sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Símbolos Ocultos dos Jogos Olímpicos

Como os últimos posts não tiveram sucesso e ninguém entendeu a brincadeira sobre os "jovens", que era sobre a mídia e não sobre a juventude, vou apelar para o sensacionalismo, e falar de algo bem próximo de "teorias da conspiração". Mas quem não gosta de uma boa teoria da conspiração?

É sobre as menagens ocultas -- e nem tão ocultas -- transmitidas nestes Jogos Olímpicos para bilhões de pessoas ao redor do globo.
As mensagens óbvias

Certas mensagens foram bem diretas. Afinal, estes foram declaradamente o jogos do multiculturalismo e do progressismo, celebrado de várias maneiras, tanto na cerimônia quanto nas competições.

1. Não há deficiência, mas diferença

Para celebrar a igualdade física entre todos, tivemos um corredor sem pernas participando da competição e um coro de crianças surdo-mudas na abertura, algumas "cantando" com gestos. Tudo bem, foi até bonito e interessante. Fosse só isso, não haveria problema algum.

2. Sexo é questão de escolha

Infelizmente, a mensagem de igualdade total continuou depois com uma corredora hermafrodita (com mais características masculinas do que femininas, afinal possui testículos mas não útero nem ovários). Naturalmente, fazia parte da constante mensagem propagada pela mídia de inexistência de gêneros sexuais, ou da possibilidade de cada um escolher se é um homem, uma mulher, ou algo entre o dois...

3. Multiculturalismo e Miscigenação

Em tempos anteriores, as Olimpíadas ocorriam como competição entre países diferentes de populações diferentes. Desta vez, no entanto, em muitos casos o atleta tinha nascido em um país e estava representando outro bem diferente. Um corredor nascido na Etiópia representou a Inglaterra. Uma kazaquistanesa representou a Alemanha. Além dessa celebração direta do multiculturalismo, tivemos propaganda da miscigenação, primeiro na cerimônia de abertura com a historinha de um casal de adolescentes britânicos (uma mulata filha de pai negro e mãe branca, e um jovem negro), e depois na escolha da heptatleta Jessica Ennis como símbolo dos jogos, apresentada como "típica garota inglesa". Tudo bem, ela até que é bonita, mas será que era necessário forçar tanto a barra? Típica é a vovozinha.  

Os Símbolos Ocultos

Agora é que vem a parte divertida. Outros símbolos que apareceram, em especial na cerimônia de abertura e encerramento, merecem um exame visual mais detalhado. Os jogos sempre foram uma cerimônia pagã, mas desta vez eles pegaram pesado no simbolismo. Há quem encontre ali elementos da "nova ordem mundial" e dos "illuminati", há quem veja nesgas de satanismo, há quem veja fascismo e dadaísmo. Delírio? Provavelmente. Mas foram cerimônias certamente grotescas sob alguns aspectos; vamos passear um pouquinho por essas imagens e tentar entender o que tentou-se mostrar. 

1. Símbolos maçônicos e globalistas? 

Alguém separou o símbolo dos Jogos Olímpicos e descobriu que formava a palavra "Zion". Bem, isto é bobagem, na verdade, a intenção era claramente escrever "2012" ao mesmo tempo em que se representava uma imagem estilizada das ilhas britânicas (acho), mas o símbolo era tão confuso que poderia se prestar a diversas interpretações, e sempre tem quem veja sionismo em tudo. Houve até quem visse Lisa Simpson realizando um fellatio.


As luzes do estádio eram, segundo essas mesmas fontes, curiosas: em forma triangular, lembravam um pouco o símbolo maçônico da pirâmide com o olho. Os bizarros mascotes olímpicos de um olho só também passavam essa mesma idéia. 


Na boa? Também acho que isto é bobagem; sigamos adiante.

2. O sacrílego bebê satânico

Aqui talvez haja mesmo alguma coisa. Um dos momentos mais estranhos da cerimônia de abertura foi certamente a parte do hospital. Por que mostrar um local de enfermos, em um evento que deveria celebrar a saúde e o esporte? Mas a coisa ficou ainda pior quando imagens de pesadelo começaram a surgir: Voldemort, Capitão Gancho, Mary Poppins, e tudo isso ao som da trilha sonora do filme "O Exorcista". A cena terminou com um gigantesco e pálido bebê de olhos fechados (morto?), em imagem tão bizarra que até um dos narradores deixou escapar que era "creepy" (sinistro).

O que significava, não sei dizer, mas para mim lembrou imediatamente o feto gigante ao final de "2001, uma Odisséia no Espaço", representando o novo Super-Homem Nietzscheano. Outras associações que me ocorreram posteriormente foram o bebê de Rosemary (filho do Diabo no filme de Polanski), e o poema de Yeats que termina com a frase, "E qual besta horrenda, sua hora finalmente chegada, rasteja em direção de Belém para nascer?"

3. Paganismo global

Também achei interessante que o trecho de Shakespeare escolhido para ser lido (e que foi gravado no sino olímpico) foi uma fala de Caliban. Caliban (anagrama de "canibal"), representa um selvagem, filho da bruxa Hecate com o Diabo. Com tantos personagens Shakespereanos mais ingleses, tinham que escolher logo esse?

A cerimônia de fechamento foi menos interessante e, apesar de ter muitas imagens decadentes e bizarras (zumbis, navio de esqueletos, carros cobertos com jornais, freiras andando de patins), não parecia mais sinistra do que qualquer outro concerto pop contemporâneo. Não creio que o polvo fosse nenhuma referência à conspiração sionista: às vezes, um polvo gigante é apenas um polvo gigante.

O ponto alto do fechamento foi a canção "Imagine" de John Lennon, alçada à condição de hino globalista: "Imagine que não há países... Imagine que não há religião... Uma irmandade humana..." De certa forma, resumiu bem o evento e suas intenções. 

Também tivemos algumas imagens militarizantes que lembraram o fascismo, um pentagrama (satanismo?) e, ao final, um fênix de fogo, representando o recomeço, mas que também tem associações demoníacas.

Bem, eu me divirto mas não levo nada disto muito a sério, mas de certa forma, talvez seja esse mesmo o problema: como dizia Gertrude Stein, "there is no there, there". Talvez o maior problema destas cerimônias pós-modernas sejam mesmo a sua falta de sentido, sua celebração do niilismo, o que as torna propícias a todo e qualquer tipo de interpretação.

8 comentários:

Chesterton disse...

ah, é boquete sim, só não sei se a Lisa.

AF disse...

Interessante o post... só não concordo com: Na boa? Também acho que isto é bobagem; sigamos adiante.

Não parece bobagem, pois símbolos assim são encontrados em muitos filmes e clipes de música e claramente não é por acaso, pois seria coincidência de mais.

Quanto ao símbolo dos jogos olímpicos, parece um zion sim... se é 2012, por quê o '2' do começo está diferente do final e o '1' com um 'pingo'? O zero que mais parece um 'O'?

Sem contar que essas coisas são claramente ocultistas e bem esquisitas... está bem discarado esse simbolismo sim, celebrando o multiculturalismo e outras coisas...

E esses mascotes com um olhão que tudo vê e que são horríveis? Vá entender.

Como falei, não é a primeira vez... e é claro que tem muito exagero nas teorias das conspirações, mas elas tem muitos argumentos interessantes.

DIREITA disse...


3. Multiculturalismo e Miscigenação

ao meu ver,uma das maiores provas de que a elite britânica queria apresenta-la como uma sociedade multirracial foi o caso do britânico de Aaron Cook -numero 1 do mundo na categoria 80 kg do Taekwondo, substituído,sem mais explicações, pelo numero 56 do mundo Lutalo Muhammad.


http://www.bnp.org.uk/news/national/2012-anti-british-olympic-tax-dodge-and-favouritism-event

Fábio Peres disse...

Talvez por isso esses jogos foram tão chatos, da abertura ao encerramento ... muitas mensagens sobre o mundo perfeito, tradições quebradas (o fogo olímpico se apagou duas vezes) e uma disputa entre três Impérios, o do presente (EUA), do passado (GB) e do futuro (China).

E, enquanto isso, os atletas se estapeando por medalhas, dinheiro e festa ... ê, lerê ...

Fábio Peres disse...

E, olha, para mim o Rio fará melhor, basta ver os nossos 8 minutos de encerramento para perceber uma cerimônia mais leve e menos dada a "invencionices" ... viva o Brasil, país onde ser politicamente INcorreto é IN ...

autor desconhecido disse...

''Um corredor nascido na Etiópia representou a Inglaterra. Uma kazaquistanesa representou a Alemanha''

Chusovitina??

Na boa X,
não parece bobagem tudo isso que listou, coincidências demais...
Sobre o polvo, pra que diabos um polvo, qual a relação com a Gran britonia????
pra que um polvo??????
pirâmides que aparecem na nota de dólar claramente no estádio??
não é teoria
é a realidade.

autor desconhecido disse...

Fábio Peres,
o brazel não é politicamente correto, se fosse em Buenos Aires talvez sim...

Anônimo disse...

Há quem se dedique à coisa: http://vigilantcitizen.com/vigilantreport/the-occult-symbolism-of-the-2012-olympics-opening-and-closing-ceremonies/.