sábado, 9 de agosto de 2008

Poema do domingo

O Amor

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

Vladimir Maiakovski (Geórgia, 1893 - Geórgia 1930)

Um clássico do vitimismo


Caiu hoje por acaso em minhas mãos um exemplar do livro de Eduardo Galeano, "As veias Abertas da América Latina". Havia lido o livro quando estava no segundo grau e eram ainda os anos oitenta, e aquelas teorias conspiratórias ainda podiam parecer algo subversivas a um adolescente.

Hoje, relendo algumas páginas, o livro parece pouco mais do que uma antologia do vitimismo pueril. Sua tese pode ser resumida em uma frase: a culpa por todos males da América Latina foi primeiro dos espanhóis, depois dos ingleses, e agora é dos norte-americanos. Buá, buá.

O livro foi escrito nos anos 70, e é impressionante e algo triste verificar o pouco que mudou a ideologia da maioria dos intelectuais latino-americanos desde então. A culpa pelo desastre é sempre dos outros - dos ingleses, dos americanos, dos militares, dos ricos, da classe média. Continuamos repetindo a mesma lenga-lenga chorosa.

Enquanto isso o Chávez implanta por decreto 26 leis autoritárias que haviam sido rejeitadas no plebiscito popular, praticamente impondo um estado policial na Venezuela, no qual a propriedade privada pode ser confiscada a qualquer momento. E tudo sob o aplauso de muitos intelectuais, inclusive o próprio Eduardo Galeano.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Guerra na Geórgia?


A União Soviética não morreu, ao menos não nos sonhos de alguns. Tanques russos entraram na ex-república soviética da Geórgia e há notícias de combates.

A situação, na realidade, é bastante complicada: dentro da Geórgia há o território da Ossétia do Sul, formada em sua maioria por russos étnicos, que declarou sua independência em um referendo informal. A Geórgia, naturalmente, não quer essa independência. A Rússia, ao contrário, estimula os independentistas, pois no fundo o que quer é somar mais território (as províncias independentistas são etnicamente russas e aliadas a Moscou). O governo russo acusa a Geórgia de realizar limpeza étnica. Já a Geórgia acusa a Rússia de invadir seu território. Quem está certo? Não se sabe, mas tudo parece indicar que seja um plano dos russos para controlar a Geórgia, ou ao menos parte dela.

(A Ossétia do Norte, caso alguém queira saber, fica dentro da Rússia. Segundo a Wiki, os Ossetas são descendentes dos Alanos, são um povo que fala uma língua de origem indo-iraniana, e são em parte cristãos e em parte muçulmanos.)

Veremos o que acontece nas próximas horas ou dias.

Atualização: nestes comentários do Weblog do PD, o Bruno Mota, que entende da Ossétia do Sul (e de praticamente qualquer outra coisa) bem mais do que eu, faz um apanhado bastante interessante da situação.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

É possível mudar a cabeça de alguém?

Nos meus velhos tempos de graduação na universidade tive um professor de Sociologia (matéria opcional) bastante bom (não era marxista, deve ser por isso) que dizia que não era possível mudar a mente ou a visão de mundo de uma pessoa, salvo em dois casos:

A) um líder muito carismático;

B) um evento muito catastrófico.

Todas as outras tentativas de mudar a mente de uma pessoa adulta (discutir, filosofar, provar por A + B, mandar estudar, mandar ler livros de História) seriam inúteis e infrutíferas, causando apenas que o sujeito se aferrasse cada vez mais à sua ideologia, por mais absurda e patética que esta fosse se revelando.

Já são anos que discuto via blogs, tentando – nem digo mudar a cabeça das pessoas – mas simplesmente tentar fazer com que pelo menos vejam ou tentem ver o outro lado. Vêm me falar sobre o tal “drama palestino” e aí eu mostro fatos e fotos. Nada. Continuam repetindo a mesma lenga-lenga como se não tivessem ouvido o que acabo de dizer.

Falam-me positivamente sobre o socialismo, o Chávez, o Fidel, as FARC... Nesses casos nem tento contra-argumentar, pois revelam ser casos perdidos... Mas apenas abrir-lhes ligeiramente os olhos... Inútil.

E no entanto, se penso na minha própria experiência, também mudei da esquerda genérica que seguia para a direita moderada que prefiro hoje, não através de discussões racionais, mas a partir de um evento catastrófico (11 de setembro, como a neo-neocon). Depois disso, sim, muitas discussões, leituras, pesquisas, análises, discussões em blogs, até ir passando cada vez mais para o “lado negro da força”. Mas o catalisador foi o evento que me fez repensar várias de minhas suposições sobre os EUA, o Bush, o Oriente Médio, o conservadorismo, o socialismo, etc.

Será mesmo que é o único modo de mudar? Será que não é possível convencer ninguém a partir da discussão?

Algumas pessoas parecem mudar de opinião apenas por causa da chegada da maturidade. Mudar da esquerda pra direita parece ser uma mudança natural: David Horowitz, Reinaldo Azevedo... Até o Olavão, quem diria, já foi de esquerda radical na juventude... Há também casos de conversões da direita para a esquerda, mas são mais raros. Um deles é o da Arianna Huffington, do Huffington Post.

Evidentemente, a questão da mudança de visão de mundo não se refere apenas à “esquerda” e “direita” (que no fundo são generalizações abstratas), mas às mais diversas concepções enraizadas no indivíduo sobre política, sociedade, ética, percepção da realidade... Em outras palavras, ou melhor, só uma: a sua Weltanschauung.


Sucesso

Semana passada:

"É vital que a democracia tenha sucesso em um país islâmico"
Sidi Ould Abdallahi, primeiro presidente democraticamente eleito da Mauritânia.

Hoje
:

"Golpe militar na Mauritânia derruba presidente. Sidi Abdallahi preso."

O mundo islâmico às vezes lembra uma peça do Samuel Becket... "Tente de novo. Fracasse de novo. Fracasse melhor."

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um bicho às terças


O guaxinim, mapache ou ainda racum (Procyon lotor) é um simpático mamífero da família dos procionídeos, parentes ainda que distantes dos ursos. São encontrados na América do Norte e em algumas regiões da Europa.

Os guaxinins podem em teoria viver até 16 anos de idade, mas muitos hoje vivem próximos aos centros urbanos e devido à perseguição de predadores, doenças, caça por humanos e atropelamento, sua expectativa de vida é em geral de 3 anos ou menos.

São animais onívoros: comem insetos, frutos, nozes, e até peixes. Vivem solitários ou em pequenos grupos.

Não são animais domésticos, embora alguns malucos tenham como bichos de estimação. É o caso do nosso amigo abaixo:

Ecologistas irracionais

Sou um ecologista. Acredito que devemos poluir menos, preservar as florestas e proteger os animais selvagens. Como sabem todos os que conferem o "Bicho às terças", gosto muito dos animais. Mas certas atitudes dos ecologistas radicais são difíceis de entender.

Ontem, por exemplo, nos EUA, defensores dos "direitos dos animais" atacaram um cientista que trabalhava em um laboratório que realizava experimentos com animais. Jogaram um coquetel molotov na sua casa, incendiando-a e colocando em risco à vida do cientista e sua família, que teve que fugir pela escada de incêndio. Quase matam humanos em nome da "liberação animal".

A famigerada PETA já realizou operações para salvar coelhinhos das terríveis garras de... criancinhas de oito anos que os tinham como mascote. A criança chorou e o coelho provavelmente morreu de inanição ou atropelado, mas quem se importa? A PETA é que não. A PETA, por sinal, mata muitos cães e gatos que recolhe, pois, segundo sua ideologia doentia, para um animal é melhor a morte do que a humilhação de se tornar um animal doméstico.

A preservação do meio-ambiente e a histeria do aquecimento global vão na mesma direção: querer destruir o avanço tecnológico e industrial em nome da ecologia é um retrocesso.

De fato, o próprio conceito de "preservação do meio ambiente" é filho da Revolução Industrial.
O homem sempre esteve em luta de sobrevivência contra a Natureza, tentando dominar as suas potentes forças. A única razão pela qual estamos preocupados em preservar o meio-ambiente hoje é porque atingimos um nível de prosperidade suficiente para isso, bem como o conhecimento científico suficiente para entender um pouco melhor o planeta. De fato, não é coincidência que as sociedades avançadas industriais são as que melhor preservam o ambiente: pobres e miseráveis estão mais preocupados em comer do que em preservar as suas florestas e parques naturais. A industrialização, o aumento populacional, a poluição e o consumo energético são certamente desafios globais que impactam fortemente o mundo natural, mas não serão resolvidos com o retorno às selvas. Até porque, quem de nós está sinceramente disposto a viver sua vida (ou uma semana que seja) sem eletricidade e internet?

Muitos ditos ecologistas não amam os animais e nem as plantas: apenas odeiam a humanidade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Batman é de direita?

Há uma discussão na blogosfera sobre se o novo Batman (The Dark Knight) seria um filme de direita. Há até quem compare Batman com George W. Bush. A discussão é irrelevante, primeiro porque a boa ficção deve ir além dos meros posicionamentos políticos em voga no momento, e segundo porque todo os super heróis são de direita. Se fossem de esquerda, não combateriam o crime, mas tratariam de dialogar com os criminosos ou apaziguá-los, de inscrever o Coringa em um curso de malabarismo e arte-terapia para regenerá-lo para a sociedade, ou de resolver o problema, não do crime, mas da pobreza e da desigualdade social, que como todos sabem é a origem de todo mal e toda violência.

O filme, de qualquer modo, faz referências bastante explícitas à questão da guerra contra o terrorismo, e ressalta pelo menos duas coisas: 1) apaziguar os vilões é uma escolha cômoda, mas não funciona, pois termina-se estando sempre à mercê do mal. 2) a luta contra os vilões gera inevitáveis sacrifícios, e por causa disso o justiceiro é vilipendiado por aqueles mesmos a quem auxilia (e aqui a comparação feita com os EUA e com George W. Bush).

De fato, a primeira coisa que chama a atenção no filme é o realismo da sua cenografia. Não estamos nos cenários góticos de Tim Burton ou dos quadrinhos. Este é o mundo real: se o herói não usasse uma estrambótica fantasia de morcego poderia ser mesmo um thriller noir. Também isso aproxima o filme da realidade diária da guerra contra o terror.

Pedro Sette Câmera, no blog O Indivíduo, faz ainda algumas interessantes observações sobre o filme e sua visão sobre o Estado de Direito. Segundo ele:

Na verdade, tanto o Coringa quanto o Batman são conservadores. As “ideologias” dos personagens são nuances de conservadorismo. O Coringa acha que a natureza humana é má; ele só quer empurrá-la mais ainda para o mal. O Batman acha a mesma coisa, mas gostaria que o sistema policial e jurídico fosse suficiente para combater o mal; ele se ressente de ser necessário, em vez de querer ficar aumentando o Estado.

Filme de direita ou não, é bom. Bons atores, bom roteiro, suspense, ação, emoção. Um filme de ação como há tempos não se via, isto é, com alguma inteligência.


Atualização: Na verdade, os X-Men são de esquerda, pois são a favor dos gays e outras minorias. Hulk é claramente de direita raivosa. O Surfista Prateado é de esquerda e a favor da liberação das drogas. O Homem-Aranha é PSDB desde criancinha, sempre em cima do muro.

domingo, 3 de agosto de 2008

Poema do domingo

The Road Not Taken

TWO roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth; 5

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same, 10

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back. 15

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost

sábado, 2 de agosto de 2008

Um bicho às terças





A candidata a vice Sarah Palin tem vários aspectos positivos, mas não acredito que a caça de alces seja necessariamente um deles.

Gosto de alces. Acho-os animais simpáticos e elegantes.

Os alces (Alces alces) vivem na região ártica do planeta: Alasca, Canadá, Sibéria e países escandinavos. Os machos são animais polígamos e, como a foto acima demonstra, procuram impregnar o maior número possível de fêmeas. Em muitos casos, costumam disputar as fêmeas a chifradas. Naturalmente, apenas os machos têm chifres ou galhada. Não se sabe se isso tem algo a ver com o comportamento das fêmeas enquanto os maridos estão longe de casa.

Após o período de reprodução, a galhada cai para que o animal possa conservar energia durante o inverno. Os galhos crescem novamente na primavera. Se o animal é castrado, seja por causas naturais ou artificiais, estes caem e em seu lugar crescem galhos deformados.

Os alces alimentam-se de plantas, inclusive plantas aquáticas. São, por sinal, ótimos nadadores, e podem inclusive mergulhar a profundidades consideráveis.

Os principais predadores naturais dos alces são os lobos. Também tigres siberianos e governadoras do Alasca costumam caçá-los.

Pouca gente sabe, mas no início de sua carreira, Woody Allen caçou um alce. Vídeo com o relato abaixo.




sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Matou a família namorada e foi ao cinema ao show da Mulher Melancia

No Brasil, um goiano chamado Mohamed (epa!) dos Santos matou e esquartejou sua namorada inglesa de 17 anos, e depois foi a um show da Mulher Melancia. Tirou fotos do corpo com seu celular, depois colocou os pedaços em uma mala e jogou no rio.

Na Argentina, um homem atropelou uma menina de 10 anos, colocou-a no carro prometendo levá-la ao hospital, mas em vez disso a levou a um descampado onde a estuprou e depois ainda molhou seu corpo com gasolina e ateou fogo. A menina conseguiu sobreviver, mas está com 60% do corpo queimado e provavelmente fique desfigurada para o resto da vida.

No Canadá, um passageiro de ônibus de viagem esfaqueou e decapitou o passageiro ao lado, um garoto de 20 anos, aparentemente sem conhecê-lo e sem ter motivo algum. Depois calmamente depositou a cabeça no chão ao lado dos passageiros chocados.

Todos esses três criminosos deveriam morrer, mas em nenhum desses países existe a pena de morte.

Muitos acreditam que a punição criminal existe para "recuperar" os criminosos, ou então para "desestimular" futuros criminosos. Na verdade, não é bem assim. A verdade é que a cadeia raramente recupera alguém, e criminosos sempre vão agir por mais terríveis que sejam as penas a eles impostas.

A punição criminal pelo Estado existe principalmente para impedir que cada indivíduo faça justiça com as próprias mãos. Se Fulano mata a filha de Ciclano, Ciclano e sua família matam Fulano para se vingar. Ainda funciona assim nas sociedades tribais.

Nas sociedades ditas modernas, o cidadão abdica do direito de se vingar do assassino dando esse direito ao Estado, após um julgamento para estabelecer que ele realmente seja o culpado. Porém, isso só funciona quando a punição realmente ocorre. Quando os assassinos são liberados em poucos anos (o estuprador da menina, por exemplo, já havia sido preso outra vez por abuso de menores e liberado), ou quando em certos casos nem mesmo são punidos, a fé na capacidade punitiva do Estado acaba, e tende-se novamente ao vigilantismo.

É por isso os liberais que defendem penas cada vez mais brandas para os criminosos estão equivocados. Fazendo isso, apenas estimulam o ressurgimento do "cada um por si".

Atualização: Sei que é um tema algo mórbido para uma sexta-feira à noite, mas enfim... Um breve adendo. Os filmes de Hollywood e os romances policiais nos fizeram acreditar que os assassinos em série são pessoas inteligentes e sofisticadas. Na verdade, está muito longe disso. Acho que foi o Nabokov quem disse que os assassinos são, quase sempre, rematados imbecis.

Vejam o Mohammed D'Ali dos Santos. Como não bastasse o nome infeliz, segundo o depoimento, ele matou a garota (com quem tinha um casamento arranjado para obter a residência em Londres) por que esta poderia dizer a sua mãe que ele cheirava cocaína... Portanto, para esconder que era um cocainômano, virou um esquartejador. E depois dizem que as drogas não fazem mal ao cérebro...

Governo, protegei-nos de nós mesmos

A prefeitura de Los Angeles decidiu proibir por um ano a abertura de novos restaurantes de fast-food em uma área pobre da cidade. O argumento é que "é preciso estimular a criação de alternativas mais saudáveis", já que um dos grandes problemas na área é a obesidade da população.

Curioso. Tempos atrás, os ricos eram gordos e os pobres eram magros e seu problema era a fome. Hoje os ricos são magros e os pobres são gordos e seu grande problema é o colesterol.

A preocupação do LA City Council com os gordinhos de classe baixa é louvável, mas talvez não leve em conta alguns aspectos fundamentais da natureza humana.

Ora, se há tantos restaurantes de fast-food na cidade talvez seja simplesmente porque as pessoas querem comer fast-food. Proibir a criação de novos restaurantes de fast-food não vai necessariamente implicar na abertura de restaurantes mais "saudáveis" pois, se houvesse interesse em restaurantes "saudáveis", eles já estariam lá. Ou alguém comeria a salada oferecida pelo McDonald's em vez do hambúrguer com batatinhas.

Além disso, a "comida saudável" custa mais e é bem possível que os pobres não tenham o dinheiro para comprá-la, ou simplesmente prefiram gastar seu dinheiro de outra forma.

As pessoas são gordas porque comem mal. E comem mal porque querem comer mal, não por causa das malvadas companhias de fast-food. A obesidade é certamente um problema nos dias de hoje em que há comida demais e exercício de menos, mas o governo não pode nem deve ser babá de ninguém. E é melhor ser gordo do que morrer de fome.

A obesidade é um grave problema na América.


Atualização: Ótimo artigo da Slate a respeito:

I assumed this idea would go nowhere because we Americans don't like government restrictions on what we eat. You can nag us. You can regulate what our kids eat in school. But you'll get our burgers when you pry them from our cold, dead hands.

How did the L.A. City Council get around this resistance? By spinning the moratorium as a way to create more food choices, not fewer. And by depicting poor people, like children, as less capable of free choice.