domingo, 3 de junho de 2012

Poema do Domingo


konstantinos kavafis / deus abandona antónio

Quando bruscamente, nas trevas da noite,
Ouvires passar o tropel invisível das vozes puras,
O coro celeste das sublimes harmonias,
Abandonado definitivamente pela Fortuna,
Desfeitas em pó as últimas esperanças,
Esvaída em fumo uma vida de desejo.
Ah! não sucumbas lastimando um passado
Que te traiu, mas como um homem
Que se prepara há muito tempo,
Despede-te corajosa mente
De Alexandria que te abandona.
Não te deixes iludir e não digas
Que foi sonho ou um logro dos teus sentidos,
Deixa as súplicas e os lamentos para os covardes,
Abandona vãs esperanças.
E como um homem que se prepara há muito tempo,
Resignado, altivo, como te compete
E a uma cidade como esta,
Abre a janela e olha para a rua
E bebe a taça inteira da amargura
E a derradeira embriaguez da multidão mística
E despede-te de Alexandria que te abandona.

15 comentários:

Didi Iashin disse...

Konstantin Kavafis sabe escrever, pois não?? Belíssimo poema!

Didi Iashin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Brancaleone, o monoglota... disse...

As tais poesias de domingo matam.
Mencken tinha razão quando dizia que os poetas são apenas adultos cuja idade mental nunca foi alem da adolescencia...

Brancaleone, o monoglota... disse...

Mr. X!!!
Consegui burlar a segurança e obtive um convite VIP para Bilderberg!!
Estou tendo problemas em alugar um Rolls Royce ou um caríssimo helicópeto. Chegar lá dirigindo meu Uninho 2001 ou o Toyotão 77 pode comprometer meu disfarce.
De qualquer maneira irei. Pretendo checar as informações obtidas nos blogs das teorias das conspirações e constatar se realmente eles irão decidir o futuro no planeta...
Manterei voces informados!!!

Mr X disse...

Olá Didi Iashin, saudade de vc. Sim, é um belo poema.

Mr X disse...

Brancaleone,

Avise-nos como foi lá, por favor.

Chesterton disse...

Se há uma coisa que, quanto mais você perde, menos sente falta dela, é a inteligência. Uso a palavra não no sentido vulgar de habilidadezinhas mensuráveis, mas no de percepção da realidade. Quanto menos você percebe, menos percebe que não percebe. Quase que invariavelmente, a perda vem por isso acompanhada de um sentimento de plenitude, de segurança, quase de infalibilidade. É claro: quanto mais burro você fica, menos atina com as contradições e dificuldades, e tudo lhe parece explicável em meia dúzia de palavras. Se as palavras vêm com a chancela da intelligentzia falante, então, meu filho, nada mais no mundo pode se opor à força avassaladora dos chavões que, num estalar de dedos, respondem a todas as perguntas, dirimem todas as dúvidas e instalam, com soberana tranqüilidade, o império do consenso final. Refiro-me especialmente a expressões como “desigualdade social”, “diversidade”, “fundamentalismo”, “direitos”, “extremismo”, “intolerância”, “tortura”, “medieval”, “racismo”, “ditadura”, “crença religiosa” e similares.

Olavão da quarta feira.....

c* disse...

le quatuor d'alexandrie !

quase ninguém mais fala de lawrence
durrell, ele adorava a provence...morreu aqui...

( chose, ao contrario de branca, adoro poema aos domingo !
branca é um bronco...)

c* disse...

parece um réquiem....
e é

ja que a grecia ta se fudendo

e nosostros nao tardaremos

Brancaleone, o monoglota... disse...

Bilderberg 01.

Consegui entrar. Curiosamente olharam minha credenciais com certo descuido (felizmente!!!) mas fui cuidadosamente revistado. Não se importaram com meu notebuque Compac Presário 2100 mas foram meticuosos.
Perguntei porque tamanho rigor e o segurança me disse que procuravam por Viagra. No encontro anterior as reuniões se esvaziaram já que os sessentoes, setentoes e octagenários que dominam o mundo preferiam se encontrar com as maravilhosas quengas contradas pela organização a discutir o futuro próximo da humanidade...
Sem o Viagra espera-se que eles realmente se reunam e resolvam algumas pendengas...

Mais boletins em breve.

Brancaleone, o monoglota... disse...

Papo sério.
Minha cidadezinha foi atingida por um vendaval.
Coisa feia.

Anônimo disse...

Oi.

Brancaleone, o monoglota... disse...

Bildeberg 2

A comida é ruim.
Como os velhinhos tem saúde ruim e muitos estão colostomizados tem sido papa de aveia, suquinho e leitinho morno.
Numa das reuniões ao saberem que eu era brasileiro perguntaram sobre o pré-sal e se meus bisnetos vão poder usufruir dele...
Decidiram que a Europa tem mesmo que se ferrar um pouco para os banqueiros aprenderem a não emprestar grana a gente sem competencia...
Decidiram tambem que vão dar um jeito de fazer umas duas guerrinhas para ajeitar uns nacionalismos e dar a alguns "revolucionários" uma aparência de utilidade.
Decidiram que o Obama se reelege.
Decidiram que dependendo do que puderem pegar das verbas das Olimpíadas e da Copa, a Dilma pode se reeleger, mas teve contrvérsias.
Por uma questão de percentuais, ainda vai morrer uns milhões de fome. Mas são apenas negócios. Nada pessoal.
Decidiram tambem manter o atrito entre muçulmanos e o resto do mundo (voto maciço dos bilionários árabes...) já que tanto quanto um quanto o outro precisam ter medo do outro e isso faz bem pros negócios.
Tenho preferido fazer as refeições com os empregados. Comida melhor!!
E o tal do caviar tem gosto de ovas de bagre. Não achei nada extraordinário.

c* disse...

( toda vez que passo aqui releio esse poema e adoro...)

Mr X disse...

Sim, e' um bonito poema conf. Te mandei um email, recebeu? Bj.