sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Proposition 8: gays contra negros e latinos


Uma das notícias que não chegou aí no Brasil foi a vitória da Propositon 8 na Califórnia. Basicamente, é uma medida contra o casamento gay que diz que casamento deve ser apenas entre homens e mulheres.

Como explicar que, enquanto a população da Califórnia votou em sua maioria no candidato mais liberal, também tenha aprovado uma medida claramente conservadora?

Mas o mais curioso nem é isso, mas sim o seguinte: quem mais votou a favor da proposta anti-gay foram os latinos (51%) e os negros (70%!). Já os brancos votaram em sua maioria a favor dos gays...

Os esquerdistas costumam achar que as minorias são sempre suas aliadas, e que todas tem sempre o mesmo interesse; mas terão uma bela surpresa ao descobrir que nem sempre é o caso. São aliadas enquanto ganham benefícios. Depois, é cada um por si.

Aliás, acabei de assistir uma passeata dos gays e lésbicas: de fato, todos branquinhos/as. Tenho a impressão que, uma vez atingido o objetivo inicial de destruir a maioria (ainda é?) branca-ocidental-hetero-cristã, vai ser um arranca-rabo entre as várias minorias que Deus nos acuda.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O perigo maior

O perigo maior na minha opinião é que Obama seja assassinado no começo do mandato. Não porque eu tenha tanto interesse assim que ele realize seus planos, mas porque então ele vira um mártir - e aí sim, jamais nos livramos dele.

Segundo algumas teorias conspiratórias, o plano dos mentores de Obama é esse mesmo. De fato, toda a construção messiânica do rapaz aponta para um final trágico: não há messias que não termine mal. Morre o homem, cria-se o mito. E funda-se uma religião.

O assassino poderia até ser um radical palestino (como o que matou Robert Kennedy) ou um comunista (como o que matou JFK). Não importa: a culpa recairia sempre na "América racista" e nos "malditos direitistas reacionários e suas famílias comedoras de hambúrguer". Não nos livraríamos mais de Obama nem do Arnaldo Jabor. E, em nome do seu glorioso mártir, com a consternação mundial os radicais teriam carta branca para fazer o que bem entendessem.

Obama deve terminar seu mandato: seja como um bom líder que realiza um mandato surpreendente, seja como um medíocre equivocado que decepciona a todos.

Esse pode esperar sentado deitado

Quando Obama esteve em Israel (país que se depender de alguns assessores de Obama deve ser destruído imediatamente) ele visitou em Sderot uma casa que tinha sido atingida por um míssil Qassam dos palestinos. O habitante da casa, Pinhas Amar, fez uma prece para que o senador chegasse à presidência. Obama respondeu então que, se realmente fosse eleito, acabaria com os foguetes, e Pinhas seria um dos primeiros convidados à Casa Branca após a posse.

Ah, políticos...

O incrível não são as promessas que fazem para se eleger. O incrível é que as pessoas continuam acreditando neles. Hope and change, baby. Hope and change.

Motivos para otimismo

A eleição de Obama e o delírio de seus apologistas me lembra o Dr. Pangloss do "Cândido" de Voltaire. É, aquele mesmo, o filósofo do otimismo que achava que o nariz tinha sido criado para segurar os óculos. Leitura imprescindível nestes tempos malucos. Outra boa leitura é a recomendada pelo blog Resistência - Charles Mackay, "Extraordinary popular delusions and the madness of the crowds".

* * *

Por falar em otimismo: não sei se Obama é de fato um esquerdista convicto ou apenas um cínico de discurso variável conforme o vento como Bill Clinton ou Lula.

Sei o seguinte: no mesmo dia em que foi anunciada sua vitória, a Rússia avisou que vai colocar mísseis nas proximidades da Polônia, e os palestinos atiraram algumas dezenas de foguetes em Israel.

A esquerda e a beautiful people internacional adoram Obama. Mas há um problema: o Obama é o presidente da odiada América, segundo eles razão de todos os problemas do mundo.

Continuará Obama querendo cortar a poluição em nome do "aquecimento global", mesmo sabendo que isso vai ferrar com a economia do país (e portanto com seu governo)?

Continuará querendo fazer burrada no Oriente Médio, mesmo sabendo que isso aumentará o preço do petróleo (e portanto prejudicará seu governo)?

Continuará querendo impor medidas drásticas e impopulares (e portanto prejudicando seu governo)?

Acredito que, em certas questões, o Mr. Obama vai mudar de discurso rapidinho.

Não por ideologia, mas pelo simples fato de que, como eu digo e sempre repito: o grande interesse da esquerda não são os pobres nem os oprimidos - é o poder. E pelo poder faz-se qualquer negócio.

* * *

Por outro lado, há uma forte razão para o pessimismo: a incrível burrice de alguns fãs obamistas. Por exemplo, este aqui disse a seguinte pérola (da linha "com Obama os EUA voltarão a ser amados"):
"Com um presidente chamado Hussein, os terroristas da Al-Qaeda terão muito mais dificuldade em encontrar candidatos ao terrorismo".
Lembro ao ignorante otimista que a Al-Qaeda (e/ou seus inúmeros clones) só nos últimos cinco anos matou milhares de muçulmanos, e portanto pelo menos algumas centenas de Husseins... Doh!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Algumas previsões

Algumas previsões sobre o governo Obama, de melhor a pior:

1) De acordo com Pedro Doria e Arnaldo Jabor, o governo Obama marcará o início de uma Nova Era de Paz e Amor na Terra. Ele "superará o bipartidarismo numa busca de “entente cordiale”, contra os “lobbies”, contra a tirania do petróleo, contra o efeito estufa." Jabor, que como articulista quase dá saudade dos seus tempos de cineasta, ainda acredita que "teremos a felicidade de não ver mais as famílias gordinhas dos boçais da direita, os psicopatas sorridentes de dogmas, seus hambúrgueres malditos, seus churrascos nos jardins." (Obama proibirá até o consumo de hambúrgueres?!?)

2) Já para o blogueiro Steve Den Beste, não é o fim do mundo. A eleição de Obama foi como uma bebedeira descomunal: uma sensação de euforia que, naturalmente, não poderá durar em confronto com a realidade. Com o exercício do poder virá a ressaca e, logo, o amadurecimento. Muitos se desiludirão, outros se darão conta de ter comprado gato por lebre. Lamentavelmente, para Steve, algumas das possíveis conseqüências desse processo serão "uma guerra nuclear entre Irã e Israel, a derrota militar americana no Afeganistão e ao menos um novo atentado em território americano."

3) Para outro blogueiro, "Obama se limitará a aplicar o que podemos chamar "síndrome de Harvard" - conversas sem fim com a idéia de que conflitos no mundo real podem ser resolvidos como discussões de sala de aula em Harvard. Obama ainda encontrará inimigos que são determinados, irresolutos e tem um sistema de valores e objetivos completamente opostos aos seus." Tal síndrome, naturalmente, apenas estimulará a agressão de inimigos.

4) Para o nacionalista russo Vladimir Zhirinovsky, "Obama será o Gorbachev americano; destruirá os Estados Unidos e não haverá volta".

5) "Tudo o que pode dar errado, dará" (Murphy).

E as suas previsões, caro leitor, quais são?

Respondenddo a um(a) leitor(a)

O leitor ou leitora que assina como "Sara Pálida" coloca a seguinte mensagem nos comentários de um post abaixo:

Mr,
como analista político você,quando muito, tornou-se sofrível. Basta ler suas pérolas de 30.08 sobre Sarah Palin,¨o brilhantismo da escolha de Mccain¨ e outras preciosidades do gênero.
Na época, o que me causou maior espanto foi o atrevimento adolescente de bancar a pitonisa de Delfos. Monumental leviandade e fajutice.
Confundiu seus desejos pessoais com o que realmente se passava na cena americana e mundial.
Alguns dos seus comentaristas advertiam que era muito cedo para lançar prognósticos e coisas do gênero.
Mas não só isso: se antes eras um equilibrado observador do que se passa no mundo e nas ideologias, lamentavelmente acabaste escorregando no facilitário das bobagens superficiais em vários e vários posts, a ponto de tornar impossível manter a simpatia e esperança de que inicialmente eras merecedor. E de que adianta ser muito bem informado, quando a pessoa carece de um mínimo de profundidade e honestidade intelectual.
Chesterton, a única diferença entre ti e um radical islâmico é que estás no lado de cá. Sintetizando: explodam-se ambos.

Sara Pálida

Pois continuo achando que a escolha de Sarah Palin foi boa; foi uma das poucas coisas que me causou um certo entusiasmo nesta eleição. Claro que eu não sou o eleitorado americano; mas estou certo que que McCain perdeu pelas suas próprias fraquezas, e não devido àquelas de sua vice. Sem Sarah Palin, provavelmente McCain teria perdido por muito mais.

No entanto, quem lê este blog sabe que jamais tive ilusões quanto ao que "realmente se passava na cena americana e mundial". Ora, vivemos o que só posso definir como uma espécie de regressão infantil, de pensamento mágico, ou ainda de "paulocoelhização" do mundo. Palavras vagas como "esperança" e "mudança" servem como bálsamo redentor. Obama é rei da neurolingüística. É o Lair Ribeiro americano. Yes you can.

Talvez seja apenas senilidade precoce de minha parte, mas não consigo sentir a menor euforia por Obama. Não acredito que ele "mude o mundo", e desconfio mesmo das mudanças que poderá trazer à América. Seu principal legado já passou: é o primeiro presidente negro a ser eleito nos EUA. (Aguardemos agora a primeira presidente mulher, o primeiro presidente travesti, o primeiro presidente hare-krishna, o primeiro presidente cego, e assim por diante.)

Obama pode até ser um bom presidente; ele se elegeu apenas na base do discurso, então tudo é possível. Na pior das hipóteses, ele é um radical idealista, um desses sujeitos invocados que querem acomodar a realidade aos seus delírios e terminam causando tragédias; na melhor das hipóteses, ele é - como Lula - apenas um oportunista narcisista, que muda de opinião conforme o vento que sopra, e portanto poderá desconsiderar sua história passada e adequar-se às formas do poder, realizando um governo razoável.

Quanto ao Chesterton, ele que responda; não me responsabilizo pelo que ele vier a dizer. ;-)

Abraços,

This is the end, beautiful friend

Pois é amigos. Aconteceu o esperado, Barack Hussein Obama é o novo presidente dos EUA. Se estou feliz? Se estou triste? Na verdade, nem um nem outro.

Assisti ao anúncio da vitória durante um evento cheio de brasileiros (lançamento de um filme brasileiro em um festival local). Todos, naturalmente, vibravam com a vitória de Obama. Achei quase cômica tanta emoção: o que mudava para eles, que retornariam para o Brasil em poucos dias? Aí li este post do Pedro Sette Câmara, n'O Indivíduo:

Por que alguém que mora e vive no Brasil pode depositar tanta, digamos, energia emocional num candidato, e ainda mais num candidato à presidência americana? Fico pensando em como isso pode afetar sua vida particular, e o número dessas pessoas parece bastante diminuto. Para nós que no máximo visitamos os EUA a única coisa que mudou foram as medidas de segurança nos aeroportos, e parece razoável dizer que após o 11 de setembro qualquer presidente as teria instituído.

Aliás, mesmo descendo ao mais imediato dos níveis, a diferença que a maior parte das pessoas sente em suas vidas privadas com a eleição de um prefeito é mínima. Pensando na prefeitura do Rio, onde morei quase sempre, só consegui lembrar de duas coisas: Cesar Maia encheu a cidade de placas, o que foi muito bom, e fez o tal do Rio Cidade, justamente enquanto eu não morava aqui, zerando seu placar positivo com o abominável obelisco de Ipanema. Nem as placas nem o obelisco foram promessas de campanha. Fora isso, as coisas continuaram idênticas. Consigo me lembrar de outras coisas feitas por políticos, mas elas não vieram do, com o perdão do jargão, âmbito municipal.

Isso é que me faz crer que, desde o ponto de vista do cidadão privado, a escolha de um candidato é semelhante à escolha de um time. Que diferença faz o Flamengo ganhar ou perder? Só uma diferença emocional. Você resolveu agregar algo à sua identidade e por isso quer que esse algo seja sempre vencedor sob algum aspecto – se não ganhar no placar, vai jogar melhor, ter mais títulos, sei lá. O impacto emocional que uma vitória ou derrota tem é infinitamente maior do que o impacto externo, e a mesma coisa vale para a vitória nas eleições. Cá no Rio, sei que a minha repulsa por Paes conseguia superar até a minha repulsa pelo ex-seqüestrador, mas, francamente, não consigo imaginar uma única diferença que um ou outro fosse fazer em minha vida concreta.

No meio das comemorações, e assistindo depois às cenas na TV, e imaginando também a emoção juvenil do colega Pedro Doria, não pude deixar de me divertir com o curioso espetáculo. Todo esse entusiasmo? Por um político que promete mudanças? Don't these people know any better?

Não posso saber o que eles acreditam que mudará nas suas vidas com a eleição; de fato, não acredito que nem mesmo eles o saibam. De minha parte, acordei cedo, assisti ao sol nascer, tomei café, dirigi-me à Universidade, e tudo parecia exatamente igual ao dia anterior. Como se fosse o dia depois da conquista do Pentacampeonato pela Seleção Brasileira.

Não me entendam mal: é claro que não tenho grande entusiasmo pela candidatura Obama por não concordar com suas idéias, mas mesmo que McCain tivesse ganho, não acreditem que eu sairia tomando champanhe por aí. (Mesmo o futebol, confesso, me emociona muito pouco). Os progressistas - o nome já diz - acreditam num progresso social cada vez maior: primeiro os negros têm mais direitos, depois os gays, depois os transsexuais, depois não haverá pobreza, depois todos os povos inimigos se unirão em paz sob a égide da ONU, etc, etc, etc. Eu não; sou pessimista. Não acredito em progresso natural; acredito que os poucos direitos que temos são conquistados com muita luta e que precisam ser mantidos dia a dia, sob o ataque constante de inimigos e da própria complacência.

O que muda com a presidência Obama?

Ora, Obama não é a causa, Obama é o sintoma. Sintoma de uma outra coisa, um mal-estar geral civilizacional ocidental, de que já falei em outros momentos. Sua eleição não trará o paraíso sonhado de seus eleitores; mas, com um pouco de sorte, tampouco o inferno. E eu me dedicarei menos à política e mais aos poemas e bichos.

Vejo, no entanto, duas coisas positivas na sua eleição:

1) Os Democratas, se fizerem merda, serão os responsáveis. Certo que, sendo Democratas, tentarão responsabilizar o "legado de Bush" ou "a oposição", mas colará um pouco menos.

2) Obama é negro e venceu a eleição, e ninguém mais vai poder falar em "América racista". Aliás o próximo que vier me falar em "América racista" vai levar uma bolacha na cara.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um bicho às terças


O "Ai-ai" (Daubentonia madagascariensis) é um bicho muito estranho, e não apenas pelo curioso nome (em inglês, "Aye aye"). Trata-se de um animal noturno que habita exclusivamente a ilha de Madagascar. É um primata, mas pelo aspecto físico (dentes, orelhas, cauda) mais parece um roedor. Ou, pensando bem, um Gremlin.

Possui mãos estranhas com dedos compridos que utiliza para extrair larvas das árvores, sua principal fonte de alimento junto com as frutas, nozes e sementes. Sabe-se pouco sobre sua reprodução e sobre sua longevidade; o exemplar em cativeiro mais longevo viveu até os 23 anos.

É considerado pelos aborígenes locais como um animal de mau agouro, símbolo de morte, desgraça ou presidência obâmica.

Ai, ai...


Alea jacta est

Finalmente a novela acaba, e amanhã se decidirá quem será o presidente dos EUA pelos próximos quatro anos. Este blog apóia McCain/Palin; no entanto, não tem demasiadas ilusões e acredita que devido a uma série de fatores a vitória será provavelmente de Barack Hussein Ahmed Al-Obama.

Como será a presidência Obama? Difícil dizer. O mais provável é que não seja nem a catástrofe imaginada pelos republicanos nem a salvação da lavoura tão aguardada pelos obamistas: simplesmente uma presidência medíocre, cujos piores efeitos irão se sentir, não imediatamente, mas a longo prazo. Perda de empregos; queda do crescimento econômico; aumento da criminalidade; problemas energéticos; aumento da tensão política mundial; toda uma série de eventos que irão se acumulando causando uma sensação de mal-estar que, no entanto, devido à sua extensão no tempo, não parecerão ter causa clara. É até possível que, como sempre ocorre, os obamistas consigam colocar a culpa também disso nos "republicanos".

As idéias de Obama são equivocadas e nocivas; mas é muito difícil convencer um esquerdista disso, pois para eles as idéias da esquerda são sempre corretas e boas. Eles não vêem nada de errado na "redistribuição de renda" através de impostos cada vez mais altos; não vêem como negativa a intromissão do Estado em cada vez maiores aspectos da vida individual; acreditam que políticas de welfare sejam úteis para ajudar os pobres e melhorar a sociedade; pensam que para se ter paz no mundo basta "vontade política" e "dialogar com os inimigos"; acham que é preciso reduzir o orçamento militar.

Mas tais idéias são, de fato, em geral socialmente nocivas, e conduzem a uma série de problemas. É muito difícil explicar porque isso ocorre; baste dizer, por ora, que o mundo é imperfeito, e que enxergá-lo com os óculos cor-de-rosa da esquerda não muda realmente a sua cor.

Se o maior truque do Diabo é convencer todo mundo que ele não existe, o maior truque da esquerda é ter convencido todo mundo que seu objetivo é ajudar os pobres e oprimidos. Não: o que a esquerda quer é controle; "ajudar os pobres" é apenas uma ótima desculpa para isso.

Claro que o maior medo com a presidência Obama é que, como disse seu próprio vice Biden, ocorra uma crise política internacional e que o inexperiente e equivocado Obama reaja de modo "que não seja aparentemente correto" (Biden). Quem viver, verá.

Não tenho ilusões; acredito que o mundo é um lugar trágico e acho que idealistas equivocados como Obama e seus sicofantas só trazem miséria e desgraça.

"Todas as tentativas de criar o paraíso na terra acabam criando o inferno" (Karl Popper).

Seja quem for o eleito, este blog tirará uns dias de férias após a divulgação dos resultados.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Obama, comunista safado?

Muita gente ri quando se afirma que o Barack seja "comunista" ou coisa que o valha. De fato, parece coisa do arco da velha. Comunista? Isso é coisa dos anos 60!

O próprio PD acha que o eleitor de Obama é demasiado "sofisticado" para essas bobagens.

No entanto, coincidência ou não, o design gráfico de Barack Obama é claramente inspirado na arte revolucionária soviética. O exemplo mais claro é o famoso cartaz "HOPE".

Aqui, mais um exemplo (segue o cartaz de Obama e o original soviético):



Obama pode até não ser comunista, mas que tem simpatia por esse pessoal, isso tem.

Atualização: Àqueles que acham que esse negócio de comunismo nos EUA é exagero, talvez baste a seguinte anedota: hoje de manhã vinha caminhando pelo campus universitário, quando passou por mim um estudante com uma camiseta do Che Guevara. Pensei: que coisa incrível. Toda essa luta de décadas de Guerra Fria, para terminar assim...

Aí me virei para o lado e vi um outro sujeito, mais velho, provavelmente um professor.

Estava vestindo uma camiseta do Lenin.

domingo, 2 de novembro de 2008

Poema do domingo



Joan Brossa (1919-1998)

sábado, 1 de novembro de 2008

A esperança não era a última a morrer?

Esta é impagável.
Barack Obama e seus estrategistas estão estudando planos para baixar as expectativas de sua presidência assim que ele ganhar as próximas eleições, preocupados com a idéia que muitos de seus eufóricos votantes estejam criando esperanças irreais daquilo que pode ser efetivamente conseguido.
Eh eh eh. Obama está assassinando a esperança. Bem que ele poderia mudar o slogan de "Change you can believe in" para "Calma aí pessoal, não é bem assim".

Aliás, fizeram um estudo no outro dia sobre a cobertura das eleições pela mídia americana. O resultado:

MSNBC
14% notícias negativas sobre Obama
74% notícias negativas sobre McCain
43% notícias positivas sobre Obama
10% notícias positivas sobre McCain

CNN
39% notícias negativas sobre Obama
61% notícias negativas sobre McCain
36% notícias positivas sobre Obama
13% notícias positivas sobre McCain

FOX NEWS
40% notícias negativas sobre Obama
40% notícias negativas sobre McCain
25% notícias positivas sobre Obama
22% notícias positivas sobre McCain.

A Fox News nem é tão republicana assim, as outras emissoras é que são Obamistas demais. O estudo, aqui.

Ah, e em outra pesquisa relacionada, 49% dos americanos acham que a mídia é pró- Obama. Ué!