quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ron Paul

Tive a oportunidade de assistir ao vivo a um discurso do Ron Paul. Interessante acima de tudo, sua popularidade entre os jovens: mais parecia um rock star. Que estudantes e jovens trabalhadores, normalmente apáticos em termos de política, ou então fanaticamente progressistas, tenham interesse por um candidato que prega governo mínimo e libertarianismo não deixa de ser refrescante. Eram mais de sete mil pessoas no estádio e algumas até ficaram de fora.

Os tópicos principais do discurso foram a mudança da política externa com o fim da participação militar dos EUA no Oriente Médio e em outros países (além da retirada de Iraque e Afeganistão, Paul quer a retirada das bases americanas na Europa, no Japão e na Coréia do Sul). Outro tópico importante foi a redução dos gastos do governo, que hoje transformaram o país na nação mais endividada do mundo. Mas o tópico mais aplaudido da noite foi o da liberdade individual contra um governo cada vez mais tirânico, incluindo-se aí a liberação das drogas, com base no princípio libertário de que não é crime contra terceiros. 

Ron Paul, previsivelmente, não falou sobre imigração. Tendo por base seu credo libertário, parece ser um franco apoiador da teoria das "fronteiras abertas", ainda que naturalmente defenda o fim do welfare. (A audiência, por sinal, era bastante diversa, de maioria caucasiana mas com vários asiáticos, latinos e até alguns africano-americanos). Não entendo porque Paul seja popular entre alguns "nacionalistas brancos", talvez apenas por sua postura aparentemente contrária ao que eles chamam de "lobby sionista". Porém, o fato é que suas posições sobre imigração e até mesmo crime são bastante liberais. Por exemplo, em um dos debates, ele afirmou que as "minorias são injustamente perseguidas por leis anti-drogas". Bem, não exatamente, o fato é que as minorias estão mais envolvidas no tráfico de drogas, e portanto são presas com mais freqüência. Aliás, esse é na verdade um benefício indireto da criminalização das drogas: quem está envolvido com tráfico quase sempre está envolvido com outros crimes. Criminalizar as drogas é diminuir também a incidência de outros crimes, colocando muito mais bandidos na prisão.  

Bem, mas estudantes, seja na USP ou nas universidades americanas, parecem gostar de fumar maconha, então sua liberação é claramente vista como algo positivo. 

É muito pouco provável que Ron Paul seja o candidato escolhido nas primárias republicanas, e como ele já tem 76 anos esta é provavelmente sua última eleição. Mas seu sucesso entre os jovens dá esperança de uma possível renovação no eleitorado conservador. Sim, um eleitorado mais libertário e menos conservador social, mais interessado na "liberdade individual" do que nos aspectos religiosos e sociais do conservadorismo tradicional, mas ainda assim fã do princípio de que "quanto menos governo melhor". 

Quando Paul falou em "escola austríaca de economia", rolaram aplausos e vivas entre a multidão. Algo impensável no Brasil, onde até a direita quer mais governo, e onde a única menção de "escola" que poderia ser recebida com aplausos seria talvez a referência a alguma escola de samba... 


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Apocalípticos e Integrados

"Apocalípticos e Integrados" é um livro do Umberto Eco que eu tinha que ler para a faculdade, séculos atrás, mas acho que nunca li. Gosto do título, de qualquer jeito. 

Às vezes sou mesmo meio apocalíptico, como no post anterior, com direito a imagens de zumbis do Resident Evil. Não sei se exagerei, talvez não. Porém, muitas vezes nos concentramos nos exemplos extremos (para o bem e para o mal), esquecendo que há toda uma vasta gama de cinza entre um e outro. 

Há, efectivamente, muitos imigrantes, talvez a maioria, que se tornam integrados ao sistema (mas são eles que se integram ao sistema, ou é o sistema que se integra a eles?). Bem, além disso, há também imigrantes qualificados que ajudam certamente a desenvolver o país, qualquer país. Os EUA podem ser um "paraíso (ou inferno) de diversidade", mas também são a maior potência do mundo, e isso, em parte é graças a imigrantes qualificados que vieram e continuam vindo. 

Eu mesmo não posso ficar reclamando de "imigrantes parasitas", quando não deve faltar alguém que mora no país há gerações e me qualifica assim, talvez entre grunhir de dentes e cuspindo no chão ao me escutar falar com sotaque. Além disso, qual será o meu nível de contribuição à grande nação americana, se é que eu ficarei aqui por mais tempo? É pouco provável que eu chegue a ganhar um Nobel. Por outro lado, tampouco pretendo cometer crimes ou depender da assistência, portanto suponho que eu me encontre no meio-termo da maioria dos imigrantes, nem em um extremo nem em outro.  

Acho que eu teria menos problemas com a imigração se não parecesse haver um plano (e, se não há um plano, de qualquer modo este está sendo o resultado) de inversão de prioridades. Em vez de privilegiar a entrada a a reprodução e o progresso dos bons, estimula-se a entrada e a reprodução e o avanço dos maus. O Sistema premia os ilegais à frente dos legais, os usurpadores à frente dos trabalhadores, os mentirosos à frente dos honestos, os dependentes à frente dos empreendedores.

Se eu tivesse algum cargo político, minha sugestão seria a de diminuir o coitadismo e instituir políticas que visem uma imigração mais qualificada. Por exemplo, acabar imediatamente com a ajuda estatal a imigrantes seria um bom começo. Se você vem para um outro país, deve ser para trabalhar e pagar impostos, não ser sustentado pelos outros. Eu também acabaria com a admissão de refugiados. A verdade é que a maioria deles são mentirosos, inventando histórias falsas de sofrimento e horror (sei por experiência com alguns que conheci, e porque, como eu disse, o sistema funciona de modo a incentivar a mentira). Sim, alguns casos específicos de dissidentes políticos poderiam ser considerados, mas não muito além disso. O resto pode ser auxiliado em seu próprio país. Pessoas com estudo seriam valorizadas, naturalmente e, além disso, eu estabeleceria um teste básico de inteligência, para evitar os casos perdidos. Discriminação? You betcha. 

Porém, a verdade é que não podemos ficar separando as coisas, quando tudo faz parte de um sistema holístico, para usar uma palavra da moda. O problema da imigração massiva não é algo isolado, mas faz parte de todo um complexo de decadência ocidental que vem se manifestando já há gerações, talvez mesmo já desde a Primeira Guerra Mundial. Uma perda na crença na própria civilização, na própria crença de que exista algo que foi já chamado Ocidente.

Pois não é só o imigrante que é visto como um coitadinho, mas o próprio criminoso, a figura anti-social, o Mal por excelência, ele, o literal vilão, é visto como "vítima da sociedade". No texto abaixo passei um link sobre violentas gangues de "afro-ingleses" que em um dos vários tiroteios que realizaram pela cidade acertaram em uma menininha indiana de 5 anos, deixando-a paralítica. A manchete diz que "pegaram vinte anos". Parece quase razoável, até que você lê que vinte anos é o total da soma dos sete integrantes pesos. Pegaram menos de três anos cada um. Uma sociedade que não consegue mais separar o bem do mal, que protege o criminoso enquanto esquece da vítima, é uma sociedade perdida.

Mas como voltar ao que se era? Podem-se reconstruir as ruínas do Império Romano?


P.S. Existe um ditado no futebol que diz, "quem não faz, leva". Quem não ataca, é atacado. Acho que o mesmo é válido para as civilizações. Expande-se ou contrai, não tem alternativa. Os muçulmanos já colonizaram quase toda a península ibérica, quase por milagre foram expulsos e imediatamente após portugueses e espanhóis lançaram-se à exploração marítima continental. As Cruzadas foram também uma reação às invasões islâmicas. Quando Roma parou de invadir e saquear, foi invadida e saqueada. Os europeus invadiram e povoaram meio mundo, agora que estão parados recebem de volta o filho bastardo de seus empreendimentos coloniais. "Papai, estou aqui."

Isto chocará alguns, mas acho que sou a favor da recolonização do Terceiro Mundo por povos europeus. Crescei e multiplicai-vos. Demografia é destino. Quem não faz, leva. Aqui se faz, aqui se paga. Mió nudez que nu nosso. E todos os outros clichês. 

domingo, 1 de abril de 2012

Imigração, ou: O Dilúvio, ou: Salve-se quem puder

Leio uma história abjeta sobre imigração no LA Times (Conte com este jornal para as mais lacrimejantes histórias sobre pobres imigrantes mexicanos ilegais oprimidos pelo sistema). Resumindo, é o seguinte: um imigrante ilegal morou vários anos nos EUA. Encontrou uma drogada branca white trash que já tinha 4 filhos com pais diferentes. Teve mais três filhos com ela enquanto dedicava-se a pequenos trabalhos, recebia assistência social do governo (como, se seu status era de ilegal? mistério) e dirigia sem carteira. Preso, foi deportado. Pouco depois a mãe drogada perdeu a custódia das crianças, por incapacidade. Felipe (ou Pedro, não lembro) quer que as crianças venham com ele para o México. Mas, vejam só a ironia do destino, os assistentes sociais não querem. Preferem que as crianças fiquem nos EUA e sejam adotadas. Um dos motivos alegados é que as condições de vida no México não são boas para uma criança... Pedro (ou José) não quer ser afastado de seus filhos, e garante que cruzará a fronteira de novo ilegalmente.

Tenho uma visão ambígua sobre a imigração. Sou um imigrante e às vezes acharia bom que fosse possível para qualquer um (ou bem, qualquer um com diploma e bons antecedentes) se estabelecer e trabalhar nos EUA, no Canadá, na Austrália, na França ou na Itália ou, vá lá, até no México se fosse o caso. Às vezes imagino um mundo de fronteiras abertas, sem vistos ou complicados processos de imigração, e penso que facilitaria muito a minha vida. Por outro lado, o problema com essa teoria é a lei da oferta e demanda. Há muito mais pessoas querendo morar nos EUA e na França do que no México ou na Zâmbia. E se o requisito passa a ser apenas que "as condições de vida no Terceiro Mundo não são boas", bem, isso justificaria a mudança de 90% da população do planeta para os poucos países de Primeiro Mundo ainda existentes.

O problema é o seguinte. Imigração massiva de terceiromundistas transforma onde quer que eles vão em Terceiro Mundo. Ilude-se quem acha que basta cruzar a fronteira para transformar-se num cidadão de bem e cumpridor das leis. O México é o México por alguma razão. A lógica dos imigrantes e dos esquerdistas é que os imigrantes têm direito a buscar uma vida melhor. Certo, mas o que na verdade acontece é que muitos deles tornam a vida pior para os nativos do Primeiro Mundo, incluídos aí os esquerdistas. Não é que os mexicanos nos EUA ou os muçulmanos na Europa irão transformar-se em americanos ou europeus da gema por mágica da geografia, mas o contrário, que transformarão seus novos habitats em reflexo de sua própria cultura.

Que tantas pessoas não consigam entender esse fato elementar é um dos grandes mistérios  da era moderna.

Quem ganha com a imigração massiva do Terceiro Mundo para o Primeiro? Muito fala-se sobre as tais elites globalistas, que às vezes é eufemismo para outro grupo Inominável, mas custo a ver como ganhariam com um mundo que fosse todo ele como uma África, uma América Latina ou um Oriente Médio. Um mundo assim, em que a Europa e EUA se indiferenciassem da América Latina seria pior para os americanos, para os europeus, e até mesmo, em última análise, para os mexicanos e zambianos, que não mais poderiam receber qualquer tipo de ajuda. Seria ruim para brancos, negros, amarelos, judeus, muçulmanos e budistas. Para gregos e troianos. Enfim, seria um desastre! Não haveria nem mesmo para onde emigrar, fora quem sabe algum outro planeta.

Qual a solução? Uma delas seria a de privilegiar a entrada de imigrantes mais qualificados, e limitar a de imigrantes-problema. O Canadá parece ter uma política imigratória melhor do que a dos EUA (onde a vinda de imigrantes qualificados é dificultada e a permanência de ilegais é privilegiada). Exige-se um certo número de anos de estudo, bem como várias outras qualificações. Por outro lado, mesmo as grandes cidades do Canadá hoje transbordam com refugiados muçulmanos, e prevê-se que o seu número aumentará. Qual será o ponto-limite após o qual um país muda sua cultura irreversivelmente?

A imigração, naturalmente, é só a porta de entrada. As novas gerações já não são mais de estrangeiros, mas de cidadãos legítimos que nem podem ser deportados. Os simpáticos jovens da "Guns and Shanks Gang", que tanto contribuem para o futuro da Inglaterra, são, segundo as leis, britânicos da gema.

Bem, como disse certa vez Luís XV (ou talvez sua amante a Madame de Pompadour), "depois de mim, o dilúvio". A mentalidade de muitos imigrantes (inclusive, provavelmente, a minha) é apenas a de melhorar a própria vida, não a de se preocupar com o futuro das nações ou do planeta.

O Primeiro Mundo, isto é, este pequeno grupo de países privilegiados pelo QI de sua população, pela sua cultura, pelas suas leis e pelos seus séculos de desenvolvimento civilizatório, talvez tenha sido uma aberração histórica. Penso que no futuro os Estados-Nação se desmantelarão, e voltaremos a uma espécie de feudalismo, com pequenos grupos de pessoas mais ricas e espertas encasteladas em fortalezas e, lá fora, rugindo, as hordas de bárbaros.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mídia do bem, armas do mal?

Quase não assisto televisão. Nos últimos dois anos, nem tinha um aparelho que funcionasse em casa. Decidi consertá-lo por falta do que fazer, mas descobri que não perco muito. Dei-me conta que não suporto a propaganda televisiva, seja durante os comerciais, seja durante os programas jornalísticos. Melhor é informar-se pela Internet. Filmes e séries também podem ser assistidos online.

No entanto, parece que grande parte da população mundial ainda se informa através dessa mídia ultrapassada e demoníaca. E poucos percebem que não passa de um sistema de replicação de inverdades, de incultura e de incentivo ao consumismo mais calhorda.

Além de tudo, a grande mídia demonstra uma incrível falta de imaginação. Repete os mesmos temas uma e outra vez. O caso Zimmerman-Trayvon, por exemplo, já aconteceu.

Em 1984, um jovem branco e franzino, Bernhard Goetz, foi abordado no metrô de New York por 4 rapazes negros que o cercaram e lhe pediram (com atitude ameaçadora) dinheiro. Goetz respondeu a bala, ferindo gravemente seus atacantes. Os jovens estavam desarmados e a mídia fez um grande escarcéu.  Goetz terminou acusado de ser um assassino racista, foi apelidado de Vingador do Metrô e seu ato inspirou o filme Desejo de Matar, com Charles Bronson. (Curiosidade: tanto Goetz como Zimmerman têm sobrenomes de origem judaica, Zimmerman devido ao pai adotivo judeu, mas é católico, e Goetz de pais judeus mas convertidos ao cristianismo).

No fim, após grande carnaval midiático e protestos populares, foi absolvido. Os quatro rapazes negros tinham carreira no crime, e um deles, meros dois meses após o tiroteio, sequestrou uma jovem grávida e apontou uma arma para a cabeça dela enquanto um companheiro a estuprava. Num subsequente processo civil, Cabey, a única das vítimas de Goetz que ficou paralítica e não pôde mais dedicar-se ao crime, ganhou 43 milhões de dólares. Os outros continuaram roubando e assaltando. (E o Vingador do Metrô? Ainda está vivo e em NY, virou vegetariano e protetor de esquilos desamparados.)

Existem dezenas ou centenas ou milhares de casos de gente que morre em tiroteio, mas é claro que à mídia interessa apenas o caso do vigilante branco (ou "branco") armado que mata minorias inocentes (ou "inocentes"). Por quê? Parte do motivo é a própria raridade de tal tipo de evento. Assaltantes ferindo ou matando suas vítimas não é notícia, o que é notícia é a reação. Parte também é a obsessão com o controle de armas, que foi afinal parte da discussão no caso Goetz e também no caso Zimmerman. E parte, naturalmente, é o aspecto racial. Fossem vítima e atirador nos dois casos apenas brancas ou apenas negras, haveria tanto escarcéu? Não temos como saber ao certo, mas provavelmente não.

Mas esqueçamos da entediante questão racial. Os casos são polêmicos também por tratarem-se de pessoas armadas que mataram gente desarmada e, talvez, inocente, ao menos do momento do ataque. Naturalmente, surge a questão do porte de armas e da legítima defesa. Até que ponto esta é válida? Até quando se deve esperar para atirar?

Uma vez fui atacado na rua por um sujeito drogado que queria dinheiro. Evitei-o, tentei fugir, levei um soco nos dentes. Eu não estava armado, afinal jamais usei armas, mas, e se estivesse? Será que eu deveria ter atirado nele? E se ele estivesse armado? Eu esperaria ele atirar em mim? No fim, tudo acabou com a chegada da polícia e a fuga do infeliz. Uma arma provavelmente teria causado uma morte, fosse a dele ou a minha.

Sempre fui a favor do porte de arma por entender que a legítima defesa é um direito do cidadão e, quando segundos contam, a polícia está a poucos minutos. Por outro lado, entendo que ter um revólver à mão facilita certas mortes. Muitos crimes passionais e mortes por motivo fútil não aconteceriam se não houvesse uma pistola nas mãos de alguém. Os vários tiroteios nas escolas americanas, querendo ou não, também são um resultado da facilidade de se ter armas nos EUA. E os casos de Goetz e Zimmerman, também. Por outro lado, não pode-se negar que, muias vezes, armas salvam vidas.

A pergunta do dia é -- você é a favor ou contra o porte de arma? Acha que Zimmerman e Goetz erraram ao atirarem em gente desarmada? Deveriam ter sido mais prudentes e aguardado, ou reagido com socos, mas sem atirar?  E quanto à mídia, acham que esta influi demais na nossa percepção dos fatos? (Pergunto por que não me parece sempre tão claro se é a mídia progressista que  influi na cultura, ou se é a cultura progressista a que influi na mídia).

Discutam entre vocês enquanto eu vou lá consultar o preço da Smith & Wesson Magnum .44...


Go ahead, make my day.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A verdadeira tragédia da América negra

(Eu tinha tirado este post do ar por não estar muito satisfeito com ele -- demasiado prolixo, demasiado enrolado e sem dizer a que veio. Queria modificá-lo, mas realmente não tenho tempo. Porém, a pedidos, recoloco-o no ar assim como está.)

A histeria está tomando conta dos EUA devido ao caso de um jovem negro desarmado que foi morto por um vigia residencial latino. A princípio veiculado como um caso de racismo e violência gratuita, de um jovem negro morto walking while black, novas informações parecem mostrar uma situação mais complexa.

terça-feira, 20 de março de 2012

Kony 2012

Faz umas semanas saiu um vídeo, Kony 2012 (aqui um link para a versão legendada em português). Em poucos dias tornou-se viral, chegando a ser assistido por quase 90 milhões de pessoas em todo o mundo. Só mais tarde assisti o vídeo e na verdade tenho mais perguntas do que respostas.

Mais do que tudo, o vídeo, ainda que bem realizado, parece um grande infomercial do Facebook. Seu objetivo declarado é o de manter soldados americanos em Uganda para que treinem as tropas do país para que estas possam prender Joseph Kony, líder da LRA, de forma que ele possa ser julgado pela Corte Internacional de Haia. Mas o que devem fazer as pessoas comuns como eu e você para ajudar nesse objetivo? Comprar um bracelete e posters para "tornar Kony famoso" e doar dinheiro para uma instituição de caridade. Se o objetivo de era arrecadar fundos, conseguiram: foram mais de 15 milhões de dólares em duas semanas.

Curiosamente, Jason Russel, narrador e criador do vídeo, teve um chilique poucos dias depois da publicação do vídeo. Foi filmado andando completamente nu pelas ruas de San Diego, em estado de profunda alteração mental, masturbando-se, vandalizando carros e gritando frases desconexas. Extremamente bizarro. Drogas? Vudu africano? Envenenamento a mando da CIA?

O vídeo original e tudo que se seguiu a ele parece ser um bom resumo do esquerdismo pós-moderno. Tudo é aparência, tudo é imagem. Você compra um bracelete e coloca um link no Facebook, indicando que está apoiando uma causa boa e ganhando status entre seus pares. A ONG ganha dinheiro, as mídias interativas ganham publicidade, os americanos se envolvem em mais uma "guerra humanitária", a ONU finge ter relevância, o globalismo vai avante, e enquanto isso a vida das criancinhas africanas, com ou sem Kony, continua igual ou pior. Depois o esquerdista metrossexual criador do vídeo gasta parte do dinheiro em bebida e drogas, pira de vez e termina internado, e todos esquecem o assunto, passando a apoiar a nova causa da moda, como o drama das baleias palestinas ou o impacto do aquecimento global no Inferno.

Bem, mas talvez eu esteja sendo demasiado duro com o Jason. Também muitos esquerdistas criticaram o seu vídeo, que segundo eles reduzia uma situação complexa a slogans fáceis. (Na verdade, esse é um aspecto positivo do seu vídeo, como campanha de marketing foi genial). Outros criticaram o fato dele declarar-se cristão evangélico e aceitar dinheiro de instituições religiosas (ser cristão é o pior crime hoje em dia). Outros ainda o acusaram de ser um homossexual enrustido pela sua aparência e trejeitos, mas acho que é apenas o modo de ser do homem ocidental pós-moderno. Enfim, não deve mesmo ter sido uma semana fácil.

No fundo, Jason parece ser uma boa pessoa, convicta de seus ideais. Talvez seja aí que mora o problema. No poema White man's burden, hoje acusado de racista, Kipling demandava que o homem branco ajudasse os povos menos desenvolvidos (O poema era dedicado aos americanos que naquele então ocupavam as Filipinas). O colonialismo como atividade humanitária. Pensando bem, era uma idéia melhor do a que de hoje em dia, onde o homem branco, em vez de colonizar outros países, decide ajudar os mais subdesenvolvidos fazendo com que migrem em massa para seu próprio país, em uma utópica e equivocada noção de igualdade total entre todos os povos, raças, etnias, religiões e culturas.

Alguns argumentarão, não sem certa razão, que o colonialismo não era tão humanitário assim, que era apenas uma desculpa para a exploração econômica, que houve muitos abusos, opressão, tortura e morte. Os franceses na Argélia e os belgas no Congo, para dar dois exemplos apenas. Tudo bem. Ainda acho que isso não justifica trazer para morar em Paris milhões de habitantes das ex-colônias em nome de uma equivocada reciprocidade. Melhor ter franceses na Argélia querendo transformar o país na França, do que argelinos na França querendo transformar o país na Argélia.

Do jeito que as coisas vão, qualquer dia é capaz do próprio Kony pedir asilo político como refugiado nos EUA ou na Europa, e conseguir. Desde que não more no mesmo bairro rico e branco de Jason, tudo bem!



Au revoir les enfants

Talvez a nossa correspondente em Paris tenha mais informações, mas por ora o que se sabe é o seguinte: um atentado em uma escola judia em Toulouse, na França, matou 4 pessoas, incluindo três criancinhas. A mesma arma e o mesmo método (o que indica um provável mesmo atirador) foram usados dias atrás no ataque contra 4 soldados franceses de origem norte-africana e um de origem caribenha. No total, 8 mortos na conta do misterioso assassino da motocicleta.

Não há qualquer pista sobre o atirador. Poderia ser:  a) um islamista que odeia soldados franceses e judeus; b) um neonazista que odeia árabes, negros e judeus; c) um ataque diversionista para incriminar nacionalistas franceses e prejudicar a candidatura de Marine Le Pen; d) um maluco paranóico esquizofrênico.

A alternativa d é pouco provável, já que tudo parece indicar alguém (ou até mesmo um grupo) bem organizado e eficiente, e a alternativa c é conspiracionista demais. O que nos deixa com duas possibilidades opostas: terrorista islâmico ou militante anti-imigrantes com treinamento militar similar ao atirador norueguês.

É bem possível que o atirador seja um ex-soldado, o que não invalida nenhuma das teorias. Não faltam muçulmanos entre os soldados franceses. Por outro lado, em 2008, alguns soldados franceses foram demitidos acusados de neonazismo. Seria uma vingança? Talvez, mas é bem mais possível que se trate de um crime político. Afinal, este ano há eleições na França. Os candidatos mais cotados são o falso conservador Sarkozy e o socialista Hollande. Correndo por fora, está a nacionalista Marine Le Pen. Se os atentados forem obra de um muçulmano, talvez a beneficiariam; se forem obra de um neonazista, no entanto, poderiam prejudicá-la.

De acordo com as estatísticas mais "oficiais", há entre 5 e 9 milhões de muçulmanos na França. Porém, como na verdade não existem estatísticas realmente oficiais e o governo francês até mesmo proíbe que estatísticas por origem étnica ou religiosa sejam realizadas (é o tal estado secular), um número mais aproximado talvez seja o de 15 milhões. Somem-se os outros imigrantes não-muçulmanos (africanos, chineses, romenos, albaneses ciganos e brancos do leste europeu) e temos uma França com cada vez menos franceses. Visitei ano passado e pude confirmar: até as pequenas cidades estão inundadas de imigrantes, especialmente árabes. Parecia Bagdá.

Ou seja, ganhe quem ganhar as eleições, a França como a conhecemos provavelmente já está perdida. (Claro que se ganhar o Hollande o processo se acelerará).

Se o atentado foi obra de um militante anti-imigração, mais valeria ter dado um tiro no pé, ou na cabeça. Tiros à queima-roupa em menininhas de 8 anos não são bem-vistos, e o momento escolhido, dias após um bom discurso de Marine Le Pen sobre as minorias, não foi certamente o melhor. Se foi obra de muçulmanos, bem, é possível que a mídia logo pare de falar no assunto. Aconteceu outras vezes.

Saberemos com certeza provavelmente apenas quando o próximo ataque ocorrer. Lamentavelmente.


Atualização: A polícia francesa está neste momento cercando a casa do principal suspeito. Um policial foi ferido. O atirador é, quem diria, muçulmano. Vinte e quatro anos, nacionalidade "francesa" mas de origem paquistanesa ou argelina. Vive em Toulouse mas visitou várias vezes o Afeganistão. Motivo dos crimes? "Vingança pela morte das crianças palestinas." Bem, creio que em breve não se falará mais muito do assunto... 

sexta-feira, 16 de março de 2012

O progressismo é uma religião

O progressismo é uma religião. Tem até seus santos. Dei-me conta disso vendo um mural pintado no outro dia. Tinha uma mensagem abaixo que não lembro, alguma trivialidade sobre a paz no mundo ou a igualdade humana. Mas as figuras que ilustravam o dizer eram as que formam a Santíssima Trindade Progressista: Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela.

Figuras admiráveis, admito. Nem que seja pela coragem de lutar pelos seus ideais. Não é fácil levar cacete da polícia inglesa ou passar 27 anos na prisão e ainda assim continuar acreditando. Para uma pessoa como eu, um cínico que nem ideais tem, chega a causar inveja. Porém, eram falhos, como todos os homens. Tinham muitos defeitos que nem vale a pena repetir aqui, e nem é esse o objetivo do post. Eu simpatizo com Ghandi. Com King e Mandela, também. King disse uma coisa bacana certa vez:

"A covardia pergunta: é seguro?
A conveniência pergunta: é político?
A vaidade pergunta: é popular?
A consciência pergunta: é certo? 
E chega uma hora em que o sujeito deve tomar uma posição que não é nem segura, nem política, nem popular, mas deve tomá-la porque é certa."

Boas frases.

Os três são não-brancos, naturalmente. Faz parte do ritual de masoquismo diário do homem branco esquerdista ocidental. Mea culpa, mea maxima culpa. É verdade que Che Guevara, o Jesus de Nazaré dos esquerdistas, era branco, mas naqueles tempos ainda não se havia chegado à grande sacada do marxismo racial. Cotas raciais em Cuba? Imagina. Tanto que os líderes da Revolução Cubana eram todos brancos e universitários, assim como era Abimael Guzmán, o canalha líder do Sendero Luminoso, e ninguém nunca se importou. (Por sinal, é interessante a figura da também branca Yoani Sanchez: ela é uma feminista progressista pró-gays e pró-minorias contrária ao comunismo cubano. É a nova geração de esquerdistas contra a velha. Sim, a esquerda mudou.)

Mas também não é disso que eu queria falar. Afinal, se formos classificar por etnia, os piores comunistas foram os asiáticos. Mao matou setenta milhões e Pol Pot e seu grupo torturaram e mataram um terço da população de seu país em três anos. Um terço! Teve gente que morreu simplesmente por usar óculos. Afinal, isso era coisa de capitalista. Se vivêssemos em um mundo são, qualquer sujeito de bem se envergonharia de se dizer socialista, só por causa de Pol Pot.

Bem, mas o que eu queria dizer mesmo é que o esquerdismo é uma religião, e que é por isso que é tão difícil discutir com um esquerdista, ou mesmo tentar fazê-lo mudar de idéia, ou ao menos fazê-lo enxergar as coisas sob outro ponto de vista. Vejam o Sakamoto, por exemplo. Nunca vi alguém que escreva tantos absurdos. Será que acredita naquilo? Tenho certeza que sim. Tenho certeza também que ele jamais mudará. (Augusto Nascimento, de saudosa memória, odiava os japoneses, mas acho que simpatizaria com o Sakamoto.)

Costumava-se dizer que um conservador era um "esquerdista assaltado pela realidade", mas acho que nem isso é mais verdade. Houve recentemente vários casos de esquerdistas que foram literalmente assaltados, e nem por isso mudaram de idéia. Tornaram-se até mais intransigentes na sua defesa de criminosos, na sua idéia (falsa) de que o crime é causado por diferenças sociais inerentes ao capitalismo e blablablá.

Talvez o progressismo seja um culto suicida. Lembram de Jim Jones? Ele era maluco, certo, mas será que as suas crenças eram lá muito mais absurdas do que a de qualquer ideólogo esquerdista radical?

Bem, no outro dia, saiu uma foto do pessoal do MST cometendo a heresia de fazer fila no McDonalds, todos bem bonitinhos esperando sua vez. Consolei-me um pouco. Pareceram-me mais humanos. Se eles podem deixar a ideologia de lado por alguns instantes, nem que seja para um McLanche Feliz, significa que nem tudo está perdido. Talvez até o Sakamoto possa um dia entender que não precisa odiar a classe média para ser cool.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Reescrevendo o Passado

Uma das coisas mais irritantes do progressismo é que não quer apenas mudar o futuro, mas também reformar o passado. Os tempos anteriores são assim medidos com a régua dos supostamente iluminados tempos atuais, nos quais teríamos chegado a uma melhor compreensão do mundo. Mal sabem esses idiotas que, daqui a cem anos, é o progressismo que será examinado por futuros arqueólogos como uma estranha aberração mental que (quase) levou o Ocidente à perdição.

Por exemplo, uma organização esquerdista italiana filiada à ONU publicou um artigo de uma certa Valentina Sereni querendo tirar Dante das escolas italianas, afirmando que a Divina Comédia é antisemita, homofóbica e islamofóbica. Será que é mesmo? Bem, Maomé, fundador do islamismo, aparece num dos últimos cantos do Inferno com seu ventre aberto de cima a baixo e torturado por demônios. As cúpulas da cidade infernal de Dite são chamadas de mesquitas. Quanto  aos judeus, também são jogados nas chamas acusados de praticar usura. Já os sodomitas vão para o sétimo círculo do inferno -- seu pecado é considerado pior do que o assassinato.

Mas é inútil catalogar essas descrições dantescas com a linguagem politicamente correta de hoje em dia. Pela mesma medida, Dante poderia ser acusado de papófobo, já que coloca mais de um Papa no Inferno. Honestamente, esses idiotas deveriam é preocupar-se com a queda na qualidade da educação. É pouco provável que o italiano médio de hoje em dia sequer consiga ler a Divina Comédia.

O mesmo ocorreu no Brasil com Monteiro Lobato, recentemente acusado de racista. Não entendi porque, já que, do que eu lembro, Tia Nastácia era apresentada positivamente. Talvez, para essas pessoas, politicamente corretas e educativas são as letras de funk ou de rap...

Nem a Bíblia escapou dessa ânsia positivamente soviética de reescrever -- há uma tradução atual na qual Deus é chamado de Ele/Ela...

Na verdade, eu acho que os autores do passado sabiam mais das coisas do que os modernosos imbecis, com sua suposta superioridade moral. Aliás, pecado de soberba. Que ardam no Inferno!

Aliança bizarra

A aliança entre os muçulmanos e os esquerdistas é difícil de entender. Os muçulmanos cotidianamente atacam e apedrejam as mulheres, os negros, os judeus, os gays e agora até os emos. Os muçulmanos são religiosos fanáticos de deixar qualquer ateu de cabelo em pé. Os muçulmanos são intolerantes e detestam liberdade de expressão. Em resumo, são exatamente o contrário da mentalidade progressista, e no entanto a esquerda os protege e critica quem fala mal deles de "islamofóbicos". Bem, há pelo menos 14 jovens no Iraque que tinham boa razão para serem islamofóbicos, estão mortos agora. A única coisa em comum é que tanto esquerda quanto Islã querem destruir o Ocidente, só que o que querem construir no lugar é bastante diferente. Realmente, fica difícil de entender.

Mas acho que os progressistas têm essa idéia bizarra de que todos querem ser progressistas, só não descobriram ainda. Então tentam levar a democracia ao Iraque e ao Afeganistão, só que a "democracia" ao estilo muçulmano é isso, apedrejamento de infiéis. Acho que se uma coisa ficou provada nos últimos dez anos é que esse povo não se democratiza nem no Inferno. (Outro exemplo da mesma mentalidade: os progressistas querem porque querem levar o movimento gay à África, mesmo sabendo que a maioria dos países são contra. Bem, talvez seja um plano secreto de eugenia através do aumento ainda maior da Aids por lá... Afinal, os centros de aborto da Planned Parenthood não estão em sua maioria no gueto?)

Existem por isso alguns poucos conservadores que veem o Islã não como problema, mas como solução. Afinal, acabaria com o gayzismo, o esquerdismo, o feminismo. Lamentavelmente, se colocado em prática em sua forma mais radical, também acabaria com a música, as artes pictóricas, o casamento monogâmico, as outras religiões, etc. O fato é que, a despeito das glórias do passado, os países muçulmanos hoje são quase todos atrasados, e mesmo os países ricos como Arábia Saudita contam com uma infra-estrutura quase toda construída por estrangeiros (engenheiros ocidentais e pedreiros filipinos).

Eu não sei como resolver o problema do Islã. Se é possível reformar a religião, isso é lá com eles. O que acho apenas é que a imigração muçulmana para Europa e América deveria parar imediatamente. Se não podem ou não querem mudar, é melhor que fiquem se apedrejando em seus países mesmo...

A imigração muitas vezes causa problemas, mesmo quando tem efeitos positivos. A verdade é que certa xenofobia é algo até natural, é o mesmo instinto que nos faz recusar doce de estranhos. Pode ser que o estranho seja um bondoso Papai Noel, mas pode ser que não. Porém, há imigrações e imigrações. Não tem necessariamente a ver com nacionalidade, já que imigrantes sírios e libaneses ao Brasil tornaram-se cidadãos bem assimilados, e alguns até enriqueceram e contribuiram culturalmente ou produtivamente. Porém, eram cristãos. Seria o problema a religião islâmica?

Nos EUA, a massiva imigração mexicana tem causado, ao menos aparentemente, menos problemas do que a minoria barulhenta de muçulmanos na Europa. Mesmo os maiores críticos da imigração quase só tem dois argumentos contra os mexicanos -- a ilegalidade (mas isso tira da reta os imigrantes legais ou os filhos dos ilegais que já viraram "legais") e o fato de que são... meio medíocres. Isto é, formam uma camada de trabalhadores manuais e de serviço, mas são poucos os que viram cientistas nucleares ou prêmios nobéis como outros grupos de imigrantes. Porém, em grande parte se assimilam, mais ou menos, ao modo de vida americano, pelo menos em sua forma mais superficial e materialista.

Já na Europa, os muçulmanos insistem em se manter à margem. Talvez isso seja, na verdade, uma vantagem. Como água e azeite, é pouco provável que os dois povos se misturem. A assimilação, a longo prazo, talvez seja um problema maior do que a guetificação. Assimilação significa que o povo que tem maioria vence, e os muçulmanos na Europa estão tendo mais filhos do que os decadentes cristãos e ateus. Nesse ritmo, seriam os europeus os que se assimilariam ao Islã, assim como seriam os americanos a assimilar-se à cultura hispânica. Demografia é destino.

Porém, cada vez mais, a propaganda pró-islâmica e pró-imigração está sendo rejeitada pela população, que pode ver com seus próprios olhos o que acontece nos bairros de imigrantes. Vejam aqui por exemplo a diferença entre o artigo do jornal que pinta uma figura rósea do bairro muçulmano de Malmo, na Suécia, e os comentários dos leitores, bem mais negativos.

A esquerda, no entanto, continua apoiando os islâmicos e chamando-os de coitadinhos, e isso mesmo quando algum esquerdista ou feminista termina sendo vítima deles. Até quando?


Contradição?

domingo, 11 de março de 2012

Poema do Domingo



Like a bird in a wire, like a drunk in a midnight choir, I have tried, in my way, to be free.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Nova pausa, velho blog

Não, nenhuma nova crise. Só estou gripado e além disso aconteceram algumas coisas meio inesperadas, enfim, tenho alguns pepinos bem complicados para resolver. Então não vou poder postar pelos próximos dias, mas continuarei moderando comentários nos posts recentes. Se por algum motivo eu demorar a liberar muitos comentários por ora, não estranhem ou achem que é perseguição pessoal -- não estarei liberando o de ninguém, é só falta de tempo.

No fim, acho não vai ter blog novo nenhum; ao menos por ora, continuamos por aqui. Acho que a moderação resolveu os problemas anteriores. Tenho um vago projeto de criar um blog de temática diferente, em inglês, mas isso ainda vai demorar. Então por ora é isto aqui mesmo, até eu encher o saco de vez. Logo volto. Fiquem com Deus.