Desculpem a falta de posts. Estou cansado, amigos, cansado da hipocrisia da sociedade americana e mais especificamente dos progressistas que a dominam.
Vejam este grupo de estagiários da campanha Obama. Todos brancos bacanas de classe média. E é assim em toda parte, em qualquer campus universitário. Juro, vi bem mais negros e latinos fazendo campanha para o Ron Paul!
Olhem só, o progressismo nos EUA é basicamente uma luta de brancos de classe alta e média-alta contra brancos de classe média-baixa e baixa. Os mais ricos têm menos problemas com minorias porque vivem bem longe delas, então podem se dar ao luxo de criticar aqueles que vivem entre assaltantes negros e motoristas bêbados mexicanos ou radicais muçulmanos e viram "racistas." Afinal, ser racista ou anti-imigração é coisa de gente pobre e baixa! Gente fina vota em Obama.
Um bom comentário do blogueiro Half Sigma sobre essa questão (tradução adaptada):
Existem outros modos de se sentir superior a outras pessoas além de ter mais dinheiro do que elas. Se você voluntariamente (ou involuntariamente) escolhe uma carreira que não dá grande recompensa financeira, então você precisa encontrar outros modos de se sentir superior. É disso que o movimento SWPL (Stuff White People Like) trata, participar em uma cultura que te faz sentir superior a trabalhadores com menos educação mas que ganham tanto dinheiro quanto você. Em 1980, Tom Wolfe na Fogueira das Vaidades observou que emitir opiniões racistas é considerado coisa de classe baixa. Isso é ainda mais verdadeiro hoje. A classe baixa de brancos pode se sentir superior sendo racista contra os negros, mas as classes altas de brancos se sentem superiores às classes baixas de brancos tendo uma atitude mais nobre com as minorias, desde que elas não estejam em sua vizinhança.
Ou, como diz o Lawrence Auster, o sujeito de minoria racial ou imigrante não é visto pelo esquerdista como um ator moral, mas como mero objeto da piedade dos brancos progressistas. Segundo eles, o ser "minoritário" (índio, negro, travesti, muçulmano, traficante, mendigo, viciado em drogas, etc.) jamais age motivado pelos próprios interesses, mas está sempre apenas reagindo ao "racismo", ao "sistema", à "islamofobia", etc. Como atores morais nesse teatrinho há apenas o "branco bom", progressista, e o "branco mau", conservador. É claro que a própria definição de "branco" pode mudar, já que o latino peruano Zimmerman, linchado pela opinião pública, virou "branco americano" no momento em que se meteu com um negro. E há negros conservadores como Thomas Sowell e Walter Williams que, para todos os efeitos, são brancos, ou ao menos "Uncle Toms".
O fato é que os tais "nacionalistas brancos" estão loucos, afinal não há solidariedade étnica entre brancos americanos. Quando um branco ou um latino mata um negro, a comunidade afro-americana levanta-se em peso a favor da sua vítima. Mas quando um branco encontra-se em dificuldades, a comunidade em peso levanta-se... contra o branco. Acusando-o de racismo, claro. Um americano branco vai preferir contratar uma guatemalteca burra que odeia os EUA a um outro branco que pode competir com ele. Nos EUA, tudo é competição, tudo é status. As minorias são apenas peões neste jogo!
O que Ann Coulter, Steve Sailer, John Derbyshire e agora Robert Weissberg têm em comum? Simples, são todos conservadores que foram expulsos da revista conservadora National Review por emitirem opiniões... conservadoras.
Infelizmente, dei-me conta de uma coisa muito triste: 90% das pessoas são demasiado estúpidas para pensar por conta própria. Elas realmente acreditam no que lêem nos jornais ou vêem na televisão. Quem é que pensava ou falava em "casamento gay" há meros dez anos atrás? Hoje, no entanto, a maioria da população é a favor. E nem precisou muito esforço para promover essa idéia...
O lado B disso é que a opinião pública pode mudar da noite para o dia. Imagine que amanhã um governo de ultradireita tomasse o poder e o controle da mídia. Não tenho dúvidas que pouco tempo depois a maioria da população se tornaria também ultradireitista e repetiria slogans neonazis como um bando de zumbis! (Desculpem, minha crença na humanidade caiu muito nos últimos tempos.)
O Ocidente hoje está viciado no esquerdismo mais rasteiro. É como um viciado em crack. No começo você tenta ajudar. Depois você começa a cansar um pouco, mas ainda ajuda na medida do possível, afinal sabe que a culpa é da droga. Mas então, depois de tudo o que você fez por ele, quando ele rouba sua carteira para comprar mais crack e ainda te ameaça, você já desiste e manda ele para a pqp. Quando alguém cai numa fúria autodestrutiva, às vezes existe bem pouco que você pode fazer para ajudar.
Então, que importa se os jovens americanos continuam votando em Obama mesmo com ele acabando com os seus empregos? Que importa se esses mesmos jovens esquerdistas lutam pelos direitos dos ilegais que eles mesmos irão sustentar? Que importa que as universidades sejam meras usinas de propaganda esquerdista e promovam idéias que só servirão para destruir a sociedade? Que importa que os ditos conservadores estejam mais preocupados em respeitar os inimigos do que em lutar contra o esquerdismo? Que importa que o estado do bem-estar social vá endividar ainda mais a Europa e causar ruína econômica total? Que importa que os jovens de classe média brasileiros estejam mais preocupados em denunciar "torturadores" dos anos 60 do que em pedir prisão para os milhares de bandidos e assaltantes que ameaçam suas vidas hoje? Que importa que todo o edifício do Ocidente esteja ruindo?
O Ocidente é um viciado em crack e não escuta à razão. Às vezes, só terapia de choque resolve!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Freedom is just another word for nothing left to lose
Onde acaba a liberdade? Em recente discussão com comentaristas, houve debate sobre a questão das drogas, e alguns questionaram minha posição de categorizar a venda e o uso de drogas como crime. Informaram que eu deveria levar mais a sério a frase sobre a liberdade que aparece lá embaixo do blog.
Os leitores têm razão. Eu não sou mais totalmente libertário, mas não sei mais o que sou. A resposta que eu dei lá nos comentários foi a seguinte:
Convenci-me com o tempo do seguinte: o ser humano acha que quer liberdade, mas, na verdade, quer regras. Uma vida com regras é muito mais fácil e harmoniosa. A liberdade total causa apenas medo e confusão.
No entanto, a ênfase na "liberdade", entendida apenas como "direito de fazer o que me der na telha mesmo que for negativo" é um dos conceitos fundamentais da sociedade moderna. Aqui na Califórnia há um movimento para legalizar de vez a marijuana (já é possível o uso "médico"), e é possível que obtenham a vitória. Afinal, o estado está em bancarrota, e os impostos obtidos com a maconha legal poderão servir para tentar ajustar as contas. Todos terão liberdade para fumar. Mas será que a vida vai melhorar? As pessoas que vivem próximas aos pontos de venda de drogas ou que tem viciados em suas famílias tendem a ser contrárias.
Cingapura, ao contrário, é um dos países com políticas mais rigorosas contra as drogas (na verdade, não dá nem mesmo pra mascar chiclete e cuspir na calçada em Cingapura, sob pena de rigorosa punição) e, ao mesmo tempo, é um dos países de melhor qualidade de vida (citado em 11o. lugar mundial). Não sei se uma coisa está relacionada à outra, mas entendo que o uso de drogas recreativas não conta para medir o índice de qualidade de vida. E grande parte dos crimes que ocorrem no mundo atual estão, de um modo ou de outro, relaciondos com o uso de drogas.
É, de fato, uma questão complicada; tudo o que eu queria dizer é que a liberdade não é necessariamente a medida de todas as coisas, mas está em jogo com outros valores.
Porém, o blog está em crise. Talvez seja o caso de mudar a frase lá embaixo por alguma outra, ou pensar mais a respeito do assunto.
Os leitores têm razão. Eu não sou mais totalmente libertário, mas não sei mais o que sou. A resposta que eu dei lá nos comentários foi a seguinte:
Bem, eu não consumo cocaína nem marihuana nem heroina nem LSD nem nada disso e não quero que meus futuros filhos consumam, então não me importa se for proibido.
Eu poderia fazer o argumento que quisesse em favor da liberdade de cada um ferrar com a própria vida, mas, francamente, acharia melhor um mundo em que essas bem chamadas drogas não existissem.Mas, pensando bem, acho que não é uma boa resposta. Afinal, seria necessário ter uma razão mais coerente. Sou a favor da venda legal de bebidas alcóolicas, que consumo com relativa freqüência: por que ser contra as drogas? É apenas uma questão de gosto pessoal? O álcool não mata tanto ou mais do que as drogas ilegais?
Como existem, não dá pra fazer com que "desexistam", mas a ilegalidade diminui a sua aceitação social.
Acho que é isso.
Convenci-me com o tempo do seguinte: o ser humano acha que quer liberdade, mas, na verdade, quer regras. Uma vida com regras é muito mais fácil e harmoniosa. A liberdade total causa apenas medo e confusão.
No entanto, a ênfase na "liberdade", entendida apenas como "direito de fazer o que me der na telha mesmo que for negativo" é um dos conceitos fundamentais da sociedade moderna. Aqui na Califórnia há um movimento para legalizar de vez a marijuana (já é possível o uso "médico"), e é possível que obtenham a vitória. Afinal, o estado está em bancarrota, e os impostos obtidos com a maconha legal poderão servir para tentar ajustar as contas. Todos terão liberdade para fumar. Mas será que a vida vai melhorar? As pessoas que vivem próximas aos pontos de venda de drogas ou que tem viciados em suas famílias tendem a ser contrárias.
Cingapura, ao contrário, é um dos países com políticas mais rigorosas contra as drogas (na verdade, não dá nem mesmo pra mascar chiclete e cuspir na calçada em Cingapura, sob pena de rigorosa punição) e, ao mesmo tempo, é um dos países de melhor qualidade de vida (citado em 11o. lugar mundial). Não sei se uma coisa está relacionada à outra, mas entendo que o uso de drogas recreativas não conta para medir o índice de qualidade de vida. E grande parte dos crimes que ocorrem no mundo atual estão, de um modo ou de outro, relaciondos com o uso de drogas.
É, de fato, uma questão complicada; tudo o que eu queria dizer é que a liberdade não é necessariamente a medida de todas as coisas, mas está em jogo com outros valores.
Porém, o blog está em crise. Talvez seja o caso de mudar a frase lá embaixo por alguma outra, ou pensar mais a respeito do assunto.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Vai um lótus aí?
As drogas e sua proibição continuam causando intenso debate. Mesmo na tchurma da direita, muitos acreditam que a legalização seja a solução.
Eu penso que a descriminalização do uso das drogas, como tantas outras coisas citadas pelo bom e velho Dr. Theodore Dalrymple, seria um experimento social de resultados imprevisíveis, desejado pela classe média, mas cujo preço será pagado principalmente pelos pobres. (De fato, já o é.)
Considerando que:
Não consumo drogas fora o álcool e o café, e portanto não tenho interesse algum na liberação da cocaína ou da maconha -- mas não tenho ilusão. Assim como a sodomia antes era crime nos EUA e em vários outros países e hoje os gays estão casando (perdão pela comparação, é apenas para mostrar o avanço do liberalismo dos costumes), o mesmo deve ocorrer com as drogas. Não há volta.
Acredito que em menos de uma década teremos maconha liberada na maioria dos países ocidentais, e posteriormente se avançará para a liberação da cocaína e drogas sintéticas.
Só que, ao contrário dos liberacionistas, não acredito que isso vá ser liberação alguma. Ao contrário: temo que vá apenas aprofundar a decadência e o marasmo ocidentais. Uma sociedade de comedores de lótus. Se antes a religião era o ópio do povo, agora o ópio será uma religião.
O que vai ocorrer é que a sociedade eventualmente se tornará tão caótica que será tomada pelo Islã ou alguma outra forma repressiva de controle social. Ao contrário do que pensam os ultralibertários, a liberdade individual só funciona dentro do contexto de uma sociedade que tenha condições de permitir-se a esse "luxo".
Não esqueçamos que os comunistas, embora hoje inundem a América Latina de drogas, sempre foram rígidos com seu consumo em seus próprios países. Na China - que tem uma historinha bastante edificante com o ópio - ainda há pena de morte para traficantes.
Por outro lado, quem é que pode saber realmente o que acontecerá?
Eu penso que a descriminalização do uso das drogas, como tantas outras coisas citadas pelo bom e velho Dr. Theodore Dalrymple, seria um experimento social de resultados imprevisíveis, desejado pela classe média, mas cujo preço será pagado principalmente pelos pobres. (De fato, já o é.)
Considerando que:
a) O vício em drogas é um mito. Não existe dependência química, apenas psicológica. O viciado não é um doente, mas apenas um idiota.Levando tudo isso em conta, a solução que este blog sugere seria a criação de parques temáticos estatais onde a liberação da droga seria geral e irrestrita para maiores de 21 anos vacinados, com o detalhe de que os usuários estariam cercados por altos muros e não poderiam sair de lá para interagir com o restante da população. Viveriam no local, na sua Drogolândia particular.
b) Viciados não causam problemas apenas a si mesmos, como a terceiros, como o recente caso do viciado que enforcou a namorada, ou a mãe que matou o próprio filho viciado.
c) Alguns acreditam que a solução para o problema das drogas seria o Estado obrigar os viciados a se tratarem (o próprio pai do viciado assassino afirma que a culpa é do Estado por não ter obrigado seu filho a se tratar e ainda pagar o custo disso, já que ele, coitado, não podia pagar a internação); a liberação das drogas provavelmente traira mais Estado na vida do indivíduo, e não menos.
Não consumo drogas fora o álcool e o café, e portanto não tenho interesse algum na liberação da cocaína ou da maconha -- mas não tenho ilusão. Assim como a sodomia antes era crime nos EUA e em vários outros países e hoje os gays estão casando (perdão pela comparação, é apenas para mostrar o avanço do liberalismo dos costumes), o mesmo deve ocorrer com as drogas. Não há volta.
Acredito que em menos de uma década teremos maconha liberada na maioria dos países ocidentais, e posteriormente se avançará para a liberação da cocaína e drogas sintéticas.
Só que, ao contrário dos liberacionistas, não acredito que isso vá ser liberação alguma. Ao contrário: temo que vá apenas aprofundar a decadência e o marasmo ocidentais. Uma sociedade de comedores de lótus. Se antes a religião era o ópio do povo, agora o ópio será uma religião.
O que vai ocorrer é que a sociedade eventualmente se tornará tão caótica que será tomada pelo Islã ou alguma outra forma repressiva de controle social. Ao contrário do que pensam os ultralibertários, a liberdade individual só funciona dentro do contexto de uma sociedade que tenha condições de permitir-se a esse "luxo".
Não esqueçamos que os comunistas, embora hoje inundem a América Latina de drogas, sempre foram rígidos com seu consumo em seus próprios países. Na China - que tem uma historinha bastante edificante com o ópio - ainda há pena de morte para traficantes.
Por outro lado, quem é que pode saber realmente o que acontecerá?
domingo, 18 de outubro de 2009
O problema do Rio de Janeiro é o tráfego
Por que Theodore Dalrymple voltou a assinar como Anthony Daniels? Não importa. O que importa é que ele escreveu, tempos atrás, um artigo contrário à liberação das drogas, que parece-me sempre oportuno indicar quando se debate o espinhoso tema.
Já no Tibiriçá encontro uma interessante discussão sobre a liberação das drogas. Ele parece ser cautelosamente a favor.
Bem, o assunto já foi tema diversas vezes aqui no blog. A única novidade é que agora os traficantes do Rio de Janeiro derrubaram até helicóptero da polícia.
Alguns acham que a legalização das drogas acabaria com o tráfico e seus males, porém eu não sei se a coisa funcionaria exatamente assim. Parece-me ser mais um desses "brilhantes planos de marketing" que são maravilhosos no papel mas fracassam rotundamente na prática. (Para quem não sabe, existe uma coisa chamada "lei das conseqüencias não-previstas").
Evidentemente, eu tampouco tenho uma solução para o problema das drogas, mas não acho que despenalizar o consumo resolva qualquer coisa, ainda mais quando não se despenaliza ao mesmo tempo a venda - ou proíbe-se os dois, ou libera-se os dois, o resto é aumentar a demanda e portanto a oferta.
É claro que muitos gostariam de poder continuar a fumar o seu baseado ou cheirar sua carreirinha sem sentir-se culpados pela morte de milhares de pessoas na guerra pelo mercado da droga. Lamentavelmente, a coisa não funciona bem assim. Como dizia John Donne, nenhum homem é uma ilha, e mesmo ações individuais ou "crimes sem vítimas", quando multiplicados por mil, dez mil ou cem mil, têm conseqüências bastante nefastas. Como mínimo, a liberação das drogas traria uma explosão do seu consumo, e os costumeiros problemas sociais e de saúde que conhecemos muito bem.
Na verdade, acho que a solução de Cingapura é melhor. Penas draconianas para os usuários, e ações rigorosas contra os traficantes.
A Colômbia, também golpeando fortemente traficantes e terroristas, teve algum êxito em reduzir a violência relacionada ao tráfico: em 2001 a taxa de homicídios por 100.000 era de 65, em 2008 caiu a 35.
Eu iria mais longe e observaria que as mortes dos ataques do Hamas e demais terroristas palestinos em Israel ficam muito aqüém das mortes causadas pelos traficantes cariocas. Porém, Israel revida e aqui... Por que hesita-se tanto em usar o exército contra os terroristas locais?
Estranho. Pareceria até que alguns são a favor do crime organizado.
P. S. Quis escrever "tráfego" mesmo. O título do post é citação de uma cena de Johnny Stecchino. Assistam.
Já no Tibiriçá encontro uma interessante discussão sobre a liberação das drogas. Ele parece ser cautelosamente a favor.
Bem, o assunto já foi tema diversas vezes aqui no blog. A única novidade é que agora os traficantes do Rio de Janeiro derrubaram até helicóptero da polícia.
Alguns acham que a legalização das drogas acabaria com o tráfico e seus males, porém eu não sei se a coisa funcionaria exatamente assim. Parece-me ser mais um desses "brilhantes planos de marketing" que são maravilhosos no papel mas fracassam rotundamente na prática. (Para quem não sabe, existe uma coisa chamada "lei das conseqüencias não-previstas").
Evidentemente, eu tampouco tenho uma solução para o problema das drogas, mas não acho que despenalizar o consumo resolva qualquer coisa, ainda mais quando não se despenaliza ao mesmo tempo a venda - ou proíbe-se os dois, ou libera-se os dois, o resto é aumentar a demanda e portanto a oferta.
É claro que muitos gostariam de poder continuar a fumar o seu baseado ou cheirar sua carreirinha sem sentir-se culpados pela morte de milhares de pessoas na guerra pelo mercado da droga. Lamentavelmente, a coisa não funciona bem assim. Como dizia John Donne, nenhum homem é uma ilha, e mesmo ações individuais ou "crimes sem vítimas", quando multiplicados por mil, dez mil ou cem mil, têm conseqüências bastante nefastas. Como mínimo, a liberação das drogas traria uma explosão do seu consumo, e os costumeiros problemas sociais e de saúde que conhecemos muito bem.
Na verdade, acho que a solução de Cingapura é melhor. Penas draconianas para os usuários, e ações rigorosas contra os traficantes.
A Colômbia, também golpeando fortemente traficantes e terroristas, teve algum êxito em reduzir a violência relacionada ao tráfico: em 2001 a taxa de homicídios por 100.000 era de 65, em 2008 caiu a 35.
Eu iria mais longe e observaria que as mortes dos ataques do Hamas e demais terroristas palestinos em Israel ficam muito aqüém das mortes causadas pelos traficantes cariocas. Porém, Israel revida e aqui... Por que hesita-se tanto em usar o exército contra os terroristas locais?
Estranho. Pareceria até que alguns são a favor do crime organizado.
P. S. Quis escrever "tráfego" mesmo. O título do post é citação de uma cena de Johnny Stecchino. Assistam.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Por que o crime aumentou?
O que causou o aumento exponencial do crime no mundo ocidental nos últimos 40 ou 50 anos?
Afinal, é certo que vivemos em um mundo mais violento do que no passado recente.
Alguns dizem que a pobreza e a desigualdade social são as verdadeiras causas do crime e, portanto, as causas desse aumento. No entanto, havia muito mais pobreza e desigualdade social há cinqüenta anos, não apenas no Brasil como em muitos outros países, inclusive os EUA e países europeus. E havia menos crime. Pobreza ou desigualdade, por si só, não geram crime em lugar algum.
Outros afirmam que a razão seria o aumento do tráfico e consumo de drogas, que cresceu enormemente nesse período. Sem dúvida, o narcotráfico é responsável por grande parte dos homicídios que ocorrem na América Latina e no mundo. Mas o narcotráfico, em si, já é um crime. Dizer que o crime aumenta o crime é uma redundância. A razão está mais além.
Alguns acham que a causa do aumento do crime tenha a ver com o aumento de armas disponíveis, mas a verdade é que o crime também aumentou em países que tomaram medidas cada vez mais restritivas da posse de armas. Uns conjugam o aumento do crime com o racismo. Outros, mais sensatos, com a imigração. Alguns, com a mera falta de prisões. E outros ainda, com o mero crescimento demográfico centrado nas cidades.
Já outros acreditam que a causa real do aumento do crime seja simplesmente o liberalismo, isto é, o relaxamento dos costumes e da moralidade, bem como outras ideologias que foram incorporadas à cultura ocidental a partir dos anos sessenta. Segundo essa teoria, que me parece a mais interessante, o liberalismo - sexual, moral, comportamental - geraria o aumento do crime através de duas idéias principais:
1) Impunidade. Para os liberais, especialmente aqueles de esquerda, o criminoso é uma vítima do sistema. Ele age como age, não por iniciativa ou para obter lucro, mas porque foi forçado a isso pelas circunstâncias sociais. O criminoso é o proletário oprimido do século XXI. Além disso, segundo esses iluminados da compaixão, a prisão não deve ter o intuito de punir, mas de "reeducar". Sendo assim, penas cada vez mais leves e leniência cada vez maior com os crimes mais bárbaros é a nova lei, ou melhor, falta de lei.
(Que a impunidade gere crime parece-me um fato inegável, basta pensarmos na política brasileira. Mas também é certo que a impunidade não é apenas a nível judicial, como também familiar: segundo muitos, hoje as crianças cresceriam sem qualquer imposição de limites, tornando-se pequenos criminosos. Temos exemplos inumeráveis disso: o mais recente é o caso de adolescentes que derramaram alvejante no rosto de uma mulher que reclamou que eles teriam feito barulho ao assistir o último filme de Harry Potter, causando-lhe danos irreversíveis à vista.)
2) Relativismo moral. Tudo é permitido, tudo é igual a tudo, não devemos julgar os outros que têm culturas ou gostos diferentes a nós. Por isso mesmo, o criminoso é apenas alguém que tem uma cultura diferente, e o consumo de drogas que financia o tráfico também virou apenas mais um "comportamento alternativo" que não pode ser criticado por ninguém.
Insisto no exemplo, já que o tráfico é uma dos principais meios de crime nas nossas redondezas. Vários governos, do México ao Brasil, querem atualmente descriminalizar o uso de certas drogas, aplicando uma medida liberal e compassiva que vê o usuário como uma vítima ou então como um inocente que comete um victimless crime. Mas a quem beneficiaria essa lei, que só observa um lado da moeda? Mais demanda, mais oferta. Mais consumidores, mais venda do produto. Mais drogados, mais traficantes. Mais traficantes, mais crime. Parece-me óbvio: os que querem liberar o uso de drogas sem liberar sua venda estão simplesmente do lado dos criminosos e traficantes, e provavelmente até ganhem uma comissão.
Mas não é só a questão das drogas. O sexo, também. Afinal, a liberação sexual causou mais ou menos crimes?
Aí há duas teorias conflitantes. Uma diz que a repressão sexual é que causa frustração, ódio, violência e, finalmente, crime. Liberando-se geral, haveria menos motivo para a violência e o crime sexual. Mas será que é isso mesmo? Alguns, citando recentes estudos, afirmam que o aumento da pornografia teria reduzido o número de estupros nos EUA, mas tais conclusões são precipitadas. Correlação não significa causação.
Outros afirmam que a maior liberação sexual (e rotação de parceiros) também gerou, paradoxalmente, maior ciúmes e, portanto, possível maior número de crimes passionais (aguardam-se estudos a respeito).
Contra a teoria do liberalismo como causador do aumento do crime, existe a Suécia, país que, ao menos a julgar pelos boatos, sempre foi liberado sexualmente, e no entanto tem uma baixa taxa de criminalidade. Aliás, seus maiores criminosos são os imigrantes muçulmanos, que são em teoria os mais preocupados com a moral sexual, ao menos de suas mulheres.
Por outro lado, recentemente, no vilarejo sueco de Örebro, um senhor foi derrubado de sua bicicleta e abusado sexualmente por uma gangue de jovens garotas suecas. Pobre homem! É realmente terrível observar a que ponto chegamos... Aliás, como se faz para chegar a Örebro?
Afinal, é certo que vivemos em um mundo mais violento do que no passado recente.
Alguns dizem que a pobreza e a desigualdade social são as verdadeiras causas do crime e, portanto, as causas desse aumento. No entanto, havia muito mais pobreza e desigualdade social há cinqüenta anos, não apenas no Brasil como em muitos outros países, inclusive os EUA e países europeus. E havia menos crime. Pobreza ou desigualdade, por si só, não geram crime em lugar algum.
Outros afirmam que a razão seria o aumento do tráfico e consumo de drogas, que cresceu enormemente nesse período. Sem dúvida, o narcotráfico é responsável por grande parte dos homicídios que ocorrem na América Latina e no mundo. Mas o narcotráfico, em si, já é um crime. Dizer que o crime aumenta o crime é uma redundância. A razão está mais além.
Alguns acham que a causa do aumento do crime tenha a ver com o aumento de armas disponíveis, mas a verdade é que o crime também aumentou em países que tomaram medidas cada vez mais restritivas da posse de armas. Uns conjugam o aumento do crime com o racismo. Outros, mais sensatos, com a imigração. Alguns, com a mera falta de prisões. E outros ainda, com o mero crescimento demográfico centrado nas cidades.
Já outros acreditam que a causa real do aumento do crime seja simplesmente o liberalismo, isto é, o relaxamento dos costumes e da moralidade, bem como outras ideologias que foram incorporadas à cultura ocidental a partir dos anos sessenta. Segundo essa teoria, que me parece a mais interessante, o liberalismo - sexual, moral, comportamental - geraria o aumento do crime através de duas idéias principais:
1) Impunidade. Para os liberais, especialmente aqueles de esquerda, o criminoso é uma vítima do sistema. Ele age como age, não por iniciativa ou para obter lucro, mas porque foi forçado a isso pelas circunstâncias sociais. O criminoso é o proletário oprimido do século XXI. Além disso, segundo esses iluminados da compaixão, a prisão não deve ter o intuito de punir, mas de "reeducar". Sendo assim, penas cada vez mais leves e leniência cada vez maior com os crimes mais bárbaros é a nova lei, ou melhor, falta de lei.
(Que a impunidade gere crime parece-me um fato inegável, basta pensarmos na política brasileira. Mas também é certo que a impunidade não é apenas a nível judicial, como também familiar: segundo muitos, hoje as crianças cresceriam sem qualquer imposição de limites, tornando-se pequenos criminosos. Temos exemplos inumeráveis disso: o mais recente é o caso de adolescentes que derramaram alvejante no rosto de uma mulher que reclamou que eles teriam feito barulho ao assistir o último filme de Harry Potter, causando-lhe danos irreversíveis à vista.)
2) Relativismo moral. Tudo é permitido, tudo é igual a tudo, não devemos julgar os outros que têm culturas ou gostos diferentes a nós. Por isso mesmo, o criminoso é apenas alguém que tem uma cultura diferente, e o consumo de drogas que financia o tráfico também virou apenas mais um "comportamento alternativo" que não pode ser criticado por ninguém.
Insisto no exemplo, já que o tráfico é uma dos principais meios de crime nas nossas redondezas. Vários governos, do México ao Brasil, querem atualmente descriminalizar o uso de certas drogas, aplicando uma medida liberal e compassiva que vê o usuário como uma vítima ou então como um inocente que comete um victimless crime. Mas a quem beneficiaria essa lei, que só observa um lado da moeda? Mais demanda, mais oferta. Mais consumidores, mais venda do produto. Mais drogados, mais traficantes. Mais traficantes, mais crime. Parece-me óbvio: os que querem liberar o uso de drogas sem liberar sua venda estão simplesmente do lado dos criminosos e traficantes, e provavelmente até ganhem uma comissão.
Mas não é só a questão das drogas. O sexo, também. Afinal, a liberação sexual causou mais ou menos crimes?
Aí há duas teorias conflitantes. Uma diz que a repressão sexual é que causa frustração, ódio, violência e, finalmente, crime. Liberando-se geral, haveria menos motivo para a violência e o crime sexual. Mas será que é isso mesmo? Alguns, citando recentes estudos, afirmam que o aumento da pornografia teria reduzido o número de estupros nos EUA, mas tais conclusões são precipitadas. Correlação não significa causação.
Outros afirmam que a maior liberação sexual (e rotação de parceiros) também gerou, paradoxalmente, maior ciúmes e, portanto, possível maior número de crimes passionais (aguardam-se estudos a respeito).
Contra a teoria do liberalismo como causador do aumento do crime, existe a Suécia, país que, ao menos a julgar pelos boatos, sempre foi liberado sexualmente, e no entanto tem uma baixa taxa de criminalidade. Aliás, seus maiores criminosos são os imigrantes muçulmanos, que são em teoria os mais preocupados com a moral sexual, ao menos de suas mulheres.
Por outro lado, recentemente, no vilarejo sueco de Örebro, um senhor foi derrubado de sua bicicleta e abusado sexualmente por uma gangue de jovens garotas suecas. Pobre homem! É realmente terrível observar a que ponto chegamos... Aliás, como se faz para chegar a Örebro?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O liberalismo é um beco sem saída
Na Suécia foram eliminadas do diagnóstico médico as palavras fetichismo, travestismo e sadomasoquismo. Hoje seus praticantes são considerados pessoas normais, e é possível que sejam mesmo. As palavras pedofilia, voyeurismo e exibicionismo ainda fazem parte da lista de diagnóstico médico, mas talvez daqui a uma década não façam mais.
Tudo bem. Nada tenho contra fetichistas e voyeuristas. O problema é o seguinte. Se tudo é aceito, se tudo é normal, como impor limites? Quem somos nós para julgar? Porque travestismo sim e pedofilia não, ora bolas? Em base a quê?
O problema do liberalismo é que é tão incapaz de julgar os outros que já não consegue impor qualquer norma de comportamento. Vale tudo. Se Deus não existe, tudo é permitido.
Há alguns meses, uma mãe solteira inglesa, que vivia do auxílio-desemprego, resolveu tirar umas férias de seis meses em Goa, na Índia. Levou o namorado e a filha de 15 anos, a quem tirou do colégio por seis meses, e lá foi para a Índia participar de uma série de festas regadas a sexo, drogas e roquenroll. Ao viajar para outra cidade para participar de novas festas com o namorado, preferiu deixar a filha, Scarlett Keeling, sozinha em Goa sob os cuidados de um "ficante" de 27 anos que a menina conhecera há poucas semanas. A filha - que, naturalmente, sob o exemplo materno também consumia maconha e cocaína e transava com estranhos - foi a uma festa onde teve uma overdose de ecstasy, maconha e LSD, foi estuprada e finalmente terminou afogada na praia em circunstâncias misteriosas - provavelmente assassinada.
A mãe declarou-se chocada. O público inglês criticou fortemente o comportamento da mulher e acusou-a de ser a culpada pela morte da filha, mas os intelectuais esquerdistas, pedagogos e assistentes sociais a defenderam; disseram que não fora culpa sua, que a menina apenas estava "no lugar errado na hora errada com as pessoas erradas". Como se isso não fosse o resultado de decisões concretas, mas de mera coincidência. Poderia ter acontecido com qualquer um...
Esses mesmos intelectualóides ainda acusaram os críticos do comportamento negligente da mãe de "misóginos", e insistiram que não se devia criticar "o estilo da vida da mãe e da garota", pois "isso não justifica um assassinato". Outros ainda disseram que "os adolescentes são assim mesmo".
Ou seja, para esses malucos, deixar a filha de 15 anos em uma festa com estranhos em um país estranho, fazendo sexo com um desconhecido com o dobro da idade, fumando e cheirando cocaína é a mesma coisa que ficar com ela em casa comendo biscoitos e assistindo um filme da Disney na televisão.
Será que se essa menina tivesse um pai a história não teria sido bem diferente?
O ressurgimento do islamismo na Europa entra nesse vácuo moral. As pessoas e especialmente as sociedades precisam de regras de comportamento. Uma mulher branca européia convertida ao islamismo falou isso mesmo ao explicar os motivos de sua conversão: "preciso de regras de comportamento".
O diário da menina assassinada mostrava que, apesar de todo o hedonismo, drogas e festas sem limites, a mocinha era bastante confusa e infeliz. Drogas e sexo sem limite não trazem felicidade.
O liberalismo absoluto não leva a lugar nenhum, e seu reinado não durará.
Tudo bem. Nada tenho contra fetichistas e voyeuristas. O problema é o seguinte. Se tudo é aceito, se tudo é normal, como impor limites? Quem somos nós para julgar? Porque travestismo sim e pedofilia não, ora bolas? Em base a quê?
O problema do liberalismo é que é tão incapaz de julgar os outros que já não consegue impor qualquer norma de comportamento. Vale tudo. Se Deus não existe, tudo é permitido.
Há alguns meses, uma mãe solteira inglesa, que vivia do auxílio-desemprego, resolveu tirar umas férias de seis meses em Goa, na Índia. Levou o namorado e a filha de 15 anos, a quem tirou do colégio por seis meses, e lá foi para a Índia participar de uma série de festas regadas a sexo, drogas e roquenroll. Ao viajar para outra cidade para participar de novas festas com o namorado, preferiu deixar a filha, Scarlett Keeling, sozinha em Goa sob os cuidados de um "ficante" de 27 anos que a menina conhecera há poucas semanas. A filha - que, naturalmente, sob o exemplo materno também consumia maconha e cocaína e transava com estranhos - foi a uma festa onde teve uma overdose de ecstasy, maconha e LSD, foi estuprada e finalmente terminou afogada na praia em circunstâncias misteriosas - provavelmente assassinada.
A mãe declarou-se chocada. O público inglês criticou fortemente o comportamento da mulher e acusou-a de ser a culpada pela morte da filha, mas os intelectuais esquerdistas, pedagogos e assistentes sociais a defenderam; disseram que não fora culpa sua, que a menina apenas estava "no lugar errado na hora errada com as pessoas erradas". Como se isso não fosse o resultado de decisões concretas, mas de mera coincidência. Poderia ter acontecido com qualquer um...
Esses mesmos intelectualóides ainda acusaram os críticos do comportamento negligente da mãe de "misóginos", e insistiram que não se devia criticar "o estilo da vida da mãe e da garota", pois "isso não justifica um assassinato". Outros ainda disseram que "os adolescentes são assim mesmo".
Ou seja, para esses malucos, deixar a filha de 15 anos em uma festa com estranhos em um país estranho, fazendo sexo com um desconhecido com o dobro da idade, fumando e cheirando cocaína é a mesma coisa que ficar com ela em casa comendo biscoitos e assistindo um filme da Disney na televisão.
Será que se essa menina tivesse um pai a história não teria sido bem diferente?
O ressurgimento do islamismo na Europa entra nesse vácuo moral. As pessoas e especialmente as sociedades precisam de regras de comportamento. Uma mulher branca européia convertida ao islamismo falou isso mesmo ao explicar os motivos de sua conversão: "preciso de regras de comportamento".
O diário da menina assassinada mostrava que, apesar de todo o hedonismo, drogas e festas sem limites, a mocinha era bastante confusa e infeliz. Drogas e sexo sem limite não trazem felicidade.
O liberalismo absoluto não leva a lugar nenhum, e seu reinado não durará.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O novo rei da coca
Ia falar sobre a crise boliviana, mas fiquei com preguiiiiça... Aí só linko para uma matéria aparentemente (mas só aparentemente) não relacionada, que mostra que Chávez se tornou o maior traficante de cocaína das Américas... E um dos homens mais ricos do mundo.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Droga é coisa de viciado?
Os últimos assuntos não tiveram muito sucesso, o pobre Kareem ficou ainda mais sozinho no seu post sem comentário nenhum, portanto ataco com um post com debate mais provável, especialmente em uma sexta à noite: drogas.
Drogas, liberar ou não?
A maioria dos liberais (no sentido brasileiro do termo) seguem a linha libertária de aprovar a descriminalização, afinal o Estado não deve se meter na vontade do indivíduo de se envenenar, etcétera e tal.
Raquel Reznik, do blog argentino Blogbis, é uma das que discorda. Embora a favor da liberdade, acredita que o uso de drogas não libera ninguém, e a liberação gera mesmo uma dependência maior do Estado, que deverá supervisar o seu uso "correto" e os inevitáveis problemas que o aumento do consumo causará, bem como até quem sabe ocupar-se da própria distribuição da mercadoria para evitar abusos.
Todo mundo quer "liberação das drogas", mas são poucos os que gostariam que o próprio filho as experimentasse e virasse um viciado.
Theodore Dalrymple, o grande articulista inglês, também é contrário (aliás, ele, médico, não acredita que existam "viciados" - para ele o vício em drogas, mesmo em heroína, é principalmente psicológico).
Pessoalmente, não sei de que lado me colocar. A princípio, embora simpático à causa libertária, sou contrário à despenalização, por julgar que os aspectos negativos da medida suplantariam os positivos.
Drogas, liberar ou não?
A maioria dos liberais (no sentido brasileiro do termo) seguem a linha libertária de aprovar a descriminalização, afinal o Estado não deve se meter na vontade do indivíduo de se envenenar, etcétera e tal.
Raquel Reznik, do blog argentino Blogbis, é uma das que discorda. Embora a favor da liberdade, acredita que o uso de drogas não libera ninguém, e a liberação gera mesmo uma dependência maior do Estado, que deverá supervisar o seu uso "correto" e os inevitáveis problemas que o aumento do consumo causará, bem como até quem sabe ocupar-se da própria distribuição da mercadoria para evitar abusos.
Los peculiares circuitos neuronales de muchos librepensadores - que habitan alegremente en estas tierras de promisión - responsabilizan a los gobiernos por la existencia de las mafias del narcotráfico y de sus ilegales organizaciones conexas y/o satélites. Y como piensan que esas mafias existen debido a la vigencia de prohibiciones, cierran el círculo de la estupidez concluyendo que abolidas las restricciones, el problema desaparecerá.
La mente de estos 'iluminados' de café produce abstracciones sorprendentes, pretendiendo alegremente una libertad de uso personal con legalización plena, ignorando olímpicamente las consecuencias sociales de estos repugnantes hábitos.
Distinguir - a mi entender - entre el consumidor y el traficante, es una ilusión. Las cadenas se componen de eslabones, pero cada eslabón es a su vez una cadena.
La mayoría de las personas afortunadamente - aún - no quiere vivir rodeada de drogadictos.
Todo mundo quer "liberação das drogas", mas são poucos os que gostariam que o próprio filho as experimentasse e virasse um viciado.
Theodore Dalrymple, o grande articulista inglês, também é contrário (aliás, ele, médico, não acredita que existam "viciados" - para ele o vício em drogas, mesmo em heroína, é principalmente psicológico).
Pessoalmente, não sei de que lado me colocar. A princípio, embora simpático à causa libertária, sou contrário à despenalização, por julgar que os aspectos negativos da medida suplantariam os positivos.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Fumacê politicamente correto
O movimento pela liberação da maconha continua:
Tumba do Rei Salomão? Hahaha! Era só o que faltava... Enquanto a maconha avança, desde 2005 fumar tabaco na Itália é cada vez mais proibido.
Via c-avolio, que pergunta: "Ué! E o tal Estado laico, como é que fica?"
Pois é, ultimamente só se vêem os tais Estados "laicos" fazendo exceções às leis para beneficiar muçulmanos, e, agora, rastafaris... Será que "laico" quer simplesmente dizer anti-cristão?
Em outras notícias, o número de seguidores do movimento rastafari na Itália aumentou em 400% nos últimos dois dias. ;-)
ROMA - Segundo a Suprema Corte de Justiça italiana, os juízes devem reservar um tratamento diferenciado aos seguidores da religião rastafári encontrados carregando grande quantidade de maconha, considerando que, para os adeptos desta religião, fumar maconha favorece a contemplação e a reza, o que se baseia "na crença de que a erva santa tenha crescido sobre a tumba do Rei Salomão".
Tumba do Rei Salomão? Hahaha! Era só o que faltava... Enquanto a maconha avança, desde 2005 fumar tabaco na Itália é cada vez mais proibido.
Via c-avolio, que pergunta: "Ué! E o tal Estado laico, como é que fica?"
Pois é, ultimamente só se vêem os tais Estados "laicos" fazendo exceções às leis para beneficiar muçulmanos, e, agora, rastafaris... Será que "laico" quer simplesmente dizer anti-cristão?
Em outras notícias, o número de seguidores do movimento rastafari na Itália aumentou em 400% nos últimos dois dias. ;-)
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