sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Crime e castigo

A morte do surfista Ricardo dos Santos por um policial militar em férias e bêbado, um sujeito que por sinal já tinha sido réu em outros processos na corporação, ilustra um problema grave no Brasil: a corrupção em todas as esferas da justiça!

Desde juízes que dirigem bêbados e dão voz de prisão a guardas que os multam, a policiais que tomam todas e saem dando tiro em qualquer um, aos políticos que ganham com o narcotráfico, no Brasil crime e justiça são difíceis de separar.

Anos atrás, eu até já pensei ingenuamente que, para reduzir o crime no Brasil, bastaria colocar mais polícia nas ruas. Dez mil, vinte mil, 55 mil, quantos forem necesários! Sim, talvez ajude, mas como fazer, se o policial e o bandido saem muitas vezes quase que exatamente do mesmo meio, e se com o dinheiro do tráfico é muito fácil corromper um policial?

O terrível caso dos estudantes massacrados no México mostra que o tráfico está não apenas no morro, mas também entre a polícia e até no próprio prefeito da cidade. O México não é assim tão diferente do Brasil...

Como fazer?

Pensemos da seguinte forma. O criminoso brasileiro é em geral um psicopata de baixo funcionamento. Em sua mente primitiva, e na maior parte dos casos ainda deformada pelas drogas, ele mata por um celular ou poucos reais! Por quê? Para quê? Para trocar um iphone de 1000 reais por uma pedra de crack que vale 20? Não faz sentido. É porque ele é burro mesmo, ou doido, ou raivoso, ou imbecil.

Voltemos no entanto à Indonésia. De acordo com o ranking elaborado por Lynn e Vanhanen (com dados bastante discutíveis, note-se), o QI médio do Brasil e da Indonésia são idênticos: 87. A população, também é parecida: gigantesca e miscigenada. E, em termos de PIB, o do Brasil é bastante maior. Ou seja, temos mais dinheiro para investir em segurança.

No entanto, a Indonésia tem bem menos crime. O que eles fazem de correto que nós não?

Vendo notícias como esta, de uma adúltera estuprada e chicoteada, percebemos que o preço a se pagar por uma sociedade com um pouco menos de crime é uma sociedade autoritária, rígida, com punições severas, inclusive corporais, por qualquer deslize: de chibatadas à pena de morte.

O problema do Brasil é que existem dois brasis: um brasil culturalmente branco, maiormente ítalo-português com algumas outras etnias, liberal e progressista, que não aceitaria de bom grado tal sociedade, e um Brasil pobre, pardo e perigoso, onde linchamentos e tiroteios são comuns. São realmente dos países, tenho plena certeza. E ambos tem idéias bem diferentes sobre como viver.

Nesse caso, há duas soluções. Uma é criar um tipo de apartheid, limitando o acesso de vagabundos aos lugares mais chiques. Isso funciona nos EUA, onde criminosos atuam impunes no gueto, mas, se eles se aventuram a atacar pelas "áreas brancas", levam chumbo ou são presos logo! 

A outra é a que o Brasil escolheu: em vez de segregar o criminoso no gueto, segregar a classe média em seu habitat: complexos residenciais fechados e passeios em shopping centers, as únicas zonas realmente protegidas da cidade.

Mas, se é possível ter maior segurança nos shoppings, não haveria então um modo de retomar o controle do espaço público? Dar novamente ao povo trabalhador suas ruas e suas praças, e manter o criminoso em suas favelas e periferias? (E o "direito de ir e vir", perguntarão os Sakamotos? Bem, eu diria que tal direito precisa ser conquistado)

Acredito que seja possível um país com menos crime, ao preço de termos um Estado policial. Mas um Estado policial, também é um estado com muito espaço para a corrupção, e também com mais problemas como o de maus policiais matando jovens inocentes, como o pobre Ricardinho!

Então, qual a solução?

Pois é, também não sei...



Atualização: Mais um dia, mais um latrocínio em Porto Alegre. Primeiro, um jovem branco de olhos claros foi morto a facadas por um celular e um par de tênis na orla do Guaíba. Ninguém foi preso. Agora, uma vítima de seqüestro-relâmpago também leva chumbo de dois menores de 17 anos, que não podem sequer ser presos e em breve estarão soltos para matar e roubar mais.

Em ambos os casos, os policiais sabiam muito bem que havia muitos assaltos ocorrendo nessa área, mas nada foi feito. Será que é preciso esperar que uma morte ocorra para agir? 

Qual a solução? Ora, em teoria, é simples. Policiais tem que ir nesses locais onde ocorre muito assalto, abordar todo e qualquer vagabundo com pinta suspeita, e revistá-lo. (É o que chamam em New York City de "Stop and frisk" - funcionou lá!) Tem arma ou faca? Vai preso. Tem drogas? Vai preso. Tá fumando maconha? Vai preso. Está pedindo dinheiro? Que caia fora pois ali não é lugar de mendicância. É menor? Deve ser retirado das ruas e levado para a família ou instituição adequada.

É possível reduzir o crime? O índice de homicídios na grande Porto Alegre é atualmente de quase 39 a cada 100.000 habitantes. São Paulo tinha índices idênticos há poucos anos, mas hoje reduziu para pouco mais de 10. O que São Paulo fez de certo e Porto Alegre fez de errado? A resposta talvez esteja na abordagem. Lendo uma notícia sobre o combate ao crime em Porto Alegre na gestão do ex-governador Tarso Genro, lemos:
A Secretaria da Educação afirma que estão sendo montados comitês de prevenção. Pais, professores e alunos participam de um curso de mediação de conflitos para evitar o agravamento da violência. "Alunos, professores e pais se corresponsabilizam para esses relacionamentos inspirados na cultura da paz, inspirados na ideia de que os conflitos devem ser resolvidos através do dialogo, inspirados na ideia de que o conflito não se resolve pela força, não se resolve pela vingança, se resolve por uma retomada e o reconhecimento dos erros", diz o coordenador estadual do Programa de Prevenção à Violência nas Escolas, Alejandro Jélvez.
Alejandro Jélvez tem que perder o emprego. Esse "programa de prevenção à violência nas escolas" inútil tem que acabar, e o dinheiro utilizado para pagar professores de verdade, ou então para contratar mais policiais.

A polícia tem que ser bem treinada, bem paga, e dar tiro na cabeça de marginal que resistir à prisão. As penas tem que ser aumentadas, e não deve existir "maioridade penal", matou, que seja julgado como adulto, como ocorre nos EUA. Chega de impunidade. Que tal isso para começar?

P. S. Enganei-me ligeiramente: a taxa de homicídios em Porto Alegre, outrora orgulhosa capital do Sul, hoje é de estarrecedores 42.4, enquanto a de São Paulo é de 15.1. Mais no "mapa da violência", que tem ainda interessantes informações sobre a raça dos criminosos e vítimas. E observem que isso não inclui o número de latrocínios (roubo seguido de morte), que são considerados uma categoria à parte.

Até quando "menores" do mal continuarão matando impunes?

20 comentários:

Anônimo disse...

Antes disso tudo é necessário que a sociedade seja re-cristianizada. Isso tudo é consequência de uma sociedade sem noção de virtudes e valores, ou seja, o velho materialismo-relativismo-ateísmo.

Anônimo disse...

Imagine então o Japão, que nem cristão é ou foi, deve ser violento à beça.

AF disse...

O caso do inocente surfista morto foi bárbaro e muito triste, mas felizmente, casos em que a PM faz isso são poucos.

Sobre o crime no Brasil, mais penas pesadas aos bandidos e mais autonomia aos Estados ajudaria e muito a diminuir, no entanto, a esquerda reinante, junto com ONGs dos direitos humanos e Sakamotos da vida JAMAIS deixariam isso.

A esquerda está é usando o caso do surfista morto para atacar mais ainda a PM e incentivar projetos de leis para desarmar a polícia, subordiná-la ao governo federal ou até acabar com ela, ignorando a quantidade enorme de pessoas que são mortas por ano nas mãos dos bandidos e que casos como esse são poucos (e mesmo quando acontecem, há outras alternativas para evitar ou amenizar casos assim, como punir os casos de policiais que já demonstram um comportamento ruim e de corrupção na corporação).

A esquerda pensa assim: quando poucas pessoas são mortas nas mãos da polícia: devemos desarmá-la ou até acabar com ela, pois isso é uma prova irrefutável de que a polícia é má e corrupta.

Quando mais de 50.000 brasileiros são mortos por ano: não devemos criar mais leis para punir os bandidos, devemos é dar mais direitos humanos a eles, pois eles não são maus e a culpa é da sociedade.

Anônimo disse...

Os estados brasileiros tem é que pedir mais emancipação...e por quê não? pedir com o tempo o maior número possível de micro-estados.

Leonardo Melanino disse...

Senhor X, sinceramente o quero avisar que quem comete crimes, exordialmente os hediondos, seja rico, seja pobre, seja quem for, tem de ser punido draconianamente, como Drácon fazia na Grécia. Nem tudo deve ser estatizado, da mesma forma que nem tudo deve ser privatizado. Nem todos os cidadãos podem portar algumas armas ou nenhumas delas. Normalmente, evitemos os todos os extremos, mas Amores sem Justiças são Conivências ou Impunidades, pois as Justiças devem estar acima dos Amores. Vossa Senhoria deveria pesquisar sobre outros crimes notórios, como os dos Absolutismos, os das Cruzadas, os dos Impérios, os das Inquisições e outros. Por isso, quero-o avisar que o melhor Estado é o Estado Draconiano, pois combate a criminalidade com mão de ferro, não importando nenhumas condições humanas (etnias, procedências, raças, religiões, sexos, socialidades e outras). Agradeço-lhe de todo o meu coração! Obrigado!

Mr X disse...

Olhem amigos,

A primeira coisa que o Brasl tem que fazer, se ser quer sério no combate ao crime. é acabar com esse absurdo do "regime semi-aberto", que é só um gasto enorme. Ou tá preso, ou tá solto, não tem meio termo.

A segunda coisa que devem fazer é reduzir a maioridade penal, para 14 anos (eu até sugeriria 12 anos. Crime é crime, independente da idade.)

A terceira é instalar a pena de morte.

Ah não: mas na verdade a primeira coisa a fazer é se livrar do governo do PT, governo de bandidos que defendem bandidos.

Michel disse...

leonardo governos draconianos não funcionam por um simples motivo quem esta no poder faz oq quiser com quem quiser sou a favor de pena de morte redução da maioridade penal porem jogar com os extremos é igual trocar 6 por meia duzia e outra coisa leonardo durante a convivencia entre homem branco e negro, so mostrou que o maior prejudicado é o homem branco em todos os aspectos, por mais que existam negros bons como varios idiotas gostam de usar como exemplo, nos lugares onde tem uma concentração muito grande de negros nao se pode andar na rua livremente sem medo, temos que reeducar os brancos a pararem de ficar puxando saco de negros e olhar pra nossa realidade onde os crimes violentos sao quase todos cometidos por negros e pardos e estimular as mulheres a olhar pros homens do mesmo grupo racial, coisa que esta sendo pregada hoje o contrario quanto mais diferente seu parceiro melhor, talvez o brasil esteja destinado a virar um Haiti com a miscigenação é so uma questão de tempo ate os negros e pardos serem quase 100% e exterminar os poucos brancos restantes

Anônimo disse...

"Imagine então o Japão, que nem cristão é ou foi, deve ser violento à beça."

Concordo com o outro cara anônimo, a sociedade deve ser "re-cristianizada", ou seja, restaurar os valores de seus pais fundadores, sua base fundacional. No caso do Japão, é justamente a pouca perda de senso de comunidade/identidade racial/étnica que o mantém pacífico e ordeiro. Os negros e os de religião islâmica devem voltar a seus respectivos países e/ou se converter.

Mr X disse...

Mas e no Brasil? Fazer o quê?

Talvez uma ditadura evangélica dê jeito? Bispo Macedo presidente?

A outra opção seria a de retornar aos costumes indígenas, e assim retomar a nossa base fundacional original. Com canibalismo e tudo.

Matheus Carvalho disse...

Ola, mudando de assunto um pouco, vou sugerir aqui um link com um texto de um homem que viajou bastante e observou a aspectos da convivencia de racas diferentes em um mesmo territorio em varios paises diferentes. O texto e' muito longo, eu mesmo nao li tudo, mas como sei que tem muita gente interessada no assunto aqui visitando o blog vou mandando o link:

https://quadrant.org.au/magazine/2015/01-02/looking-backwards-constitutional-change/

Gio Marinho disse...

Eu sou Ítalo-Português e nasci na favela, literalmente na merda. Quando atingi certa idade, fui sorteado para estudar na maior escola da América Latina. Como era SORTEIO, TODOS tinham chance: A negada do morro, a classe média baixa, a alta, os filhos de famílias influentes, filhos de generais etc.! Uma vez lá dentro, todos usavam a mesma roupa, sapatos, pasta e material escolar, e quem não podia comprar a Escola fornecia, e submetidos a sistema escolar rígido, mas almejado por TODOS, Pink floyd não tinha vez. Todo mundo andava igual, falava igual, sabia conjugar verbo; parecia a Coréia do Norte, pobre ou rico, todos eram punidos igualmente quando não cumpriam as regras do Colégio.
Passados alguns anos, como veneno do Marxismo Cultural (obra de branco, isso mesmo, coisa de branco) se disseminou mais rápido na Educação, as coisas desandaram a tal ponto de, hoje, os alunos fumarem maconha dentro da sala de aula!
Na corporação policial daquele tempo, quando um soldado, por descuido nas contas, relapso ou necessidade, ficava devendo no comércio, era PRESO e obrigado a quitar suas dívidas até LIMPAR o nome da corporação! Não tinha choro...
Com o avanço do marxismo cultural (invenção de branco ítalo-germano) muitas balas rolaram... em 2004 um Coronel foi afastado por frequentar prostíbulos que ofereciam prostitutas mirins ( por acaso o sobrenome do Coronel era "CAMINHA"... sugestivo, não?) ...bom a evolução tem de prosseguir...em 2012 policiais bateram fotos simulando sexo com uma vaca!... ou uma estátua de vaca: http://zip.net/brqHrm . ( Irônico é que a policia de Santa Catarina é uma das menos atuantes nas ruas, decepcionados com a impunidade, ou em busca de melhores condições, a maioria dos policiais está instalado nos prédios públicos, servindo cafezinho e fazendo serviço de chofer)
Acho que Breivik da Noruega achou o ponto certo, mas não a solução certa para o avanço do marxismo cultural. A engenharia reversa do marxismo cultural deve ser feita no mesmo modus operandi, reconquistando as instituições, que agora estão falidas e vulneráveis.

Anônimo disse...

Marxismo cultural não é invenção de "Branco italo-germano". Existem alguns detaaaalhes ai, que passou batido.

Santoculto

Anônimo disse...

A escola é uma das principais causas de desigualdade INJUSTA nas sociedades humanas pq parte da ideia de que "somos todos iguais", portanto as "oportunidades iguais" podem ser entendidas como "todos começando no ponto de partida de uma corrida maluca, onde alguns correrão como elefantes, outros correrão como guepardos, outros como formigas..."

Santoculto

Mr X disse...

Acho que "Marxismo cultural" é uma ilusão. Existem vários interesses em jogo: o dos judeus, os dos anglos, o das minorias, o dos evangélicos, ou seja, os interesses sempre sào tribais. Mas eles travestem tudo isso numa ideologia falsa, que na real não tem coerência nenhuma. O marxismo econômico tinha um objetivo, mas qual o objetivo afinal do "marxismo cultural"? Aliás, como disse alguém em outro blog, talvez possamos falar mais mesmo é de um "capitalismo cultural", afinal quase tudo (imigração, decadência moral, etc) é feito para criar uma massa inútil de consumidores e de pessoas que trabalham muito por pouco dinheiro (o que, curiosamente, é exatamente o contrário do que o marxismo econômico dizia querer)

Santoculto disse...

Eles decidiram pela disgenia. Estes pig dementes chegaram a brilhante conclusão que seria melhor disgenizar a população do que o contrário, provavelmente porque acreditam do alto de suas cabeças de vento perigosas, que um gado mais cognitivamente maltrapilho será mais fácil de ser gerido.

Matheus Carvalho disse...

Olha so, descobri que bandido preso agora, no Brasil, se chama "pessoa privada de liberdade". Que palhacada!
Facam uma busca no google e confiram...

Rocha disse...

LIBERA ARMA PRA TODO MUNDO!
MATOU DEZ CULPADOS GANHA UMA GRANADA!

Rocha disse...

Eu não tenho uma solução mágica!
Mas há alguns caminhos dentre os quais é oprimir o pensamento de esquerda a tal ponto que quem o defenda sinta-se constrangido ao fazê-lo!
Como? Tomando os meios de produção e difusão de idéias.

Valorizar a família e a vida, nesses mesmos meios sejam novela, jornal sei lá mais o que!

O Estado deve decidir se quer recuperar bandidos ou puní-los afinal exigem tratamentos diferentes!

Liberar armas!

Talvez nos metermos em alguma guerra pras pessoas se lembrarem da importância da vida!

Aí vc mexe em legislação pra ter penas mais rígidas e mais rápidas em aplicá-las.

Precisamos ser um país de leis e não de homens!

Pra policiais, a melhor maneira é trazê-los pra perto da lei, Selecionar os melhores, promovê-los, punir e excluir os maus e os culpados.

Fazer a roda da sociedade girar pro lado certo requer alguma boa vontade e algum esforço.
No caso brasileiro MUITO esforço afinal estamos atolados na lama!

Bom e em útimo caso sempre têm a BOMBA ATÔMICA mata igualmente a todos bons e ruins!

AF disse...

Nossa, essa de chamarem os bandidos de pessoas privadas de liberdade que o Matheus Carvalho contou é impressionante, mas por um lado era de se esperar, visto que a esquerda já está mudando há algum tempo o significado das palavras, como por exemplo: favelas para comunidades carentes, doentes mentais para pessoas com necessidades especiais e dizem que até os pronomes ele / ela, querem mudar ou abolir por serem discriminatórios.

Conheço um agente penitenciário que me contou que quase que de mês em mês chegam gente dessas ONG's de direitos humanos nas cadeias entrevistando os bandidos para saberem se eles estão comendo bem, se estão sendo bem tratados, se não há abusos, etc... imagina o quanto de dinheiro que é gasto e desperdiçado nessas coisas inúteis.

El Misionero Matsuura Junichiro a.k.a. Marcos Freybert disse...

Penas mais pesadas já!!!! Jair Bolsonaro para presidente!!!! Direitos Humanos para HUMANOS direitos!!!! Chega de defender direitos "dus manus". Chega de criminosos no poder.