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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Exército de gays

Uma juíza americana bloqueou o "Don't Ask, Don't Tell". Já havia acontecido o mesmo com a lei contra a imigração ilegal no Arizona, e com a determinação contrária ao casamento gay na Califórnia, muito embora esta última tenha sido colocada na lei estadual justamente devido ao voto popular. Em uma virada preocupante, cada vez mais juízes se advogam o direito de decidir quais leis valem e quais não, normalmente por motivos políticos.

O que é o "Don't Ask, Don't Tell"? É uma lei que permite a presença de gays no exército americano, desde que eles não sejam declaradamente gays. Ninguém vai perguntar sua preferência sexual, e você tampouco pode sair cantando ela aos quatro ventos. Se declarar abertamente sua homossexualidade, pode ser expulso.

Curiosamente, o "Don't Ask, Don't Tell" (ou DADT) foi um compromisso entre conservadores e liberais: afinal, anteriormente os gays eram simplesmente expulsos do exército sem apelo. Agora os liberais não acham a medida suficiente, e querem que todos aqueles que são assumidamente homossexuais possam entrar nas Forças Armadas, sem sofrer qualquer preconceito.

Anos atrás, lembro de uma polêmica do movimento gay devido a certa política do Vaticano para tentar impedir que homossexuais entrassem no seminário. Nunca entendi a razão da polêmica. Claramente, se você gosta de dar o rabo, com o perdão da expressão, seu lugar não é na sacristia. Da mesma forma, se você se excita vendo homens musculosos de uniforme, provavelmente seu lugar não é no exército.

Ou será que é? No Brasil, há alguns anos, houve um caso de dois sargentos homossexuais que assumiram publicamente sua relação, para grande escândalo midiático. Vejam algumas das declarações da dupla:

* "Para um gay as Forças Armadas são um paraíso". 
* "Existe coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado?"
* "Há muito mais homossexual no Exército do que se imagina. O problema é que muitos são enrustidos. Eu mesmo já fui assediado várias vezes, até por um general."

Se eles mesmos afirmam que um dos motivos para entrar no Exército é a presença maciça de homens sarados que podem ser vistos nus no banheiro, quem sou eu para discordar. Agora, imagine o outro lado, o dos os soldados heterossexuais que precisam se abaixar para pegar o sabonete sob o olhar ávido de seus colegas. É, no mínimo, algo constrangedor. Mulheres e homens no exército utilizam vestiários separados, justamente para evitar tais problemas. Homossexuais não podem ser igualmente isolados.

Gays podem ser bons soldados? Sim, que o diga o exército de Esparta. E as temidas SA de Hitler lideradas por Ernst Rohm, antes da "noite dos longos punhais". Mas também há problemas com a presença de gays assumidos no exército, como por exemplo a reação dos soldados cristãos, aliás mais numerosos do que os gays. Além disso, não vejo por que os gays gostariam de entrar para o Exército, fora os motivos de desejo sexual declarados acima e que, aliás, são os mesmos que induzem pedófilos a se tornar líderes escoteiros. Mas é claro, faço a ressalva que para mim a guerra é uma coisa terrível e violenta, da qual prefiro distância. Para ser sincero, tampouco vejo utilidade na presença de mulheres nas Forças Armadas, acho que não deveriam estar em posições de combate, simplesmente porque são mais valiosas vivas do que mortas. Talvez o mesmo argumento poderia ser utilizado para os soldados gays, como sugere esta reportagem da The Onion.


 Tropa de elite.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nem dinheiro nem igualdade trazem felicidade


Um leitor recentemente reclamou que aqui quase só coloco links para textos em inglês. É verdade, mas é que é difícil encontrar bons textos sobre os temas que me interessam em português. Hoje repito a dose, dando dois links em inglês -- ainda por cima britânico -- para recentes textos de Theodore Dalrymple: um deles falando sobre a relação entre o crescimento econômico e a felicidade, e outro falando sobre os problemas causados pela utopia da igualdade social.

A conclusão do bom doutor parece ser que, nem o dinheiro ou as conquistas materiais trazem felicidade, nem a igualdade social é um bem desejável ou possível - muito antes pelo contrário, costuma arruinar muitas sociedades.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Mitos e verdades da era contemporânea

1. Os EUA são a maior potência capitalista do mundo --> MITO.

Os EUA, em muitos aspectos, não são mais um país capitalista, daqueles que seguem fielmente as regras do livre-mercado. Bem, talvez nunca tenha existido um país assim. Nada é 100% nesta triste vida. Mas a América, sendo a principal potência ocidental, é assim mesmo o país que demonstra em maior grau os defeitos desse mesmo Ocidente em decadência. É também o país onde os revolucionários neormarxistas transnacionais - que têm a seu dispor toda a riqueza produzida pelo capitalismo global - estão mais avançados. Não é preciso ler os artigos do Olavo de Carvalho sobre o Council of Foreign Relations e outros institutos esquerdistas agindo em pleno coração dos EUA. Baste saber que o país tem dezenas de políticas de caráter claramente socialista, como o chamado "rent control", e muitas outras políticas redistributivas, algumas que vêm desde os tempos de FDR.

2. O melhor modo de ajudar os pobres é dando-lhes comida e auxílio financeiro, sem exigir responsabilidades. --> MITO

Uma vez, no velho blog do PD, o nosso leitor Chesterton causou escândalo ao afirmar que chutara um mendigo. Na verdade, quem tinha chutado o mendigo era o Janer Cristaldo, a quem eu posso perfeitamente ver nessa situação (chutar é com ele mesmo), o Chesterton havia apenas copiado e colado o artigo. Bom, o caso é que ninguém mais nestes dias de politicamente correto fala em "mendigo", virou tudo "homeless" ou "sem-teto", até mesmo no Brasil. Nos EUA, eles são um grave problema, enfeiando muitas cidades com sua presença. Não podem ser retirados, nem mesmo dos locais chiques onde decidem se deitar, pois isso iria contra os seus direitos humanos. Podem passar a noite em abrigos comunitários, e muitos voluntários auxiliam levando sopa, pizza e dando vários benefícios. Porém, ocorre uma coisa curiosa: quanto mais benefícios você dá, o número de homeless, em vez de diminuir, mais aumenta. As cidades que mais ajudam os homeless, são, paradoxalmente, as que maiores problemas tem com essa "chaga social". (É verdade que a maioria dos homeless aqui são pessoas com problemas mentais, e estariam melhor em uma instituição adequada - o fechamento dos hospícios pelos foucaltianos foi outro grave crime da esquerda).

3. O racismo dos brancos é o que mais prejudica a vida dos negros, índios e latinos. --> MITO.

O racismo, por definição, só existe em sociedades multiraciais. A Suécia, antes da chegada de imigrantes muçulmanos, provavelmente não conhecia o racismo. Existe sim um problema de desarmonia racial nos EUA, mas nem sempre se trata de ódio à cor da pele ou aos olhos puxados do vizinho. O "racismo" acabou virando, hoje, uma mera arma para atacar aqueles com quem se discorda politicamente. É contra Obama? Seu racista! Participa de protestos contra o governo? Seu racista! É contrário às "cotas raciais"? Seu racista! Fez uma piada inofensiva com um colega? Seu racista! (Será demitido! É, e você também.) Ora, nem tudo é culpa do "racismo". Por exemplo: segundo as estatísticas, lamentavelmente, negros e latinos cometem a maioria do crime nos EUA. Cometem crime porque sofrem racismo, ou sofrem racismo porque cometem crime? (*) É irrelevante. O fato é que nenhum branquelo se arrisca a andar por certas horas da noite em certos locais, por medo das gangues de negros ou mexicanos (que, aliás, se odeiam entre si). Menos problemático é andar pelos bairros asiáticos. É forçoso e triste reconhecer, mas grande parte dos problemas nas comunidades negras (e, em menor grau, latinas) tem origem nessas próprias comunidades, e nada tem a ver com o racismo dos brancos. Ou são os brancos os que os obrigam a participar de gangues e envolver-se com drogas e prostituição?

(*) Uma das teorias afirma que negros e latinos apresentam maior número de jovens entre 18-25 anos não-escolarizados, que são fatalmente os que mais cometem crime segundo as estatísticas (os brancos têm proporcionalmente idade mais elevada), e por isso sua criminalidade é maior: o fator não seria a raça ou a condição social, mas a juventude.

4. O islamismo é a maior ameaça atual ao Ocidente. --> MITO.

O problema não é o islamismo. A maioria dos países islâmicos são países pobres e fracassados. O únicos países islâmicos ricos são os que têm petróleo e, mesmo assim, sua extração é realizada por empresas internacionais. A maioria da tecnologia produzida por esses países não é própria, mas vem da Europa, América ou Ásia. Um Irã nuclear é uma ameaça, de fato, mas mais pelos seus poderes de chantagem do que por tornar-se uma superpotência a nível global. Então, o problema não é o islamismo em si, mas o fato de que o Ocidente, por motivos incompreensíveis, tenha aberto a sua porteira para milhões de imigrantes islâmicos, não reaja quando provocado, e se recuse mesmo a agir com presteza contra os agitadores e terroristas em seu meio. Pois, para a esquerda, o inimigo não é o jihadista, o inimigo é o fundamentalista cristão. Observe que, no governo Obama, meramente falar em "radicalismo islâmico" é proibido.

5. Obama é queniano e muçulmano. --> VERDADE?

Michelle Obama afirmou que o país natal ("home country") de Obama era o Quênia. Lapso freudiano? Mas a avó queniana de Obama falou o mesmo, assim como o embaixador do Quênia. Lá, o herói é celebrado como só um nativo poderia ser. O amor de Barack pelos muçulmanos também já foi diversas vezes documentado. "I stand with the muslims", disse ele em sua autobiografia. Isso sem falar que foi educado como muçulmano em uma madrassa na Indonésia, e, para os muçulmanos, uma vez muçulmano, sempre muçulmano.



Tudo está em como você vê.