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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sem moral

Idelber, que não fez UM ÚNICO POST SOBRE AS ATROCIDADES NO IRÃ, está apavorado com o que está ocorrendo em Honduras, onde nenhum manifestante pró-Zelaya foi morto ou sequer ferido. Aliás a imensa maioria dos manifestantes são pacíficos e contrários a Zelaya: vejam fotos de tais manifestações pró-"golpe" em dois interessantes blogs hondurenhos, este e este. Violência? Se houve, está bem escondida pela "mídia golpista".

Já Lula, que elogiou a democracia iraniana, desconversou a fraude e disse que o massacre era mero fla x flu, agora pede "democracia" em Honduras. Ao lado de Khadafi, que está há meros... 40 anos no poder.


Por que deveríamos dar ouvidos a essa gente? Que moral eles têm para falar?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Obama e Lula

Houve um tempo em que Lula era anátema para as classes populares. Empregadas domésticas, pedreiros, operários não votavam em Lula de jeito nenhum. Desconfiavam do sujeito como o Diabo da cruz.

A classe média, é claro, também suspeitava de Lula e seus amigos; mas com o tempo, a propaganda e a persistência as resistências foram vencidas. O lulo-petismo conquistou o coração da classe média e, uma vez conquistada essa classe, o resto foi fácil. A mídia encarregou-se de vender o peixe às classes populares e promessas de juros altos encarregaram-se de acalmar os banqueiros.

Obama é o Lula americano. Suas idéias seriam impensáveis tempos atrás nos EUA, mas o lento processo de midiotização garantiu que a redistribuição de renda e o estatalismo sejam vistos como idéias tão boas como quaisquer outras, se não melhores.

Isso tudo me leva a pensar se a eleição de Lula não foi, na verdade, muito bem estudada pelos progressistas internacionais, para justamente servir de modelo ao seu plano maior, a tomada de poder na América do Norte.

Levando adiante a teoria, poderia mesmo pensar-se que o Brasil é um laboratório de testes da esquerda internacional. Tudo o que depois é experimentado em outros lugares, é testado primeiro aqui.

Controle extremo da venda de armas? Testado.

Leis anti-homofobia? Em testes.

Alocação de território exclusivo para minorias? Em testes.

Seja como for, o fato é que Lula e Obama representam parte do mesmo movimento: o surgimento de uma Nova Esquerda internacionalista, que advoga pelas mesmas causas (aborto, casamento gay, desarmamento, direitos maiores para minorias, proteção maior a criminosos e terroristas e menor ao cidadão comum), mente descaradamente para não assustar o eleitorado, e disfarça ou renega seu envolvimento com grupos de ideologia escusa.

Tudo pelo social.