Uma possível solução para as tristezas proporcionadas pelos delírios progressistas talvez se encontre nas suas contradições internas. Querendo conciliar demasiados interessses de uma vez, termina dando com a língua nos dentes.
Por exemplo, a União Européia agora quer promover uma lei feminista contra não apenas o assédio sexual, o estupro e a mutilação genital, mas que proíbe até o assobio "fiu-fiu" e às cantadas as mulheres.
Tá certo. Mas quem são os que mais assediam e estupram as mulheres européias, e tornam-se até agressivos quando rejeitados? Ora, os imigrantes, em especial os muçulmanos.
O feminismo bate de cara com o islamismo, não tem jeito. Mas a verdade é que os outros imigrantes e minorias tampouco gostam muito desse negócio de progressismo. Para eles, isso é coisa de viado!
No fundo, é isso. Se, como eu disse antes, "o progressismo é branco", então o anti-progressismo é imigrante. Os progressistas querem uma sociedade sem armas, mas os negros adoram suas armas, e se não têm pistola, caçam com faca. Os progressistas querem liberdade para os gays, mas os gays não apanham de cristãos, apanham de muçulmanos e outras minorias violentas. Os progressistas querem preservação do meio-ambiente, mas mexicanos ilegais além de aumentar o consumo e a poluição pela sua simples presença, estão em geral c***ndo e andando para os golfinhos e as florestas e jogam lixo em tudo que é lugar. Os progressistas querem aumentar os direitos dos animais, mas os muçulmanos odeiam cachorros, os mexicanos os fazem brigar entre si em apostas ilegais e os asiáticos os comem. Os progressistas querem feminismo, mas os islâmicos, latinos, chineses e indianos que eles estão importando às pencas para seus países pertencem a culturas totalmente machistas nas quais a mulher não vale nada.
Um dia, a corda arrebenta. Ou se preserva a ideologia progressista SWPL, e se impede a imigração de anti-progressistas, ou se continua com a imigração mas se esquece esse mundinho utópico de direitos das mulheres e dos gays (ou você acha que vai ter "casamento gay" numa França muçulmana?)
Portanto, como é impossível conciliar as duas tendências opostas, um dia uma das duas vai ganhar.
Pessoalmente, espero que vença a tendência anti-imigração. A cultura pode sempre mudar, mas mudar de povo é mais difícil...
P.S. Um breve vídeo ilustrando na prática o conflito entre feminismo e imigrantes islâmicos (filmado na Bélgica):
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
sábado, 5 de novembro de 2011
Quem é a minoria?
É curioso que chamem de "minorias" grupos que estão longe de ser minoritários. Talvez por que a moda tenha começado nos EUA onde, décadas atrás, até que era condizente com a realidade. No Brasil, a expressão sequer faz sentido: o país tem mais mulheres que homens, mais negros/mulatos e índios do que brancos e, a julgar pela última parada gay e pelo número de travestis brasileiros na Europa, mais homossexuais que heterossexuais. (Bom, chamar mulheres de "minorias" nunca fez sentido algum em lugar nenhum).
Quem é a "minoria" neste país?
Nos EUA, a nova maioria já são as "minorias", em especial, os latinos. Leio esta curiosa reportagem da BBC na qual se fala sobre o misterioso "gap" (lacuna ou diferença) na educação entre os filhos dos imigrantes latinos (muitos de origem ilegal) e os dos americanos nativos. Por algum motivo, que poderá ser pela cultura, pelo fato de serem pobres, pelo fato de falarem espanhol em casa, pelo fato de preferirem entrar em gangues do que estudar, pelo fato de costumarem engravidar aos 13 e abandonarem a escola, ou simplesmente pelo fato de serem um pouquinho mais burros, eles estão tendo mais dificuldade em aprender do que os americanos. Tudo bem, realmente é mais difícil você chegar num país estranho e tentar se adaptar!
Mas o curioso é o seguinte: a tônica da reportagem é que os EUA deveria se esforçar mais para ajudar os coitados a aprender, afinal, disso depende o futuro dos EUA. Ué. Se esses imigrantes causam tanto problema, não seria mais fácil simplesmente fechar a torneira da imigração? Que obrigação tem os EUA, ou qualquer nação, para com aqueles que nem entraram legalmente no país? Será que o Brasil também vai passar a dar cidadania plena e bolsa-família para os bolivianos? Será que eles vão me dar cidadania também aqui, ou eu primeiro preciso ser ilegal?
(Parêntese: até tenho simpatia pela população latina, afinal, segundo as estatísticas americanas, eu faria parte do mesmo grupo demográfico, embora jamais tenha me considerado "latino" -- eu sou é gaúcho, eh eh. Mas ilegal é ilegal. País nenhum pode aceitar tamanha invasão sem conseqüências. E, do jeito que a coisa vai, faria mais sentido eu ter ido fazer pós-graduação direto no México. É uma transformação sem precedentes, pela qual os EUA se arrependerão profundamente.)
(Novo parêntese: sério, nada contra os mexicanos. Nem contra os negros. A única minoria com que tive problemas aqui em L.A. foi a dos médio-orientais. Árabes, iranianos, armênios, turcos, palestinos: nunca conheci algum que não estivesse querendo te sacanear, te enganar, ou te vender vender gato por lebre. E as ucranianas/russas são todas prostitutas. Pronto! Eu disse!)
Bem, não entendo, mas fico tentando entender. Quando os brancocidentaiscristãos forem literalmente uma minoria nos EUA e na Europa, eles continuarão sendo os culpados por tudo o que acontece de ruim? Se, mesmo com ampla maioria latina, o desnível educacional continuar, o que deverão fazer os brancos e os asiáticos para equiparar o nível? Obrigar suas crianças a estudarem menos?
Aqui nos EUA chamam os Estados com maioria latina de "minority-majority." Ora, se são maioria, não podem ser minoria, certo? Sim, eu sei. O termo "minoria" não tem a ver com números, mas é utilizado por que, historicamente, nas relações de poder em uma conjuntura patriarcal injusta e imperialista, os ocidentais, enquanto coletividade de indivíduos, sempre oprimiram os pobres negros, índios, judeus, muçulmanos, gays, asiáticos... Epa! Mas espera aí. Os ocidentais jogaram até duas bombas atômicas nos asiáticos, fizeram guerra contra eles no Vietnã e na Coréia, mas eles não estão reclamando de opressão nenhuma, e continuam se destacando nas universidades americanas, mais até do que os próprios americanos, que preferem ficar assistindo American Idol. Ué! E agora, José? Como assim, Ching Ling?
Ora, ora! Fica claro que aqueles que inventaram o termo "minoria" querem mesmo é confundir, enganar, propositalmente. É, aliás, uma técnica de guerrilha psicológica conhecida, já mencionada mais de uma vez pelo Olavo de Carvalho. De um lado os progressistas defendem uma coisa; do outro, o seu oposto. Chamam às maiorias de "minorias", ao direito maior de alguns grupos de "igualdade", à ilegalidade de "opressão", ao criminoso de "vítima". Confundido com o bombardeio de tanta idéias contraditórias, a cabeça do sujeito explode!
(Outra palavra que detesto: "despossuídos." Pretende dar a idéia que os pobres antes possuíam algo que foi tirado deles à força. Mas se jamais possuíram nada!)
Minorias! Quando acabará esta história de minorias? Os negros e latinos de sucesso, como Herman Cain, Obama e Jennifer Lopez, são também "minorias"? Quando é que as minorias vão deixar finalmente de ser "minorias" e todos vão finalmente poder ser julgados, não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter?
Ora, meus caros. Lamentavelmente, a única minoria neste planeta infernal aqui somos nós, que ainda conseguimos discutir sobre temas sérios de forma razoavelmente civilizada...
Quem é a "minoria" neste país?
Nos EUA, a nova maioria já são as "minorias", em especial, os latinos. Leio esta curiosa reportagem da BBC na qual se fala sobre o misterioso "gap" (lacuna ou diferença) na educação entre os filhos dos imigrantes latinos (muitos de origem ilegal) e os dos americanos nativos. Por algum motivo, que poderá ser pela cultura, pelo fato de serem pobres, pelo fato de falarem espanhol em casa, pelo fato de preferirem entrar em gangues do que estudar, pelo fato de costumarem engravidar aos 13 e abandonarem a escola, ou simplesmente pelo fato de serem um pouquinho mais burros, eles estão tendo mais dificuldade em aprender do que os americanos. Tudo bem, realmente é mais difícil você chegar num país estranho e tentar se adaptar!
Mas o curioso é o seguinte: a tônica da reportagem é que os EUA deveria se esforçar mais para ajudar os coitados a aprender, afinal, disso depende o futuro dos EUA. Ué. Se esses imigrantes causam tanto problema, não seria mais fácil simplesmente fechar a torneira da imigração? Que obrigação tem os EUA, ou qualquer nação, para com aqueles que nem entraram legalmente no país? Será que o Brasil também vai passar a dar cidadania plena e bolsa-família para os bolivianos? Será que eles vão me dar cidadania também aqui, ou eu primeiro preciso ser ilegal?
(Parêntese: até tenho simpatia pela população latina, afinal, segundo as estatísticas americanas, eu faria parte do mesmo grupo demográfico, embora jamais tenha me considerado "latino" -- eu sou é gaúcho, eh eh. Mas ilegal é ilegal. País nenhum pode aceitar tamanha invasão sem conseqüências. E, do jeito que a coisa vai, faria mais sentido eu ter ido fazer pós-graduação direto no México. É uma transformação sem precedentes, pela qual os EUA se arrependerão profundamente.)
(Novo parêntese: sério, nada contra os mexicanos. Nem contra os negros. A única minoria com que tive problemas aqui em L.A. foi a dos médio-orientais. Árabes, iranianos, armênios, turcos, palestinos: nunca conheci algum que não estivesse querendo te sacanear, te enganar, ou te vender vender gato por lebre. E as ucranianas/russas são todas prostitutas. Pronto! Eu disse!)
Bem, não entendo, mas fico tentando entender. Quando os brancocidentaiscristãos forem literalmente uma minoria nos EUA e na Europa, eles continuarão sendo os culpados por tudo o que acontece de ruim? Se, mesmo com ampla maioria latina, o desnível educacional continuar, o que deverão fazer os brancos e os asiáticos para equiparar o nível? Obrigar suas crianças a estudarem menos?
Aqui nos EUA chamam os Estados com maioria latina de "minority-majority." Ora, se são maioria, não podem ser minoria, certo? Sim, eu sei. O termo "minoria" não tem a ver com números, mas é utilizado por que, historicamente, nas relações de poder em uma conjuntura patriarcal injusta e imperialista, os ocidentais, enquanto coletividade de indivíduos, sempre oprimiram os pobres negros, índios, judeus, muçulmanos, gays, asiáticos... Epa! Mas espera aí. Os ocidentais jogaram até duas bombas atômicas nos asiáticos, fizeram guerra contra eles no Vietnã e na Coréia, mas eles não estão reclamando de opressão nenhuma, e continuam se destacando nas universidades americanas, mais até do que os próprios americanos, que preferem ficar assistindo American Idol. Ué! E agora, José? Como assim, Ching Ling?
Ora, ora! Fica claro que aqueles que inventaram o termo "minoria" querem mesmo é confundir, enganar, propositalmente. É, aliás, uma técnica de guerrilha psicológica conhecida, já mencionada mais de uma vez pelo Olavo de Carvalho. De um lado os progressistas defendem uma coisa; do outro, o seu oposto. Chamam às maiorias de "minorias", ao direito maior de alguns grupos de "igualdade", à ilegalidade de "opressão", ao criminoso de "vítima". Confundido com o bombardeio de tanta idéias contraditórias, a cabeça do sujeito explode!
(Outra palavra que detesto: "despossuídos." Pretende dar a idéia que os pobres antes possuíam algo que foi tirado deles à força. Mas se jamais possuíram nada!)
Minorias! Quando acabará esta história de minorias? Os negros e latinos de sucesso, como Herman Cain, Obama e Jennifer Lopez, são também "minorias"? Quando é que as minorias vão deixar finalmente de ser "minorias" e todos vão finalmente poder ser julgados, não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter?
Ora, meus caros. Lamentavelmente, a única minoria neste planeta infernal aqui somos nós, que ainda conseguimos discutir sobre temas sérios de forma razoavelmente civilizada...
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
O progressismo é branco
A Noruega, como todos os países escandinavos, é provavelmente um excelente lugar para se morar, ao menos segundo indicam quase todas as estatísticas sobre qualidade de vida.
Por outro lado, os países nórdicos são provavelmente também os países onde o progressismo calou mais fundo. Impostos altíssimos sustentam um massivo aparelho de "bem-estar social". A Suécia é tão feminista que as empresas são obrigadas por lei a ter pelo menos 50% de empregados mulheres, e transar sem camisinha é considerado estupro, como bem descobriu o Julian Assange.
Na Noruega, atualmente nas notícias, a polícia anda com armas - só que estas estão descarregadas e trancadas com chave dentro do porta-luvas do carro, e só podem ser utilizadas com autorização dos superiores. Para chegar ao local onde o atirador matava adolescentes que fica a 20 km do centro da cidade, a polícia levou noventa minutos: o motivo foi que todos os pilotos de helicóptero da polícia estavam de férias.
De acordo com relatos de sobreviventes, alguns dos 600 jovens que estavam na ilha tentaram deter o atirador -- conversando com ele: "Alguns de meus amigos tentaram pará-lo conversando com ele. Muitas pessoas acham que o que aconteceu na ilha foi um teste... comparando-o com como é viver em Gaza. Então muitos foram para perto dele e tentaram dialogar com ele, mas foram mortos imediatamente." (Algo me diz que esses idiotas não sobreviveriam muito tempo em Gaza -- ou em qualquer lugar fora da Noruega).
As prisões na Noruega são exemplares -- ao menos para aqueles que acreditam que o criminoso é um coitadinho que precisa ser reabilitado. Este interessante slide-show da Foreign Policy mostra um pouco da vida numa das mais recentes prisões do país, onde ladrões e estupradores têm acesso a televisão de tela plana, Internet, e até a belíssimas "personal trainers". Eles aprendem até mesmo a escalar muros, o que pode ser útil para tentativas de fuga. Não que estas sejam necessárias, é claro:
Por outro lado, o crime na Noruega é relativamente baixo, tanto que o Beirik sozinho em um dia quase triplicou a taxa anual de homicídios do país. Isso poderia estar mudando com a invasão de imigrantes muçulmanos e africanos, que segundo notícias recentes foram responsáveis por todos - repito, todos - os crimes de estupro no país em 2010. Será que tais criminosos "multiculturais" poderão ser retidos em prisões-spa como a descrita acima?
Ainda assim, a maioria dos europeus que conheço são a favor de políticas progressistas com prisões que respeitam os "direitos humanos" dos criminosos e a favor da imigração ilimitada a seus países. Na Noruega, a luta pelo direito dos palestinos e dos muçulmanos é constante; foi em Oslo que foi celebrado o mais famoso (e mais fracassado) acordo de paz entre israelenses e palestinos; hoje, nessa cidade, os imigrantes muçulmanos já constituem 27% da população.
Curiosamente, isso se repete em quase todos os países e mesmo estados de maioria branca. Por exemplo, nos EUA, em geral os estados mais progressistas são estados de maioria branca. Cidades como Portland, com ampla maioria branca, é uma das que mais promove os ideais progressistas como ecologismo, feminismo, multiculturalismo, etc. Enquanto isso, os estados do Sul, mais misturados, tendem a ser mais conservadores (uma exceção talvez seja a Califórnia, que hoje já tem maioria mexicana, mas ainda é extremamente progressista).
O fato é que o progressismo hoje em dia é "Stuff White People Like". Mesmo que, segundo alguns, outros grupos como os judeus (Escola de Frankfurt, etc.) ou os maçons ou os illuminati estejam por trás da lavagem cerebral progressista, o fato inegável é que a maioria dos brancos adora o progressismo -- ao menos enquanto as suas conseqüências negativas não aparecem. É a nova religião da humanidade.
Muitos acusam os brancos de racismo. Eu acho que é o contrário, os brancos hoje em dia são as pessoas menos racistas (ou menos etnocêntricas) do planeta. Tente vender o multiculturalismo aos africanos, ou aos chineses! E talvez por isso os eurodescendentes imaginem ingenuamente que os outros grupos também são assim como eles, e que todos os possam portanto conviver em paz. Doce ilusão!
Ora, pode até ser verdade que os brancos oprimiram negros e índios durante um bom tempo. Porém, também é verdade que muitos brancos lutaram pelo fim da escravidão e opressão de ambos os grupos. Para cada branquelo opressor, havia vários outros que ajudavam ou tentavam ajudar as outras etnias. O Padre Antônio Vieira defendeu os índios, e a escravidão negra acabou graças a brancos europeus (e com oposição dos príncipes africanos que vendiam escravos, diga-se).
No entanto, curiosamente, não são conhecidos grupos de indígenas ou africanos que tenham batalhado pelos direitos dos povos brancos europeus. O único que consegui encontrar foi este aqui: um negro que é vice-presidente de uma associação que decidiu oferecer uma bolsa de estudos exclusiva para brancos. Ele afirma jamais ter sofrido opressão racial e acha que negros e hispânicos já tem muitas oportunidades exclusivas. Parabéns a ele! A associação, FMAFE, tem o objetivo de ajudar a nova minoria: homens (do sexo masculino) caucasianos.
De fato, o homem branco corre o risco de estar virando minoria em seus países nativos, e é por isso mesmo que a "culpa branca" está acabando. Você sabe: por décadas responsabilizou-se o homem branco cristão ocidental por todas as mazelas do mundo, desde o extermínio dos indígenas até a dor de cotovelo. A verdade é bem mais complexa: se o homem branco escravizou indígenas e africanos, também é verdade que trouxe coisas boas a esses povos. Se Colombo jamais tivesse aportado por aqui, será que os nativos ainda estariam comendo-se uns aos outros ou já teriam inventado a roda?
Talvez o que tenha acontecido com os brancos ocidentais dos países mais desenvolvidos seja que, como ocorreu com certos animais, acostumaram-se a viver por um bom tempo sem contato com predadores. Tornaram-se como o pássaro dodo.
Qual a saída? Não sei. Ao contrário de outros sites de direita e extrema-direita, recuso-me a celebrar um assassino de adolescentes, e não advogo soluções violentas (embora entenda que elas ocorrerão, e serão repentinas, inevitáveis e extremamente cruéis). Acho simplemente que vivemos em tempos de extrema decadência, como antes da queda do Império Romano, ou da República de Weimar, ou do último reinado dos Bourbons.
Vem um dilúvio por aí, e é difícil dizer quais serão as suas conseqüências. Os brancos que aproveitem o progressismo enquanto ele durar; quando a Noruega virar um Brasil ou um Oriente Médio, será bem mais difícil manter prisões-spa.
Por outro lado, os países nórdicos são provavelmente também os países onde o progressismo calou mais fundo. Impostos altíssimos sustentam um massivo aparelho de "bem-estar social". A Suécia é tão feminista que as empresas são obrigadas por lei a ter pelo menos 50% de empregados mulheres, e transar sem camisinha é considerado estupro, como bem descobriu o Julian Assange.
Na Noruega, atualmente nas notícias, a polícia anda com armas - só que estas estão descarregadas e trancadas com chave dentro do porta-luvas do carro, e só podem ser utilizadas com autorização dos superiores. Para chegar ao local onde o atirador matava adolescentes que fica a 20 km do centro da cidade, a polícia levou noventa minutos: o motivo foi que todos os pilotos de helicóptero da polícia estavam de férias.
De acordo com relatos de sobreviventes, alguns dos 600 jovens que estavam na ilha tentaram deter o atirador -- conversando com ele: "Alguns de meus amigos tentaram pará-lo conversando com ele. Muitas pessoas acham que o que aconteceu na ilha foi um teste... comparando-o com como é viver em Gaza. Então muitos foram para perto dele e tentaram dialogar com ele, mas foram mortos imediatamente." (Algo me diz que esses idiotas não sobreviveriam muito tempo em Gaza -- ou em qualquer lugar fora da Noruega).
As prisões na Noruega são exemplares -- ao menos para aqueles que acreditam que o criminoso é um coitadinho que precisa ser reabilitado. Este interessante slide-show da Foreign Policy mostra um pouco da vida numa das mais recentes prisões do país, onde ladrões e estupradores têm acesso a televisão de tela plana, Internet, e até a belíssimas "personal trainers". Eles aprendem até mesmo a escalar muros, o que pode ser útil para tentativas de fuga. Não que estas sejam necessárias, é claro:
"Os guardas não carregam armas e são encorajados a ser amigáveis com os presos -- eles comem juntos e jogam esportes em times mistos para criar um senso de família. (...) Metade dos funcionários são mulheres, uma política baseada em pesquisas que mostram que a presença feminina induz a uma atomosfera menos agressiva."
Por outro lado, o crime na Noruega é relativamente baixo, tanto que o Beirik sozinho em um dia quase triplicou a taxa anual de homicídios do país. Isso poderia estar mudando com a invasão de imigrantes muçulmanos e africanos, que segundo notícias recentes foram responsáveis por todos - repito, todos - os crimes de estupro no país em 2010. Será que tais criminosos "multiculturais" poderão ser retidos em prisões-spa como a descrita acima?
Ainda assim, a maioria dos europeus que conheço são a favor de políticas progressistas com prisões que respeitam os "direitos humanos" dos criminosos e a favor da imigração ilimitada a seus países. Na Noruega, a luta pelo direito dos palestinos e dos muçulmanos é constante; foi em Oslo que foi celebrado o mais famoso (e mais fracassado) acordo de paz entre israelenses e palestinos; hoje, nessa cidade, os imigrantes muçulmanos já constituem 27% da população.
Curiosamente, isso se repete em quase todos os países e mesmo estados de maioria branca. Por exemplo, nos EUA, em geral os estados mais progressistas são estados de maioria branca. Cidades como Portland, com ampla maioria branca, é uma das que mais promove os ideais progressistas como ecologismo, feminismo, multiculturalismo, etc. Enquanto isso, os estados do Sul, mais misturados, tendem a ser mais conservadores (uma exceção talvez seja a Califórnia, que hoje já tem maioria mexicana, mas ainda é extremamente progressista).
O fato é que o progressismo hoje em dia é "Stuff White People Like". Mesmo que, segundo alguns, outros grupos como os judeus (Escola de Frankfurt, etc.) ou os maçons ou os illuminati estejam por trás da lavagem cerebral progressista, o fato inegável é que a maioria dos brancos adora o progressismo -- ao menos enquanto as suas conseqüências negativas não aparecem. É a nova religião da humanidade.
Muitos acusam os brancos de racismo. Eu acho que é o contrário, os brancos hoje em dia são as pessoas menos racistas (ou menos etnocêntricas) do planeta. Tente vender o multiculturalismo aos africanos, ou aos chineses! E talvez por isso os eurodescendentes imaginem ingenuamente que os outros grupos também são assim como eles, e que todos os possam portanto conviver em paz. Doce ilusão!
Ora, pode até ser verdade que os brancos oprimiram negros e índios durante um bom tempo. Porém, também é verdade que muitos brancos lutaram pelo fim da escravidão e opressão de ambos os grupos. Para cada branquelo opressor, havia vários outros que ajudavam ou tentavam ajudar as outras etnias. O Padre Antônio Vieira defendeu os índios, e a escravidão negra acabou graças a brancos europeus (e com oposição dos príncipes africanos que vendiam escravos, diga-se).
No entanto, curiosamente, não são conhecidos grupos de indígenas ou africanos que tenham batalhado pelos direitos dos povos brancos europeus. O único que consegui encontrar foi este aqui: um negro que é vice-presidente de uma associação que decidiu oferecer uma bolsa de estudos exclusiva para brancos. Ele afirma jamais ter sofrido opressão racial e acha que negros e hispânicos já tem muitas oportunidades exclusivas. Parabéns a ele! A associação, FMAFE, tem o objetivo de ajudar a nova minoria: homens (do sexo masculino) caucasianos.
De fato, o homem branco corre o risco de estar virando minoria em seus países nativos, e é por isso mesmo que a "culpa branca" está acabando. Você sabe: por décadas responsabilizou-se o homem branco cristão ocidental por todas as mazelas do mundo, desde o extermínio dos indígenas até a dor de cotovelo. A verdade é bem mais complexa: se o homem branco escravizou indígenas e africanos, também é verdade que trouxe coisas boas a esses povos. Se Colombo jamais tivesse aportado por aqui, será que os nativos ainda estariam comendo-se uns aos outros ou já teriam inventado a roda?
Talvez o que tenha acontecido com os brancos ocidentais dos países mais desenvolvidos seja que, como ocorreu com certos animais, acostumaram-se a viver por um bom tempo sem contato com predadores. Tornaram-se como o pássaro dodo.
Qual a saída? Não sei. Ao contrário de outros sites de direita e extrema-direita, recuso-me a celebrar um assassino de adolescentes, e não advogo soluções violentas (embora entenda que elas ocorrerão, e serão repentinas, inevitáveis e extremamente cruéis). Acho simplemente que vivemos em tempos de extrema decadência, como antes da queda do Império Romano, ou da República de Weimar, ou do último reinado dos Bourbons.
Vem um dilúvio por aí, e é difícil dizer quais serão as suas conseqüências. Os brancos que aproveitem o progressismo enquanto ele durar; quando a Noruega virar um Brasil ou um Oriente Médio, será bem mais difícil manter prisões-spa.
Protesto progressista. Onde estão os não-brancos?
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sábado, 11 de junho de 2011
A Mãe de todas as Mamatas
Passei horas lendo sobre um caso que está escandalizando a Argentina e que ilustra bem como corrupção e causas progressistas sempre andam de mãos dadas.
A associação Madres de la Plaza de Mayo está envolvida até o pescoço em um grave escândalo de corrupção. Talvez poucos no Brasil saibam, mas a entidade, que começou humildemente como um mero grupo de mães protestando pelo desaparecimento de seus filhos durante a ditadura militar, tornou-se uma mega-ONG envolvida em dezenas de causas progressistas, da educação à habitação à saúde, recebendo milhões do governo federal.
A associação Madres de la Plaza de Mayo está envolvida até o pescoço em um grave escândalo de corrupção. Talvez poucos no Brasil saibam, mas a entidade, que começou humildemente como um mero grupo de mães protestando pelo desaparecimento de seus filhos durante a ditadura militar, tornou-se uma mega-ONG envolvida em dezenas de causas progressistas, da educação à habitação à saúde, recebendo milhões do governo federal.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Pior Pesadelo do Progressista
O que é um Progressista? Não é exatamente a mesma coisa que um Comunista, embora muitos tenham pulado direto do bonde vermelho para o bonde arco-íris do progressismo. Ambos têm em comum ideias igualitárias, mas variam as especificidades e o modo de implantação destas.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A Revolução Progressista não passará
Há muitos que se desesperam com a atual situação do mundo. Observam a decadência econômica, política, cultural e religiosa do Ocidente, a crescente dominação progressista sobre todas as áreas da sociedade, a perda de valores morais, o crime, a violência, a perversão, o avanço da sombra negra do horror sobre o mundo civilizado.
Eu? Já não me importo mais. Sei que, no final, a Revolução Progressista pode até vencer muitas batalhas, mas fatalmente perderá a guerra.
Você pergunta por quê?
Os motivos são vários. Em primeiro lugar, o sonho progressista, sintetizado pela canção "Imagine" de John Lennon (um mundo sem fronteiras, sem religião, sem desigualdades, sem posses materiais, etc.) é totalmente impossível de realizar. É verdade que esse sonho utópico é apenas a desculpa: o que eles querem mesmo é um governo ultra-autoritário no qual só eles mandam e bebem champanhe e as ovelhas obedecem e passam o dia na fila do pão, vide o que ocorria na velha URSS. E isso, você dirá, é perfeitamente possível de obter. É verdade: mas esse sonho autoritário é de apenas alguns poucos. A grande massa de progressistas acredita mesmo no ideal utópico de "um outro mundo possível", e quando as coisas degringolam, tendem a se mostrar contrárias. Basta uma crise econômica um pouco mais séria para acabar com 80% dos progressistas. O choque de realidade assusta.
Outro motivo para o relativo otimismo é que a Grande Coalizão Progressista é na verdade muito frágil. Os vários grupos que a formam na verdade não são assim tão unidos, isso quando não se odeiam entre si (mexicanos odeiam negros que odeiam gays, etc.). Mesmo dentro de grupos mais homogêneos a esquerda tende a se digladiar. Pensem nas centenas de organizações terroristas que existiam nos anos 60 no Brasil, muitas delas formadas a partir de dissidências de outras organizações, simplesmente porque discordavam sobre qual tipo de maoísmo deveriam seguir...
Pois não é que mesmo dentro de grupos aparentemente com o mesmo objetivo, a tendência é rumo ao desentendimento? Há agora uma hilária briga para decidir se o que antes se chamava simplesmente de "comunidade gay" deve ter o acrônimo LGBT ou GLBT, isto é, se na frente devem ir os gays ou as lésbicas. Outros se sentem excluídos, e sugerem o termo LGBTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Questionadores, Intersexuais e Aliados). Ora, eu prefiro chamar de bichas mesmo!
Outro motivo para a derrota é que os progressistas dependem dos conservadores, inclusive financeiramente. Afinal, quem você acha que paga todos os impostos que sustentam o edifício de complexas mudanças sociais e políticas? Quem você acha que paga pelas escolas que promovem idéias socialistas, pela operação de sexo do travesti da esquina e pelos livros homossexuais para a escola do seu filho, pela "distribuição de riqueza" com milionários gastos federais, pelos cabides de empregos a ex-terroristas de esquerda? E, se os progressistas realmente chegarem a matar a galinha dos ovos de ouro que os alimenta, os que mais sofrerão serão eles mesmos, que não mais terão dinheiro para seus delirantes programas de reforma social total.
Mas o motivo principal para a derrota do Progressismo é que é um movimento auto-destrutivo. Não somente é o principal prejudicado (a longo prazo) por todas as suas medidas de mudança social, como demograficamente, tende a desaparecer. O fim do casamento, o homossexualismo, o aborto, a destruição da família, a eutanásia, a ecologia radical, o terrorismo islâmico, o crime, a imigração massiva de estrangeiros inassimiláveis de outras culturas, a medicina socializada que exige contenção de despesas: independente de outros fatores, todas são políticas que tendem a diminuir a taxa de natalidade dos progressistas, que são em sua maioria, acredite, brancos de classe média (fora um que outro japa metido a besta).
Seria o progressismo, então, simplesmente um movimento suicida, como o de lemmings jogando-se no abismo?
Não tema a vitória final progressista, ela nunca chegará. No pasarán!
Eu? Já não me importo mais. Sei que, no final, a Revolução Progressista pode até vencer muitas batalhas, mas fatalmente perderá a guerra.
Você pergunta por quê?
Os motivos são vários. Em primeiro lugar, o sonho progressista, sintetizado pela canção "Imagine" de John Lennon (um mundo sem fronteiras, sem religião, sem desigualdades, sem posses materiais, etc.) é totalmente impossível de realizar. É verdade que esse sonho utópico é apenas a desculpa: o que eles querem mesmo é um governo ultra-autoritário no qual só eles mandam e bebem champanhe e as ovelhas obedecem e passam o dia na fila do pão, vide o que ocorria na velha URSS. E isso, você dirá, é perfeitamente possível de obter. É verdade: mas esse sonho autoritário é de apenas alguns poucos. A grande massa de progressistas acredita mesmo no ideal utópico de "um outro mundo possível", e quando as coisas degringolam, tendem a se mostrar contrárias. Basta uma crise econômica um pouco mais séria para acabar com 80% dos progressistas. O choque de realidade assusta.
Outro motivo para o relativo otimismo é que a Grande Coalizão Progressista é na verdade muito frágil. Os vários grupos que a formam na verdade não são assim tão unidos, isso quando não se odeiam entre si (mexicanos odeiam negros que odeiam gays, etc.). Mesmo dentro de grupos mais homogêneos a esquerda tende a se digladiar. Pensem nas centenas de organizações terroristas que existiam nos anos 60 no Brasil, muitas delas formadas a partir de dissidências de outras organizações, simplesmente porque discordavam sobre qual tipo de maoísmo deveriam seguir...
Pois não é que mesmo dentro de grupos aparentemente com o mesmo objetivo, a tendência é rumo ao desentendimento? Há agora uma hilária briga para decidir se o que antes se chamava simplesmente de "comunidade gay" deve ter o acrônimo LGBT ou GLBT, isto é, se na frente devem ir os gays ou as lésbicas. Outros se sentem excluídos, e sugerem o termo LGBTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Questionadores, Intersexuais e Aliados). Ora, eu prefiro chamar de bichas mesmo!
Outro motivo para a derrota é que os progressistas dependem dos conservadores, inclusive financeiramente. Afinal, quem você acha que paga todos os impostos que sustentam o edifício de complexas mudanças sociais e políticas? Quem você acha que paga pelas escolas que promovem idéias socialistas, pela operação de sexo do travesti da esquina e pelos livros homossexuais para a escola do seu filho, pela "distribuição de riqueza" com milionários gastos federais, pelos cabides de empregos a ex-terroristas de esquerda? E, se os progressistas realmente chegarem a matar a galinha dos ovos de ouro que os alimenta, os que mais sofrerão serão eles mesmos, que não mais terão dinheiro para seus delirantes programas de reforma social total.
Mas o motivo principal para a derrota do Progressismo é que é um movimento auto-destrutivo. Não somente é o principal prejudicado (a longo prazo) por todas as suas medidas de mudança social, como demograficamente, tende a desaparecer. O fim do casamento, o homossexualismo, o aborto, a destruição da família, a eutanásia, a ecologia radical, o terrorismo islâmico, o crime, a imigração massiva de estrangeiros inassimiláveis de outras culturas, a medicina socializada que exige contenção de despesas: independente de outros fatores, todas são políticas que tendem a diminuir a taxa de natalidade dos progressistas, que são em sua maioria, acredite, brancos de classe média (fora um que outro japa metido a besta).
Seria o progressismo, então, simplesmente um movimento suicida, como o de lemmings jogando-se no abismo?
Não tema a vitória final progressista, ela nunca chegará. No pasarán!
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Megalomania ou ingenuidade?
Enquanto aguardava uma consulta médica, meus olhos caíram sobre uma revista chamada "American Prospect". É uma revista progressista americana. A edição, como é natural em salas de espera, era de vários anos atrás, mais precisamente dois anos atrás, logo antes da inauguração de Obama. O título exultava com o fim da era Bush, e perguntava: "O que fazer para resolver os problemas da América e salvar o mundo."
Desnecessário dizer que a manchete, como a reportagem, era absolutamente séria, sem qualquer pingo de ironia.
Nunca sei se atribuir o pensamento progressista à megalomania ou à ingenuidade, ou a uma indigesta mistura de ambas. O progressista acredita piamente que suas políticas insanas não só melhorarão, como salvarão o mundo. Aliás, a única coisa que impede o avanço da História em direção à perfeição igualitária são os malditos reacionários, pessoas que precisam ser eliminadas a qualquer custo, pessoas que nem mesmo têm direito à sua opinião. O explosivo comercial ecológico (ver abaixo) é apenas o último e mais extremo exemplo dessa tendência, mas há muitos outros. Baste observar como a esquerda exulta com a inexistência de candidatos de direita em uma eleição. Parece-lhe o justo e o correto. Não entendem a possibilidade de qualquer comportamento ou crença contrária aos seus dogmas: quem não pensa com o grupo é, por definição, o inimigo a ser eliminado. Aperte um botão: bum!
Não é que os progressistas sejam todos malvados. Muitos até que são pessoas decentes. É simplesmente que enxergam as coisas de forma parcial: na sua dicotomia mental, quem não é a favor do "progresso" só pode ser um canalha racista que odeia os gays ou a Natureza. É simplesmente que - logo eles que tanto valorizam o Outro, o Diferente! - não conseguem enxergar alguém que não seja progressista como Outro. É curioso: tentam sempre entender o lado dos criminosos, das minorias, dos terroristas, dos pobres, mas jamais vi que tentassem entender os motivos dos conservadores, da classe média ou dos "fundamentalistas cristãos".
Em um artigo de um importante jornal italiano, um jornalista de esquerda observou a falta de representantes da direita nas eleições presidenciais brasileiras e - acredite - afirmou que esse deveria ser o exemplo a ser seguido pela Europa. Do ponto de vista do progressista europeu, a corrupta política brasileira é que estaria virando um modelo de civilidade, sem os maldito reacionários que tudo atrasam.
O outro lado da moeda do progressismo é sua extrema ingenuidade. Aqueles que apontam Brasil ou Venezuela como modelos normalmente vivem muito longe e não conhecem de perto a realidade. Como, naturalmente, as políticas progressistas pouco fazem para salvar o mundo, aliás, em geral só o pioram, o progressista só pode concluir que, ou o mundo ainda não foi à esquerda o suficiente, ou então são de novo os malditos direitistas que estão bloqueando a passagem. A solução, assim, é repetir de novo os mesmos erros, na esperança que desta vez dê certo. Essa, aliás, é a mesma definição da loucura.
Desnecessário dizer que a manchete, como a reportagem, era absolutamente séria, sem qualquer pingo de ironia.
Nunca sei se atribuir o pensamento progressista à megalomania ou à ingenuidade, ou a uma indigesta mistura de ambas. O progressista acredita piamente que suas políticas insanas não só melhorarão, como salvarão o mundo. Aliás, a única coisa que impede o avanço da História em direção à perfeição igualitária são os malditos reacionários, pessoas que precisam ser eliminadas a qualquer custo, pessoas que nem mesmo têm direito à sua opinião. O explosivo comercial ecológico (ver abaixo) é apenas o último e mais extremo exemplo dessa tendência, mas há muitos outros. Baste observar como a esquerda exulta com a inexistência de candidatos de direita em uma eleição. Parece-lhe o justo e o correto. Não entendem a possibilidade de qualquer comportamento ou crença contrária aos seus dogmas: quem não pensa com o grupo é, por definição, o inimigo a ser eliminado. Aperte um botão: bum!
Não é que os progressistas sejam todos malvados. Muitos até que são pessoas decentes. É simplesmente que enxergam as coisas de forma parcial: na sua dicotomia mental, quem não é a favor do "progresso" só pode ser um canalha racista que odeia os gays ou a Natureza. É simplesmente que - logo eles que tanto valorizam o Outro, o Diferente! - não conseguem enxergar alguém que não seja progressista como Outro. É curioso: tentam sempre entender o lado dos criminosos, das minorias, dos terroristas, dos pobres, mas jamais vi que tentassem entender os motivos dos conservadores, da classe média ou dos "fundamentalistas cristãos".
Em um artigo de um importante jornal italiano, um jornalista de esquerda observou a falta de representantes da direita nas eleições presidenciais brasileiras e - acredite - afirmou que esse deveria ser o exemplo a ser seguido pela Europa. Do ponto de vista do progressista europeu, a corrupta política brasileira é que estaria virando um modelo de civilidade, sem os maldito reacionários que tudo atrasam.
O outro lado da moeda do progressismo é sua extrema ingenuidade. Aqueles que apontam Brasil ou Venezuela como modelos normalmente vivem muito longe e não conhecem de perto a realidade. Como, naturalmente, as políticas progressistas pouco fazem para salvar o mundo, aliás, em geral só o pioram, o progressista só pode concluir que, ou o mundo ainda não foi à esquerda o suficiente, ou então são de novo os malditos direitistas que estão bloqueando a passagem. A solução, assim, é repetir de novo os mesmos erros, na esperança que desta vez dê certo. Essa, aliás, é a mesma definição da loucura.
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