sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Matou a família namorada e foi ao cinema ao show da Mulher Melancia

No Brasil, um goiano chamado Mohamed (epa!) dos Santos matou e esquartejou sua namorada inglesa de 17 anos, e depois foi a um show da Mulher Melancia. Tirou fotos do corpo com seu celular, depois colocou os pedaços em uma mala e jogou no rio.

Na Argentina, um homem atropelou uma menina de 10 anos, colocou-a no carro prometendo levá-la ao hospital, mas em vez disso a levou a um descampado onde a estuprou e depois ainda molhou seu corpo com gasolina e ateou fogo. A menina conseguiu sobreviver, mas está com 60% do corpo queimado e provavelmente fique desfigurada para o resto da vida.

No Canadá, um passageiro de ônibus de viagem esfaqueou e decapitou o passageiro ao lado, um garoto de 20 anos, aparentemente sem conhecê-lo e sem ter motivo algum. Depois calmamente depositou a cabeça no chão ao lado dos passageiros chocados.

Todos esses três criminosos deveriam morrer, mas em nenhum desses países existe a pena de morte.

Muitos acreditam que a punição criminal existe para "recuperar" os criminosos, ou então para "desestimular" futuros criminosos. Na verdade, não é bem assim. A verdade é que a cadeia raramente recupera alguém, e criminosos sempre vão agir por mais terríveis que sejam as penas a eles impostas.

A punição criminal pelo Estado existe principalmente para impedir que cada indivíduo faça justiça com as próprias mãos. Se Fulano mata a filha de Ciclano, Ciclano e sua família matam Fulano para se vingar. Ainda funciona assim nas sociedades tribais.

Nas sociedades ditas modernas, o cidadão abdica do direito de se vingar do assassino dando esse direito ao Estado, após um julgamento para estabelecer que ele realmente seja o culpado. Porém, isso só funciona quando a punição realmente ocorre. Quando os assassinos são liberados em poucos anos (o estuprador da menina, por exemplo, já havia sido preso outra vez por abuso de menores e liberado), ou quando em certos casos nem mesmo são punidos, a fé na capacidade punitiva do Estado acaba, e tende-se novamente ao vigilantismo.

É por isso os liberais que defendem penas cada vez mais brandas para os criminosos estão equivocados. Fazendo isso, apenas estimulam o ressurgimento do "cada um por si".

Atualização: Sei que é um tema algo mórbido para uma sexta-feira à noite, mas enfim... Um breve adendo. Os filmes de Hollywood e os romances policiais nos fizeram acreditar que os assassinos em série são pessoas inteligentes e sofisticadas. Na verdade, está muito longe disso. Acho que foi o Nabokov quem disse que os assassinos são, quase sempre, rematados imbecis.

Vejam o Mohammed D'Ali dos Santos. Como não bastasse o nome infeliz, segundo o depoimento, ele matou a garota (com quem tinha um casamento arranjado para obter a residência em Londres) por que esta poderia dizer a sua mãe que ele cheirava cocaína... Portanto, para esconder que era um cocainômano, virou um esquartejador. E depois dizem que as drogas não fazem mal ao cérebro...

7 comentários:

Daniel F. Silva disse...

É a involução da Humanidade.

Anônimo disse...

Não digo sim à pena de morte, mas estas penas bocós, pra inglês ver...trocadilho infame aqui...são mesmo estimuladoras ou facilitadoras de mais crimes!

Ninguém vai se reeducar na prisão. Au Contraire...há uma universidade do crime lá dentro.Mas as penas tem que ser cumpridas com rigor.

Éd Lascar

chesterton disse...

Esse papo de educar na prisão, ensinar bandido a conviver civilizadamente é papo furado. Prisões servem em primeiro lugar para evitar qu o marginal cause mais dano a sociedade.

chest disse...

"A double murderer wants to stay in jail for the rest of his life because he likes it there. Victorian Peter John Howard drugged, shot, beheaded and dismembered his own mother, and disposed of her body. A dozen years later, his crime undetected, he killed again, stabbing a neighbour up to 50 times because she was too friendly. Now 76, and serving at least 15 years for that crime, he finally confessed to his mother's murder. Pleading guilty yesterday, he told Supreme Court judge Betty King he had no remorse for either killing, saying he "never lost a night's sleep" over his mother's grisly end. And he felt safer in jail than in the outside world, where it was not safe for an old man living alone, and wanted never to be freed. "I have no relatives, no friends, no family," he told the judge. "I have some measure of security and comfort there (in jail), as I have company as well. I have settled on the idea quite definitely that I'm prepared to spend the rest of my life in the prison system. "I didn't feel safe in the community, to be honest with you . . . in many ways I feel a lot safer in prison than I would outside."

Gerson B disse...

Há casos e casos. Há o problema de quando se incrimina uma pessoa inocente. Pena de morte só deveria ser possível com mais de um crime em julgamentos com equipes e policiais e promotores diferentes. Para chefes de quadrilha, com vários crimes comprovados.

Mas realmente as penas no Brasil são uma piada, tinham que endurecer, e muito.

Deise disse...

Eu entendo que, se uma pessoa é capaz de atos desse tipo, ela não entende o que fez. E portanto, jamais será recuperada, pois há uma deficiência em sua avalição de comportamento. Então, se não há recuperação...

Com relação à pessoas acusadas inocentemente, temos que entender que em termos percentuais, a incidência é pequena em relação aos reais crimes, que normalmente são provados pelos órgãos responsáveis.

Para crimes desse tipo, em que não há, em absoluto, explicação ou justificativa, diferentemente de outros crimes (isso considerando a exposição de algumas pessoas que dizem que cada caso é um caso), a pena deveria ser forte e irreversível.

Gunnar disse...

Drogas fazem mal ao cérebro, e muito. Principalmente o alcool. Bleargh!

Quanto aos assassinos do post, são humanos como todos os outros. Ou seja, uma porcaria de ser desprezível. Pena de morte é pouco.