colocando armadilhas explosivas em edifícios residenciais, ou utilizando crianças como escudos humanos (vejam este incrível vídeo aqui, em que um militante usa a criança literalmente como escudo), pretende provocar mortes de civis. Depois, as imagens de sofrimento e morte são veiculadas a torto e a direito, com a cumplicidade da mídia ocidental, que naturalmente gosta de desastres.

Em alguns casos, tais fotografias são encenadas. Vejam por exemplo a foto abaixo. Ao lado do homem ferido, três crianças deitadas em uma única maca. Feridas? Não sei. Uma delas parece até estar sorrindo para a câmera.


Outras fotos extremamente comuns são as de mulheres de chador gritando, de braços erguidos para o ar. No Iraque, no Afeganistão e também em Gaza:


A foto acima, segundo a legenda, ilustra a dor de uma família palestina logo após um ataque israelense. A composição da foto (percebam a enquadratura perfeita) é demasiado bonitinha para uma fotografia tirada no momento do desastre, mas tudo bem. O que eu queria dizer é que essa teatralidade na dor e na morte talvez seja algo da cultura local. Entre os ocidentais, a dor em geral é algo privado. Repórteres não são bem vistos em funerais ou em locais de luto. Crianças mortas são enterradas, não exibidas para as câmeras em procissões. Em hospitais, durante cirurgias, fotógrafos em geral não são permitidos. Já em Gaza, o que mais há são fotos em hospitais.

Toda fotografia tem um certo aspecto de encenação. Isso não ocorre apenas entre os palestinos. Basta ligar uma câmera de foto ou de vídeo e verá que a expressão da pessoa muda. A mídia é um campo de batalha. É, de fato, o campo de batalha principal nestes tempos pós-modernos. Sem a mídia, o terrorismo não existiria. Para que serviria um ataque como o de Mumbai se suas imagens não fossem veiculadas para todo o mundo na televisão? Da mesma forma, o Hamas joga habilmente com a cumplicidade da mídia, e não é à toa que seus líderes estejam escondidos em hospitais, ou que atirem mísseis desde residências, ou mesmo que coloquem explosivos em escolas e zoológicos: a morte de civis palestinos joga a seu favor, para que evitá-las?

Mas o curioso é que as organizações terroristas jogam dos dois lados. Por um lado, divulgam pavorosos vídeos de reféns degolados, como acontecia freqüentemente no Iraque. A mensagem é, "veja como nós somos maus, vão embora ou iremos pegar você também." O próprio Hamas divulga vídeos de seus ataques com Qassam, com hino de guerra e tudo. Por outro lado, quando sofrem ataques, divulgam amplamente as fotos de seus mortos e feridos. A mensagem é: "vejam como somos meras vítimas desses malvados sionistas".

Essa esquizofrenia revela-se também no seu discurso. Por um lado, dizem que o Holocausto não existiu. Por outro lado, dizem que os judeus são os novos nazistas. E, finalmente, pedem que os judeus sejam "levados de novo ao forno". Afinal, qual é que é?

Outro problema é que a relativa liberdade midiática em Israel e EUA joga contra eles. Pensem na Chechênia: os russos mataram mais de cem mil chechenos muçulmanos por lá. Onde estavam as imagens da mídia? Uma das poucas jornalistas que denunciava as violências abusivas de Putin contra os chechenos era Anna Politovskaya. Levou dois tiros no elevador do seu apartamento. Nunca se soube quem matou. Nunca mais se falou sobre a Chechênia.

Neste site fala-se um pouco sobre o fenômeno de Pallywood.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A mídia não engana ninguém

Por que a mídia mente tanto sobre o terrorismo islâmico?

A mídia muitas vezes esconde até o fato que os terroristas sejam muçulmanos, oumesmo que sejam terroristas. Chama-os de "militantes", de "ativistas", e até de "suspeitos atiradores". Tipo: "os suspeitos atiradores mataram 200 pessoas...". Os políticos enquanto isso insistem que o islã é "uma religião da paz" e que os terroristas "subvertem a mensagem real dessa nobre religião". E os intelectuais de esquerda afirmam que "a situação é demasiado complexa" e "devemos examinar as causas sociais e econômicas do terrorismo; aliás a palavra terrorismo não é boa, pois o terrorista de um é o herói de outro etc.". E assim temos artigos de opinião que explicam tudo, menos que os terroristas eram muçulmanos, que mataram propositalmente hindus, judeus e ocidentais, e que foram treinados por um grupo islâmico baseado no Paquistão. Por quê?

Há dois motivos.

O primeiro deles é o esquerdismo, que assume que as minorias são incapazes de fazer mal por si mesmas, que seus membros apenas reagem como autômatos às ações malvadas do Ocidente, e que apontar algum crime destas seria "racismo". Os muçulmanos são "oprimidos", portanto segundo a ótica esquerdista não poderiam jamais oprimir. Seus atos são meras respostas a agressões e humilhações passadas. E isso explicaria porque um dos terroristas matou a sangue frio o bom samaritano que lhe trouxe um copo d'água.

(Um dos fatos que não foi mencionado pela mídia no atropelamento ocorrido na Wal-Mart é que a multidão, como estas fotos mostram, era formada quase toda de pobres e negros. Pode ser relevante, pode não ser. Mas jamais espere a mídia politicamente correta sequer insinuar algo a respeito.)

Mas no caso do islamismo há um problema a mais. Assumir que a religião tenha algo a ver com os atentados implicaria aceitar a horrenda possibilidade que haja um bilhão de pessoas que nos odeiam. Um bilhão. Como resolver esse pepino?

Por isso é natural que muitos tentem desviar o assunto, ofuscar o fato de que se trate de uma jihad. Jihad, o que é isso?

Mas a mídia, na verdade, não engana ninguém. Quase ninguém ousa falar em alta voz aquilo que pensa, mas a verdade é que os muçulmanos são vistos com cada vez mais desconfiança pelo restante da população. O que vai acontecer é que as pessoas fingirão ser politicamente corretas: "pois é, o islã é uma religião da paz, etc.". Mas na prática vão olhar torto pra muçulmana de burka no ônibus, e sentar o mais longe possível dela. E é possível que se chegue até a lamentáveis atos de violência.

A sensação de fastio é enorme, e cresce a cada atentado. Aqui o que uma blogueira que raramente toca em temas políticos tem a dizer:
Watching the latest Islamic terrorist horror in India starts a rolling list in my head that can’t be stopped; Iran, Beirut, USS Cole, Somalia, 9/11, Spain, London. Those are just the big ones, everyday around the world Islamists murder in the name of their politicized religion.
I find myself increasingly repulsed by Muslim practices and beliefs. Middle Eastern, African, Asian, American, the country of origin makes no difference. Women and children treated as chattel, genital mutilation, child brides, honor killings, culturally accepted pedophilia, the black drapes and head coverings, no rights, no votes, little to non-existent educational opportunities, no voice, no choices, no recourse. Persecution of homosexuals. Imprisonment, stoning and whipping for morality crimes. Lack of free speech. The foul treatment of non-Muslims in Islamic countries. The demented hatred of Jews. Sharia Law. Wahhabism. Madrasas. Blind obedience to Mullahs. Praying towards Mecca - a place on the map few will ever see. Individuality is shut down, originality and freedom of the mind discouraged. Islam pisses on human talents that fall outside the dark walls of its faith. Hell, I even dislike their dislike of dogs.
I will condemn them all until they give me good reason to reconsider their decency. A worldwide Muslim protest against the perpetrators of the latest Islamic terrorist atrocity in Mumbai would be a good start.
Tentar ofuscar ou esconder o assunto só piora as coisas e gera mais ódio. Por que não assumir que o terrorismo islâmico é um problema, e combatê-lo sem subterfúgios? Até os muçulmanos moderados agradecerão - afinal, não esqueçamos que muitas vezes as vítimas do terrorismo islâmico são os próprios muçulmanos.

Melhor é ser desinformado

O leitor Gerson B. deu a dica de um artigo postado pelo Noblat que afirma que o telespectador americano é "desinformado" em relação ao terrorismo porque (segundo o autor) a mídia americana não explica as "causas sociais e econômicas do terrorismo".

Quando a mídia é só doutrinação, quando passa ideologias no lugar de fatos, melhor ser mesmo desinformado. Melhor ser como o Joe Redneck.

O Joe Redneck não assiste à CNN nem lê blogs esquerdiotas, e portanto não sabe que o terrorismo na Índia foi causado pelo Bush.

O Joe Redneck não freqüenta o site da BBC, e portanto não sabe que segundo um "especialista internacional" os terroristas não eram jihadistas nem treinaram por meses no Paquistão (como um dos próprios terroristas afirmou), mas apenas eram jovens de religião não-definida que queriam "ficar famosos".

O Joe Redneck só usa o New York Times pra forrar a jaula do seu canário, e portanto não sabe que o aquecimento global é um problema muito mais grave do que inimigos islâmicos com armas nucleares.

O Joe Redneck não acessa o blog do Pedro Doria nem o do Idelber, e portanto não sabe que o terrorismo de Mumbai que matou judeus, hindus e estrangeiros faz parte de um "conflito interno" exclusivo da Índia. (O Joe Redneck não entende nada de geografia, confunde Kashmir com Kabul, e nem sabe que os terroristas de Mumbai odeiam os judeus devido à "ocupação sionista" do Kashmir.)

O Joe Redneck não saberia diferenciar Alá de Baal ou de Hubal, não entende de Corão nem de hadith, mas é tão ignorante que quando vê muçulmanos matando não-muçulmanos, acredita que tenha algo que ver com sua religião.

O Joe Redneck não sabe nada. Ele só sabe de uma coisa: se aparecer um maluco desses gritando "Aláquebar" no seu quintal, ele não vai ficar meditando sobre as "causas sociais e econômicas" do terrorismo - vai é mandar chumbo grosso.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A maldição da mídia

A mídia está preocupada. Obama não está tão à frente nas pesquisas quanto deveria, considerando a sua triunfal viagem a Berlim. Chega mesmo a estar atrás de McCain em uma delas. Qual o motivo?

Talvez a causa seja mesmo a sua superexposição midiática. Todos sabem que o que a mídia cria, a mídia destrói. Não pode evitá-lo: é a sua natureza, como a do escorpião da fábula. Pensem em Michael Jackson. Pensem em Britney Spears. Pensem na Princesa Diana. Por quanto tempo pode a mídia manter acesa uma mania até que esta comece a cansar o público e voltar-se contra si mesma? Qual é o limite?

Eis aqui o trecho de uma reportagem de uma jornalista-tiete da revista alemã Bild (imagino que seja uma espécie de Caras local), e que talvez indique com precisão o momento em que Obama "jumped the shark":

Ele levanta um par de pesos de 16 quilos e realiza 30 repetições. Então, incrivelmente, pega os halteres de 36 quilos! Lentamente os ergue, realiza 10 movimentos com seu braço esquerdo, logo outros 10 com o direito. Ele respira profundamente e bebe um gole da garrafa de água mineral Evian de 0,5 litros.
(...) Eu pergunto, "Sr. Obama, posso tirar uma foto?". "É claro!", ele responde, antes de perguntar o meu nome e sentar ao meu lado.
"Meu nome é Judith," respondo. "Eu sou Barack Obama, muito prazer!", ele diz, e coloca seu braço sobre meu ombro. Eu enlaço a sua cintura - uau, ele nem mesmo suou. QUE HOMEM!
Se Obama morrer na praia, vai ser por culpa justamente da mídia que tanto o idolatra.


terça-feira, 29 de julho de 2008

O leitinho das crianças

A propaganda palestina já foi melhor... Esta é realmente de doer: o Hamas diz que os túneis subterrâneos construídos entre a fronteira de Gaza e o Egito não são para o contrabando de armas, mas sim para trazer leite para as crianças...

Bem, considerando que há idiotas que acreditam em qualquer coisa saindo da boca dos "oprimidos palestinos", quem sabe eles caiam nessa também.

Mas por que será que até para carregar leite em pó os otários precisam estar mascarados?

(via LGF).

"Pô, Ahmed! Tá faltando o meu Toddynho?!"

O leite precisa ser içado com cabos? É que a garrafa poderia explodir...

terça-feira, 15 de julho de 2008

O jornalismo da mentira

O jornalismo, ontem uma variação da antiga crônica histórica, hoje virou uma poderosa forma de manipulação popular, pouco interessada na informação, e muito na ideologia.

O aquecimento global, as eleições nos EUA, o Oriente Médio. Tudo é noticiado com base a mentiras, pura e simplesmente mentiras.

Leio agora um artigo do Clarín que informa que na Argentina, "para cada dois nascimentos há um aborto". Os números são absurdos. De fato, não há explicação nenhuma sobre como estes dados foram obtidos, diz apenas que o estudo:

incluyó la estimación de la cantidad de abortos inducidos que se llevan a cabo en nuestro país, con base en dos metodologías internacionales que sólo se aplican en países donde el aborto no está legalizado.

Hummm... Metodologias internacionais... Comunidade internacional... Sempre que usam esses termos, fico com um pé atrás. Com mais pé atrás fico ao saber que os dados, capa do jornal de esquerda Clarín, foram publicados pelo INDEC, órgão governamental famoso por ter manipulado completamente os números da inflação.

E chamam isso de jornalismo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Photoshop do Irã

O Irã fez um teste balístico no outro dia, com mísseis de longo alcance que poderiam atingir não apenas Israel como a Europa. O que é curioso, já que por um lado alega que a busca de energia nuclear é para "fins pacíficos", e pelo outro alega que Israel será destruído em breve.

O engraçado é que nas imagens divulgadas pelo Irã para a mídia, foi usado Photoshop para incrementar a ação. Ao menos um míssil a mais foi incluído no pacote. Talvez dois:


De fato, nos vídeos divulgados aparecem apenas três mísseis, sendo que somente um deles é acompanhado na sua trajetória pelos céus.

É tudo, naturalmente, parte da guerra psicológica entre EUA, Israel e Irã. No outro dia, por exemplo, Israel fez um exercício aéreo na Grécia com dezenas de aviões. A operação chamou-se "Gloriosa Sparta", em referência aos espartanos que resistiram ao ataque da antiga Pérsia...

Manobra de propaganda também, e sinal claro de que o ataque contra as instalações nucleares contra o Irã, se ocorrer, ocorrerá de outro modo.

Outra possibilidade é que a estratégia do Irã com todas as ameaças e testes militares que vem realizando é simplesmente a de gerar mais cortina de fumaça para continuar seu projeto nuclear, e causar tensão mundial para aumentar o preço do petróleo, o que beneficiaria sua problemática economia. Pena (para o Irã) que o mercado esteja se habituando: com o último teste, o preço do barril subiu apenas dois dólares, e depois voltou a cair.

(Tirado do LGF, especialistas em desmascarar imagens photoshopadas...)

Atualização: a foto real, aqui: a manipulação foi para encobrir um dos mísseis que falhou.

domingo, 22 de junho de 2008

A jihad no sul da Tailândia

O serviço de trem no sul da Tailândia foi suspenso, pois hoje um grupo de "supostos rebeldes" (suspected insurgents) matou três trabalhadores ferroviários e um policial em um dos trens.

A notícia não explica, mas os suspected insurgents são muçulmanos. No Sul da Tailândia há uma revolta de muçulmanos que já matou mais de três mil pessoas, a maioria civis e monges budistas. Pelo silêncio universal da mídia, não pareceria.

De fato, é vergonhoso o papel da mídia na cobertura de tais eventos. Falam sempre em misteriosos "suspeitos rebeldes". Ou "militantes". Ou "atiradores". Nunca explicam que são muçulmanos. Às vezes nem explicam direito do que se trata, contrariando todas as regras do jornalismo clássico (quem, como, quando, onde, porquê). Vejam esta outra notícia, da Reuters:
Bombs killed three men and wounded 21 people in three separate attacks in Thailand’s troubled Muslim far south, police said on Sunday.
"Bombas" mataram três pessoas e feriram 21. Bombas - por vontade própria, aparentemente, e sem que ninguém as acionasse. Ah, foi no "problemático sul muçulmano". Hum. Foram muçulmanos que morreram? Foram muçulmanos que mataram? O leitor deve apelar para as próprias capacidades de raciocínio e deduzir que, se a notícia fala em "bombas" e "muçulmanos", foram estes que colocaram as primeiras. Bombas e muçulmanos sempre andam juntos.

Muçulmanos rebeldes no extremo sul da Tailândia, única região de maioria muçulmana, se consideram sob "ocupação" (E quando não! Estou esperando os muçulmanos dos subúrbios parisienses começarem com a mesma lenga-lenga). Estão matando civis budistas. A mídia faz o possível para esconder o fato.

Houve um tempo em que o papel da mídia era informar.