sábado, 16 de maio de 2015

Como ser feliz

Será que a psicologia pode mesmo ajudar o indivíduo a ser mais feliz? Pode a psicologia curar? Ou será que adaptar-se a um mundo doente, é, na realidade, tornar-se doente também?

Alguém certa vez falou que no século XXI vivemos em uma sociedade que no seu dia-a-dia nos torna imensamente infelizes, e depois nos dopa para nos fazer mais "felizes".

(Lembra aquelas pessoas que passam o dia indo de carro de casa ao trabalho ao ginásio para poder caminhar por uma hora na esteira... Realmente curioso... Ainda mais sabendo que esteiras são muito perigosas...)

Mas bem, dizem que o exercício físico nos ajuda. E tomar remédio para depressão, adianta? Será que realmente nos torna mais felizes?

Um fato que não tem sido muito divulgado é que quase todos os atiradores de escola recentes estavam utilizando algum tipo de medicamento "anti-depressivo". O piloto suicida alemão que jogou o avião nos Alpes, também...

Alguns colocaram a culpa na depressão. Porém, eu, quando fico deprimido, nunca penso em matar ninguém. Ao contrário: penso que gostaria de ajudar mais os outros, por empatia com o sofrimento universal. Há uma diferença entre ser deprimido e ser um psicopata.  (Aliás, ouvi dizer que os psicopatas raramente sofrem de depressão, que psicopatia e depressão são justamente estados inversos e mutualmente excludentes). 

Os remédios seriam piores do que a doença, transformando depressivos em psicopatas? Em um mundo em que cada vez mais crianças e adolescentes já começam a tomar anti-depressivos antes dos 12 anos, parece ser algo preocupante... O Peter Hitchens (irmão mais conservador do falecido Christopher) parece ser bem contrário a eles.

Porém, além dos casos extremos, há evidências que eles melhorem a vida de muitas pessoas. Conheço mais de uma pessoa que toma e é feliz.

E a psicoterapia, será que adianta?

Minha experiência com psicólogos e psiquiatras não foi muito boa. Nunca fui mais de três ou quatro vezes ao mesmo psicólogo, talvez por não acreditar.

A primeira foi uma Reichiana que fazia massagens no pescoço que causavam uma sensação prazerosa, próxima ao orgasmo. A parte da massagem era boa. Ela era uma jovem loira de vinte e poucos anos, recém formada. Será que escolheu a profissão errada? Talvez devesse ser massagista ou prostituta, pois a parte da terapia era decepcionante. Tinha que pegar um objeto, como uma pena, ou um chocalho, e ficar discorrendo sobre ele. Achei algo tolo e idiota. Fui apenas a quatro sessões.

A segunda era uma Lacaniana que fazia perguntas idiotas e parecia mais interessada no meu dinheiro do que nas minhas respostas. Fui apenas duas vezes.

O terceiro era um psiquiatra que receitou algo parecido com Prozac, que no entanto só me deu dor de cabeça e sono e parei de tomar. e depois mandava eu fechar os olhos e ficar meditando por 50 minutos. Não queria nem me escutar. Se eu tentava explicar meu problema, ele desconversava e falava sobre a importância da meditação. Pensei que podia meditar em casa sem pagar tanto dinheiro, e parei de ir. Ele ficou bravo.

Depois disso, desisti de vez dos psicólogos, psiquiatras e seus medicamentos. Na minha experiência, o problema passava sozinho após alguns meses, então, para que gastar dinheiro com terapias ou drogas?

Será que tive apenas azar? Não acredito que todos os psicólogos sejam picaretas. Na realidade, considero a psicologia uma ciência extremamente interessante, gostaria de estudá-la se pudesse voltar no tempo e fazer outra carreira. E acho até que psicólogos podem ser úteis, e que alguns remédios possam ajudar. Porém, infelizmente, é um meio no qual é muito fácil ser uma fraude.

A psicologia não pode trazer a "felicidade", pois, como bem sabem os filósofos, a felicidade não existe. Existem no máximo alguns momentos de alegria e prazer. A tal "busca da felicidade" deveria ser renomeada "fuga da infelicidade".

Não me considero uma pessoa deprimida, apesar da tendência exagerada à melancolia e a achar que o mundo e a vida humana são um lixo. Porém, sou o primeiro a admitir que a maioria de meus problemas e tristezas na vida, foi devido a decisões estúpidas que tomei. Não é a "depressão", e sim, fatos concretos que tornaram minha vida mais complicada do que deveria ser.

Porém, será que não é assim pra todo mundo? Why should not old men be mad?

De qualquer modo, é verdade que anteriormente estive deprimido e preocupado, mas agora tomei minha dose de soma, e sou feliz. Tão feliz que decidi que largarei tudo, e utilizarei meu tempo livre para me dedicar à apicultura, à meditação trascendental, e à plantação de batatas.

Seja feliz você também!

(Dica: adote um cachorro. 
São melhores e mais felizes do que a maioria dos humanos.)

8 comentários:

Ricardo DA SILVA LIMA disse...

Sabe, Mr X, tenho para mim que estes remédios para depressão, os famosos "tarja preta", não são para combater a depressão, mas sim para "dopar" o paciente.

Digo de minha experiência própria: já faz um 06 meses que estou com a sensação de que há um "corpo estranho" em minha garganta. Já fui em 02 otorrinolaringologistas, e através de exames os mesmos comprovaram que não há nada em minha garganta.

Mas a sensação continua.

E por que digo isto? É que antes de ir nos "otorrinos", fui em uma médica clínica geral, e a mesma me diagnosticou com um provável "glóbus histéricus".

E qual foi o remédio a mim receitado? Cloridrato de amitriptilina (também conhecido como Tryptanol).

Então, antes de começar a fazer uso do medicamento, resolvi ler sua bula, mais especificamente os efeitos adversos (reações adversas).

Segue a lista:
Secura da boca; prisão de ventre; tonturas; zumbidos; dores de cabeça; sedação; rápido ganho de peso; aumento de apetite; taquicardia; crises hipertensivas; DEPRESSÃO; entre outros.

Quer dizer: você sofre de depressão, e usa um remédio que, como efeito colateral, pode vir a lhe causar MAIS DEPRESSÃO, além de um "belo" ataque cardíaco? Estou fora desta.

Usei tão somente 01 mísero comprimido, e o mesmo me deixou "dopado" por umas 08 horas.

Então, na minha experiência, digo que estes remédios não ajudam em nada, trazendo mais problemas aos seus pacientes do que benefícios.

Agora, será isto feito "sem querer", ou propositadamente? Aqueles que souberem a resposta, favor de manifestarem.

Passar bem, Mr X. E aproveite o Domingo :)

Ricardo DA SILVA LIMA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Matheus Carvalho disse...

Eu acho dificil ser completamente feliz uma vez que se sabe das descgracas que ha no mundo. Ha coisas que me entristecem quando eu lembro, posso estar bem e uma musica, ou alguma coisa, me lembra dessas coisas e entao fico triste por alguns momentos. Nao me considero depressivo, no entanto, vou levando a vida. So nao me acho hipocrita tambem. Eu tenho sorte de minha vida ser boa, e faco o que posso com isso.

El Misionero Matsuura Junichiro a.k.a. Marcos Freybert disse...

Eles falam um monte de babaquices na sua cabeça e/ou a seu respeito, e você pagando. Isso quando, na verdade você já atura um bando de gente babaca falando um monte de babaquices, sem precisar pagar. Isso quando, na verdade, VOCÊ é quem deveria SER PAGO, e MUITO BEM PAGO, diga-se de passagem, para aturar um BANDO DE MERDAS, falando e/ou dizendo um MONTE DE MERDA na sua cabeça, e/ou a seu respeito. E, ainda por cima, querem enfiar no seu rabo adentro um monte de remédios perigosos, como se isso fosse a grande solução mágica para qualquer merda que saia de sintonia na sua vida. Uma vez me receitaram Diazepam 10 mg, um remédio forte pra cacete, para tratar de insônia, e o negócio, simplesmente, NÃO FUNCIONOU!!!!
Médico clínico-geral, é como mexânico, que só sabe dizer que o problema do carro é na repimboca da parafuseta. Enfim, seu eu quiser romance, existem VÁRIOS sites pornô na Internet.

AF disse...

É uma pena que o orkut não existe mais, senão eu mostraria muitos depoimentos de uma comunidade chamada "Eu odeio psicologia" de pessoas que sofreram nas mãos de psicólogos.


Mas não é difícil achar outros casos na internet afora não: no youtube, por exemplo, tem um psicólogo com doutorado chamado "Frank Jaava" que fica dizendo um monte de coisas sem pé nem cabeça e divulgando muitas coisas a favor da esquerda, como homossexualismo, aborto, mais médicos, maioridade penal, anti-cristianismo, anti-conservadorismo, etc. Ele não é o primeiro que faz isso, nem será o último.


Esses são os maiores problemas da psicologia: acharem os donos da verdade, tentar impor valores "modernos" e que estão acima das pessoas.


Com a psiquiatria, o mesmo está acontecendo, embora em menor grau. Talvez pelo fato do curso de medicina em si ter menos contato com a área de humanas do que a psicologia. Mesmo assim, há muitos psiquiatras se acham também, mas sei que há muitos que são bons.


Apesar de ter feito uma crítica a psiquiatras, não posso negar que já tive uma experiência boa com um: houve uns tempos que comecei a ficar tremendo atôa. Na hora de almoçar eu tremia na hora de pegar a comida, deixando-a cair na minha roupa. Tremia também na hora de usar o computador ou um tablet, o que me atrapalhava muito, me constrangia e me deixou muito preocupado.


Fui em um psiquiatra que me atendeu muito bem e ele me receitou dois remédios: um chamado Donaren e outro que não lembro o nome, mas acho que era um inibidor de serotonina também. Tive uma leve melhora, mas não muito, aí na segunda consulta ele me recomendou um remédio mais forte que é a paroxetina e depois que tomei, melhorou e muito.


O único porém é que ele não me disse que a paroxetina é um remédio muito forte e que pode até causar efeitos ruins se a pessoa parar de tomar. Há até um site para alertar as pessoas sobre isso chamado "Descontinuando", mas não senti nada demais quando parei de tomar não, só um "choque" na testa, mas valeria apena e seria um preço a pagar para parar com isso e a culpa dessa tremedeira também foi minha.


Essa tremedeira estava acontecendo porque houve uns tempos em que era viciado em internet e jogos e dormia pouco e isso acabou prejudicando o meu sistema nervoso de um certo modo.


Depois, aprendi a ter mais cuidado e valorizar mais a saúde, que é tudo.

AF disse...

Um psiquiatra hoje em dia basicamente recomenda remédios e poucos fazem outras coisas que ajudam além disso. Não que remédios não ajudem, é claro, mas muitos não analisam o caso da pessoa direito e com isso o remédio não surte muito efeito ou pode acabar piorando a pessoa.


Acredito que a culpa não é só deles, mas do que é aprendido em faculdades também que é aquela decoreba e ânsia para passar.


Acredito também que se não houvesse tanto esquerdismo no mundo e pessoas torrando dinheiro com coisas inúteis, iria haver tanta pesquisa e avanço nessa área que até pessoas com problemas seríssimos no cérebro ou aquele doido que fica cantando na rua poderia ser totalmente curado e virar uma pessoa normal.

Behemoth disse...

Olá. Eu sofria de depressão até começar a tomar um antidepressivo em específico, e, baseado na minha experiência, eu diria que "há remédios e remédios".

Os primeiros antidepressivos que tomei causavam alguns efeitos colaterais incômodos. Nada de "ficar dopado", só coisas leves como um leve aumento de peso e aumento do suor, mas que são contraproducentes (efeitos colaterais que diminuem a auto-estima e consequentemente aumentam a depressão).

Quando fui no meu psiquiatra atual, pedi um remédio "sem efeitos colaterais" ou com o mínimo deles, e ele me receitou um que conseguiu acabar com minha depressão. E ao invés de me "deixar dopado", aconteceu o contrário: fiquei mais racional e lúcido, minhas notas melhoraram, e minha capacidade de trabalho aumentou, pois a depressão atrapalhava muito a minha vida. Acho que eu dei sorte tanto quanto ao médico (já tive psiquiatras muito idiotas também) quanto ao remédio (os efeitos deste variam conforme a genética e a química da pessoa). Ah, e o remédio não tem nenhuma tarja preta nele. Tem efeitos colaterais leves, mas que não chegam nem perto da depressão ou dos remédios mais antigos.

Por outro lado, tenho um familiar que é viciado em um antidepressivo antigo, daqueles pesados mesmo, que causam efeitos colaterais e viciam. Os novos (ou ao menos o novo que eu tomo) são mais leves - afinal de contas, se o paciente parar de tomar o remédio por causa dos efeitos colaterais a empresa farmacêutica deixa de ganhar dinheiro...

Quanto a psicólogos, na minha opinião é mais papo furado que capacidade para resolver os problemas. Aliás, o diretório acadêmico de psicologia na universidade onde estudo passa uma nítida impressão de marxismo, maconha e hippies - só entraria ali com traje anti-radiação e um bom lançador de napalm!! E os psiquiatras ruins que tive foram os mais metidos a psicólogo/psicanalista (que é pior ainda que psicólogo, pois tem dose dupla de Freud, Lacan e cia.). Meu atual, que é bom, fala em termos mais próximos à neurologia e às ciências cognitivas, e isso torna a parte da conversa mais efetiva - os modelos são mais compreensíveis para mim.

Esse post me lembrou de um filósofo grego, Hegesias:

http://en.wikipedia.org/wiki/Hegesias_of_Cyrene

Era um filósofo grego da escola cirenaica (grosso modo, eram hedonistas). Apesar de achar que o prazer era o objetivo da vida, "he argued that happiness is impossible to achieve, and that the goal of life was the avoidance of pain and sorrow."

P.S.: excelente post, como sempre. Continue seu trabalho!

El Misionero Matsuura Junichiro a.k.a. Marcos Freybert disse...

Existe, sim, um caminho para ser menos infeliz. DESENCANAR DE ROMANCE.