quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ainda a mesquita

A polêmica sobre a construção da mesquita do 9/11, como a chamam por aqui, continua dando o que falar na mídia americana. Estes dias a Nancy Pelosi, líder do Congresso, disse que "os que são contrários à mesquita deveriam ser investigados".

Perceberam? Ninguém sabe direito de qual parte do Oriente Médio vêm os milhões de dólares necessários para a construção do monstrengo de 13 andares na zona mais cara de Manhattan, mas, segundo os Democratas, os 70% do povo americano contrários é que deveriam ser investigados.

Outra coisa curiosa é a seguinte: o número de pessoas que acreditam que Obama seja muçulmano está crescendo. Já chega a 20% do povo americano, e olhem que a pesquisa foi realizada antes do seu apoio à mesquita. Só 34% acham que Obama é cristão (e, de fato, não é mesmo, já que a igreja do Pastor Jeremiah Wright da qual ele participava prega uma versão do cristianismo bem pitoresca, por assim dizer).

A pergunta é a seguinte: por que tanto interesse, por parte dos Democratas, na construção de uma mesquita logo ali, em um lugar tão polêmico? O interesse dos muçulmanos é claro: homenagem aos "heróis" do atentado, publicidade gratuita, e mais uma marca no território dos infiéis. Mas os Democratas, que só têm a perder apoiando um projeto tão impopular? 

A razão é que, seja por obediência a seus mestres globalistas, seja por ato reflexo, o progressista sempre é contrário a tudo o que for vagamente ocidental ou cristão. Uma mesquita a poucos passos do maior atentado islâmico da história parece-lhes supimpa. Quem não concorda só pode ser um odioso conservador. Naturalmente, uma igreja cristã no mesmo local passa por muitos maiores obstáculos para obter permissão para sua reconstrução e não aparece na mídia.

A defesa que os esquerdistas chegam a fazer da mesquita é comovente. Alguns afirmam que eles teriam tal direito na Constituição. Obviamente, a Constituição nada diz sobre construção de mesquitas, e é pouco provável que os pais fundadores dos EUA tivessem imaginado uma crescente população de muçulmanos em seu país. Outros afirmam que seria a maior demonstração de tolerância possível, ingenuamente acreditando que os maometanos ficarão sensibilizados, muito embora já odeiem Obama quase tanto quanto odeiam Bush. Outros, mais sensíveis dizem: "passaram já dez anos, move on".

Ora, deixando de lado a questão religiosa, há uma boa razão para a não construção da mesquita ali: a imensa maioria da população de New York é contra, mesmo reconhecendo que legalmente teriam o direito de construir.

O bizarro é que até mesmo alguns muçulmanos andam com o pé atrás devido à crescente má publicidade e começam a suspeitar que a Mesquita do Ground Zero seja apenas mais uma "conspiração sionista". (O que poderia fazer sentido, afinal o prefeito judeu Bloomberg é um dos apoiadores da idéia.)

Deixando o humorismo de lado, a verdade é que há poderosas forças por trás dessa mesquita, não a menor delas a do primeiro presidente muçulmano da América.

13 comentários:

Anônimo disse...

É a praga do multiculturalismo aliada a do politicamente correto a infestar os cérebros diminutos dos burricos democratas, hehehe
Assim, em novembro próximo, ficará dificil para o paipai Thomas muslim governar sema as duas casas legislativas...

maisvalia

DD disse...

O mais curioso, X, é que a construção da mesquita está sendo tratada como problema de Estado, quando não deveria passar de uma controvérsia a ser resolvida pela câmara municipal (ou o que o valha) de Nova Iorque.

Tamanho interesse do presidente da República por uma questão que produz um desgaste considerável só pode dever-se a lealdades que não estão à mostra.

Mr X disse...

Interessantes considerações da neoneocon:

http://neoneocon.com/2010/08/19/filling-in-the-blanks-obama-the-closet-muslim/

De fato, qual a religião de Obama? Criado como muçulmano, passou vinte anos na Igreja do Jeremiah Wright, mas pode ter sido apenas para gerar "street cred" entre a comunidade afro-americana. Hoje não é visto indo à missa e pouco se sabe sobre seus hábitos em casa.

A religião não é o único mistério. Não se sabe quase nada sobre sua vida passada (fora o que foi escrito em suas autobiografias), e grande parte da documentação sobre sua vida é oculta por determinação judicial.

Na política, Obama ora diz uma coisa, ora outra, conforme o público com quem se encontra.

Obama é uma espécie de Zelig, um camaleão que se adapta ao meio, um fantoche a serviço de entidades sinistras, um ser amorfo, um empty suit.

QUEM É OBAMA?

Pablo Vilarnovo disse...

Pelo que sei essa mesquita vai ser erguida por um milhonário nascido no Kwait que vive nos EUA há mais de 40 anos. Na verdade não será uma mesquita, mas uma espécie de YMCA com quadra para esportes, academia e que irá contar com uma área de orações que pode ser caracterizada como mesquita.

Se sou contra ou a favor? Sinceramente nenhum dos dois. Fico com a resposta do prefeito Bloomberg que diz que não deve se meter em assuntos privados. Sinceramente não me interessa se 99% da população é contra. Levar esse tipo de dado em consideração é apenas populismo.

Deve-se fazer o que é certo. Senão, os próprios terroristas já venceram.

Anônimo disse...

Cecilia

Há uma parcela dos críticos que vê a escolha da localização do Centro Islâmico como uma celebração da destruição das Torres Gêmeas, e não como um incentivo à liberdade religiosa.
Provavelmente a muitos, as palavras do artigo abaixo de Franklin Goldgrub parecerão exagero. Alguns dados são tão surpreendentes, que parecem passar longe da realidade. Por exemplo ele fala que a mesquita do tal centro já teria um nome: Córdoba. Ironia ou fato?
Em todo o caso, pra medir o grau da controvérsia gerada, vale a pena conferir:

"Não me surpreenderia, de jeito nenhum, se na próxima eleição presidencial nos EUA, quando Bobama tentar o segundo mandato, uma parte substancial do financiamento da sua campanha provenha de fontes sauditas por vias indiretas, se a legislação eleitoral americana assim exigir.

Ou seja, não é improvável que a mesquita Córdoba faça parte de um projeto mais amplo e não apenas arquitetônico.

A batalha de opiniões e posições sobre essa mesquita tem uma importância capital

Quem sabe, e como sempre guardando as devidas proporções, seria o análogo à batalha de Poitiers, em que Carlos Martel deteve o avanço muçulmano sobre a Europa, evitando que, depois de conquistar a península ibérica, as tropas árabes tomassem a França, e por derivação toda a Europa, no século VIII.

Se os críticos impedirem a construção dessa mesquita (cuja localização foi escolhida para celebrar a destruição das torres gêmeas, e não para incentivar a liberdade religiosa), ocorrerá uma segunda batalha de Poitiers, mostrando que os americanos, ao contrário dos europeus, não se vendem assim tão facilmente. Até porque não precisam.

Em Israel, os petrodólares, por via indireta (financiamento da União Européia), já compraram as ongs anti-israelenses - Paz Agora à cabeça - pagando seus serviços de demonização do sionismo.

Os petrodólares já compraram também, há tempos, a "consciência" européia, que nem sequer protesta quando os judeus de Malmö, na Suécia, estão sendo vítimas de verdadeiros pogroms, e deixam a cidade aos montes, processo que não é muito diferente do que está acontecendo em Amsterdã, Paris, Madrid e Londres, com o devido respaldo da grande mídia, que defende o "multiculturalismo", ou seja, o direito dos fundamentalistas islâmicos de destruírem os direitos civis dos não muçulmanos. E agora os petrodólares começam a comprar a consciência americana, a começar pelo seu presidente.

É importante lembrar que a British Petroleum conseguiu a liberação do autor intelectual do atentado de Lockerbie, que derrubou o avião da Panam sobre a Escócia, matando mais de 300 pessoas,em troca da concessão da exploração do petróleo líbio.
A British Petroleum pressionou o Reino Unido (mais especificamente a Escócia), para fazer esse agrado a Khadafi.
Será interessante observar o desenlace da controvérsia sobre a mesquita, que excede em muito a mera construção de um templo religioso.

Anônimo disse...

Cecilia

Há uma parcela dos críticos que vê a escolha da localização do Centro Islâmico como uma celebração da destruição das Torres Gêmeas, e não como um incentivo à liberdade religiosa.
Provavelmente a muitos, as palavras do artigo abaixo de Franklin Goldgrub parecerão exagero. Alguns dados são tão surpreendentes, que parecem passar longe da realidade. Por exemplo ele fala que a mesquita do tal centro já teria um nome: Córdoba. Ironia ou fato?
Em todo o caso, pra medir o grau da controvérsia gerada, vale a pena conferir:

"Não me surpreenderia, de jeito nenhum, se na próxima eleição presidencial nos EUA, quando Bobama tentar o segundo mandato, uma parte substancial do financiamento da sua campanha provenha de fontes sauditas por vias indiretas, se a legislação eleitoral americana assim exigir.

Ou seja, não é improvável que a mesquita Córdoba faça parte de um projeto mais amplo e não apenas arquitetônico.

A batalha de opiniões e posições sobre essa mesquita tem uma importância capital

Quem sabe, e como sempre guardando as devidas proporções, seria o análogo à batalha de Poitiers, em que Carlos Martel deteve o avanço muçulmano sobre a Europa, evitando que, depois de conquistar a península ibérica, as tropas árabes tomassem a França, e por derivação toda a Europa, no século VIII.

Se os críticos impedirem a construção dessa mesquita (cuja localização foi escolhida para celebrar a destruição das torres gêmeas, e não para incentivar a liberdade religiosa), ocorrerá uma segunda batalha de Poitiers, mostrando que os americanos, ao contrário dos europeus, não se vendem assim tão facilmente. Até porque não precisam.

Em Israel, os petrodólares, por via indireta (financiamento da União Européia), já compraram as ongs anti-israelenses - Paz Agora à cabeça - pagando seus serviços de demonização do sionismo.

Os petrodólares já compraram também, há tempos, a "consciência" européia, que nem sequer protesta quando os judeus de Malmö, na Suécia, estão sendo vítimas de verdadeiros pogroms, e deixam a cidade aos montes, processo que não é muito diferente do que está acontecendo em Amsterdã, Paris, Madrid e Londres, com o devido respaldo da grande mídia, que defende o "multiculturalismo", ou seja, o direito dos fundamentalistas islâmicos de destruírem os direitos civis dos não muçulmanos. E agora os petrodólares começam a comprar a consciência americana, a começar pelo seu presidente.

É importante lembrar que a British Petroleum conseguiu a liberação do autor intelectual do atentado de Lockerbie, que derrubou o avião da Panam sobre a Escócia, matando mais de 300 pessoas,em troca da concessão da exploração do petróleo líbio.
A British Petroleum pressionou o Reino Unido (mais especificamente a Escócia), para fazer esse agrado a Khadafi.
Será interessante observar o desenlace da controvérsia sobre a mesquita, que excede em muito a mera construção de um templo religioso.

Anônimo disse...

Cecilia

Há uma parcela dos críticos que vê a escolha da localização do Centro Islâmico como uma celebração da destruição das Torres Gêmeas, e não como um incentivo à liberdade religiosa.
Provavelmente a muitos, as palavras do artigo abaixo de Franklin Goldgrub parecerão exagero. Alguns dados são tão surpreendentes, que parecem passar longe da realidade. Por exemplo ele fala que a mesquita do tal centro já teria um nome: Córdoba. Ironia ou fato?
Em todo o caso, pra medir o grau da controvérsia gerada, vale a pena conferir:

"Não me surpreenderia, de jeito nenhum, se na próxima eleição presidencial nos EUA, quando Bobama tentar o segundo mandato, uma parte substancial do financiamento da sua campanha provenha de fontes sauditas por vias indiretas, se a legislação eleitoral americana assim exigir.

Ou seja, não é improvável que a mesquita Córdoba faça parte de um projeto mais amplo e não apenas arquitetônico.

A batalha de opiniões e posições sobre essa mesquita tem uma importância capital

Quem sabe, e como sempre guardando as devidas proporções, seria o análogo à batalha de Poitiers, em que Carlos Martel deteve o avanço muçulmano sobre a Europa, evitando que, depois de conquistar a península ibérica, as tropas árabes tomassem a França, e por derivação toda a Europa, no século VIII.

Se os críticos impedirem a construção dessa mesquita (cuja localização foi escolhida para celebrar a destruição das torres gêmeas, e não para incentivar a liberdade religiosa), ocorrerá uma segunda batalha de Poitiers, mostrando que os americanos, ao contrário dos europeus, não se vendem assim tão facilmente. Até porque não precisam.

Em Israel, os petrodólares, por via indireta (financiamento da União Européia), já compraram as ongs anti-israelenses - Paz Agora à cabeça - pagando seus serviços de demonização do sionismo.

Os petrodólares já compraram também, há tempos, a "consciência" européia, que nem sequer protesta quando os judeus de Malmö, na Suécia, estão sendo vítimas de verdadeiros pogroms, e deixam a cidade aos montes, processo que não é muito diferente do que está acontecendo em Amsterdã, Paris, Madrid e Londres, com o devido respaldo da grande mídia, que defende o "multiculturalismo", ou seja, o direito dos fundamentalistas islâmicos de destruírem os direitos civis dos não muçulmanos. E agora os petrodólares começam a comprar a consciência americana, a começar pelo seu presidente.

É importante lembrar que a British Petroleum conseguiu a liberação do autor intelectual do atentado de Lockerbie, que derrubou o avião da Panam sobre a Escócia, matando mais de 300 pessoas,em troca da concessão da exploração do petróleo líbio.
A British Petroleum pressionou o Reino Unido (mais especificamente a Escócia), para fazer esse agrado a Khadafi.
Será interessante observar o desenlace da controvérsia sobre a mesquita, que excede em muito a mera construção de um templo religioso.

Anônimo disse...

Ops,
o comentário saiu triplicado.
Sorry.

Cecilia

Bachmaníaco disse...

Ei anônimo, se você conversar com o pessoal da comunidade em Malmö e Amsterdã vai ver que os judeus lá estão sendo hostilizados principalmente por racialistas e nazistas, grupos que orgulhosamente afirmam ser conservadores de direita.

Mr X disse...

Olá Cecília,

Bem-vinda de volta.

Bachmaníaco,
Neonazis em Malmö e Amsterdam, você tem fontes?

Bachmaníaco disse...

http://www.youtube.com/watch?v=a23sCHOCWBA

http://www.youtube.com/watch?v=o0crnFiTZ6U&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=o0crnFiTZ6U&feature=related

http://www.stormfront.org/forum/t544823/

http://www.stormfront.org/forum/t206072/

http://www.svenskarnasparti.se/


http://en.wikipedia.org/wiki/National_Socialist_Front


Vale lembrar que além de ainda sobrarem nazistas, para evitar chamar a atenção de autoridades do governo, a maioria prefere ser chamada de racialista ou nacional-socialista.

Mr X disse...

Poxa, num tem video com legendas em ingles?

De qualquer modo, não disputo que existam grupos neonazistas e antisemitas, a questão é, foram esses grupos que atacaram fisicamente judeus?

Mas de fato os judeus são odiados tanto pelos imigrantes muçulmanos quanto pela corja neonazista.

Bachmaníaco disse...

Desculpa, não sei uma vírgula de sueco, mas por ser algo bem específico só encontrei vídeos sem legendas mostrar a situação lá, mas o pessoal vive se falando em inglês no Stormfront.

Mas em inglês tem isso

http://www.youtube.com/watch?v=wURo1SaBMy4

De fato agressões partem tanto de delinquentes muçulmanos quanto de neonazistas, mas é interessante notar as diferentes justificativas de um grupo e outro;

Os muçulmanos tem um ressentimento econômico em relação aos judeus e justificam a violência pelo discurso religioso, enquanto os neonazistas apesar de terem também um ressentimento econômico, justificam a violência pelo discurso científico, da inferioridade racial, e secundariamente pelo religioso e moral - judeus como assassinos de Cristo, judeus imorais, judeus conspiradores, judeus europeus que são mais fiéis a Israel do que a Europa.

Mas a ameaça real para a comunidade na europa são os nazistas, pois usando o eufemismo de nacional-socialismo têm acesso a cargos políticos e lutam pra legalizar a segregação e transformar os judeus em cidadãos de segunda categoria, e por fim expulsá-los do país.

Na europa a perseguição e extermínio dos judeus foi justificada por um extenso discurso "científico" de eugenia, e desgraçadamente esse discurso é repetido até hoje.