Desculpem a falta de posts. Estou cansado, amigos, cansado da hipocrisia da sociedade americana e mais especificamente dos progressistas que a dominam.
Vejam este grupo de estagiários da campanha Obama. Todos brancos bacanas de classe média. E é assim em toda parte, em qualquer campus universitário. Juro, vi bem mais negros e latinos fazendo campanha para o Ron Paul!
Olhem só, o progressismo nos EUA é basicamente uma luta de brancos de classe alta e média-alta contra brancos de classe média-baixa e baixa. Os mais ricos têm menos problemas com minorias porque vivem bem longe delas, então podem se dar ao luxo de criticar aqueles que vivem entre assaltantes negros e motoristas bêbados mexicanos ou radicais muçulmanos e viram "racistas." Afinal, ser racista ou anti-imigração é coisa de gente pobre e baixa! Gente fina vota em Obama.
Um bom comentário do blogueiro Half Sigma sobre essa questão (tradução adaptada):
Existem outros modos de se sentir superior a outras pessoas além de ter mais dinheiro do que elas. Se você voluntariamente (ou involuntariamente) escolhe uma carreira que não dá grande recompensa financeira, então você precisa encontrar outros modos de se sentir superior. É disso que o movimento SWPL (Stuff White People Like) trata, participar em uma cultura que te faz sentir superior a trabalhadores com menos educação mas que ganham tanto dinheiro quanto você. Em 1980, Tom Wolfe na Fogueira das Vaidades observou que emitir opiniões racistas é considerado coisa de classe baixa. Isso é ainda mais verdadeiro hoje. A classe baixa de brancos pode se sentir superior sendo racista contra os negros, mas as classes altas de brancos se sentem superiores às classes baixas de brancos tendo uma atitude mais nobre com as minorias, desde que elas não estejam em sua vizinhança.
Ou, como diz o Lawrence Auster, o sujeito de minoria racial ou imigrante não é visto pelo esquerdista como um ator moral, mas como mero objeto da piedade dos brancos progressistas. Segundo eles, o ser "minoritário" (índio, negro, travesti, muçulmano, traficante, mendigo, viciado em drogas, etc.) jamais age motivado pelos próprios interesses, mas está sempre apenas reagindo ao "racismo", ao "sistema", à "islamofobia", etc. Como atores morais nesse teatrinho há apenas o "branco bom", progressista, e o "branco mau", conservador. É claro que a própria definição de "branco" pode mudar, já que o latino peruano Zimmerman, linchado pela opinião pública, virou "branco americano" no momento em que se meteu com um negro. E há negros conservadores como Thomas Sowell e Walter Williams que, para todos os efeitos, são brancos, ou ao menos "Uncle Toms".
O fato é que os tais "nacionalistas brancos" estão loucos, afinal não há solidariedade étnica entre brancos americanos. Quando um branco ou um latino mata um negro, a comunidade afro-americana levanta-se em peso a favor da sua vítima. Mas quando um branco encontra-se em dificuldades, a comunidade em peso levanta-se... contra o branco. Acusando-o de racismo, claro. Um americano branco vai preferir contratar uma guatemalteca burra que odeia os EUA a um outro branco que pode competir com ele. Nos EUA, tudo é competição, tudo é status. As minorias são apenas peões neste jogo!
O que Ann Coulter, Steve Sailer, John Derbyshire e agora Robert Weissberg têm em comum? Simples, são todos conservadores que foram expulsos da revista conservadora National Review por emitirem opiniões... conservadoras.
Infelizmente, dei-me conta de uma coisa muito triste: 90% das pessoas são demasiado estúpidas para pensar por conta própria. Elas realmente acreditam no que lêem nos jornais ou vêem na televisão. Quem é que pensava ou falava em "casamento gay" há meros dez anos atrás? Hoje, no entanto, a maioria da população é a favor. E nem precisou muito esforço para promover essa idéia...
O lado B disso é que a opinião pública pode mudar da noite para o dia. Imagine que amanhã um governo de ultradireita tomasse o poder e o controle da mídia. Não tenho dúvidas que pouco tempo depois a maioria da população se tornaria também ultradireitista e repetiria slogans neonazis como um bando de zumbis! (Desculpem, minha crença na humanidade caiu muito nos últimos tempos.)
O Ocidente hoje está viciado no esquerdismo mais rasteiro. É como um viciado em crack. No começo você tenta ajudar. Depois você começa a cansar um pouco, mas ainda ajuda na medida do possível, afinal sabe que a culpa é da droga. Mas então, depois de tudo o que você fez por ele, quando ele rouba sua carteira para comprar mais crack e ainda te ameaça, você já desiste e manda ele para a pqp. Quando alguém cai numa fúria autodestrutiva, às vezes existe bem pouco que você pode fazer para ajudar.
Então, que importa se os jovens americanos continuam votando em Obama mesmo com ele acabando com os seus empregos? Que importa se esses mesmos jovens esquerdistas lutam pelos direitos dos ilegais que eles mesmos irão sustentar? Que importa que as universidades sejam meras usinas de propaganda esquerdista e promovam idéias que só servirão para destruir a sociedade? Que importa que os ditos conservadores estejam mais preocupados em respeitar os inimigos do que em lutar contra o esquerdismo? Que importa que o estado do bem-estar social vá endividar ainda mais a Europa e causar ruína econômica total? Que importa que os jovens de classe média brasileiros estejam mais preocupados em denunciar "torturadores" dos anos 60 do que em pedir prisão para os milhares de bandidos e assaltantes que ameaçam suas vidas hoje? Que importa que todo o edifício do Ocidente esteja ruindo?
O Ocidente é um viciado em crack e não escuta à razão. Às vezes, só terapia de choque resolve!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Seu coração é vermelho
Já foi observado - não lembro se pelo Diogo Mainardi ou o Reinaldo Azevedo, renomados PTólogos - que os petistas costumam confundir governo, partido e país. É como se o partido, tendo assumido a presidência, acreditasse ter obtido o direito de se apossar para sempre do país e seus símbolos. Não há outra maneira de interpretar o vermelho no símbolo da Copa de 2014, aprovado por um grupo de "notáveis" que incuía "Gisele Bundchen, Ivete Sangalo e Oscar Niemeyer".
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
De maneira similar (nada mais parecido a um governo progreçista do que outro), Obama têm mandado instalar em todas as obras realizadas com alguma parcela de fundos federais o seguinte cartaz:
O vermelho, ao menos, aqui está justificado pelas cores da bandeira americana, embora as engrenagens pareçam meio sovietizantes. Cada cartaz desses custa a bagatela de dez mil dólares. Superfaturamento? É provável. A colocação do cartaz, por lei, deveria ser opcional. Mas governo municipal ou federal que não colocá-lo, não recebe verba federal. As engrenagens precisam girar, você entende.
Brasil e EUA, tão iguais, tão diferentes.
De minha parte, vermelho por vermelho, fico com o do Internacional.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A direita não existe
Lendo um interessante artigo sobre a (im)possibilidade de se conviver com a esquerda, o que chamou mais a minha atenção foi um comentariasta afirmando que "a direita não existe". Cheguei à conclusão que concordo com ele.
A direita é apenas um fantasma na mente da esquerda, que fala em "direita raivosa", em "elite direitista", em "mídia golpista" e por aí vai. Mas não existe como tal. Pode ver. Cadê o movimento unificado de direitistas? Cadê sua ideologia? Se até os blogueiros "de direita" vivem brigando entre si! Como bem observou o leitor Woland, no Brasil, nenhum partido se assume como "direita." Até o DEM se considera Democrata, isto é, se vêem como espelho do partido mais esquerdista dos EUA. Serra e Lula, os principais candidatos presidenciais, são ambos de esquerda, mais ou menos assumida.
Mas não é só no Brasil, é em todo o mundo, a direita não existe mesmo. Nunca existiu. O que existem são indivíduos, que pensam de modo muito diferente entre si, e cuja única característica em comum é simplesmente querer ser deixados em paz. Não querem participar das revoluções da esquerda. Não querem transformar o mundo. Não querem pagar impostos para sustentar metade do planeta. Não querem participar de radicais experimentos sociais e sexuais. Por isso, apóiam em maior ou menor medida um Estado reduzido e têm algumas causas em comum entre si. Mas divergem na questão do aborto, da política externa, dos direitos individuais, etc etc etc.
E a esquerda, existe?
Bem, vejam esta pequena lista de organizações militantes esquerdistas durante o governo militar no Brasil:
A direita é apenas um fantasma na mente da esquerda, que fala em "direita raivosa", em "elite direitista", em "mídia golpista" e por aí vai. Mas não existe como tal. Pode ver. Cadê o movimento unificado de direitistas? Cadê sua ideologia? Se até os blogueiros "de direita" vivem brigando entre si! Como bem observou o leitor Woland, no Brasil, nenhum partido se assume como "direita." Até o DEM se considera Democrata, isto é, se vêem como espelho do partido mais esquerdista dos EUA. Serra e Lula, os principais candidatos presidenciais, são ambos de esquerda, mais ou menos assumida.
Mas não é só no Brasil, é em todo o mundo, a direita não existe mesmo. Nunca existiu. O que existem são indivíduos, que pensam de modo muito diferente entre si, e cuja única característica em comum é simplesmente querer ser deixados em paz. Não querem participar das revoluções da esquerda. Não querem transformar o mundo. Não querem pagar impostos para sustentar metade do planeta. Não querem participar de radicais experimentos sociais e sexuais. Por isso, apóiam em maior ou menor medida um Estado reduzido e têm algumas causas em comum entre si. Mas divergem na questão do aborto, da política externa, dos direitos individuais, etc etc etc.
E a esquerda, existe?
Bem, vejam esta pequena lista de organizações militantes esquerdistas durante o governo militar no Brasil:
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Poema do domingo
Soneto X
Nas intoxicantes ruas de Paris
Uma moça chamada Confetti
Trafega veloz em seu patinete
E masca chiclete com rosto feliz.
Eis que um sujeito meio amalucado
Chega do outro lado entretanto...
Gesticula a causar olhares de espanto
E fala sozinho com ar tresloucado!
Ah! É só Tiago, o comunista da praça...
Não importa o que todos dele falem
Como uma piada que já perdeu a graça
Ele eternamente repete o nome de Stalin...
(Bem, cada um tem sua obsessão - os reaças
Sonham co'as coxas brancas da Sarah Palin!)
Anônimo
Nas intoxicantes ruas de Paris
Uma moça chamada Confetti
Trafega veloz em seu patinete
E masca chiclete com rosto feliz.
Eis que um sujeito meio amalucado
Chega do outro lado entretanto...
Gesticula a causar olhares de espanto
E fala sozinho com ar tresloucado!
Ah! É só Tiago, o comunista da praça...
Não importa o que todos dele falem
Como uma piada que já perdeu a graça
Ele eternamente repete o nome de Stalin...
(Bem, cada um tem sua obsessão - os reaças
Sonham co'as coxas brancas da Sarah Palin!)
Anônimo
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Marx e Lenin perderam; Gramsci venceu
Marx, Lenin e Stalin estão mais ultrapassados que o Rubinho Barrichelli. Não há a menor possibilidade de ocorrer uma Revolução Comunista em qualquer lugar do mundo. Guerrilhas marxistas foram derrotadas definitivamente do Sri Lanka ao Chuí. Na Rússia, Putin pode ser um nacionalista com possíveis intenções imperialistas, mas não pretende coletivizar os meios de propriedade nem trucidar os kulaks. Na América Latrina, último bastião do comunismo revolucionário, as FARC são um cachorro morto, e Cuba e Venezuela são poços de pobreza, irrelevantes em qualquer discussão séria.
Isso não quer dizer que não haja mais pessoas que sofrem sob a foice e o martelo da opressão comunista. Assisti estes dias ao depoimento de Shin Dong-hyuk, que fugiu de um campo de trabalho escravo na Coréia do Norte, onde ainda há dezenas de campos bastante similares aos GULAGs soviéticos. Seu relato é aterrorizador. Mas não há qualquer possibilidade dos comunistas implantarem esse sistema a nível mundial, como parecia possível a meras décadas atrás. Salvo na Coréia do Norte, esse tipo de comunismo está morto e enterrado.
E, no entanto, no entanto... Os comunistas venceram a batalha no campo educativo e cultural. Não precisam realizar Revolução alguma, pois suas idéias já têm o monopólio no debate político e cultural, tanto que, no Brasil, Lula se gaba abertamente da inexistência de qualquer tipo de direita política! Crianças são ensinadas desde pequenas o beabá da igualdade social e do politicamente correto. Não há escapatória. Ninguém nem mesmo contesta que possa haver algum tipo de debate sobre essas questões.
Marx e Lenin perderam. Mas Gramsci venceu. Gramsci, com sua teoria de revolução silenciosa, de "longa marcha através das instituições", quem diria, era quem realmente tinha a estratégia vencedora! Mesmo nos EUA, suposto bastião do capitalismo, nas escolas, universidades e na mídia raramente se ouve algo diferente das idéias socialistas ou semisocialistas (resistem apenas o talk radio e a Internet). Há posters do assassino psicopata Che Guevara em qualquer campus local.
Os verdadeiros comunistas de hoje são os que comandam as universidades, a política e a mídia, que falam em "direitos das minorias", "justiça social" e "saúde e educação para todos", mas o que querem é cada vez mais poder para o Estado sobre a vida e o dinheiro de cada um de nós. São "comunistas"? São "progressistas transnacionais"? São arautos do "governo global"? Não sei, só sei que esses é que são o "perigo vermelho" de hoje em dia. O resto - os comunistas de velha guarda que ainda falam em "ditadura do proletariado" e sonham com guerrilha e revolução e citam Marx, Lenin e Stalin - são meros zumbis.
Isso não quer dizer que não haja mais pessoas que sofrem sob a foice e o martelo da opressão comunista. Assisti estes dias ao depoimento de Shin Dong-hyuk, que fugiu de um campo de trabalho escravo na Coréia do Norte, onde ainda há dezenas de campos bastante similares aos GULAGs soviéticos. Seu relato é aterrorizador. Mas não há qualquer possibilidade dos comunistas implantarem esse sistema a nível mundial, como parecia possível a meras décadas atrás. Salvo na Coréia do Norte, esse tipo de comunismo está morto e enterrado.
E, no entanto, no entanto... Os comunistas venceram a batalha no campo educativo e cultural. Não precisam realizar Revolução alguma, pois suas idéias já têm o monopólio no debate político e cultural, tanto que, no Brasil, Lula se gaba abertamente da inexistência de qualquer tipo de direita política! Crianças são ensinadas desde pequenas o beabá da igualdade social e do politicamente correto. Não há escapatória. Ninguém nem mesmo contesta que possa haver algum tipo de debate sobre essas questões.
Marx e Lenin perderam. Mas Gramsci venceu. Gramsci, com sua teoria de revolução silenciosa, de "longa marcha através das instituições", quem diria, era quem realmente tinha a estratégia vencedora! Mesmo nos EUA, suposto bastião do capitalismo, nas escolas, universidades e na mídia raramente se ouve algo diferente das idéias socialistas ou semisocialistas (resistem apenas o talk radio e a Internet). Há posters do assassino psicopata Che Guevara em qualquer campus local.
Os verdadeiros comunistas de hoje são os que comandam as universidades, a política e a mídia, que falam em "direitos das minorias", "justiça social" e "saúde e educação para todos", mas o que querem é cada vez mais poder para o Estado sobre a vida e o dinheiro de cada um de nós. São "comunistas"? São "progressistas transnacionais"? São arautos do "governo global"? Não sei, só sei que esses é que são o "perigo vermelho" de hoje em dia. O resto - os comunistas de velha guarda que ainda falam em "ditadura do proletariado" e sonham com guerrilha e revolução e citam Marx, Lenin e Stalin - são meros zumbis.
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