segunda-feira, 12 de maio de 2008

Qual o segredo da felicidade?

E chegamos aos grandes temas. Qual o segredo da felicidade? E, especialmente, o que é a felicidade?

Dos artigos recentes chamaram a atenção dos opinadores compulsivos da blogosfera. Um deles, comentado aqui pela neoneocon, diz que os conservadores tendem a ser mais felizes do que os "progressistas". Não sei se é verdade: a felicidade é uma coisa muito difícil de definir. Porém, é certo que os esquerdistas querem sempre "mudanças", ou "change" como diria o Obama, indicando certa frustração. Quando o "change" revela-se ilusório, então, a frustração é ainda maior. Já os conservadores parecem aceitar de maior bom grado a imperfectibilidade da vida.

Bem, essa é uma teoria. De acordo com pesquisas, a família é a fonte de maior felicidade para as pessoas, e portanto os conservadores, que tendem a dar maior importância aos "valores familiares", seriam mais felizes.

Outro artigo é o último do Spengler. Ele faz uma comparação entre os países desenvolvidos que têm menor índice de suicídios e maior nível de natalidade. Chega à curiosa conclusão de que "Israel é o país mais feliz do mundo". Exagero? Possivelmente. Spengler nunca escondeu suas simpatias pelo judaísmo. Além do mais, seu "quociente de felicidade" é determinado apenas pelo número de suicídios dividido pela taxa de natalidade. Ninguém sabe definir o que é felicidade, mas certamente inclui outros fatores. Porém, o que fica claro é que certos países parecem ter maior apego à vida do que outros.

É realmente interessante observar a lista ali publicada: de acordo com esta, o nível de suicídios em Israel é de 6,2 sobre 100.000 habitantes, e a taxa de natalidade de 2.77, a maior do mundo desenvolvido atual. Do ranking, apenas a Grécia possui um nível de suicídios menor (3,2 sobre 100.000), porém condicionado por uma taxa de natalidade bem baixa (1,36). O campeão do suicídio e da baixa natalidade é a Lituânia (Incríveis 40,2 de suicídios, mais de dez superior à Grécia, e taxa de natalidade de 1,22). Some-se a isso que a Lituânia é também campeã nas taxas de aborto, e temos certamente um dos países mais deprimidos do mundo, praticamente à beira do suicídio.

O Brasil não está na lista, mas acredito que estamos bem. Certamente à frente da Argentina, onde reclamar da vida e do país é praticamente obrigatório. Pior, só na França.


Gatinhos em busca da felicidade.


Atualização: de acordo com este outro estudo, relativo ao "bem-estar subjetivo", a Dinamarca é o país mais feliz do mundo. E a Argentina está à frente do Brasil...

6 comentários:

confatta* disse...

la petite provoc à la fin n'est ce pas chose...kkk
et en plus c'est vrai, en france on rouspète !

vc é feliz mister ?

Mr X disse...

Atualizei aí, Conffa, confere! No novo estudo, a França tá na frente do Brasil tbm.

Feliz, eu? Não sei, agora tou feliz! Tudo é provisório confetta... :)))

confatta* disse...

conheço a dinamarca, o pessoal nao parece assim tao feliz nao ! parecem morrer de tédio....
kidding...eles devem ser felizes pq tem 2 cels/pessoa...numa populaçao de 5 400 000 existem 5 600 000 cels ...kkk

chose, vc precisa indexar o amazing no google, urgente ! é uma pena tao pouca frequencia num lugar tao massa...tirando vc, claro !))
indexa !!

Pax disse...

O enorme e desengonçado Mr X de 2,11 m de altura e um bom blog desalmado e abandonado é feliz !

Sim, até o ano que vem ele é. Depois o Bush sai e ele será infeliz.

Tadinho do Mr X.

Mas aí eu serei mais feliz. Sinto muito pelo Mr X, mas não posso ser eu o infeliz. Se alguém tem que ser, que seja o desengonçado. Faltam só 6 meses e pouco. Tks God For That !

chest disse...

Bem, felicidade eu não sei, mas quando não faz sol (não que eu me esponha ao sol) eu fico triste.

Ricardo C. disse...

X, escrevi algo tempos atrás sobre felicidade. Te adianto que é um epifenômeno e que tá todo mundo procurando no lugar errado...
Abs