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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dissonância cognitiva

Continuam os protestos pelo mundo árabe. A bola da vez é o Barein, mas também já houve protestos nos últimos dias na Líbia, Argélia, Iêmen e até no Irã. 

Continuo, de minha parte, sem me emocionar. Será que tais movimentos realmente levarão à democracia, à liberdade de expressão, aos direitos humanos, à maior amizade com os países ocidentais? Ou, ao contrário, levarão a maiores belicosidades, a mais terrorismo, a mais ódio contra Israel, EUA e Europa, ao estabelecimento da lei da sha'ria e ao supremacismo muçulmano? Tudo ainda está em aberto, é claro, mas no que se refere a essa parte do mundo é sempre bom ficar com um pé atrás.

O fenômeno da dissonância cognitiva pode ser definido como a presença simultânea de duas idéias completamente opostas na cabeça. É o que ocorre com muitos progressistas, e é de fato estranho que as suas cabeças não explodam. Um exemplo claro é no que se refere ao Islã. Seu coração lhes diz que estrangeiros morenos seguidores de uma religião não-cristã só podem ser pessoas do bem. No entanto, seus olhos lhes mostram muçulmanos constantemente atacando mulheres, gays, ateus, e todas as demais minorias e valores tão prezados por eles. 

Estes dias saiu a notícia sobre uma repórter americana, loira, feminista, que estava cobrindo com júbilo as manifestaçõs do "heroico" povo egípcio, que "lutava pela democracia" quando foi agarrada, espancada e abusada sexualmente por uma massa de pessoas no mesmo meio dos protestos. Epa! Esse é o mesmo povo de "heróis" que (segundo a mídia) quer "democracia", "direitos humanos", "igualdade para as mulheres", ou é outro? Ou era apenas uma forma culturalmente diversa de celebrar a queda do odiado ditador? 

"You gonna get raped"