O "Comitê Federal Suiço de Ética na Biotecnologia em Não-Humanos" acaba de publicar um relatório sobre os "direitos das plantas", segundo o qual "decapitar flores" propositalmente é imoral, e que "toda planta individual" tem sua "dignidade intrínseca".
Os suiços, que ainda têm ouro nazista em seus bancos e estão fazendo acordos bilionários com um Irã que promete genocídio nuclear, estão, quem diria, preocupados com as inocentes plantinhas.
Argumenta Wretchard, do Belmont Club (possivelmente o melhor blog em língua inglesa do mundo), que na verdade os burocratas suiços não estão tão preocupados com as plantas como em criar novas comissões, leis e impostos que lhes dêem emprego e dinheiro. Se alguém desrespeitou os direitos de um pé de alface, naturalmente deverá pagar uma multa. Para cortar uma árvore, as pessoas precisarão pedir autorização a uma comissão que se ocupará exclusivamente disso (aliás, no Brasil já é assim: para cortar uma árvore, mesmo que seja uma árvore dentro da sua propriedade, que você mesmo plantou, você deve ter autorização expressa das secretarias ambientais).
Acredito que com o "aquecimento global" ocorra a mesma coisa: independentemente de se solucionar o problema ou não, é um ótimo esquema para gerar mais impostos, comissões de estudo, créditos de carbono e quetais.
No mais, até concordo que o vegetarianismo seja uma escolha válida de vida, e sou, naturalmente, contra a violência e o abuso contra animais. Mas fica a pergunta: e as plantas, têm direitos?