Há algo de podre no reino ocidental. E a antiga ordem social parece estar lentamente se desintegrando, a olhos vistos. Sem que ninguém faça nada.
Distúrbios raciais que começaram nos EUA (as tais "flash mobs", onde turbas de adolescentes negros do gueto se juntam para roubar e surrar todo branco que encontram pelo caminho) espalham-se pelo mundo. Nestes dias aconteceu um evento similar no Canadá e, ontem, houve um violentíssimo quebra-quebra em um bairro predominantemente negro e paquistanês de Londres: para reclamar pela "injustiça" de um criminoso ter sido morto pela polícia, colocaram fogo num edifício e aproveitaram para roubar televisões.
A violência niilista parece ser a norma em todo o mundo, pelos motivos mais absurdos. Nos EUA, teve até afro-americanos dando tiros de AK-47 em um ônibus de linha devido a uma discussão fútil sobre dar palmadas em uma criança (ver o incrível vídeo aqui). Na França, todo ano os árabes queimam milhares de carros e a polícia deixa, já virou rotina. No México e no Brasil, grupos criminosos dominam completamente a sociedade através do uso da violência extrema, transformando o restante da população em reféns.
Mesmo brancos e asiáticos, os grupos tradicionalmente mais tranquilos, se metem em confusão e aceitam a violência como única linguagem. Vejam por exemplo, também na Inglaterra, o quebra-quebra promovido por estudantes contrários ao aumento de tarifas universitárias, ou no Canadá a violência gerada por um jogo de hóquei. Ou os protestos na Grécia. O vários tiroteios em escolas. Ou o massacre norueguês.
O que está acontecendo? Alguns falam na crise econômica global, outros mencionam as diferenças culturais e raciais que se acentuam com o multiculturalismo, outros falam na perda da religião. Embora esses certamente sejam fatores, acho que há algo mais profundo acontecendo. O Brasil sempre foi uma sociedade miscigenada e multiracial, mas eventos como o causado pelo PCC seriam impensáveis décadas atrás. Nos EUA, não se via uma comoção racial assim desde os anos 60. Na Europa do pós-guerra havia muito mais pobreza do que hoje, mas sem os conflitos sociais que se observam cada vez mais.
Minha teoria é a seguinte. Há 40 anos, Nelson Rodrigues observou em um brilhante texto que "os idiotas descobriram que são em maior número":
De repente, os idiotas descobriram que são em maior número. Sempre foram em maior número e não percebiam o óbvio ululante. E mais descobriram: — a vergonhosa inferioridade numérica dos “melhores”. Para um “gênio”, 800 mil, 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões de cretinos. E, certo dia, um idiota resolveu testar o poder numérico: — trepou num caixote e fez um discurso. Logo se improvisou uma multidão. O orador teve a solidariedade fulminante dos outros idiotas. A multidão crescia como num pesadelo. Em quinze minutos, mugia, ali, uma massa de meio milhão.
Sim, é a rebelião do "homem-massa" preconizada por Ortega y Gasset que finalmente acontece. Acho que, da mesma forma que os idiotas, hoje as minorias descobriram que não são tão minorias assim, e que existe um sistema que as protege e que sempre as trata como "oprimidas", não importa o que façam.
Tudo isso tem a ver também com a falência da autoridade no mundo atual, onde não há qualquer controle sobre o comportamento e tudo é considerado igual a tudo; onde criminosos são vítimas do "sistema", e vítimas "fizeram por merecer".
Talvez estejamos assistindo aos primeiros momentos da Queda do Império
ATUALIZAÇÃO: Aparentemente para provar minha teoria sobre o "fim da ordem social", o inferno se espalhou por outros bairros e cidades londrinas. Aproveitando o caos, novos grupos de "excluídos" juntaram-se à balbúrdia. O que começou como um "protesto" quase exclusivamente negro, agora parece envolver também gangues de brancos "chavs" e outros grupos que decidiram tirar uma casquinha:
Dito isso, observem esta série de fotos e vejam se detectam algum padrão ou conseguem ver alguma diferença:
"Jovem" entrega suas roupas a "saqueador" em pleno dia.
"Jovens" correndo com mercadoria roubada.
"Jovens" caminhando tranquilos com produto do saqueio.
"Saqueador" mostrando pra galera o fruto do seu "trabalho".
"Jovens" voluntários ajudando a limpar as ruas.

