domingo, 8 de abril de 2012
Quem se importa com o atum?
Qual a proporção? Morre 1 golfinho para cada 100.000 atuns. Todos choram pelo golfinho. Mas, como disse alguém certa vez: e o atum? quem se importa com os cem mil atuns?
Tudo bem, também gosto de golfinhos. São mamíferos inteligentes, etcétera e tal. Mas fiquei pensando que essa seletividade é uma característica primária do progressismo. Vejam o Sakamoto, que está sempre chorando pelos "índios, mulheres negras e populações ribeirinhas". E a classe média? Causa-lhe nojo.
É o mesmo com o tal "casamento gay". Quantos gays existem no Brasil? Digamos, em uma estimativa generosa, que sejam 10% da população. Certamente o número de católicos e evangélicos praticantes a quem o assunto desagrada é maior. Mas sua opinião é desconsiderada. Quem se importa com a opinião do atum?
E assim com tudo. Se você é minoria, imigrante, disléxico, gay, paraplégico ou autista, não é que tenha a vida fácil, e com um desses problemas pode não ter mesmo, mas é que toda a sociedade bem-pensante se preocupa mais com você. Mesmo que seja uma preocupação completamente hipócrita, e na prática se reflita apenas na colocação de alguma foto no perfil do Facebook. No outro dia, por exemplo, uma amiga (amiga só de Facebook, entenda-se) reclamou em um post: "Tenho vergonha de ser sueca." A razão era que o seu país ia expulsar um ou dois imigrantes etíopes... Claro que ir para a Etiópia ajudar as criancinhas está muito longe de sua cabeça, ela só queria parecer mais descolada do que é. Os etíopes são os seus golfinhos...
O problema é que ser branco heterossexual ocidental cristão (BHOC) é considerado o "default" da civilização, e talvez seja mesmo. Há uma crença generalizada de que, não importa o que acontecer, ele será sempre o "opressor". E essa crença é comum mesmo entre a maioria dos BHOCs. Bem, tudo bem, mas às vezes fica chato quando todos choram por todos, mas ninguém chora por você.
Nós somos o atum.
sábado, 16 de maio de 2009
A máfia do "aquecimento global"
Como pode ser considerado poluente e perigoso um gás que é a base da vida de todo ser vivo? Que serve de nutrição às plantas e árvores? Que é expelido naturalmente por todo quadrúpede, bípede e centípede? A própria constituição molecular de todo ser vivo é baseada no carbono. Carbono é vida!
Mas eis que o grande esquema
Ora, o CO2 é o subproduto residual de grande parte dos processos industriais, mesmo os mais simples. Praticamente qualquer empresa, ainda que pequena, produz ou utiliza CO2. Para produzir vinho em uma pequena vinícola familiar, produz-se CO2. Caramba, mesmo plantando batatas na agricultura de subsistência produz-se CO2.
A idéia por trás da "regulação dos gases poluentes" nada mais é então do que a de cobrar uma taxa de toda e qualquer pessoa que queira produzir qualquer tipo de riqueza.
Começa-se a perceber aí o gigantesco mercado disponível para uma ávida corja de políticos, burocratas estatais, advogados, ONGs, "empresários verdes" e outros vampiros filhos da puta. Quem não pagar esse pizzo, sofrerá terríveis multas e poderá até mesmo ser preso.
Qualquer dia, não duvido, também virão taxar até o ar que respiramos, em troca de uma proposta que não poderemos recusar.
A cosa nostra não faria melhor.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
De acordo com o manual

Seria patético, se não fosse trágico. Depois da expulsão do embaixador israelense, uma sinagoga foi atacada na Venezuela chavista por, hã, "uma gangue armada não-identificada". Hummm. Não identificada, é?
Ora, qualquer tirano precisa, necessariamente, de inimigos. Como o Bush saiu de cena, Chávez necessitava de um novo inimigo. Pimba. Lá vem Israel e os judeus, bodes expiatórios preferidos por 9 entre 10 ditadores.
Eu não sei se certos jornalistas e intelectuais são idiotas ou apenas mentirosos filhos da puta. O que sei é que as táticas de Cháves são tão, mas tão de "Dictatorship for Dummies", que quem o leva a sério só pode ser, ou facínora, ou retardado mental.
Se fosse só o Chávez, não seria tão grave. O furo é mais embaixo. Como nos anos 30, lá vem todos os covardes e ditadores do mundo inteiro atacando os judeus. Tudo em nome da paz. Lógico.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Perón y los nazis
DW WORLD: ¿De qué forma facilitó el Gobierno argentino de la época la llegada de nazis a la Argentina?
Uki Goñi: La facilitó de varias maneras, pero sobre todo enviando agentes a Europa, que a su vez eran ex miembros de la SS o nazis que ya habían llegado a Argentina, para organizar el traslado de Alemania a la Argentina. El principal encargado fue un ex capitán de la SS llamado Carlos Fuldner. Fuldner era un alemán nacido en la Argentina, cuya familia había vuelto a Alemania en la década del 30. Carlos Fuldner se enrola en la SS y asciende hasta capitán. Después de la guerra escapa a Madrid y organiza la primera red de escape a la Argentina, se reúne con Perón, hay reuniones en la Casa Rosada y luego Fuldner viaja a Europa y allí comienza el escape en serio de sus camaradas de la SS.
¿Cuál fue el interés del Gobierno de Perón y de éste personalmente para llevar a los criminales de guerra a la Argentina?
Perón tenía varias razones para hacerlo. La primera fue una simpatía natural que el sentía por el nazismo, el fascismo y los oficiales del Ejército alemán. Perón dijo que consideraba que los juicios de Núremberg eran una infamia y que él había decidido rescatar todos los oficiales alemanes que pudiera. Perón también quería llevar a la Argentina a científicos y técnicos alemanes, por ejemplo diseñadores de aviones jets y científicos nucleares. Pero con ellos y además de ellos se fueron a la Argentina una gran cantidad de criminales de guerra tipo Adolf Eichmann y Josef Mengele, que también entraron al país disfrazados de técnicos.
¿A sabiendas de Perón?
Yo creo que sí, porque Perón dijo que los juicios de Núremberg eran una infamia y eso es una frase muy llamativa y deja muy claro cuál era el pensamiento de Perón sobre ello.
¿Había también coincidencias ideológicas entre el nacionalsocialismo y el peronismo de la época, como una forma de socialismo nacional?
Perón había estado en la Italia de Mussolini como agregado militar y cuando volvió a la Argentina habló de Mussolini –y también de Hitler– con gran entusiasmo y admiración. Durante la guerra, Perón tuvo muchos contactos con el servicio secreto de la SS, que operaba en Sudamérica, o sea que no es algo que haya comenzado después de la guerra, sino que ya durante la guerra Perón tuvo contactos con oficiales de la SS.
¿Tuvieron los nazis una influencia política en la Argentina y si así es, de qué tipo?
Más que haber tenido una influencia en la Argentina, los nazis se fueron a la Argentina porque sintieron que allí había un régimen que era similar ideológicamente al régimen nacionalsocialista. Es decir que ya había una ideología preexistente en la Argentina. Creo que la influencia fue de otro tipo: a un país que se acostumbró a tener a Eichmann o a Mengele de vecinos le fue más fácil después aceptar que militares del propio país cometieran los crímenes que cometieron. Si un país tuvo a Eichmann, ¿por qué no va a tener a Videla?

