Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As mães chinesas e o "perigo amarelo"

Lembram quando se falava em "perigo amarelo"?

Pois o crescimento da China a potência mundial, hoje, é uma realidade, como ficou evidenciado pelo encontro entre Obama e Hu Jintao, onde o presidente americano implorou para o chinês valorizar o yuan, respeitar Taiwan, etc, tudo enquanto Jintao segurava alguns trilhões de dívida americana.

O paleoconservador Pat Buchanan argumenta que a China hoje nada mais repete do que os EUA do século 19, crescendo sem se importar com "direitos humanos", "acordos comerciais" ou outras delicadezas. Querem é crescer e não pedem licença a ninguém, e não tem motivo de aceitar os pedidos dos EUA.

Também na mídia brasileira, um artigo de Carlos Sanderberg diz:

Mais difícil é saber como tratar a questão política, ditadura e desrespeito aos direitos humanos. Muitos dizem que não há o que fazer além de criticar, marcar posição e, paciência, esperar que o regime chinês evolua internamente para uma coisa mais próxima da democracia.

Como se vê, não se trata de uma disputa tipo EUA x União Soviética. Agora, estão todos no capitalismo, discutindo moeda, comércio e investimentos.

E o Brasil da presidente Dilma? Para começar, poderia enterrar essa bobagem da Era Lula de achar que a China é nossa parceira estratégica na diplomacia Sul-Sul, de pobres x ricos. A China é a segunda potência, quer ser rica, e pronto. Tem mais tendências imperialistas do que para solidariedade com o Terceiro Mundo.

De fato, a China não tem solidariedade com ninguém, nem no câncer. Porém, o artigo que mais gerou discussão na Internet sobre a China foi um que saiu no Wall Street Journal recentemente, argumentando que "As mães chinesas são superiores".

Comparando as mãs chinesas com as mães ocidentais, Amy Huan acusou estas últimas de preguiçosas, medrosas e pouco exigentes. As mães ocidentais têm medo de dizer não aos seus filhos, aceitam notas medíocres, não os forçam a estudar, emagrecer ou progredir. As mãe chinesas, como Amy, a "tiger mom"? Proíbem televisão, videogame e dormir na casa de amiguinhos/as; obrigam seus filhos a praticar piano ou violino cinco horas por dia; os obrigam a estudar e se eles não tirarem as melhores notas de toda a turma, são duramente castigados.

Amy é na verdade chinesa-americana, casada com um judeu-americano, e alguns acreditam que ela exagere. Quando uma das filhas recusou-se a continuar tocando piano, ela ameaçou colocar fogo em todos os seus bichos de pelúcia e doar sua casinha de bonecas à caridade. Quando outra filha, de quatro anos, lhe deu um cartão de aniversário criado por ela, a mãe o jogou no lixo e disse para fazer melhor. 

O artigo gerou pavor nos pais americanos, e uma onda de discussão na Internet. Seriam as mães chinesas mesmo superiores? Seriam elas o novo "perigo amarelo", criando um planeta sob dominação chinesa total?

Não percam os próximos capítulos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O fim da família

Lá no blog do Orlando Tambosi, onde está tendo uma grande polêmica sobre um caso de aborto seletivo na Suécia (comento abaixo), o Chesterton postou um link para uma outra notícia interessante, onde se divulga que de acordo com um juiz que deu ganho de causa a uma mulher que usou o esperma do ex-marido sem autorização para engravidar, "o esperma, uma vez ejaculado, já não pertence mais ao homem, tornando-se propriedade da mulher."

A figura do marido e pai já é, desde algum tempo, considerada quase desnecessária: o número de bebês nascidos de mães solteiras já são 40% do total nos EUA e de 50% na Inglaterra. Na Suécia dos abortos seletivos, parece que são mais de 65%. E agora esta: a mulher pode usar o esperma do homem sem sua autorização, e criar o filho sozinha. Não servimos para porra nenhuma mesmo.

A verdade é que as coisas mudaram bastante nos últimos 40 anos, e dá para entender porque a Igreja Católica seja tão contrária à pílula e à camisinha, quando não ao aborto: estes estão literalmente acabando com a família tradicional. As mulheres, livres para fazer sexo com quem bem entenderem sem ter filhos, não mais necessitam se prender a um marido para toda a vida, e preferem ter vários homens ao longo da vida, e, em muitos casos, mesmo vários filhos com pais diferentes. (Já os homens sempre preferiram isso).

Mas outro fenômeno ocorreu, paralelamente, que potenciou os efeitos da revolução sexual e das tecnologias anticoncepcionais: o crescimento do "Estado de Bem-Estar social". O homem, que além de pai era em geral o principal provedor financeiro nas famílias, também perdeu essa função. A mãe solteira, que não mais sofre preconceito, tampouco precisa viver na rua da amargura, pois o Estado a sustenta. É uma relação simbiótica: a mãe solteira, em troca, vota nos políticos estatistas. De fato, diversas pesquisas apontam que o crescimento do Estado em grande parte do mundo ocidental está diretamente ligado ao aumento do número de mães solteiras votantes.

Finalmente, como cereja no topo desse bolo estrambótico, temos os marxistas infiltrados que há décadas também tentam por meio de todos os métodos possíveis acabar com a sociedade tradicional, por puro niilismo, em busca do tal "homem novo".

Bem, tudo isso pode ser bom ou ruim, ou um pouco das duas coisas, não sei: sei só que um "admirável mundo novo" que está surgindo. O fato é que a família tradicional monogâmica, papai-mamãe-(amante)-filhinhos, está ruindo. O próprio "casamento gay" nada mais é do que uma tentativa de colocar o último prego nesse caixão.

Se não acreditam, vejam: na Holanda, um sujeito casou com duas mulheres lésbicas: ambas realizam sexo com ele e entre si. Trata-se de uma relação "poliamorosa", celebrada lá por todos os intelectuais. Assim que o "casamento gay" for liberado geral, não duvide que os casamentos poligâmicos grupais serão os próximos na lista pela luta de direitos.

O que isso tudo significa? Não sabemos ainda bem. Sabemos apenas o seguinte: os progressistas, que são totalmente contrários a experimentos com animais, não hesitam em realizar os mais delirantes experimentos sociais jamais antes testados usando milhões de seres humanos como cobaias. O fim da família tradicional, que vem sendo gestado desde algumas décadas, é o maior experimento social já realizado em larga escala desde a coletivização comunista.

(Embora aqui eu não possa colocar a culpa de tudo nos tais esquerdistas, já que, como informado acima, vários outros fatores, inclusive avanços tecnológicos que chegariam mais cedo ou mais tarde, conspiraram para o mesmo fim).

Quanto ao aborto sueco: a foto abaixo mostra um feto de 5 meses, legalmente abortável na Suécia, pelo motivo que se quiser, ou até sem motivo.


*** A pedido dos leitores mais sensíveis, a foto chocante do bebê aparece agora apenas como link, basta clicar aqui.