sábado, 7 de fevereiro de 2009

Quão ruim vai ser o governo Obama?

O governo Obama mal iniciou e já tem uns 4 ou 5 na sua equipe acusados de fraudar o imposto de renda. O próprio Obi-Wan é suspeito de estar direta ou indiretamente envolvido em alguns casos de corrupção que ainda não foram resolvidos. Sua primeira medida importante para resolver a crise causada pelo endividamento é um pacotão que endividaria o país em "apenas" mais um trilhão de dólares - do qual uma grande porcentagem irá para organizações de amigos dos amigos.

Já apareceu gente dizendo: "poxa, que pena que ele esteja sacrificando os seus princípios."

Ora, ora. Nos já vimos esse filme, mas tem gente que parece que não aprende. Também havia o iluso que achava que o PT havia "desvirtuado seus ideais" com a história do Mensalão. Amigos, a esquerda não tem princípios. Ou melhor, o próprio roubo é que é o princípio.

Não é casual que Obama tenha contratado corruptos, assim como não é casual que o petismo tenha realizado atos de corrupção tão às claras. Faz parte do método escancarar o roubo. Desmoralizar, dizer que todos são iguais, que todos roubam, que a política é a arte do roubo, faz parte da campanha para poder roubar cada vez mais, ao mesmo tempo em que se destrói a fé na política tradicional, e assim prepara-se o caminho para possíveis opções mais autoritárias. O que não impede, é claro, que os mesmos posem de moralistas quando algum político da oposição envolve-se em algum escândalo.

O primeiro chefe de Estado com quem Obama falou depois de ser eleito não foi um chefe de Estado, mas o presidente da Autoridade Palestina, Abu Mazen. Obama segue fielmente a cartilha petista de Relações Exteriores.

Obama também já disse que vai cortar o orçamento militar dos EUA, e disse que quer reduzir os armamentos nucleares do país em 80%. Tudo isso ao mesmo tempo em que China e Rússia armam-se cada vez mais, Irã avança com a pesquisa atômica e lê-se que no Paquistão o famigerado cientista que vendeu segredos atômicos para a Coréia do Norte e sabe-se lá quem mais está livre como um pássaro.

Que Obama vai ser ruim, não restam dúvidas. O grande problema é quanto, exatamente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sociedade sem Manicômios

Vocês já perceberam que tem cada vez mais maluco na rua? Digo maluco mesmo, pirado, lelé da cuca, doente mental. Aqui na Califórnia tem vários, mas no Brasil também são muitos, sim senhor.

A tal idéia da Sociedade sem Manicômios - ou "desinstuticionalização" - que começou nos EUA nos anos 60, acabou tendo uma conseqüência imprevista bastante curiosa: milhares de pessoas com distúrbios mentais que não são tratadas de modo algum, são também rejeitadas pelas famílias e, assim, em muitos casos, terminam nas ruas, onde os problemas se exacerbam. Por uma série de motivos, não todos relacionados com a pobreza, o número de homeless aumentou substancialmente nos EUA de 1960 para cá. Desses, aproximadamente 45% tem algum tipo de problema mental. Os que não são loucos, são drogados.

Por aqui, eles demonstram uma curiosa uniformidade: costumam andar pelas ruas da cidade carregando malas, enormes sacos pretos ou carrinhos de supermercado. Sempre quis saber o que levavam nessas malas. Nunca descobri. (No Brasil, os loucos de rua costumam ser mais variados e folclóricos.)

Ao mesmo tempo, como são "livres", argumenta-se que ninguém pode impedir os pobres coitados de dormirem nas praças ou mijarem nas calçadas. Não tendo mais instituições mentais onde ir, terminaram ocupando bibliotecas públicas, livrarias, universidades e metrôs, onde, no entanto, causam desconforto em alguns dos restantes usuários.

Por outro lado, realmente seria solução amontoá-los em algum sanatório? Não seria apenas esconder o problema em outro lugar? E depois, quem vai pagar por isso?

É uma situação triste, mas de difícil solução. Como resolver esse problema? Reinstitucionalizar? Chamar o Dr. Bacamarte? Declarar os sãos loucos, e os loucos, sãos?

Esta foto não tem nada a ver com o post, mas achei procurando por "madness" no google. De fato, os seios da Scarlett são de enlouquecer.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quantos morreram em Gaza?

De acordo com o jornalista italiano Lorenzo Cremonesi, que cobriu os eventos desde Gaza para o Corriere della Sera, os mortos na recente operação não seriam mais de 600. Segundo o que ele observou em hospitais e entrevistas com familiares das vítimas, um número maior do que esse seria impossível.

Não posso saber, talvez nunca saibamos ao certo, mas acho que faz sentido. Os palestinos tendem sempre a exagerar os números (lembrem de Jenin, de Qana) para efeitos de propaganda. O número de mortos em qualquer conflito Israel vs. palestinos (ou EUA vs. muçulmanos) pode ser calculado pela seguinte fórmula, que acabei de inventar:

Nr = (Np - Nidf) / D

Onde Nr é o numero real de mortos, Np o número inicial alegado pelas fontes palestinas, Nidf o número inicial alegado pelo Exército Israelense, e D o número de dias que durou o conflito. Colocando nossa fórmula à prova em relação à batalha de Jenin, temos:

Nr = (500 - 45) / 8 = 455 / 8 = 56 mortos.

Bingo. Quero meu Prêmio Nobel.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estados Unidos da Argentina

Obama é peronista. Um excelente artigo explica a incrivel decadência da Argentina graças ao peronismo: como um dos dez países mais ricos e promissores do mundo antes da II Guerra Mundial virou em poucas décadas piada de salão da economia mundial. E avisa: Obama está repetindo os mesmos erros. Falta só Michelle virar a Evita negra.

Quem não se comunica se trumbica

Alguns dizem que se deve negociar e dialogar com os terroristas islâmicos. Tá certo. É conversando que a gente se entende. Aí você pega e lê apenas a primeira frase de uma notícia qualquer sobre o Oriente Médio, digamos, o Iraque:

A woman suspected of recruiting more than 80 female suicide bombers has confessed to organising their rapes so she could later convince them that martyrdom was the only way to escape the shame.

Então você se dá conta que seria mais fácil e produtivo tentar dialogar com os macacos do zoológico.

Chacrete da Al-Qaeda.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Um bicho às terças


O ocapi é um animal bem estranho. É parente direto da girafa, embora na verdade mais pareça um veado de cara pintada usando calças de zebra.

Embora fosse conhecido dos antigos egípcios e persas, ele foi catalogado apenas em 1902. Em 1918 o primeiro exemplar vivo de ocapi foi levado à Europa, tornando-se mais conhecido entre os ocidentais.

O ocapi é um animal relativamente raro e, embora ameaçado, não se encontra ainda em extinção.

O ocapi alimenta-se de folhas e brotos e tem uma língua comprida e azul. Aliás, o ocapi é o único animal que consegue lamber as próprias orelhas. Palavra da Wikipédia.


Quando a esquerda amava Israel

Existe um grande mito de que Israel seja uma criação dos EUA: uma estaca do "imperialismo americano" implantada no coração do mundo árabe-muçulmano.

Nada mais falso.

Como mostra este interessante artigo, quem ajudou Israel na Guerra de 1948, quando o país foi invadido pelos árabes logo após sua declaração de independência, foram os comunistas. O apoio soviético e as armas tchecas foram fundamentais para a vitória de Israel. Os EUA nada fizeram.

Além disso, o Sionismo na época tinha um certo caráter socialista, quase hippie - os kibbutz e tal - e portanto tinha o apoio absoluto da esquerda internacional. Vejam vocês como as coisas mudam... Hoje a esquerda vive apoiando o mais bárbaro terrorismo islâmico: aqui um belo e triste artigo de Judea Pearl, pai do jornalista Daniel Pearl (brutalmente assassinado pelos talibãs), fala sobre a absurda situação atual.

Hoje os EUA de Obama provavelmente tampouco farão muito por Israel. Talvez Israel deva procurar o apoio da China...

Tempos em que a palavra "Palestina" era usada por judeus.

Islã vs. Esquerda: quem vencerá?

Os leitores Nei e Chesterton fizeram uma aposta: quem vencerá o Grande Duelo Final, a Esquerda ou o Islã? Nei aposta na Esquerda, Chesterton no Islã. (Nessa hipótese, naturalmente, a Direita já terá sido extinta há muito tempo pelos dois aliados, que então lutariam entre si pelos despojos do velho e destruído Ocidente).

A dúvida é pertinente. Há um precedente de vitória islamista: a Revolução Islâmica no Irã. Ali, Marxistas e Islâmicos foram aliados até o momento de tomar o poder. Os Marxistas acreditavam que poderiam utilizar a religião para incentivar a população, mas que, uma vez no poder, esse "ópio do povo" seria logo relevado pelo ateísmo. Na prática, o que ocorreu foi que os Aiatolás, uma vez no poder, prenderam ou mataram muitos de seus aliados Comunistas e impuseram a teocracia.

Por outro lado, é bem sabido que os Comunistas Soviéticos financiaram o terrorismo islâmico em várias regiões do mundo e até criaram o terrorismo palestino, na forma da OLP. Ainda hoje a relação do ex-KGB Putin com os radicais islâmicos, e especialmente com o Irã, é ambígua. Fala-se muito que a CIA armou o Bin Laden e os talibãs no Afeganistão, mas, de acordo com as declarações de vários ex-membros da KGB, os russos também o fizeram, em grau até muito maior. EUA e URSS simplesmente armavam facções de fanáticos opostas.

O Islã tem a vantagem de ter um objetivo mais claro do que a Esquerda: isto é, converter todo o mundo ao islamismo, subjugar os infiéis e impor a lei da sharia. Simples. Bem ou mal, é um tipo de sociedade que já existe há 1400 anos. A esquerda, quer o quê? Comunismo? Igualdade social? Ora, a esquerda baseia-se em uma sociedade utópica inexistente, uma "sociedade futura" que é apenas a desculpa para a tomada de poder no presente. Portanto seus objetivos - fora a destruição do Ocidente tradicional - são mais difusos. Os regimes comunistas falharam justamente por não poderem oferecer uma alternativa real competitiva com as sociedades liberais capitalistas. Enquanto era utopia, tudo bem: na prática é que são elas.

Por outro lado, justamente devido à falta de objetivos, a Esquerda é mais flexível do que o Islã, e isso pode ser uma vantagem. Como um parasita, acomoda-se à forma do seu hospedeiro. Utiliza a ecologia, a religião, a educação, a cultura e até o capitalismo para seus próprios fins. Nas sábias palavras de Lenin: "os capitalistas nos venderão a corda com que os enforcaremos." Assim, podemos generalizar e dizer que o objetivo da esquerda é a tirania estatal - a imposição de um governo oligárquico de "iluminados" que dirão às massas o que é bom para elas - mas suas características específicas podem variar enormemente, do velho comunismo soviético ao chavismo populista ao racialismo mugabiano ao lulismo pseudodemocrático, dependendo do "estágio" em que se encontra cada sociedade.

Pode, portanto, ocorrer uma terceira hipótese, ainda mais assustadora do que a vitória de um ou de outro: a união definitiva de ambos, na forma de um sistema Islamocomunista no qual a teocracia religiosa aliaria-se ao estalinismo mais doentio. O terrorista Carlos o Chacal - ontem, marxista, hoje muçulmano mas sem abandonar o marxismo - acredita justamente nessa união, na forma do que ele chama Islã Revolucionário.

O melhor mesmo é rezar para que ambos percam.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Era dos Idiotas

Não sei como vai ser chamada a nossa era atual pelos futuros historiadores. Sugiro um nome simples e direto: "A Era dos Idiotas". Nunca houve tantos imbecis com tanto poder nas mãos.

Obama recentemente fez uma entrevista à TV árabe chamando o Irã para o diálogo. Mencionou um suposto período "há meros trinta anos atrás" em que o diálogo entre EUA e muçulmanos era "mais pacífico". Como bem observa o iraniano Amir Taheri, há trinta anos atrás os muçulmanos estavam seqüestrando embaixadores americanos e explodindo soldados americanos. Não havia "diálogo pacífico" nenhum.

Naturalmente, o presidente iraniano respondeu à entrevista com desprezo, dizendo que antes de qualquer diálogo, Obama teria que pedir perdão de joelhos pelos supostos 60 anos de crimes norte-americanos contra o Islã.

Enquanto isso, Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e hoje enviado especial ao Oriente Médio, insistiu que o Hamas deveria ser incluído nos diálogos de paz com Israel. O Hamas respondeu dizendo que Tony Blair era "estúpido".

É preciso dar o braço a torcer e admirar os islamistas. Quer dizer, ao menos os caras falam o que pensam, sem papas na língua, enquanto os líderes ocidentais nem mesmo sabem o que dizem.

Nunca na História Universal o Ocidente foi liderado por tão incríveis pamonhas. Pessoas que acreditam que basta ser bonzinho para que o vilão do filme seja bonzinho com você. Esses caras não assistem cinema não?

Enquanto isso, no Brasil, concluiu o Fórum Social Mundial. O Reinaldo Azevedo fez um post muito engraçado a respeito. (Sei que alguns aqui não curtem o Reinaldo, mas esse post está muito bom).

No FSM foram distribuídas 600.000 camisas-de-vênus. Como diz um comentarista do blog do RA, "no próximo evento seria mais interessante o fornecimento de 600.000 camisas-de-força."

Por outro lado, devemos pensar positivo: se usam camisinha, ao menos não se reproduzem.

Há idiotas demais no mundo? Temo que sim. Vejam as fotos abaixo, e digam-me se não tenho razão.

"É lastimável que tantas cabeças e braços não se dediquem à agricultura: o mundo já seria algo melhor." (Outro comentarista do RA)

É um pássaro, é um avião? Não, é Super-Obama...

Idiotas tiram a sua foto com metade do rosto de Obama para mostrar que também fazem parte do "change".

Estudante burguesa entediada fantasiando-se de índia-palestina (?) no FSM.

Poema do domingo

THE FLY

God in his wisdom made the fly
And then forgot to tell us why.


Ogden Nash (1902-1971)

De acordo com o manual


Seria patético, se não fosse trágico. Depois da expulsão do embaixador israelense, uma sinagoga foi atacada na Venezuela chavista por, hã, "uma gangue armada não-identificada". Hummm. Não identificada, é?

Ora, qualquer tirano precisa, necessariamente, de inimigos. Como o Bush saiu de cena, Chávez necessitava de um novo inimigo. Pimba. Lá vem Israel e os judeus, bodes expiatórios preferidos por 9 entre 10 ditadores.

Eu não sei se certos jornalistas e intelectuais são idiotas ou apenas mentirosos filhos da puta. O que sei é que as táticas de Cháves são tão, mas tão de "Dictatorship for Dummies", que quem o leva a sério só pode ser, ou facínora, ou retardado mental.

Se fosse só o Chávez, não seria tão grave. O furo é mais embaixo. Como nos anos 30, lá vem todos os covardes e ditadores do mundo inteiro atacando os judeus. Tudo em nome da paz. Lógico.

Fósforo branco


O Idelber, apavorado, publicou recentemente fotos de "bombardeio de fósforo branco" por Israel. Ora, dá para ver claramente nas várias fotos que tratam-se de flares de iluminação, e não bombas. Somente uma pessoa sem a menor noção de armamentos militares para afirmar o contrário. É claro, de uma pessoa que confunde mísseis com rojões, não se podia esperar grande conhecimento mesmo. Mas é ilustrativo de um certo modo de pensar: os mísseis palestinos viram "rojões". Já os rojões israelenses viram bombas.

De qualquer modo, é engraçado esse pânico com o tal "fósforo branco", ou qualquer outro tipo de armamento "proibido". Bombas convencionais - perfeitamente legais - matam mais e melhor. A única bomba pacifista é a bomba de chocolate.