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terça-feira, 6 de março de 2012

A Era do Narcisismo

Está causando furor por aqui a história de uma estudante de uma universidade católica, Sandra Fluke. Ela exige anticoncepcionais gratuitos para as mulheres da sua faculdade, e não só da faculdade, mas de todos os EUA, em nome da igualdade e da "saúde pública". Por "gratuitos", entenda-se pagos pelo público. Segundo ela, é um "direito fundamental".

Como de certa forma ela está querendo que os outros financiem a sua vida sexual, ela foi chamada de "periguete" (slut) e "prostituta" (whore) pelo radialista Rush Limbaugh. Porém, houve grande pressão das feministas, e ele teve que pedir desculpas. Vejam a força do movimento feminista nos EUA: Rush Limbaugh normalmente critica esquerdistas todo o dia no seu programa, mas bastou falar das mulheres e teve que se retratar.

Era tudo uma armadilha, é claro. Fluke não é uma estudante convencional, e ela não é nem mesmo uma periguete (as periguetes gostam demais dos homens para serem feministas). Ela é uma ativista de mais de 30 anos de idade, com um longo passado de "estudos feministas", e que preparou cuidadosamente tudo, desde a escolha da universidade católica na qual iria "estudar", isto é, ser agente infiltrada. A intenção era mesmo a de causar escândalo e explodir na mídia, e os conservadores caíram direitinho, como patos! Quá quá quá!

(Pense bem, é genial. A esquerda toca as cordas da direita como um violino. São essas coisas que me fazem pensar em desistir do blog e virar um esquerdista, até porque a esquerda paga melhor. É o mesmo caso do menino "transgênero" que os esquerdistas infiltraram nas escoteiras. Não duvido que um dia os esquerdistas consigam infiltrar um Papa gay em pleno Vaticano!)

A polêmica sobre os termos utilizados terminou obscurecendo o que realmente importava no assunto. Afinal, por que é essa moça com a maior cara-de-pau exige -- em uma universidade católica! - que os outros paguem pelos seus anticoncepcionais? Pois não importa o que ela faz em seu dormitório (é provável mesmo que seja lésbica, como a maioria das feministas), mas por que os outros teriam que bancar? Afinal os anticoncepcionais são bem baratinhos e estão ao alcance do bolso de qualquer estudante universitária.

Mas a idéia da megera indomada na verdade não tem a ver com economia ou saúde, mas sim com o igualitarismo feminista levado às últimas conseqüências: se homens podem ter direito ao sexo sem gravidez, as mulheres também devem ter. E pago pelos homens, naturalmente!

Não é só o feminismo que é problemático. Lamentavelmente, vivemos em uma era dominada por narcisistas, pilantras e caras-de-pau, que acham que tem "direito" a tudo. Talvez essa seja a pior idéia já instigada pelo progressismo, a idéia de "direitos" entendidos como algo extremamente amplo e sem qualquer tipo de responsabilidade ou conseqüência. Criou uma geração de pessoas que acham que podem tudo e tem direito a tudo, e o Estado teria que pagar pelos seus mais ridículos caprichos.

Tão alastrada está essa idéia que chegou no boca-a-boca mesmo aos países mais subdesenvolvidos e miseráveis. Imigrantes do Cuzuquistão e da Canibália já desembarcam em países europeus querendo (e muitas vezes recebendo) casa e comida pagos pelo contribuinte e, se não receberem, colocam fogo nas ruas. Gays querem ter direito a casar e adotar filhos, ou se não vai voar purpurina pra todo lado. Até os gordos agora exigem o "direito" a não serem discriminados, ou a terem remédios dietéticos pagos pelo contribuinte... Ora, vão fazer ginástica, seus balofos!

O narcisismo contemporâneo pode ser visto nas artes plásticas modernas. Artistas que fazem "arte" com seus próprios fluidos, ou que estampam detalhes de suas sórdidas vidas. Há uma artista que pinta a si mesma nua na banheira comendo sorvete. Uma outra exibe sua vida sexual em fotografias. A arte moderna parece versar quase que exclusivamente sobre a egolatria obsessiva. Que façam o que quiserem com suas vidas, mas por que temos que ver isso nos museus?

O mesmo narcisismo é visto do outro lado, nos progressistas que se unem a causas por um "mundo melhor". É em muitos casos apenas busca de status, mostrar que se é melhor do que os outros.

Bem, mas o pior é que essas feministas estão dando um tiro no pé. Com o aborto e anticoncepcionais gratuitos para todos, continuarão reduzindo o nascimento de crianças na classe média nativa, enquanto as mexicanas nos EUA e as muçulmanas na Europa continuarão tendo cinco filhos cada e propagando a cultura machista de seus países. No futuro, todas essas feministas terminarão com uma burka na cabeça. Talvez seja isso mesmo o que elas querem (sei de uma feminista periguete na juventude que terminou casando com um muçulmano. Ele a levou para seu país e ela está lá vestindo burka e sem poder sair de casa. E feliz da vida! Afinal, o fato é que as mulheres em sua maioria gostam de ser dominadas, e essas feministas no fundo são as que mais querem, precisam mesmo é de umas boas palmadas.)

O problema é que um dia a casa cai. O contribuinte não pode sustentar tantos pilantras ao mesmo tempo. Não sei quando vai ser exatamente, mas é bastante claro que um dia o castelo de cartas progressista vai desabar. Lamentavelmente, vai nos levar a todos juntos para o precipício! Vejo um mundo em guerra, conflitos raciais e desastre econômico nas próximas décadas! O Euro certamente vai acabar em poucos anos. Os imigrantes vão entrar em conflito com os nativos. Governos vão cair e guerras vão ocorrer. Pobreza, miséria e doença se alastrarão como gafanhotos. Mas tudo bem: é provável que, depois de tudo isso, o mundo retornará ao bom senso, pois não poderá mais sustentar a loucura, o coletivismo e o narcisismo.

Qanto às feminazis e à Sandra Fluke, bem, tudo o que posso fazer é dedicar a elas esta bela e romântica canção de Davi Menezes Jr., "Morocha". Espero que gostem!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ideologia: eu não quero uma pra viver

O blog tem atraído umas discussões estranhas ultimamente. Não sei se é minha culpa. Juro que na vida diária sou uma pessoa normal, sem opiniões ou comportamentos extremos. Politicamente, gostaria que existisse um meio-termo entre os excessos do liberalismo e os rigores do tradicionalismo, mas talvez seja impossível.

Tendo a preferir as sociedades que prezam a liberdade individual, mas sem transformar esta em uma obsessão, no "direito de fumar drogas ou andar peladão pela rua". Acredito na livre-expressão, no livre-mercado e na liberdade religiosa, porém tendo por pano de fundo a moralidade tradicional cristã, sem o niilismo pós-moderno ateu nem o fundamentalismo religioso teocrático ou a sha'ria. Sou a favor do Estado mínimo (quanto menor, melhor), o que tende a excluir fascismos e socialismos tanto de esquerda quanto de direita.

Dito isso, não acredito em utopias ou sociedades perfeitas. A humanidade é imperfeita por Natureza, e portanto não tenho nenhum "mapa da mina" para construir uma sociedade ideal. Ao contrário, sou pessimista e tendo a achar, como Hobbes, que "o homem é o lobo do homem". Não promovo nenhum movimento político e prefiro mesmo ficar no meu canto.

Não sou "olavista" ou "olavette". Na verdade, o "olavismo" não existe como movimento político, filosófico ou ideológico, e penso que o Olavo de Carvalho jamais teve a intenção de criar qualquer coisa parecida com isso. Minha única conexão com o Olavo de Carvalho é que leio há vários anos textos do Olavo de Carvalho. Como ocorre com todos os autores que leio, concordo com algumas coisas, menos com outras. Acredito que de qualquer modo seja um pensador excepcional, especialmente se considerarmos o quase total vazio da discussão intelectual no Brasil, onde os maiores "intelectuais" hoje são o Chico Buarque ou o Jô Soares.

Suponho que seja desnecessário esclarecer que não tenho simpatias pelo nazismo. Poderia rebater as várias informações equivocadas que apareceram na caixa de comentários por estes dias, mas seria perda de tempo. Só achei engraçado acusarem "os judeus" de "terem criado a bomba atômica" -- como se os nazistas estivessem, naquele momento, empenhados apenas em pesquisar sobre como construir melhores brinquedinhos para crianças, ou fábricas de arco-íris e unicórnios. Ora! Tenham santa paciência. Os nazistas também queriam a bomba, e só não a conseguiram porque seguiram um caminho totalmente equivocado, além de ter despachado físicos brilhantes, aliás nem todos judeus, mas tampouco simpáticos ao regime.

Detesto o comunismo e o nazismo e tudo o que estes movimentos totalitários representam. Abomino revolucionários de quase todos os tipos. Não sou um progressista, mas tampouco sou um "nacionalista branco" ou mesmo um conservador tradicional. Não acredito no positivismo, que Machado de Assis brilhantemente satirizou como o "humanitismo" de Quincas Borba. Não acho que existam sistemas perfeitos, e a sua busca e tentativa de implantação é uma quimera inútil. Acredito, apenas, no bom senso e no conhecimento acumulado ao longo de centenas de anos de tentativa e erro, que terminam funcionando como regras imperfeitas de uma civilização imperfeita, sempre em precário equilíbrio.

Ideologia: não quero uma pra viver.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Colonos judeus e nacionalistas brancos

O assassinato por um palestino de uma família de colonos israelenses a facadas, incluindo uma criancinha de três anos e um bebê de três meses, causou escândalo na comunidade internacional.

Não, que digo? Salvo um que outro editorial, causou bocejos nos EUA e Europa e comemorações em Gaza, com palestinos distribuindo doces. Os colonos israelenses, afinal, "ocupam território ilegalmente", são comumente comparados aos "nazistas", e portanto merecem morrer (aqui uma matéria sobre o massacre: aviso, há fotos gráficas das vítimas).

domingo, 16 de maio de 2010

Poema do domingo

Judeus são pecadores,
Eles matam criancinhas Cristãs
Eles cortam suas gargantas
Danados e sujos Judeus

(A PátriaPoema lido em escolas alemãs em 1935)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Antisionismo não é antissemitismo"

...mas parece que esqueceram de avisar um certo pessoal. Cadê o Idelber, o Chomsky e o Juan Cole nessas horas pra "traduzir"?


Protesto de imigrantes muçulmanos na Austrália. Em vez de ensinar ódio, podiam ter ensinado inglês: o certo seria "haven't learned".

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um testículo

Sei que este post seria mais adequado para a Casa do KCT, mas a notícia é boa demais para deixá-la passar em branco:
Relato médico confirma que Hitler tinha apenas um testículo.
A condição mono-testicular do ditador nazista, devido a um ferimento na I Guerra, era um mito popular celebrado em várias histórias e canções, como: "Hitler has only got one ball, Göring has two but very small, Himmler is somewhat similar, But poor old Goebbels has no balls at all." Porém, agora o relato recém-revelado de um médico que o tratou dos ferimentos na I Guerra parece confirmar a história.

Outra curiosidade revelada pelo médico: após ser ferido naquele lugar, Hitler gritava tanto por socorro que os médicos o apelidaram de "Gritão".

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Áustria

Depois do caso Fritzl e Natasha, mais comportamento psicopático sacode a Áustria: um maluco matou toda a sua família (em três cidades diferentes), para "poupá-la da vergonha da ruína financeira". Um bom coração, em suma.

Teriam tais casos algo a ver com o espírito austríaco? Theodore Dalrymple pesa a questão.

Há poucos países menos significantes do que a Áustria. Uma espécie de Alemanha light, vivendo à sombra do país germânico, é recordada sobretudo pela sua exultante colaboração com o nazismo e por ter sido o berço de Hitler. Nos anos oitenta e noventa, teve um ex-nazista como presidente e outro que quase virou primeiro ministro e segue ativo na política.

O maior escritor austríaco recente, Thomas Bernhard, odiava a Áustria. Tanto que chegou a especificar no seu testamento que nada do que ele escreveu, incluindo suas peças, deveria jamais ser publicado ou apresentado

dentro das fronteiras do estado da Áustria, seja como for que esse estado se descreva. Enfatizo categóricamente que não quero ter nada a ver com o estado Austríaco e me protejo com relação à minha pessoa e meu trabalho não apenas contra qualquer interferência desse estado Austríaco à minha pessoa e meu trabalho para todo o sempre.

Bernhard não levava muita fé nos seus compatriotas. Sua peça Heldenplatz, que ocorre nos anos 80, afirma que na Áustria "há mais nazistas agora do que antes".

Por outro lado, a Áustria, ou melhor, o arçobispado de Salzburgo, foi o berço de Mozart, provando que geografia não tem necesariamente a ver com destino.



segunda-feira, 5 de maio de 2008

Europa e Japão

Na Itália, em Verona, um jovem agredido por uma gangue de neonazistas está em coma e grave perigo de morte. Material neonazi e neofascista foi apreendido com os desprezíveis skinheads. No caso, não tratou-de de um ataque racista (o jovem era italiano), mas uma agressão por motivo fútil.

Embora tais atos de violência sejam casos isolados, a tendência parece ser o seu aumento. O grande perigo da imigração descontrolada na Europa é que o temor da população e o desânimo com seus governos dê lugar a um retorno de movimentos fascistas. Na mesma Itália, dias atrás, um romeno estuprou e matou uma jovem italiana. Prostitutas do leste europeu mataram uma garota romana. Os ilusos sonham com uma Europa multi-cultural e pacífica, mas isso só ocorre em música de John Lennon; a realidade é que o multi-culturalismo está desembocando é no neo-tribalismo: não havendo mais identificação com a nação, o indivíduo se torna para a identificação tribal, racial ou grupal. Gangues latinas, turcas, sérvias, asiáticas disputam o mercado do crime. Skinheads atacam imigrantes. Muçulmanos radicais prometem jihad anti-ocidental, o que por sua vez aumenta o perigo do neofascismo contrário.

Leio, enquanto isso, um artigo comparando Europa e Japão. Enquanto na Europa, assim como nos EUA e em quase todo o mundo ocidental desenvolvido, a imigração e o multi-culturalismo são políticas aparentemente irreversíveis, no Japão a grande discussão é se o número de imigrantes deve ser de 0.5% ou 1%. Sociedade fortemente tradicional, o Japão mantém seus hábitos de isolamento. E, no entanto, possui os mesmos problemas do resto do dito Primeiro Mundo: baixo nível de natalidade, envelhecimento da população, desaceleração econômica, diluição dos valores tradicionais, consumismo, hedonismo. Mas escolheu um outro caminho: em vez de trazer imigrantes para renovar sua população, optou por envelhecer e criar soluções tecnológicas como robôs para cuidar dos velhinhos. Pior? Melhor? Não sei, o futuro dirá. O Japão também enfrenta grandes desafios, não o menor a expansão da arqui-rival China. Mas a violência e o crime no país são bastante menores do que na Europa multi-cultural.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Perón y los nazis

Em tema com o meu post sobre Buenos Aires publicado no blog do PD, apresento aqui uma entrevista sobre a relação de Perón com os nazistas. Perón, figura nefasta ainda hoje idolatrada por muitos argentinos, e principal referência política do país, já que os peronistas ocupam quase todos os espaços, era na verdade um êmulo de Mussolini e admirador dos nazistas, tendo protegido vários generais da SS... Alguns trechinhos, ou ler completa no link:

DW WORLD: ¿De qué forma facilitó el Gobierno argentino de la época la llegada de nazis a la Argentina?

Uki Goñi: La facilitó de varias maneras, pero sobre todo enviando agentes a Europa, que a su vez eran ex miembros de la SS o nazis que ya habían llegado a Argentina, para organizar el traslado de Alemania a la Argentina. El principal encargado fue un ex capitán de la SS llamado Carlos Fuldner. Fuldner era un alemán nacido en la Argentina, cuya familia había vuelto a Alemania en la década del 30. Carlos Fuldner se enrola en la SS y asciende hasta capitán. Después de la guerra escapa a Madrid y organiza la primera red de escape a la Argentina, se reúne con Perón, hay reuniones en la Casa Rosada y luego Fuldner viaja a Europa y allí comienza el escape en serio de sus camaradas de la SS.

¿Cuál fue el interés del Gobierno de Perón y de éste personalmente para llevar a los criminales de guerra a la Argentina?

Perón tenía varias razones para hacerlo. La primera fue una simpatía natural que el sentía por el nazismo, el fascismo y los oficiales del Ejército alemán. Perón dijo que consideraba que los juicios de Núremberg eran una infamia y que él había decidido rescatar todos los oficiales alemanes que pudiera. Perón también quería llevar a la Argentina a científicos y técnicos alemanes, por ejemplo diseñadores de aviones jets y científicos nucleares. Pero con ellos y además de ellos se fueron a la Argentina una gran cantidad de criminales de guerra tipo Adolf Eichmann y Josef Mengele, que también entraron al país disfrazados de técnicos.

¿A sabiendas de Perón?

Yo creo que sí, porque Perón dijo que los juicios de Núremberg eran una infamia y eso es una frase muy llamativa y deja muy claro cuál era el pensamiento de Perón sobre ello.

¿Había también coincidencias ideológicas entre el nacionalsocialismo y el peronismo de la época, como una forma de socialismo nacional?

Perón había estado en la Italia de Mussolini como agregado militar y cuando volvió a la Argentina habló de Mussolini –y también de Hitler– con gran entusiasmo y admiración. Durante la guerra, Perón tuvo muchos contactos con el servicio secreto de la SS, que operaba en Sudamérica, o sea que no es algo que haya comenzado después de la guerra, sino que ya durante la guerra Perón tuvo contactos con oficiales de la SS.


¿Tuvieron los nazis una influencia política en la Argentina y si así es, de qué tipo?

Más que haber tenido una influencia en la Argentina, los nazis se fueron a la Argentina porque sintieron que allí había un régimen que era similar ideológicamente al régimen nacionalsocialista. Es decir que ya había una ideología preexistente en la Argentina. Creo que la influencia fue de otro tipo: a un país que se acostumbró a tener a Eichmann o a Mengele de vecinos le fue más fácil después aceptar que militares del propio país cometieran los crímenes que cometieron. Si un país tuvo a Eichmann, ¿por qué no va a tener a Videla?