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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Muito além de Goebbels

Ensinou Goebbles que uma mentira, repetida mil vezes, torna-se verdade. Mas e uma mentira que é desmascarada no dia seguinte, mas ainda assim continua a ser repetida, mesmo que todos saibam que é mentira? E uma mentira que suplanta outra mentira, contradizendo-a? E a contínua repetição de mentiras, repetidas não para enganar, mas apenas para atordoar o ouvinte?

Como vemos, a propaganda revolucionária petista está muito além de Goebbels. O Olavo de Carvalho escreveu várias vezes sobre esse fenômeno da aparente contradição da propaganda revolucionária, e não preciso repeti-lo aqui. Baste-me observar alguns casos recentes, bastante interessantes para os estudiosos dos recônditos mais malignos da alma humana.

Um, a atual posição de Dilma de ser contrária ao aborto. Ora, até os fetos sabem que Dilma e o PT são a favor da liberação do aborto. A propria Dilma assumiu isso em declaração de 2007. O problema é que, com 70% da população brasileira sendo contrária, isso não pode ser admitido diretamente. Mas pode apostar que, caso ganhe a eleição, serão feitos todos os procedimentos possíveis para legalizar o aborto no menor tempo possível. Afinal, o mesmo caso deu-se, de forma similar, na declaração da candidata de que "jamais vestiria o boné do MST". Menos de um mês depois, eis que estava a candidata fazendo discurso com o boné do MST na cabeça...

Nada disso é novidade para quem acompanha a política no Brasil. Mais interessante é o caso em que os revolucionários atacam seus adversários por serem a favor daquilo que eles próprios são. Todo o mundo sabe que o PT é a favor da legalização da maconha, do aborto e da prostituição. Porém, como tais medidas são impopulares, o que o partido faz? Nega ser a favor delas e até critica os adversários do Partido Verde como defensores de tais práticas. "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é", indeed.

Uma das coisas mais curiosas de tudo isso é que o povo brasileiro, dentro de tudo, talvez por religiosidade, talvez por tradição, talvez por não ter sido bem "educado" -- isto é, educado com o abecedário marxista -- o povo brasileiro é conservador, ao menos no que se refere aos costumes: segundo pesquisas, 70% são contrários ao aborto, 55% a favor da pena de morte, 57% contrários à eutanásia e 52% contra a adoção de crianças por homossexuais. Coloque um candidato presidencial defendendo tais valores e será eleito com maioria de votos, no primeiro turno. E, no entanto, isso nunca acontece. Por quê?

domingo, 15 de agosto de 2010

Obama confessa: "Sou muçulmano!"

Obama aprovou oficialmente em seu discurso a mesquita com planos de ser inaugurada em 11 de setembro de 2011 a poucos metros do local em que dois aviões pilotados por suicidas muçulmanos destruíram as Torres Gêmeas. Al-bama celebrou o Ramadã na Casa Branca e disse: "O Islã sempre foi parte da História da América".

Imagine que um presidente como Bush dissesse: "O cristianismo sempre foi parte da História da América". Seria coberto de vitupérios, muito embora estivesse bem mais próximo da verdade. (Se o Islã foi parte da História da América, foi sempre como inimigo, desde a época dos piratas bárbaros)

Enquanto isso, nas proximidades, uma igreja cristã ortodoxa destruída no ataque tem dificuldade em obter permissão para a sua reconstrução. A mesquita de 13 andares não teve qualquer problema em obter permissão das autoridades, muito embora 70% do público americano seja contrário.

Mesmo que se aceite a lógica que há liberdade de religião nos EUA, por que construir uma mesquita logo naquele lugar? E inaugurá-la justamente no dia 11 de setembro? Ora, trata-se claramente um sinal de conquista. É antiga tradição dos guerreiros muçulmanos de construir mesquitas nos novos territórios conquistados, mais ou menos como um cachorro que marca seu território com pipi.

Após o discurso da mesquita, parece que Obama foi visto curvando-se para Meca e gritando "Allahu Aqbar!", mas não há confirmações.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Brasil é o futuro do mundo

No Brasil - e cada vez mais também no resto do mundo - muitas pessoas têm a bizarra idéia de que os políticos existem para ajudar o povo. Que estão ali para "trabalhar para nós". É exatamente o contrário: somos nós que trabalhamos para eles. Eles estão ali para lucrar.

Eis a explicação do responsável pela mudança das tomadas nas casas de 198 milhões de brasileiros, ao custo de alguns bilhões:
A tomada brasileira é aquela que, forçando um pouquinho, aceita qualquer plugue. Acontece que isto é sempre muito perigoso e fizemos a mudança pensando na segurança do consumidor.
Ainda bem que alguém zela pela nossa segurança. Podemos ser pobres, mas ao menos teremos uma tomada quase igual à da Suiça e Liechtenstein. O que seria de nós sem o papai governo?

O brasileiro acha que governo é solução para tudo, o que é no mínimo curioso em um país em que os serviços estatais são quase tão ruins quanto os do Gabão. Por exemplo, fiquei sabendo que uma piadinha infame que o Robin Williams proferiu em um programa de entrevistas repercutiu enormemente no Brasil. Entre os comentários sobre a matéria, leio a seguinte pérola:
As autoridades brasileiras deveriam processar esse ator e exigir retratação pública.
Em um país em que jornais são censurados por senadores e um blogueiro é multado em 16 mil reais por causa de um comentário anônimo ofensivo publicado em seu blog, não duvido que apareça algum político esperto embarcando na idéia. Por mim, apóio a campanha do Fábio Marton. Políticos são mais nocivos trabalhando. Deveriam ser pagos para simplesmente não incomodar.

O lamentável mesmo é que o resto do mundo está se brasilizando, com europeus e americanos competindo para ver quem inventa leis mais esdrúxulas ou impostos mais ridículos. Sim, o Brasil é o país do futuro, mas não do jeito que o pobre Stefan Zweig pensava. Não é que o Brasil vá um dia ser uma superpotência. É que, no futuro, o mundo inteiro será um imenso Brasilzão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fraude global


Eu nem ia falar mais sobre o assunto, e tampouco tive muito tempo para blogar ultimamente, mas eis que poucos dias depois do meu último post sobre o aquecimento global, hackers de procedência até agora desconhecida entraram no Climate Research Unit da East Anglia University e divulgaram dezenas de documentos e e-mails, revelando uma colossal fraude relativa ao tal "global warming". Coisa séria. Desde dados deturpados a cientistas afirmando diretamente uns aos outros que estariam realizando "truques" e manipulações.

É o fim da ciência?

Tempos atrás Mencius Moldbug, o web-polímata que parece ter outros fãs na blogosfera nacional, observou que ciência ocidental aproximava-se cada vez mais da ciência soviética, no sentido de que, dependendo cada vez mais de grana governamental ou de fundações, acabava tendo maior preocupação em agradar os poderosos do que em buscar a verdade. Lysenko em vez de Einstein (Aqui, uma interessante comparação entre o lisenkoísmo e o aquecimento global).

Independentemente do que você pense sobre o tal "aquecimento" (e tem muita gente que acredita), é inegável que tem muito mais a ver com política do que com ciência.

Mas é assim mesmo. Cientistas também são seres humanos. Por que estariam livres da corrupção? Um dinheirinho para provar que P=P_0 \cdot e^{\frac{-M \cdot g \cdot (h-h_0)}{R \cdot T}} não cai mal.

Afinal, não é como se os leigos entendessem alguma coisa mesmo.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Por que os políticos mentem?

Finalmente encontro a resposta para essa pergunta que tem torturado tantas almas inquietas. A razão é a mesma pela qual os carros usados em venda são quase todos uma porcaria: a lei de Gresham. Quando um mercado oferece coisas ruins e boas pelo mesmo preço médio, os produtos de qualidade que não podem obter um preço melhor por esta tendem a sumir.

No caso da política, o que ocorre é que as pessoas honestas observam o horror dos acordões e mensalões e preferem não participar do processo, pois não querem se sujar entrando nesse lamaçal. Desse modo, praticamente só mentirosos e ladrões entram na política. A honestidade não compensa: um político que não mente e não rouba não tem nenhuma vantagem sobre aquele que o faz. Aliás, um político mentiroso tem mais chances de ser eleito e reeleito. Por quê?

Porque um político que diz que "vai acabar com a corrupção" só pode ser duas coisas, um ingênuo ignorante, ou um mentiroso canalha. Fazer política é, por definição, mentir; portanto alguém que se faz passar por honesto só pode ser o maior mentiroso do mundo. E, para o público, é preferível alguém que "rouba mas faz" do que alguém que vai desiludi-lo com falsas promessas de honestidade, para depois meter a mão na cumbuca. Melhor a "ladroagem honesta" do que a hipocrisia. Ética não vende na política.

Além disso, dizemos que não gostamos de políticos safados e mentirosos, mas, na verdade, o público votante gosta de mentiras. A maior prova disso é que ladrões e corruptos são constantemente reeleitos. O público prefere um político que diz o que o povo quer ouvir, não a amarga verdade. Um candidato que promete "empregos, saúde e educação para todos" é mil vezes preferível aos olhos da maioria da população a um hipotético candidato que explicasse que o número de empregos pouco tem a ver com ações governamentais (salvo que se tratem de empregos públicos para parentes) ou que dissesse que não existe almoço grátis, quanto menos saúde e educação gratuita de qualidade para todos. O povo quer doce de leite, não leite de magnésia, mesmo que tenha dor de barriga depois. Assim, os realistas são rejeitados, os mentirosos prosperam.

Isso, naturalmente, gera um círculo vicioso. Quanto mais nojenta a política, menos as pessoas honestas e sérias têm interesse em participar. Quantas moças virgens, castas e religiosas se prostituem para moralizar o negócio?

A grande dúvida é: existe uma saída para isso? Ou é um defeito da própria democracia? Já Tocqueville, há duzentos anos, havia observado que os políticos tinham uma moral curiosamente mais flexível do que a do povo. Hoje a coisa está muito pior.

Vote em mim.