Um tema diferente hoje. Por acaso, um artigo chamou minha atenção para o fenômeno dos "bio-hackers", ou os hackers do mundo da engenharia genética. Inspirados pelos hackers do mundo da computação, só que trabalhando com o código genético, eles querem tirar a engenharia genética das mãos dos laboratórios especializados da Big Farm e trazê-la ao alcance do homem comum.
As grandes revoluções no mundo da informática foram realizadas longe das grandes empresas, por jovens que nem terminaram seus estudos. É possível que, da mesma forma, uma revolução biogenética comece na garagem de algum bio-nerd.
A maioria de nós associa a manipulação genética a histórias de horror, novos doutores Mengele e Frankenstein. Mas quem disse que precisa ser assim? O DNA é uma linguagem como qualquer outra, e logo poderá ser utilizada em "novas aplicações", algumas das quais poderão salvar vidas. Bactérias que curam câncer? Quem sabe...
O problema mesmo vai ser quando a manipulação genética começar a mexer com o genoma humano. Se já há calafrios quando proteínas do leite humano são adicionadas ao leite das vacas, imagine quando alguém decidir modificar o código genético de seres humanos. Porém, a questão persiste: se fosse possível tornar o homem menos violento e mais inteligente através de uma pequena mudança genética, deveríamos fazê-lo? E se fosse possível escolher a raça ou a futura orientação sexual do seu bebê, isso seria bom ou ruim?
Bem, está aí a Lei de Murphy que nos deveria deixar sempre com um saudável pé atrás. Por outro lado, sou a favor de colocar o conhecimento ao alcance de todos, ao invés de torná-lo monopólio do Estado ou de pequenos grupos poderosos.
Aliás, para quem não sabe, o MIT oferece cursos online grátis (em inglês) para quem não pode ir à famosa universidade mas quer estudar robótica, computação ou até genética.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O Pior Pesadelo do Progressista
O que é um Progressista? Não é exatamente a mesma coisa que um Comunista, embora muitos tenham pulado direto do bonde vermelho para o bonde arco-íris do progressismo. Ambos têm em comum ideias igualitárias, mas variam as especificidades e o modo de implantação destas.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
Os velhos Comunistas sabiam ser preconceituosos, brutais, canalhas e violentos. Discriminavam homossexuais e viciados em drogas. Eram contrários a religiosos de qualquer matiz, fossem cristãos, judeus ou islâmicos. Não tinha essa de minorias protegidas: quem não queria dividir sua riqueza e obedecer ao Partidão, levava chumbo. A idéia de igualdade se baseava apenas em conceitos de classe: a classe operária derrotaria a classe burguesa e tomaria o poder. A "redistribuição da riqueza" se daria na forma do controle estatal da propriedade e dos meios de produção.
Os Progressistas, ainda que herdeiros dos comunas, são um outro bicho. Sua idéia de igualdade é mais abstrata. Não se refere somente à igualdade econômica (ainda que seja um de seus principais requisitos), mas sim à igualdade de resultados entre todos os grupos que formam uma sociedade. A igualdade visada pode ser, além de econômica, sexual, religiosa, intelectual, etc.
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