segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Depressão, violência e imagens satânicas

Robin Williams morreu. Ao que parece, suicida. Dizem que tinha sido cocainômano e alcoólatra, mas agora faz muitos anos estava "limpo". No entanto, sofria de depressão. (Aliás, depressão e abuso de substâncias estão ligados, mas não se sabe se tem a mesma origem genética, ou se é apenas que a pessoa deprimida procura alívio no álcool e nas drogas.)

Bem, eu não sabia que sofria de depressão, muito embora isso pareça ser comum em comediantes (Não é um paradoxo, necessariamente: o humor pode ser uma forma de compensar o sofrimento; associar humor com "alegria" é falso). E, fora isso, artistas em geral tem maior tendência à depressão e sucidam-se em uma proporção de 18 vezes a do "homem comum", segundo um estudo que li mas não acho o link.

Eu, pessoalmente, tenho uma teoria bizarra. Acho que a depressão é o normal, ou seria o normal se todos pudéssemos ver a verdadeira realidade da vida. "Human kind cannot bear very much reality", disse T. S. Eliot. O que é anormal é a felicidade.

De qualquer modo, Williams era um ator simpático. Difícil não gostar dele. Mas outros já fizeram elogios ao ator, e não era disso que eu queria falar. É que, num dos comentários em algum site de notícias, alguém falou que a culpa pela morte de Williams foi das "imagens satânicas" veiculadas pela mídia e da sua participação em propaganda "illuminati". Eu normalmente acharia que isso seria uma grande bobagem mas, na verdade, ultimamente começo a achar que alguma influência tais imagens tem na psiquê das multidões em geral, e nos atores e celebridades de Hollywood em particular.

Eu acho a Miley Cyrus, por exemplo, muito estranha. As imagens sexuais, a língua de fora, as roupas, os videoclips, tudo nela é bizarro e parece propositalmente querer passar imagens sexualização de meninas e perdição moral. E não acharei estranho se ela aparecer morta de overdose ou suicídio daqui a alguns anos.

Mais cedo este ano, duas meninas de 12 tentaram matar uma amiguinha, aparentemente influenciadas por um personagem de horror da Internet. No entanto, parece que o pai de uma das garotas estava perfeitamente ciente desse interesse, e mais, todos naquela família eram fãs de músicas e imagens grotescas associadas com morte, esqueletos e diabos.

Não sei se você percebeu, mas hoje em dia vêem-se muitas decorações com caveiras ou figuras do Diabo e da Morte. Há quem não leve a sério, e há quem ache que sejam imagens que induzem ao satanismo e a pensamentos de assassinato ou suicídio. Bem, pode ser que não induzam ao satanismo, mas será que também não tem absolutamente nenhuma influência?

Você já ouviu falar dos juggalos, por exemplo? São fãs de uns conjuntos musicais que fazem música com letras de horror e apologia à violência e ao consumo de estupefacientes. O nome da produtora é "Psychopatic Records" e o logo é um jovem correndo com um cutelo na mão. O grupo mais famoso é um certo "Insane Clown Posse", ou "grupo de palhaços insanos". Seus fãs encontram-se em shows uma vez por ano, onde consomem drogas, fazem tatuagens e piercings e pintam o rosto de forma a parecer palhaços mórbidos. As mulheres andam de peitos de fora, quando não completamente nuas.

Seria apenas diversão inocente? Ou será que o uso de tais imagens poderia levar a problemas psiquiátricos no futuro?  Vejam as fotos e digam vocês.

Eu, pessoalmente, acho que uma juventude submetida a tal tipo de música e imagens mórbidas, vestimento bizarro, mutilação corporal e comportamento exibicionista e promíscuo, não pode ser de todo saudável; por outro lado, os hippies dos anos 70 passaram por algo parecido (ainda que menos demoníaco nas imagens e mais inspirado na natureza e nas flores) e muitos deles depois cresceram e viraram pessoas normais e até de sucesso.



4 comentários:

AF disse...

O curioso é que se formos ver como eram a Miley Cyrus e muitas dessas pessoas de antigamente, vemos que eram pessoas normais.

Hoje em dia a depressão é a doença do século e curiosamente, não havia tanto assim em épocas antigas, na época em que o povo era mais conservador e respeitava mais os bons valores.

Como disse uma comentarista em um post seu:

Sim, podemos fazer prédios altos como nunca, mas ao mesmo tempo não encontram-se mais pessoas que possam restaurar a arte impecável das igrejas antigas, as técnicas se perderam.

Sim, a medicina avança, mas a maioria dos médicos nos tratam como gado com carteiras, sem falar nas enfermeiras que sequer levantam a * do sofá da salinha para dar medicamento a quem precisa amenizar a dor antes de morrer durante a madrugada.

O FATO É QUE a lista de progressos materiais é longa, porém inversamente proporcional ao progresso das almas.

Quem conhece mais o passado, pode até ser mais ranzinza que o comum porque percebe o quanto as coisas já foram melhores e o quanto realmente pioraram, porém quem não o conhece, vive um vazio incompreensível, como um galho seco ao vento - sem nunca ter noção do que significa ter raízes, inclusive as raízes da própria existência no qual a própria História se inicia e que dá sentido a tudo!


Sobre a pergunta a respeito da banda bizarra: "Seria apenas diversão inocente? Ou será que o uso de tais imagens poderia levar a problemas psiquiátricos no futuro? Vejam as fotos e digam vocês."

É claro que pode levar a problemas psiquiátricos no futuro. Se aqui no Brasil o funk tem trago tantas desgraças, imagina o que um lixo de banda como essa pode trazer aos americanos.

Anônimo disse...

AF disse... Hoje em dia a depressão é a doença do século e curiosamente, não havia tanto assim em épocas antigas, na época em que o povo era mais conservador e respeitava mais os bons valores.

Engraçado isso. Minha vó que tem mais de 90 anos sempre nos disse que as pessoas do passado eram mais fingidas e dissimuladas, escondiam o que faziam e pensavam para não serem recriminadas, não por serem mais virtuosas.
Minha vó nunca leu baboseira feminista ou revolucionária. Ela tb nunca leu Olavo ou Roberto Cavalcanti.

Enfim... o passado é muito bom porque já passou.

Santoculto disse...

Já ouviu falar de Mk ultra*
Dizem os experts no assunto que era uma técnica nazista que foi transferida para os EUA nos anos 50. Um experimento que visa causar trauma, dissociar a mente racional e com isso induzir a pessoa a um estado de zumbi e lavagem cerebral. Também dizem que alguns grandes acontecimentos, plantados, tem como princípio fundamental a indução do medo no coletivo.

Cheguei a ler uma frase de um homem, não me lembro quem foi, que disse:

''É genial induzir as próprias pessoas a se matarem''

Eu também li que eles jogam os esquerdistas contra os conservadores para que no futuro, os conservadores se vinguem dos esquerdistas. O esquerdista foi substituído por ''ateu'', mas eu conheço muitos que são religiosos, aliás, ateu ou agnóstico são bem menos do que imaginamos.

J. Soares disse...

X, conhece esse site?

http://vigilantcitizen.com/

Se ainda não o conhece, creio que o apreciará bastante. É rico em material que desvenda os símbolos e mensagens ocultas por trás de produtos da indústria cultural.