domingo, 10 de janeiro de 2010

Poemas do domingo

Africa

Africa my Africa
Africa my mother land
land of milk and honey
land of natural beauty
Africa land where i live

Africa my Africa
A land of great rulers
Africa my Africa
land of nature
A land were nature lives

Africa my Africa
A land blessed by God himself
On the day of creation
God threw diamond
gold like rain
He dropped crude oil like rain

Africa my Africa
land of milk and honey

Abisoye Sejoro

* * *

SOU ÍNDIO E TENHO ORGULHO DE SER ÍNDIO

Eu nasci índio, e quero morrer sendo índio.
Eu sou índio, porque sei dançar o ritual do awê.
Eu sou índio, porque sei contar a história do meu povo.
Eu sou índio, porque nasci na aldeia.
Eu sou índio, porque o meu sistema de viver, de pensar, de trabalhar e de olhar o mundo é diferente do homem branco.
Eu sou índio, porque sempre penso o bem para meu povo e todas as nações indígenas.
Eu sou índio, Pataxó, sou brasileiro, sou caçador, pescador, agricultor, artesão e poeta.
Enfim, sou um lutador que sempre procura a paz.
Sou índio, porque sou unido com meus parentes e todos aqueles que se aproximam de mim.
Sou índio, e tenho orgulho de ser índio

Kanátyo Pataxó

9 comentários:

Mr X disse...

Confetti fugiu, que pena. Nem poemas multiculturais para fazê-la voltar. :-/

c* disse...

multiculturalismo nesse blog so pode ser ironia....

viva zumbi
viva o indio

DD disse...

Saudades do Gonçalves Dias. E do Castro Alves.

Mr X disse...

confetiii! :-)))

Chesterton disse...

Eu nasci índio, e quero morrer sendo índio. (de preferencia com a longevidade da medicina do homem brando0
Eu sou índio, porque sei dançar o ritual do awê. (de óculos Rayban e Sony Handyman)
Eu sou índio, porque sei contar a história do meu povo.(mas é melhor aprender a ler e escrever portugues, ingles e frances)
Eu sou índio, porque nasci na aldeia.(e sobrevivi nem sei bem como, já que a incidência de morte entre neonatos é enorme...alías, se tivesse algum defeito minha avó teria me matado sufocado enterrado vivo)
Eu sou índio, porque o meu sistema de viver, de pensar, de trabalhar e de olhar o mundo é diferente do homem branco.(e por isso deu no que deu)
Eu sou índio, porque sempre penso o bem para meu povo e todas as nações indígenas. (não me canso de fazer o bem - em conluio com madeireiros, ongas e garimpeiros)
Eu sou índio, Pataxó, sou brasileiro, sou caçador, pescador, agricultor, artesão e poeta.(analfabeto)
Enfim, sou um lutador que sempre procura a paz.(conta outra)
Sou índio, porque sou unido com meus parentes e todos aqueles que se aproximam de mim.(e janto meus inimigos numa fogueira)
Sou índio, e tenho orgulho de ser índio (por falta de cultura)

chst- ser índio é uma droga, melhor se aculturado e aprender a gerir a reserva racionalmente)

Cortez disse...

Paciente Mr. X, perguntar não ofende (eu acho): E por que raios esse uga-uga pagão escreveu esses versos (um lixo, por sinal) no idioma do invasor europeu?! #FAIL

Henrique Lima disse...

o índio escrevia e vinha no seu pensamento o que Chesterton dizia. Escrevia o pobre diabo (como dizia Nelson Rodrigues), para uma ONG que transformaria tais palavras em banners, outdoors e até comerciais de televisão.

Com isso os donos da ONG, recebiam mais R$incentivos que por conseguinte incentivavam nos índios o ódio azo homem branco.

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Mr X disse...

Heheh, impagável a desconstrução do Chestertom.

Gerson B disse...

UGA BUGA
UGA BUGA
UGA BUGA

GAGUGA!