terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ayaan Hirsi Ali no Brasil


Fiquei sabendo de última hora e peguei só a parte final da entrevista do Roda Viva com a Ayaan Hirsi Ali, que está de visita ao Brasil. A entrevista completa ainda não está na rede, mas dá para ver um pequeno trailer bem bacana com imagens da entrevista e dos bastidores aqui.

O pouco que assisti do programa foi ótimo. Calma, tranquila, falando um excelente inglês, Ayaan Hirsi Ali discorreu sobre religião, islamismo, direitos das mulheres e liberdade de expressão.

É uma das maiores defensoras reais dos direitos das mulheres hoje no mundo, não por acaso uma mulher que sofreu mutilação genital e lavagem cerebral quando ainda criança. Hoje é crítica feroz do Islã, defensora da democracia, da liberdade de expressão, dos EUA e de Israel. Tenho uma que outra discordância com ela, mas é certamente uma figura de coragem admirável, das raras que existem hoje em dia.

No programa fica-se sabendo ainda que a moça não é lésbica.

9 comentários:

a moça e o vento* disse...

chose hypocrite ! ja te vi falar mal e teaser ayaan hirsi ali....bem, prefiro sua atual versao ! :))

chest disse...

no iutubi tem vários programas antigos, será que o dela vai ser gravado?

Mr X disse...

Eu, falar mal da Hirsi Ali? Jamais!

a moça e o vento* disse...

tiroso ! foi num post sobre "excisao" num certo ex-vicio meu...

Gerson B disse...

Se aparecer um vídeo dela você por favor pode avisar? se eu vir algo comunico.

Obrigado.

chest disse...

Ayaan deu um banho nos entrevistadores
Já que tanto falei na Ayaan, faço um breve comentário sobre a entrevista transmitida ontem pela TV Cultura. A escritora foi segura, consistente e pontual nas respostas, não fugindo a nenhuma questão. Os entrevistadores é que deixaram a desejar.

Parece que baixou o espírito do Jabor no Demétrio Magnoli: dizendo concordar com grande parte das idéias de Ayaan, pôs-se no papel de algoz. No fundo, parecia que ela estava aí para defender o capitalismo, os EUA e, horror dos horrores, George W. Bush. Magnoli insinuou que Ayaan era maniqueísta e ouviu dela, mais de uma vez, que ele não tinha entendido o que escrevera no livro. E não entendeu mesmo. Ficou a impressão de que os entrevistadores não leram Infiel, mas apenas pescaram alguns trechos.

As duas entrevistadoras convidadas, com aquele jeitão de aposentadas da USP, puxaram para o viés feminista. Uma delas, viciada em questões "de gênero", perguntou se Ayaan se assumia como "lésbica". Espantada, Ayaan disse que não era lésbica. Foi mais uma vergonhosa prova de que a feminista não leu o livro.

E assim vai a rançosa cultura grotense, sempre incômoda com o que chama de "valores ocidentais".
Postado por Orlando Tambosi

chest disse...

http://www.youtube.com/watch?v=EOzW-aHo-6E

rodukarmu@gmail.com disse...

Estou acabando de ler o livro Infiel, Ayaan pode ser considerada o pontapé para tirar as mulheres do mundo do ostracismo, fazer com que os machões de plantão se posicionem e procurem conhecer o íntrinseco da mulher, afinal, como no reino animal é ela, a fêmea quem escolhe o macho, quando se trata de mulher, o homem não canta nada, não conquista nada, não sabe de nada, são apenas questionadores fracassados, nenhum homem consegue ganhar uma discussão com uma mulher.

Anônimo disse...

E por que uma defensora dos direitos das mulheres seria lésbica??? Não entendi a relação. Leia 'Infiel' e a 'Virgem na jaula' para entender o que Ayaan passou. Ela viu mulheres sendo espancadas, estupradas, assassinadas em nome do islã e se revoltou contra isso. E "só". Mas o homossexualismo em nenhum momento faz parte da história dela.