sexta-feira, 9 de março de 2012

Bioética da Morte

Quando ouço falar em "bioética", logo corro para pegar a minha espingarda. Certamente coisa boa não vem aí. Um dos mais conhecidos "bioéticos", o Peter Singer, acha que transar com macacos é natural e recomenda o infanticídio de "bebês defeituosos". Michael Tooley tem idéias parecidas. Agora os italianos Francesca Minerva e Alberto Giublini trazem uma nova teoria: o "aborto pós-nascimento".

No entender deles, um ser só atinge o estágio de "pessoa" quando tem consciência e capacidade de realizar planos de vida. Se não tem, como um bebê ou um velhinho com Alzheimer, "não são pessoas", e portanto podem ser terminados sem conflito ético. Não seria assassinato, seria apenas "aborto pós-nascimento", entendem?

O paper causou tanto escândalo que foi retirado de circulação, e a autora chegou a sofrer ameaças. Mas ela não se arrependeu. Eis aqui um trecho do que ela diz:

Não podemos dizer que um recém-nascido tenha objetivos, pois o futuro que imaginamos para isto [ela usa "it" para a criança] é apenas uma projeção de nossas mentes sobre suas vidas potenciais. Por outro lado, não apenas objetivos mas planos bem concretos são conceitos que certamente se aplicam às pessoas (pais, parentes, sociedade) que poderiam ser positivamente ou negativamente afetados pelo nascimento dessa criança. Portanto, os direitos e interesses das pessoas reais [bebê não é uma "pessoa real"] envolvidas deveriam representar a consideração primordial em uma decisão sobre aborto e aborto pós-nascimento

Já outra estudiosa de bioética, Anna Smajdor, apareceu dizendo que a gravidez é "barbárica" e uma "injustiça", e recomenda a ectogênese como solução para equalizar os sexos. Ectogênese é o ato de gerar uma criança fora do ventre. O conceito não é tão absurdo quanto parece, pois segundo os cientistas uma "barriga artificial" está atualmente em estudos. De novo, é o argumento feminista de que a gravidez, em vez de ser um fenômeno natural, seria uma crueldade impingida às mulheres, que as impede de serem iguais aos homens... Poxa, se as mulheres fossem iguais aos homens, seriam assim. Vai encarar?

Bem, eu acho que temas polêmicos devam ser discutidos, e como os novos conhecimentos de biologia e genética atualmente em estudos permitirão uma série de tecnologias antes impensadas, isto deve ser mesmo levado em conta. Posso até ver que temas como eugenia ou clonagem humana possam ser discutidos seriamente em um futuro não muito distante. Mas por que é que quase sempre tantos "bioeticistas" parecem ter essa obsessão mórbida em assassinar bebês e velhinhos, em acabar com as diferenças sexuais ou em relativizar/eliminar o conceito de "vida humana"?

Se é verdade que "nada existe na política de um país que antes não exista na sua literatura", é bem possível que estes artigos sejam apenas a preparação do terreno para algo que virá nas próximas décadas.

Cada vez mais a nossa sociedade vai se parecendo à do "Admirável Mundo Novo" de Huxley, com sua divisão da humanidade em castas genéticas, sua sociedade sem pais nem mães, sua sexualidade totalmente liberada, suas drogas gratuitas e pacificadoras para todo mundo. Quem ainda não leu, leia: é o futuro.

Brancofobia, Cristianofobia, Heterofobia

Existe a islamofobia (ódio aos muçulmanos). Existe o antisemitismo (ódio aos judeus). Existe o racismo (que quase sempre é entendido como ódio aos negros). Existe a homofobia (ódio aos homossexuais). Porém, não lembro que exista em termo específico para "ódio aos brancos". Parece que até existe um termo, albofobia, mas é tão pouco conhecido que até a wikipedia deletou o artigo. Outros termos sugeridos foram anti-caucasianismo e anti-branquismo, mas não pegaram.

Da mesma forma, termos como "cristianofobia" e "heterofobia" inexistem no discurso tradicional.

Acho que a razão não é necessariamente nenhuma conspiração silenciosa, mas simplesmente que a cultura européia é a cultura ocidental por default. A heterossexualidade e o cristianismo são as normas tradicionais. Portanto todos os antiocidentais são antibrancos, anticristãos e antihéteros, e nem poderia ser diferente, já que os revolucionários pretendem acabar com o Ocidente, ou ao menos transformá-lo em alguma coisa bem diversa... (Por outro lado, Revolução Francesa, marxismo e feminismo são certamente criações ocidentais. O Ocidente está em constante guerra consigo mesmo, entre os utopistas e os realistas).

Bem, eu não tenho ódio a ninguém e em geral tive e tenho uma boa convivência com pessoas de todas as raças, cores, religiões e origens. Até andei censurando por aqui alguns que ficaram promovendo o ódio. Porém, acho que se os outros têm direito a reclamar de discriminação, acho que nós caras-pálidas também teríamos. E o fato é que vivemos em tempos tristemente brancofóbicos, misândricos, heterofóbicos e anticristãos.

Por exemplo, estes jovens atacaram uma indefesa mulher branca com problemas mentais (se bem que seus atacantes pareciam ter problemas mentais mais graves), e pegaram apenas 240 dias de cadeia, sendo liberados antes. Recentemente dois outros jovens tocaram fogo em um colega branco dizendo "é o que você merece, white boy", mas segundo a polícia não houve crime racial. Da mesma forma, ataques contra cristãos são comuns em diversas partes do globo, sem que ninguém fale muita coisa. Os coptas do Egito podem mesmo desaparecer em breve. O homem branco heterossexual cristão não pode sequer se queixar: é considerado sempre o vilão da História.

Para nossa sorte, alguns cientistas estão trabalhando na pílula contra o racismo, leis antihomofóbicas estão sendo aprovadas em todos os cantos do globo, e os crucifixos estão sendo retirados dos tribunais. Assim todos finalmente serão iguais e felizes.



terça-feira, 6 de março de 2012

A Era do Narcisismo

Está causando furor por aqui a história de uma estudante de uma universidade católica, Sandra Fluke. Ela exige anticoncepcionais gratuitos para as mulheres da sua faculdade, e não só da faculdade, mas de todos os EUA, em nome da igualdade e da "saúde pública". Por "gratuitos", entenda-se pagos pelo público. Segundo ela, é um "direito fundamental".

Como de certa forma ela está querendo que os outros financiem a sua vida sexual, ela foi chamada de "periguete" (slut) e "prostituta" (whore) pelo radialista Rush Limbaugh. Porém, houve grande pressão das feministas, e ele teve que pedir desculpas. Vejam a força do movimento feminista nos EUA: Rush Limbaugh normalmente critica esquerdistas todo o dia no seu programa, mas bastou falar das mulheres e teve que se retratar.

Era tudo uma armadilha, é claro. Fluke não é uma estudante convencional, e ela não é nem mesmo uma periguete (as periguetes gostam demais dos homens para serem feministas). Ela é uma ativista de mais de 30 anos de idade, com um longo passado de "estudos feministas", e que preparou cuidadosamente tudo, desde a escolha da universidade católica na qual iria "estudar", isto é, ser agente infiltrada. A intenção era mesmo a de causar escândalo e explodir na mídia, e os conservadores caíram direitinho, como patos! Quá quá quá!

(Pense bem, é genial. A esquerda toca as cordas da direita como um violino. São essas coisas que me fazem pensar em desistir do blog e virar um esquerdista, até porque a esquerda paga melhor. É o mesmo caso do menino "transgênero" que os esquerdistas infiltraram nas escoteiras. Não duvido que um dia os esquerdistas consigam infiltrar um Papa gay em pleno Vaticano!)

A polêmica sobre os termos utilizados terminou obscurecendo o que realmente importava no assunto. Afinal, por que é essa moça com a maior cara-de-pau exige -- em uma universidade católica! - que os outros paguem pelos seus anticoncepcionais? Pois não importa o que ela faz em seu dormitório (é provável mesmo que seja lésbica, como a maioria das feministas), mas por que os outros teriam que bancar? Afinal os anticoncepcionais são bem baratinhos e estão ao alcance do bolso de qualquer estudante universitária.

Mas a idéia da megera indomada na verdade não tem a ver com economia ou saúde, mas sim com o igualitarismo feminista levado às últimas conseqüências: se homens podem ter direito ao sexo sem gravidez, as mulheres também devem ter. E pago pelos homens, naturalmente!

Não é só o feminismo que é problemático. Lamentavelmente, vivemos em uma era dominada por narcisistas, pilantras e caras-de-pau, que acham que tem "direito" a tudo. Talvez essa seja a pior idéia já instigada pelo progressismo, a idéia de "direitos" entendidos como algo extremamente amplo e sem qualquer tipo de responsabilidade ou conseqüência. Criou uma geração de pessoas que acham que podem tudo e tem direito a tudo, e o Estado teria que pagar pelos seus mais ridículos caprichos.

Tão alastrada está essa idéia que chegou no boca-a-boca mesmo aos países mais subdesenvolvidos e miseráveis. Imigrantes do Cuzuquistão e da Canibália já desembarcam em países europeus querendo (e muitas vezes recebendo) casa e comida pagos pelo contribuinte e, se não receberem, colocam fogo nas ruas. Gays querem ter direito a casar e adotar filhos, ou se não vai voar purpurina pra todo lado. Até os gordos agora exigem o "direito" a não serem discriminados, ou a terem remédios dietéticos pagos pelo contribuinte... Ora, vão fazer ginástica, seus balofos!

O narcisismo contemporâneo pode ser visto nas artes plásticas modernas. Artistas que fazem "arte" com seus próprios fluidos, ou que estampam detalhes de suas sórdidas vidas. Há uma artista que pinta a si mesma nua na banheira comendo sorvete. Uma outra exibe sua vida sexual em fotografias. A arte moderna parece versar quase que exclusivamente sobre a egolatria obsessiva. Que façam o que quiserem com suas vidas, mas por que temos que ver isso nos museus?

O mesmo narcisismo é visto do outro lado, nos progressistas que se unem a causas por um "mundo melhor". É em muitos casos apenas busca de status, mostrar que se é melhor do que os outros.

Bem, mas o pior é que essas feministas estão dando um tiro no pé. Com o aborto e anticoncepcionais gratuitos para todos, continuarão reduzindo o nascimento de crianças na classe média nativa, enquanto as mexicanas nos EUA e as muçulmanas na Europa continuarão tendo cinco filhos cada e propagando a cultura machista de seus países. No futuro, todas essas feministas terminarão com uma burka na cabeça. Talvez seja isso mesmo o que elas querem (sei de uma feminista periguete na juventude que terminou casando com um muçulmano. Ele a levou para seu país e ela está lá vestindo burka e sem poder sair de casa. E feliz da vida! Afinal, o fato é que as mulheres em sua maioria gostam de ser dominadas, e essas feministas no fundo são as que mais querem, precisam mesmo é de umas boas palmadas.)

O problema é que um dia a casa cai. O contribuinte não pode sustentar tantos pilantras ao mesmo tempo. Não sei quando vai ser exatamente, mas é bastante claro que um dia o castelo de cartas progressista vai desabar. Lamentavelmente, vai nos levar a todos juntos para o precipício! Vejo um mundo em guerra, conflitos raciais e desastre econômico nas próximas décadas! O Euro certamente vai acabar em poucos anos. Os imigrantes vão entrar em conflito com os nativos. Governos vão cair e guerras vão ocorrer. Pobreza, miséria e doença se alastrarão como gafanhotos. Mas tudo bem: é provável que, depois de tudo isso, o mundo retornará ao bom senso, pois não poderá mais sustentar a loucura, o coletivismo e o narcisismo.

Qanto às feminazis e à Sandra Fluke, bem, tudo o que posso fazer é dedicar a elas esta bela e romântica canção de Davi Menezes Jr., "Morocha". Espero que gostem!

domingo, 4 de março de 2012

Quem tem saudade da ditadura?

O Sakanoto teve um texto faz pouco querendo trazer de novo a discussão sobre a Lei da Anistia, e já começa falando em supostos direitistas que estariam com "saudade da ditadura".

Saudade da ditadura? Nunca conheci ninguém que tivesse, até porque somos de outra geração. Isso é história velha e enterrada. O próprio Sakamoto tem 33 anos, portanto nem viveu o período. Eu peguei o finzinho do governo Figueiredo quando criança. Não lembro que fosse um tempo tão horrível quanto dizem. Lembro vagamente que havia mais hinos cantados na escola, mais paradas militares, mais patriotismo. Fora isso, era um tempo como qualquer outro, para aqueles não metidos em política. Eu lembro mesmo é que podia jogar bola de gude e andar de bicicleta na rua sozinho a tarde inteira sem que meus pais sequer se preocupassem. Acho que isso seria impossível hoje em dia.

Quem parece ter "saudade da ditadura" são os esquerdistas, em especial os petistas no poder. Não perdem ocasião de falar dos "anos de chumbo". Talvez seja saudade da juventude, ou do tempo em que eram (no seu entender) heróis rebeldes. Não fossem eles, a tal ditadura já teria sido esquecida há muito tempo, até porque nem foi um período tão diferente a tantos outros. Será que o Estado Novo de Getúlio era menos ditatorial?

No entanto, um comentarista no blog do Sakoloko, um certo EPG, comenta algo que me parece lícito repetir aqui:

Parece mesmo que o Sr. vive em outro país... e talvez viva mesmo, dentro da sua cabeça. Recentemente o mesmo jornal que abriga seu Blog, noticiou que desde 2007, cerca de 150.000 processos de homicídio no país estavam inconclusos e que em apenas 3% de todos os casos, o criminoso era identificado. Não vejo uma linha sequer de "pensadores" como o Sr. exigindo ou meramente se indignando com as 150 mil vidas perdidas de cidadãos comuns, trabalhadores, estudantes, enfim gente! Porque não instaurar imediatamente uma Comissão da Verdade para apurar estes casos ? Acelerar as investigações ? Garantir a punição dos verdadeiros bandidos que ameaçam a sociedade ?Não ! Vocês se calam de uma forma vergonhosa, como se não fosse com vocês... afinal somos nós, gente comum e não terroristas armados, que estamos ameaçados diariamente de morte. Saudosismo da ditadura ? Parece que vocês é que não conseguem esquecer algo que aconteceu há quase quarenta anos atrás e que tirou a vida de no máximo 400 terroristas, mesmo tendo, na atualidade, uma quantidade equivalente a duas guerras do Iraque de mortos anualmente no Brasil, de pessoas que nunca tiveram uma arma na mão e que só estavam no lugar errado na hora errada. Isso é realidade, caro cientista político, está acontecendo conosco HOJE ! Qual é a sua proposta ? Acabar com os militares e com toda a polícia , porque o Sr. não gosta de farda ? Como o Sr. pensa em manter a ordem e a segurança ? Ou o Sr. também tem ojeriza a isto também ? Penso que se tem essas fobias, deveria procurar ajuda psiquiátrica. Ora Sr. Sakamoto, infelizmente o Sr. não é sério !

De fato, se a esquerda tanto quer punir torturadores, por que não começa punindo estes aqui. Ou estes. Torturador é o que não falta neste Brasilzão!

É claro que Bokirroto vive num mundo de fantasia. No seu mundo delirante, jovens de classe média  brasileiros falam assim no bar:

"Enquanto isso, entre amigos da classe média…
- Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias.
- Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos.
- Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos.

- Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga (sic) fluorescente para bater nessas aberrações."

Jamais encontrei alguém que falasse desse modo, mas talvez ande freqüentando as pessoas erradas. Nos bares em que vou, os jovens não pensam em bater em pobre ou gay algum: ao contrário, celebram o gayzismo e estão acostumados a ser achacados por flanelinhas e assaltados por marginais. O fato é que, no Brasil, não é a classe média que oprime os pobres, é o contrário: é a classe média trabalhadora que é oprimida pelos pobres! Desculpem-me os pobres honestos, mas é verdade. Se houvesse menos assaltantes e vagabundos, o Brasil seria um ótimo lugar para se viver. (Nada contra os pobres, mas detesto bandido e flanelinha).

De qualquer modo, não tenho saudade da ditadura, nem acho que seria um bom sistema de governo. O que nos leva à pergunta: qual seria um bom sistema? Sinceramente, não sei. A democracia tem com certeza os seus problemas, porém ditaduras os têm em dobro. E os leitores, o que acham?

Jamais pensei muito sobre o assunto, pois sempre considerei que Churchill tinha razão. Porém, confesso que ultimamente vejo até que com certa simpatia um retorno à monarquia: não uma monarquia absolutista, mas acho a figura de um rei interessante, nem que seja como mero símbolo da nação. O Brasil foi o único país das Américas a ter uma monarquia, e durante esse período teve maior estabilidade política do que muitos outros países. Chamem-me de louco, mas eu não veria como de todo ruim uma monarquia parlamentarista. O povão e as revistas de fofocas também gostariam. Win-win.

E você: tem saudade da ditadura?!?




São os asiáticos os novos judeus?

Um post polêmico, ainda que de outra ordem. Faz algumas semanas, a blogosfera (bem, a limitadíssima blogosfera bizarra que leio) explodiu com comentários sobre a diminuição do número de estudantes judeus na escola mais prestigiosa de New York. A surpresa nem é essa, mas sim outra: que a grande maioria dos estudantes nessa escola agora são asiáticos.

O mesmo se dá em grandes universidades, especialmente aquelas na costa leste do país. Berkeley, Stanford e outras têm absoluta maioria de asiáticos -- de 60% a 70%, e até 80% em algumas carreiras de ciências exatas. Os judeus ainda se dão bem, sem dúvida, mas seus números estão se reduzindo. Em parte pelo desinteresse de uma geração já distante da pobreza de seus antepassados, em parte pelo casamento fora do judaísmo (muitos judeus, aliás, estão casando com asiáticas!), em parte por outros motivos, como mudança para o subúrbio ou crescimento dos judeus ortodoxos e diminuição dos seculares.

Bem, mas este post não é sobre os judeus, mas sobre os asiáticos! Estariam eles se tornando a nova elite americana? Certamente o seu número cresceu muito, e sua influência começa a se fazer sentir. São inteligentes e estudam, suplantando os branquelos e branquelas que parecem mais interessados em demandar anticoncepcionais gratuitos na faculdade do que em estudar!

Alguns criticam os asiáticos, eu tenho simpatia por eles, embora para ser sincero me causa espanto o seu número crescente. Eles são meio esquisitos! Os chineses inventaram a pólvora e o macarrão, mas também comem comidas estranhas e gostam de fazer animais sofrer. Os japoneses inventaram o walkman, fazem ótimos carros e desenhos animados e vem fazendo importantes avanços na área da robótica, mas tem uns fetiches sexuais meio estranhos! (*)

Por outro lado, os asiáticos são muito inteligentes e parecem determinados a conquistar os EUA e tornar-se sua nova elite. Quem é que poderá impedi-los?



(*) Não levem este post a sério demais. Isto é uma piadinha/provocação. Gosto dos japas, com exceção do Sakamoto!

sábado, 3 de março de 2012

Andrew Breitbart e a guerra cultural

Ele não era conhecido no Brasil, e mesmo nos EUA não se pode dizer que fosse uma figura famosa. Trabalhou com Matt Drudge no Drudge Report, e depois criou uma série de sites de notícias e comentários de orientação (neo?) conservadora. Como Steve Jobs, era uma criança adotada, irlandês étnico criado como judeu. De direita, sim senhor. Sua principal realização foi ter conseguido trazer à tona denúncias de malversação de fundos e assim acabar com o ACORN, organização esquerdista americana envolvida em uma série de mutretas.

O mais interessante sobre ele, no entanto, é que usava "técnicas esquerdistas". Xingava os esquerdistas nos mesmos modos, usava de artifícios para filmar vídeos escandalosos e depois colocá-los online. Com um vídeo, conseguiu a demissão de uma negra racista que comandava a Secretaria de Agricultura. Depois descobriram que o vídeo fora editado e tirara algumas declarações do contexto. Anti-ético? Talvez. Eficiente? Com certeza.

Com a publicação de fotos pornográficas, conseguiu a renúncia do deputado Democrata Anthony Weiner, acusado de mandar fotos do próprio pênis para estagiárias. De mau gosto? Pode ser. E daí? Fez o serviço.

Recentemente ele tinha anunciado que tinha um vídeo novo sobre Obama que poderia destruir suas intenções de reeleição. Hoje, poucas semanas depois, morreu de forma inusitada: no meio da rua, caiu morto no chão. Causas ainda desconhecidas. Tinha apenas 43 anos, aparentemente saudável. Coração? Talvez. Alguns estão suspeitando de assassinato por causa dos vídeos, o que parece pouco provável, mas nunca se sabe.

Além das eternas perguntas sobre a brevidade da vida e o inesperado da morte, o debate que surge é: deveria a direita imitar a esquerda nos seus métodos? Por vezes, os conservadores são demasiado bem-comportados, ficam em um chove-não-molha e acabam cedendo cada vez mais espaço ao movimento esquerdista.

Eu não sei bem na realidade, nem faz parte do meu interesse virar ativista. Só fico pensando cá com meus botões. Qual seria a melhor técnica de combate? Em uma de suas últimas entrevistas, Breitbart disse algo bem interessante: "A Direita tem focado sua energia e seu dinheiro no processo político, achando que isso é suficiente. Simplesmente deixou a cultura de lado. Mas a cultura é tudo e a mídia é tudo, e quando você chega no campo político, você já perdeu."

É isso aí. Talvez o que seja necessário é uma "longa marcha através das instituições", mas ao contrário.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O que é permitido falar?

Com esse negócio de "politicamente correto", cada vez pode-se falar menos. A situação está russa. Epa! Será que, ao dizer isso, estarei cometendo uma injúria ao povo russo? (Se bem que parece que o termo correto é "ruça", que seria algo como "enevoada, grisalha, desbotada".)

Na língua inglesa, há uma expressão corrente: "chink in the armor", que poderia ser traduzida como "fissura na armadura". No outro dia, a ESPN utilizou a expressão em relação ao time de basquete do asiático-americano Jeremy Lin, de origem chinesa. Bem, o que ocorre é que "chink" também é uma expressão pejorativa para chineses! Portanto, houve grande tumulto, e a ESPN teve que se retratar. O responsável pela manchete foi demitido, e nem ser casado com asiática o salvou. Em virtude do caso, a Associação dos Jornalistas Asiático-Americanos publicou uma lista de palavras e expressões ofensivas aos asiáticos que deveriam ser evitadas. Além de "chink", não dá mais para dizer "Me love you Lin time"! Nem mencionar os "biscoitos da sorte" chineses em relação ao jogador!


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma questão de classe

Charles Murray está de livro novo. Para quem não sabe, Murray escreveu, junto com Richard Herrnstein, o livro "A Curva do Sino", um dos mais badalados (perdão pelo trocadilho) livros de ciências sociais dos últimos vinte anos, e um dos mais criticados também. Herrnstein faleceu pouco depois da publicação, mas Murray continuou publicando e apresentando-se em congressos.

"A Curva do Sino" foi acusado na época de ser um livro "racista", mas o que ele sugeria é algo até mais grave e problemático: basicamente, que QI e classe social estão intimamente relacionados. Existiria uma relação entre a riqueza ou pobreza de uma pessoa e sua inteligência. Atenção: isso não quer dizer que os pobres sejam burros e os ricos sejam inteligentes: muitos filósofos e escritores inteligentíssimos viveram na pobreza, ou ao menos bem longe da riqueza, e existem muitos ricos imbecis que herdaram a fortuna de pais mais espertos e trabalhadores, assim como existem pobres inteligentes cujos filhos subiram na vida. Mas, estatisticamente, haveria uma correlação geral entre QI e classe social, formando uma pirâmide com QIs mais baixos na ampla base e QIs mais altos no diminuto topo. 

Talvez para evitar polêmicas, neste novo livro Murray dedica-se exclusivamente aos brancos americanos, mas continua interessado na temática da inteligência, da educação e da cultura. O livro chama-se "Coming Apart: The State of White America" (Algo como: "Em Separação: o estado da América Branca". Obs: Não li o livro ainda, portanto baseio-me apenas em críticas que li, é bem possível que esteja passando algumas idéias que não são exatamente do Murray). 

O que ele diz é que está havendo uma divisão cada vez maior entre os próprios brancos nos EUA, entre uma superclasse de ricaços inteligentes que vive em uma bolha culturalmente isolada e uma classe média/trabalhadora cada vez mais burra e mais entregue ao ostracismo. 

Tal divisão não seria apenas financeira, como querem os marxistas, mas principalmente intelectual, cultural e moral. E está se tornando um problema, pois a tendência é que os dois grupos se separem cada vez mais. 

Os neoricaços vivem em casas milionárias em bairros exclusivos. Vão à Ópera e a exposições de arte moderna e bebem vinhos seletos no jantar. Comem comida orgânica e são atléticos. Casam no papel. Seus filhos estudam em Harvard e em outras universidades da Ivy League, o que por si só já garante a entrada em um clube exclusivo. Formam, assim, uma elite hereditária, uma espécie de nova aristocracia, ainda que, em termos, meritocrática.  

Já os brancos proletários vivem em zonas cheias de imigrantes cada vez mais ameaçadas pelo crime e pelo desemprego. Assistem às corridas do NASCAR e ao Superbowl na TV. Bebem a cerveja Pabst Blue Ribbon ou, no máximo, uma Bud Light (Heineken é coisa de boiola). Comem porcarias e engordam. Casam cada vez menos e costumam ter filhos ilegítimos aqui e acolá. Tais filhos estudam (quando estudam) em Community Colleges de segunda categoria, mas jamais chegarão a Harvard. Muitos abandonam os estudos e ficam mais pobres, e assim o problema assim se propaga através das novas gerações.  

Os sites racistas adoram apontar o mau comportamento dos negros do gueto, mas é fato que há uma porção de brancos "white trash" que apresentam um comportamento igualmente abominável. (Crianças abandonadas? Filhos matando pais? Pais colocando crianças na máquina de lavar ou na de secar? Um homem matando um casal porque estes tiraram sua filha da lista de amigos no Facebook? Tem de tudo, é só escolher.) 

O que Murray argumenta é que a classe média americana estaria perdendo as virtudes que tornaram o país uma grande nação: basicamente, esquecendo a importância do casamento, da família e da moralidade convencional; esquecendo da independência e do empreendedorismo e dependendo cada vez mais do Estado assistencialista; e perdendo a corrida pela habilidade educacional e cognitiva, em um mundo em que esta se torna cada vez mais importante.  

Não sei se Murray está correto, talvez eu compre e leia o seu livro para saber. O que parece é estar havendo mesmo uma desconexão cada vez maior entre as elites e o povão. Bem, sempre foi assim na Velha Europa, onde a maioria da população vivia na pobreza e na ignorância enquanto os aristocratas formavam uma elite hereditária vivendo no bem-bom. Mas a América era para ser um país diferente, a tal terra da liberdade, onde "qualquer um" poderia "chegar lá". Aparentemente, "chegar lá" está ficando cada vez mais difícil.  



Obs. Comentários serão moderados. Evitem insultos e generalizações sobre grupos humanos. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mulheres Guerreiras

Enquanto o famoso novo blog não vem (será que um dia virá?), comento duas notícias interessantes. Uma, a morte de uma correspondente de guerra americana em um bombardeio na Síria. Não conhecia a repórter. Provavelmente era de esquerda, mas escreveu um bom texto sobre a importância dos correspondentes de guerra.

Ela já havia perdido um olho em outra guerra, e desta vez entrou clandestinamente na Síria juntando-se a um grupo de militantes que protestavam contra o governo Assad, em meio a um momento de brutal repressão. Morreu junto a outros repórteres e fotógrafos estrangeiros, propositalmente atacados pelo regime. (Por muito menos, os americanos e franceses bombardearam Khadafi).

Bom, mas o conflito na Síria não me interessa aqui, apenas a psicologia da repórter. O que leva uma pessoa a arriscar a vida dessa forma? Ela explica algumas razões no discurso mencionado acima, mas não o essencial. Por que ela?

Fui procurar informações sobre sua vida pessoal. Americana, mas morando há muito na Inglaterra. Foi casada e divorciada duas vezes -- com o mesmo sujeito. Casou depois ainda uma terceira vez com um outro jornalista que por sua vez já fora casado outras quatro vezes e se suicidou, terminando a relação. Ela tinha cinqüenta anos. Não tinha filhos.

Não, não quero insinuar aqui, num momento de psicologia barata, que suas frustrações sentimentais a tivessem levado a participar desse tipo de vida -- aliás, é provavelmente o contrário. É certo que ter família e filhos tornaria mais difícil a participação em coberturas de guerra. Por outro lado, não sou como esses direitistas mais radicais que acham que mulher serve apenas para ter filhos e cuidar da cozinha. Sendo ela uma mulher independente sem filhos e sendo essa sua escolha de vida, não vejo muito problema. Acho até uma pessoa admirável. Só acho curioso.

Se mulheres correspondentes de guerra chamam a atenção, o que dizer de mulheres soldadas? Elas também existem, e em número crescente.

Não chegam a ser uma total novidade. É certo que sempre foram minoria, mas Joana do Arco liderou as tropas francesas quando ainda adolescente. Em países orientais como Índia e China várias mulheres guerreiras parecem ter tido importância histórica. Porém, na maior parte dos casos, a crença geral tem sido que as mulheres são demasiado preciosas para serem desperdiçadas como bucha de canhão.

O feminismo acredita que "homens e mulheres são iguais" e esteve por trás desse movimento que quer colocar mulheres na linha de frente das guerras -- e nem digo como repórteres, mas como soldadas mesmo. Porém, isso leva a situações bizarras, e aqui vem a segunda notícia que me interessou: leio que nos EUA, soldados americanos (homens), como parte de seu treinamento, são obrigados a utilizar barrigas e seios postiços para "empatizar" com as soldadas grávidas.

(Pausa para você recuperar o fôlego.)

Três perguntas surgem aí. A primeira é, "Hein?!". A segunda é, "O que mulheres grávidas estariam fazendo no exército?". A terceira é: "Xii, o que eles terão que fazer para empatizar com os soldados gays?"

É curioso: por um lado, dizerem que homens e mulheres são iguais, mas, por outro lado, para poderem acomodar mulheres em profissões perigosas (e tradicionalmente masculinas) como a de soldado, piloto ou bombeiro, dezenas de modificações tornam-se necessárias. Mas afinal, não eram iguais?

Alguns dizem que o verdadeiro interesse do movimento feminista não é o de equiparar as mulheres aos homens, mas sim o de feminizar os homens. Vendo o vídeo que acompanha a matéria sobre a empatia com soldadas grávidas, fico pensando que talvez eles tenham razão...


NOTA 1: post sobre temática racial serão sumariamente deletados. Há espaço para eles -- nos posts sobre raça (aliás, estou preparando um). Porém, não serão mais aceitos em posts que não falam do assunto.
NOTA 2: sei que prometi um blog novo, mas ainda não tive tempo; enquanto isso, vou postando ainda notas curtas por aqui, neste semi-moribundo blog.)

O Diabo existe?

A mídia, que odeia conservadores, está sacaneando o candidato Rick Santorum, por ele ter afirmado que "Satã quer destruir a América". É uma declaração velha, de 2008, mas desenterrar qualquer coisa vale se puder servir para um odiado Republicano.

Os esquerdistas do Huffington Post e outros sites progressistas acham engraçado. Não entendo o por quê. É o discurso de um candidato religioso que teve lugar em uma escola religiosa. É natural falar em Satã. Queriam que ele falasse de quem, do Pato Donald?

Acho o candidato Santorum fraco, mas não pelos motivos religiosos. Não me incomoda, como parece incomodar tanto aos ateus, ter um presidente que acredite em Deus -- e no Diabo. É melhor do que acreditar em utopias de igualdade, redistribuição de riquezas, e várias outras falácias.

De qualquer modo, a questão procede. E se houvesse um elemento sobrenatural na destruição das antigas grandes potências do Ocidente? E se o Demônio estivesse mesmo por trás de tudo?

O Diabo existe? Como metáfora ou personificação do Mal, certamente, mas e como entidade concreta? Um dos paradoxos disso é o seguinte, se Deus existe e é todo-poderoso, por que ele permitiria a existência do Diabo, certo? Mas é a mesma questão já perguntada há milênios: se Deus é bom, por que há tanto mal no mundo?

Bem, nem vou entrar em polêmicas religiosas. Só me chamou a atenção o ódio dos comentaristas a uma declaração que nada tem de especial. Tenho notado aliás, várias vezes, que os ateus e em especial os ateus gays odeiam os religiosos (ou, mais especificamente, os cristãos) com uma fúria completamente fora de proporção ao que eles dizem ou deixam de dizer. Um ódio inusitado -- um ódio... satânico?



Nota 1: post sobre temática racial serão sumariamente deletados. Há espaço para eles -- nos posts sobre raça (aliás, estou preparando um). Porém, não serão mais aceitos em posts que não falam do assunto.


Nota 2: prometi um blog novo, mas ainda não tive tempo; enquanto isso, vou postando ainda notas curtas por aqui, neste semi-moribundo blog.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Work in Progress

Olá. Só avisando aos ex-leitores de todas as correntes que em breve teremos blog novo com posts novos. Um pouquinho diferente do que era antes, mas melhor. Só que, como ando ocupado com outros afazeres ainda vai demorar uns dias. Aguardem. Enquanto isso, podem ir comentando por aí se quiserem. Ou não. Abs.

Agitadores profissionais

Em interrupção do longo hiato (e enquanto o blog novo ainda não está pronto), publico um breve comentário sobre dois protestos completamente diferentes mas de certa forma interligados. Um é um recente protesto na Austrália, o outro em Pinheirinhos, Brasil.

Na Austrália, esquerdistas protestaram no principal feriado nacional contra o governo australiano, devido ao suposto "racismo" contra os aborígenes. Observem que, embora o protesto fosse em favor dos tais "aborígenes" (que tem terras e recebem casa e comida do governo australiano) estes eram uma pequena minoria no protesto. Os mais numerosos e mais indignados eram todos brancos esquerdinhas.

O mais patético de tudo foi que, apesar da gritaria, a ameaça parecia bem pouca, afinal era apenas um grupo de idiotas desarmados, o que não impediu que a primeira ministra fosse arrastada às pressas de lá, perdendo até um sapato no caminho.

Já em Pinheirinhos, Brasil, a presença de agitadores inmiscuídos precedeu de muito o protesto, com a conhecida cara-de-pau dos que dizem querer "ajudar os pobres" ao mesmo tempo em que apoiam a ocupação ilegal de terrenos e o confronto com policiais. Sedentos de sangue, quiseram mártires que não ocorreram.

O que leva uma pessoa a se tornar um agitador desses? Nunca entendi. Tenho a impressão que há pessoas que gostam de fazer confusão e de brigar com a polícia, isso as faz se sentir importantes. Alguns até acham que estão "ajudando os pobres" e tem um real interesse humanitário, mas me parece que a maioria usa os pobres e minorias apenas como massa de manobra, ou então para resolver os seus próprios problemas psicológicos. Uma vez, muitos anos atrás, fui num desses Foruns Sociais Mundiais. A maioria dos participantes, pelo que vi, eram hippies de classe média e até vários turistas europeus. Os índios, favelados e demais eram mesmo só uma "minoria". Quando participam de protesto, é para ganhar algum sanduíche...

No mais, é o seguinte: o pessoal quer ou não quer que existam favelas e moradores de rua? Se não quer, deixe que expulsem os vagabundos ilegais de Pinheirinhos e da Cracolândia e que acabem com as "ocupações ilegais" -- favela começa assim. Se quer, tudo bem, mas então depois não reclame da "falta de condições dignas de moradia" e da "desigualdade social". A culpa é de vocês, seus imbecis!

Moradores de Pinheirinhos sendo expulsos.