Os americanos, como já observei há algum tempo atrás, são obcecados com a questão racial, e este blog, um pouco por influência disso, começou a tratar do problemático e politicamente incorretíssimo tema. Sei que no Brasil isso dá até cadeia, mas fazer o quê?
Muitos, mesmo na direita, prefeririam nem tocar nesse espinhoso tema. Porém, como os próprios leitores em recente pesquisa pediram para o Blog do Mr X "ser ainda mais politicamente incorreto e chutar o pau da barraca", vou nessa direção. (Já adivinho o Bitt me acusando de racista, reacionário e canalha, dane-se: 60% dos leitores não podem estar errados.)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
As notícias que sabemos e as que não
Lembram do acidente aéreo em Katyn, que matou toda a cúpula do governo polonês, justamente no aniversário do massacre soviético? Pois agora certas notícias indicam que os russos não estariam colaborando com as investigações -- ao contrário, estariam atrasando tudo e talvez tentando ocultar certos fatos.
O que aconteceu afinal? Não sabemos e talvez nunca saibamos. Como dizia Churchill, a Rússia é uma charada envolta em mistério dentro de um enigma.
Isso me faz pensar sobre todos os eventos sobre os quais nada sabemos. Não é preciso ser um louco ou um teórico da conspiração para desconfiar das notícias que saem no jornal. É natural que estas atendam a certos interesses, e que os jornalistas são em sua grande maioria bocós que nada mais fazem do que reproduzir parcialmente os eventos sob a ótica da moda, que hoje é o progressismo politicamente correto. É ingenuidade acreditar em tudo o que se lê no jornal.
Ao mesmo tempo, os sites de teorias da conspiração tampouco são confiáveis, e portanto ficamos num limbo, sem poder acreditar no que lemos na Grande Mídia mas tampouco sem ter respostas alternativas verificáveis. Corremos o risco de querer usar um tin foil hat e passar a acreditar em teorias conspiratórias sobre planos para destruir a humanidade com o "vírus da gripe suína", que na realidade sumiu das notícias e matou menos do que uma gripe comum.
Lembram do terrorista líbio acusado do ataque de Lockerbie, solto pelas autoridades por "piedade", já que estava com câncer e "morreria em três meses"? Já faz mais de um ano, e ele não só ainda está vivo como os médicos garantem que deve viver mais de uma década (se o Mossad não o pegar); é possível que nem mesmo tenha câncer. A explicação agora é que teria havido um acordo do governo britânico e da British Petroleum com a Líbia para a exploração de petróleo no país árabe, e uma das condições dos líbios era a liberdade do seu "herói". Conspiração ou realidade?
As teorias da conspiração surgem quando temos pouca informação a respeito de certos assuntos, ou quando a informação oficial contradiz os fatos visíveis. Por exemplo, há muitas teorias de conspiração sobre Obama -- mas qual a razão? Obama jamais revelou grande parte da documentação sobre sua vida, dando margem a todo tipo de especulação. Quem chega a questionar alguns desses mistérios é acusado de "birther" ou paranóico, mas quem gerou o mistério foi o próprio Obama e seus amigos ao não divulgar a informação. A mídia chama de loucos ou ignorantes os 20% de americanos que acreditam que Obama seja muçulmano (apenas 34% acreditam que seja cristão, na sua posse eram 43%). Mas comparem o que ele fala sobre o Islã e o que ele fala sobre o Cristianismo, e vejam se parece um cristão falando.
No Brasil, a promíscua relação entre PT, Farc, Cuba e demais comunistas do continente latinoamericano também dá margem a supostas "teorias da conspiração", mas na verdade os fatos indicam que realmente há uma grande coordenação da esquerda a nível continental, e a presença de Zelaya no mais recente encontro do Foro de São Paulo é apenas a última prova. Quando é que uma conspiração torna-se verdade, quando sai no jornal?
Voltando ao acidente na Polônia, o que sabemos é que a causa oficial é de falha do piloto causada pela neblina. A transcrição oficial do diálogo dos pilotos parece confirmar o problema. No entanto, um avião repleto de jornalistas teria pousado no mesmo aeroporto apenas 40 minutos antes sem problemas. Um estranho vídeo amador supostamente realizado minutos após o acidente parece mostrar uma execução de sobreviventes. Para falar a verdade, parece-me fake. Achei o vídeo confuso e não consegui ver nada claramente, mas os tiros podem ser ouvidos. Há rumores de que o autor do vídeo teria sido assassinado a facadas dias depois.
O vídeo é fake ou real? Foi mesmo assassinado seu autor? O que realmente aconteceu no dia 10 de abril de 2010?
Não sabemos. Nunca saberemos. Chamem os agentes Mulder e Scully. Ou pelo menos a Scully.
O que aconteceu afinal? Não sabemos e talvez nunca saibamos. Como dizia Churchill, a Rússia é uma charada envolta em mistério dentro de um enigma.
Isso me faz pensar sobre todos os eventos sobre os quais nada sabemos. Não é preciso ser um louco ou um teórico da conspiração para desconfiar das notícias que saem no jornal. É natural que estas atendam a certos interesses, e que os jornalistas são em sua grande maioria bocós que nada mais fazem do que reproduzir parcialmente os eventos sob a ótica da moda, que hoje é o progressismo politicamente correto. É ingenuidade acreditar em tudo o que se lê no jornal.
Ao mesmo tempo, os sites de teorias da conspiração tampouco são confiáveis, e portanto ficamos num limbo, sem poder acreditar no que lemos na Grande Mídia mas tampouco sem ter respostas alternativas verificáveis. Corremos o risco de querer usar um tin foil hat e passar a acreditar em teorias conspiratórias sobre planos para destruir a humanidade com o "vírus da gripe suína", que na realidade sumiu das notícias e matou menos do que uma gripe comum.
Lembram do terrorista líbio acusado do ataque de Lockerbie, solto pelas autoridades por "piedade", já que estava com câncer e "morreria em três meses"? Já faz mais de um ano, e ele não só ainda está vivo como os médicos garantem que deve viver mais de uma década (se o Mossad não o pegar); é possível que nem mesmo tenha câncer. A explicação agora é que teria havido um acordo do governo britânico e da British Petroleum com a Líbia para a exploração de petróleo no país árabe, e uma das condições dos líbios era a liberdade do seu "herói". Conspiração ou realidade?
As teorias da conspiração surgem quando temos pouca informação a respeito de certos assuntos, ou quando a informação oficial contradiz os fatos visíveis. Por exemplo, há muitas teorias de conspiração sobre Obama -- mas qual a razão? Obama jamais revelou grande parte da documentação sobre sua vida, dando margem a todo tipo de especulação. Quem chega a questionar alguns desses mistérios é acusado de "birther" ou paranóico, mas quem gerou o mistério foi o próprio Obama e seus amigos ao não divulgar a informação. A mídia chama de loucos ou ignorantes os 20% de americanos que acreditam que Obama seja muçulmano (apenas 34% acreditam que seja cristão, na sua posse eram 43%). Mas comparem o que ele fala sobre o Islã e o que ele fala sobre o Cristianismo, e vejam se parece um cristão falando.
No Brasil, a promíscua relação entre PT, Farc, Cuba e demais comunistas do continente latinoamericano também dá margem a supostas "teorias da conspiração", mas na verdade os fatos indicam que realmente há uma grande coordenação da esquerda a nível continental, e a presença de Zelaya no mais recente encontro do Foro de São Paulo é apenas a última prova. Quando é que uma conspiração torna-se verdade, quando sai no jornal?
Voltando ao acidente na Polônia, o que sabemos é que a causa oficial é de falha do piloto causada pela neblina. A transcrição oficial do diálogo dos pilotos parece confirmar o problema. No entanto, um avião repleto de jornalistas teria pousado no mesmo aeroporto apenas 40 minutos antes sem problemas. Um estranho vídeo amador supostamente realizado minutos após o acidente parece mostrar uma execução de sobreviventes. Para falar a verdade, parece-me fake. Achei o vídeo confuso e não consegui ver nada claramente, mas os tiros podem ser ouvidos. Há rumores de que o autor do vídeo teria sido assassinado a facadas dias depois.
O vídeo é fake ou real? Foi mesmo assassinado seu autor? O que realmente aconteceu no dia 10 de abril de 2010?
Não sabemos. Nunca saberemos. Chamem os agentes Mulder e Scully. Ou pelo menos a Scully.
The truth is out there.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PSOL
Um conhecido no Brasil, descontente com os rumos do PT e sua corrupção, decidiu filiar-se... ao PSOL.
É curioso como muitos na classe média no Brasil acreditam que a solução aos problemas gerados pela esquerda seja ir ainda mais à esquerda.
O domínio é tão completo que os petistas se permitem até dançar sobre o cadáver da direita. Lula, no outro dia, disse que está feliz que não haja nenhum troglodita de direita concorrendo nas próximas eleições. Até o PFL mudou de nome para DEM, já que "liberal" acabou virando nome feio. O próprio Lula concorda que a direita se esquerdizou:
A lavagem cerebral está tão, mas tão completa, que o pessoal sequer sabe mais o que é direita. É apenas um rótulo que se coloca aos bolcheviques menos violentos. Se você não é a favor da ocupação violenta de terras para realizar reforma agrária na marra, já pode ser considerado um "direitista".
Agora a mesma classe média vai eleger Dilma. Dizem que cada povo tem o governo que merece, e pode ser verdade.
É curioso como muitos na classe média no Brasil acreditam que a solução aos problemas gerados pela esquerda seja ir ainda mais à esquerda.
O domínio é tão completo que os petistas se permitem até dançar sobre o cadáver da direita. Lula, no outro dia, disse que está feliz que não haja nenhum troglodita de direita concorrendo nas próximas eleições. Até o PFL mudou de nome para DEM, já que "liberal" acabou virando nome feio. O próprio Lula concorda que a direita se esquerdizou:
Para 2010, segundo Lula, quatro ou cinco políticos disputarão a Presidência, todos eles com origem na esquerda, o que considerou como "inédito" e "fantástico". Lula comentou que esta situação se explica porque a direita atualmente "é mais progressista" e também porque "se misturou" com muitos partidos de esquerda.Curiosamente, muitos petistas ainda atacam a "mídia direitista". Algo que não existe no Brasil há muito tempo.
A lavagem cerebral está tão, mas tão completa, que o pessoal sequer sabe mais o que é direita. É apenas um rótulo que se coloca aos bolcheviques menos violentos. Se você não é a favor da ocupação violenta de terras para realizar reforma agrária na marra, já pode ser considerado um "direitista".
Agora a mesma classe média vai eleger Dilma. Dizem que cada povo tem o governo que merece, e pode ser verdade.
Ainda a mesquita
A polêmica sobre a construção da mesquita do 9/11, como a chamam por aqui, continua dando o que falar na mídia americana. Estes dias a Nancy Pelosi, líder do Congresso, disse que "os que são contrários à mesquita deveriam ser investigados".
Perceberam? Ninguém sabe direito de qual parte do Oriente Médio vêm os milhões de dólares necessários para a construção do monstrengo de 13 andares na zona mais cara de Manhattan, mas, segundo os Democratas, os 70% do povo americano contrários é que deveriam ser investigados.
Outra coisa curiosa é a seguinte: o número de pessoas que acreditam que Obama seja muçulmano está crescendo. Já chega a 20% do povo americano, e olhem que a pesquisa foi realizada antes do seu apoio à mesquita. Só 34% acham que Obama é cristão (e, de fato, não é mesmo, já que a igreja do Pastor Jeremiah Wright da qual ele participava prega uma versão do cristianismo bem pitoresca, por assim dizer).
A pergunta é a seguinte: por que tanto interesse, por parte dos Democratas, na construção de uma mesquita logo ali, em um lugar tão polêmico? O interesse dos muçulmanos é claro: homenagem aos "heróis" do atentado, publicidade gratuita, e mais uma marca no território dos infiéis. Mas os Democratas, que só têm a perder apoiando um projeto tão impopular?
A razão é que, seja por obediência a seus mestres globalistas, seja por ato reflexo, o progressista sempre é contrário a tudo o que for vagamente ocidental ou cristão. Uma mesquita a poucos passos do maior atentado islâmico da história parece-lhes supimpa. Quem não concorda só pode ser um odioso conservador. Naturalmente, uma igreja cristã no mesmo local passa por muitos maiores obstáculos para obter permissão para sua reconstrução e não aparece na mídia.
A defesa que os esquerdistas chegam a fazer da mesquita é comovente. Alguns afirmam que eles teriam tal direito na Constituição. Obviamente, a Constituição nada diz sobre construção de mesquitas, e é pouco provável que os pais fundadores dos EUA tivessem imaginado uma crescente população de muçulmanos em seu país. Outros afirmam que seria a maior demonstração de tolerância possível, ingenuamente acreditando que os maometanos ficarão sensibilizados, muito embora já odeiem Obama quase tanto quanto odeiam Bush. Outros, mais sensíveis dizem: "passaram já dez anos, move on".
Ora, deixando de lado a questão religiosa, há uma boa razão para a não construção da mesquita ali: a imensa maioria da população de New York é contra, mesmo reconhecendo que legalmente teriam o direito de construir.
O bizarro é que até mesmo alguns muçulmanos andam com o pé atrás devido à crescente má publicidade e começam a suspeitar que a Mesquita do Ground Zero seja apenas mais uma "conspiração sionista". (O que poderia fazer sentido, afinal o prefeito judeu Bloomberg é um dos apoiadores da idéia.)
Deixando o humorismo de lado, a verdade é que há poderosas forças por trás dessa mesquita, não a menor delas a do primeiro presidente muçulmano da América.
Perceberam? Ninguém sabe direito de qual parte do Oriente Médio vêm os milhões de dólares necessários para a construção do monstrengo de 13 andares na zona mais cara de Manhattan, mas, segundo os Democratas, os 70% do povo americano contrários é que deveriam ser investigados.
Outra coisa curiosa é a seguinte: o número de pessoas que acreditam que Obama seja muçulmano está crescendo. Já chega a 20% do povo americano, e olhem que a pesquisa foi realizada antes do seu apoio à mesquita. Só 34% acham que Obama é cristão (e, de fato, não é mesmo, já que a igreja do Pastor Jeremiah Wright da qual ele participava prega uma versão do cristianismo bem pitoresca, por assim dizer).
A pergunta é a seguinte: por que tanto interesse, por parte dos Democratas, na construção de uma mesquita logo ali, em um lugar tão polêmico? O interesse dos muçulmanos é claro: homenagem aos "heróis" do atentado, publicidade gratuita, e mais uma marca no território dos infiéis. Mas os Democratas, que só têm a perder apoiando um projeto tão impopular?
A razão é que, seja por obediência a seus mestres globalistas, seja por ato reflexo, o progressista sempre é contrário a tudo o que for vagamente ocidental ou cristão. Uma mesquita a poucos passos do maior atentado islâmico da história parece-lhes supimpa. Quem não concorda só pode ser um odioso conservador. Naturalmente, uma igreja cristã no mesmo local passa por muitos maiores obstáculos para obter permissão para sua reconstrução e não aparece na mídia.
A defesa que os esquerdistas chegam a fazer da mesquita é comovente. Alguns afirmam que eles teriam tal direito na Constituição. Obviamente, a Constituição nada diz sobre construção de mesquitas, e é pouco provável que os pais fundadores dos EUA tivessem imaginado uma crescente população de muçulmanos em seu país. Outros afirmam que seria a maior demonstração de tolerância possível, ingenuamente acreditando que os maometanos ficarão sensibilizados, muito embora já odeiem Obama quase tanto quanto odeiam Bush. Outros, mais sensíveis dizem: "passaram já dez anos, move on".
Ora, deixando de lado a questão religiosa, há uma boa razão para a não construção da mesquita ali: a imensa maioria da população de New York é contra, mesmo reconhecendo que legalmente teriam o direito de construir.
O bizarro é que até mesmo alguns muçulmanos andam com o pé atrás devido à crescente má publicidade e começam a suspeitar que a Mesquita do Ground Zero seja apenas mais uma "conspiração sionista". (O que poderia fazer sentido, afinal o prefeito judeu Bloomberg é um dos apoiadores da idéia.)
Deixando o humorismo de lado, a verdade é que há poderosas forças por trás dessa mesquita, não a menor delas a do primeiro presidente muçulmano da América.
domingo, 15 de agosto de 2010
Obama confessa: "Sou muçulmano!"
Obama aprovou oficialmente em seu discurso a mesquita com planos de ser inaugurada em 11 de setembro de 2011 a poucos metros do local em que dois aviões pilotados por suicidas muçulmanos destruíram as Torres Gêmeas. Al-bama celebrou o Ramadã na Casa Branca e disse: "O Islã sempre foi parte da História da América".
Imagine que um presidente como Bush dissesse: "O cristianismo sempre foi parte da História da América". Seria coberto de vitupérios, muito embora estivesse bem mais próximo da verdade. (Se o Islã foi parte da História da América, foi sempre como inimigo, desde a época dos piratas bárbaros)
Enquanto isso, nas proximidades, uma igreja cristã ortodoxa destruída no ataque tem dificuldade em obter permissão para a sua reconstrução. A mesquita de 13 andares não teve qualquer problema em obter permissão das autoridades, muito embora 70% do público americano seja contrário.
Mesmo que se aceite a lógica que há liberdade de religião nos EUA, por que construir uma mesquita logo naquele lugar? E inaugurá-la justamente no dia 11 de setembro? Ora, trata-se claramente um sinal de conquista. É antiga tradição dos guerreiros muçulmanos de construir mesquitas nos novos territórios conquistados, mais ou menos como um cachorro que marca seu território com pipi.
Após o discurso da mesquita, parece que Obama foi visto curvando-se para Meca e gritando "Allahu Aqbar!", mas não há confirmações.
Imagine que um presidente como Bush dissesse: "O cristianismo sempre foi parte da História da América". Seria coberto de vitupérios, muito embora estivesse bem mais próximo da verdade. (Se o Islã foi parte da História da América, foi sempre como inimigo, desde a época dos piratas bárbaros)
Enquanto isso, nas proximidades, uma igreja cristã ortodoxa destruída no ataque tem dificuldade em obter permissão para a sua reconstrução. A mesquita de 13 andares não teve qualquer problema em obter permissão das autoridades, muito embora 70% do público americano seja contrário.
Mesmo que se aceite a lógica que há liberdade de religião nos EUA, por que construir uma mesquita logo naquele lugar? E inaugurá-la justamente no dia 11 de setembro? Ora, trata-se claramente um sinal de conquista. É antiga tradição dos guerreiros muçulmanos de construir mesquitas nos novos territórios conquistados, mais ou menos como um cachorro que marca seu território com pipi.
Após o discurso da mesquita, parece que Obama foi visto curvando-se para Meca e gritando "Allahu Aqbar!", mas não há confirmações.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Homenagem a Yves Hublet
Estou há um tempo fora do Brasil (embora mentalmente já estivesse há algum tempo), e por isso este blog terminou falando pouco sobre a política nacional e muito, talvez até demais, sobre a sociedade americana.
Não sei se essa é uma vantagem ou uma desvantagem. Blogs em português sobre o Brasil, há muitos. Sobre os EUA, em português, creio que poucos.
Mas há certas notícias sobre o Brasil que chamam a atenção. Uma delas é a recente morte do escritor Yves Hublet, sobre a qual só agora terminei sabendo.
Não sei se essa é uma vantagem ou uma desvantagem. Blogs em português sobre o Brasil, há muitos. Sobre os EUA, em português, creio que poucos.
Mas há certas notícias sobre o Brasil que chamam a atenção. Uma delas é a recente morte do escritor Yves Hublet, sobre a qual só agora terminei sabendo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Para que servem as prisões?
Muito se discute sobre a questão das prisões, se deveriam "reabilitar", "reeducar" ou simplesmente "punir" o criminoso. Theodore Dalrymple -- sempre ele -- mata a charada: independente do possível benefício ou malefício da prisão para o criminoso, para o cidadão que cumpre a lei a cadeia serve ao menos para uma coisa: enquanto o bandido está preso, ele não está lá fora matando, roubando ou estuprando.
Na canção "San Quentin", gravada ao vivo na prisão de San Quentin, Johnny Cash canta: "San Quentin, what good do you think you do? / Do you think I'll be different when you're through?"
Realmente, os próprios bandidos sabem e assumem que, ao saírem da cadeia, provavelmente continuarão a matar, roubar, fraudar, vender drogas, ou seja lá qual era a sua "ocupação" anterior. Os que não o fazem são poucos: de acordo com estatísticas brasileiras, 80% dos bandidos voltam a cometer crimes depois de sair da prisão. Em alguns casos, não esperam nem a saída, já começam a matar no ridículo "semi-aberto".
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domingo, 8 de agosto de 2010
Poema do domingo
Brasil
Pátria de emigração.
É num poema que te posso ter...
A terra - possessiva inspiração;
E os rios - como versos a correr.
Achada na longínqua meninice,
Perdida na perdida juventude,
Guardei-te como podia:
na doce quietude
Da força represada da poesia.
E assim consigo ver-te
Como te sinto:
Na doirada moldura de lembrança,
O retrato da pura imensidade
A que dei a possível semelhança
Com palavras e rimas de saudade.
Miguel Torga (1907-1995)
Pátria de emigração.
É num poema que te posso ter...
A terra - possessiva inspiração;
E os rios - como versos a correr.
Achada na longínqua meninice,
Perdida na perdida juventude,
Guardei-te como podia:
na doce quietude
Da força represada da poesia.
E assim consigo ver-te
Como te sinto:
Na doirada moldura de lembrança,
O retrato da pura imensidade
A que dei a possível semelhança
Com palavras e rimas de saudade.
Miguel Torga (1907-1995)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Onde foram parar os vilões muçulmanos?
O fim da União Soviética causou um grave problema aos Estados Unidos: a falta de vilões para os filmes de Hollywood.
Os roteiristas até que tentaram com outras alternativas. Vilões colombianos durante a época do Cartel de Medellín. Vilões sérvios durante a Guerra dos Balcãs. Nenhum dos dois teve muito sucesso ou durou muito tempo, talvez porque nem colombianos nem sérvios eram grande ameaça aos USA ou ao mundo, e alguns americanos mal sabiam onde ficava a Sérvia ou a Colômbia. Perdidos como cegos em tiroteio, os roteiristas sempre podiam tirar da cartola os eternos Nazistas, é claro, mas nem todo filme pode ser sobre a II Guerra Mundial. Restavam os palhaços assassinos do espaço sideral, ou então os terroristas muçulmanos.
Os roteiristas até que tentaram com outras alternativas. Vilões colombianos durante a época do Cartel de Medellín. Vilões sérvios durante a Guerra dos Balcãs. Nenhum dos dois teve muito sucesso ou durou muito tempo, talvez porque nem colombianos nem sérvios eram grande ameaça aos USA ou ao mundo, e alguns americanos mal sabiam onde ficava a Sérvia ou a Colômbia. Perdidos como cegos em tiroteio, os roteiristas sempre podiam tirar da cartola os eternos Nazistas, é claro, mas nem todo filme pode ser sobre a II Guerra Mundial. Restavam os palhaços assassinos do espaço sideral, ou então os terroristas muçulmanos.
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domingo, 25 de julho de 2010
Poema do domingo
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga (1907-1995)
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga (1907-1995)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O fim da democracia?
Churchill famosamente observou que a democracia era a pior forma de governo, com exceção de todas as outras. Ele tinha razão. Porém, no momento em que vivemos, há muita raiva, aqui e ali, contra a classe política, que talvez termine se traduzindo em raiva contra todo o sistema democrático.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Malditos racistas!
O governo Obama finalmente encontrou uma razão para criticar os terroristas muçulmanos: a Al-Qaeda é racista.
Seria hilário, se não fosse trágico. Ou será o contrário? Agora só falta Obama processar a Al-Qaeda por eles discriminarem os homossexuais, as lésbicas, os vegetarianos, e não se importarem com o aquecimento global.
Será que ser racista é pior do que ser terrorista?
Um dos nomes mais engraçados que a esquerda dá a si mesma, ao menos aqui nos EUA, é "reality-based community", ou "comunidade baseada na realidade". É delírio demais. Mas a verdade é que a esquerda não só não entende o mundo, como não entende que não o entende. Pode um louco ser convencido de que ele não é Napoleão?
Os EUA são um país obcecado com o racismo, como mostram vários eventos ocorridos nas últimas semanas. A maior acusação na América, hoje, é chamar alguém de "racista" e, de fato, os progressistas usam e abusam do método para silenciar seus oponentes. Quase sempre funciona. Mas a palavra já não tem qualquer sentido. O que é ser racista? Ninguém sabe, como mostra este documentário aqui.
Antes diziam que Obama jamais seria eleito presidente, pois os EUA eram um país "fundamentalmente racista". Agora que o homem foi eleito, as acusações continuam. Se você é contrário a Obama, você é racista. E, de fato, os afro-americanos são os únicos que continuam apoiando Obama em quase 90%, o mesmo nível desde sua posse. Já a cotação entre hispânicos e brancos despencou.
O fato é que a divisão racial no país só está aumentando com Obama e suas desastradas políticas. O negócio é rezar para que esta tensão fique apenas nas acusações de racismo, e não termine descambando para a violência real.
Seria hilário, se não fosse trágico. Ou será o contrário? Agora só falta Obama processar a Al-Qaeda por eles discriminarem os homossexuais, as lésbicas, os vegetarianos, e não se importarem com o aquecimento global.
Será que ser racista é pior do que ser terrorista?
Um dos nomes mais engraçados que a esquerda dá a si mesma, ao menos aqui nos EUA, é "reality-based community", ou "comunidade baseada na realidade". É delírio demais. Mas a verdade é que a esquerda não só não entende o mundo, como não entende que não o entende. Pode um louco ser convencido de que ele não é Napoleão?
Os EUA são um país obcecado com o racismo, como mostram vários eventos ocorridos nas últimas semanas. A maior acusação na América, hoje, é chamar alguém de "racista" e, de fato, os progressistas usam e abusam do método para silenciar seus oponentes. Quase sempre funciona. Mas a palavra já não tem qualquer sentido. O que é ser racista? Ninguém sabe, como mostra este documentário aqui.
Antes diziam que Obama jamais seria eleito presidente, pois os EUA eram um país "fundamentalmente racista". Agora que o homem foi eleito, as acusações continuam. Se você é contrário a Obama, você é racista. E, de fato, os afro-americanos são os únicos que continuam apoiando Obama em quase 90%, o mesmo nível desde sua posse. Já a cotação entre hispânicos e brancos despencou.
O fato é que a divisão racial no país só está aumentando com Obama e suas desastradas políticas. O negócio é rezar para que esta tensão fique apenas nas acusações de racismo, e não termine descambando para a violência real.
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