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sábado, 9 de maio de 2009

Fora do ar


Pobremas com o Blogger, aparentemente. Ou sabotagem de inimigos externos?

Bem. Melhor pensar o menos pior.

O fato é que o blog não pode ser atualizado e deverá estar forçosamente fora do ar até ser restabelecida a normalidade. Aguardemos.

(Paradoxalmente, se vocês conseguirem enxergar este post, talve signifique que o blog tenha voltado ao ar).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dentro da mente palestina

Um dos melhores artigos já escritos sobre o conflito entre Israel e os árabes palestinos está aqui: "Por que odiamos nosso vizinho e temos que matá-lo". Escrito na forma de uma parábola, o artigo explica melhor do que nenhum outro a mentalidade suicida palestina, e a razão pela permanência eterna do conflito. O final é de arrepiar:

Alguns, que não vivem na nossa vizinhança e não sabem como as coisas funcionam por aqui, ocasionalmente perguntam: "Por que vocês continuam a provocá-lo, se sabem que ele vai reagir tão ferozmente?" A pergunta prova que são ignorantes sobre a nossa vizinhança. O fazemos porque é o significado de nossa vida. Nosso vizinho, assassino de profetas, nos humilha apenas por estar ali. A honra de nosso avô vale a vida de nossos filhos e netos. Não temos futuro enquanto ele continuar vivendo em paz e prosperidade. É por isso que não podemos pensar em mais nada. Nenhum de nós pode construir nada enquanto sua casa continuar de pé.

Um pouco mais longe na nossa vizinhança temos um amigo que secretamente nos entrega pedras e coquetéis Molotov. Ele está trabalhando em uma grande bomba que vai reduzir nosso vizinho a um miserável amontoado de átomos em uma fração de segundos. Essa bomba vai nos matar também - esse pensamento infernal é quase erótico. Nosso vizinho vai queimar, e nós também, mas ao menos uma coisa é certa: não nos sentiremos mais inferiores; finalmente o teremos vencido, na morte - que nós não tememos, mas ele, sim.

A esquerda não entende, nunca entendeu, e jamais vai entender esse conflito. O que é curioso já que, a seu modo, os esquerdistas são tão vitimistas, ressentidos e autodestrutivos quanto os islamistas. Ou, talvez - lamentável, mas possível - a esquerda também prefira ver o circo pegar fogo (com bombas nucleares). Afinal, é apenas na morte coletiva que realiza-se o sonho socialista: todos são finalmente iguais.

sábado, 9 de agosto de 2008

Um clássico do vitimismo


Caiu hoje por acaso em minhas mãos um exemplar do livro de Eduardo Galeano, "As veias Abertas da América Latina". Havia lido o livro quando estava no segundo grau e eram ainda os anos oitenta, e aquelas teorias conspiratórias ainda podiam parecer algo subversivas a um adolescente.

Hoje, relendo algumas páginas, o livro parece pouco mais do que uma antologia do vitimismo pueril. Sua tese pode ser resumida em uma frase: a culpa por todos males da América Latina foi primeiro dos espanhóis, depois dos ingleses, e agora é dos norte-americanos. Buá, buá.

O livro foi escrito nos anos 70, e é impressionante e algo triste verificar o pouco que mudou a ideologia da maioria dos intelectuais latino-americanos desde então. A culpa pelo desastre é sempre dos outros - dos ingleses, dos americanos, dos militares, dos ricos, da classe média. Continuamos repetindo a mesma lenga-lenga chorosa.

Enquanto isso o Chávez implanta por decreto 26 leis autoritárias que haviam sido rejeitadas no plebiscito popular, praticamente impondo um estado policial na Venezuela, no qual a propriedade privada pode ser confiscada a qualquer momento. E tudo sob o aplauso de muitos intelectuais, inclusive o próprio Eduardo Galeano.