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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Para que servem as prisões?

Muito se discute sobre a questão das prisões, se deveriam "reabilitar", "reeducar" ou simplesmente "punir" o criminoso.

Theodore Dalrymple -- sempre ele -- mata a charada: independente do possível benefício ou malefício da prisão para o criminoso, para o cidadão que cumpre a lei a cadeia serve ao menos para uma coisa: enquanto o bandido está preso, ele não está lá fora matando, roubando ou estuprando.


Na canção "San Quentin", gravada ao vivo na prisão de San Quentin, Johnny Cash canta: "San Quentin, what good do you think you do? / Do you think I'll be different when you're through?"

Realmente, os próprios bandidos sabem e assumem que, ao saírem da cadeia, provavelmente continuarão a matar, roubar, fraudar, vender drogas, ou seja lá qual era a sua "ocupação" anterior. Os que não o fazem são poucos: de acordo com estatísticas brasileiras, 80% dos bandidos voltam a cometer crimes depois de sair da prisão. Em alguns casos, não esperam nem a saída, já começam a matar no ridículo "semi-aberto".  


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Off the grid - Fugindo do sistema

O título deste post parece de um filme de ficção científica (com tradução à moda brasileira), e talvez seja mesmo.

Vivemos em um mundo em que a liberdade - econômica, social, política - é cada vez menor. Governos socialistas ou liberais progressistas (dá na mesma) aumentam cada vez mais seu poder e avançam sobre quase todas as áreas do planeta, impondo cada vez mais regulamentos, impostos, taxas, obrigações, burocracias, controles, e obrigando o cidadão de bem a sustentar toda uma corja de políticos bem como massas de votantes "excluídos" que não pagam imposto.

Para onde fugir?

Europa? Tá tudo dominado. EUA? Obama é apenas a última pá sobre o caixão da suposta "land of the free". Latinoamérica? Não brinquemos com coisas sérias.

Não, há hoje apenas três fronteiras possíveis. Uma, a autonomia total em algum canto rural esquecido. Novas comunidades poderiam se isolar o máximo possível do governo. Como quakers ultratecnológicos, essa nova geração de pioneiros produziria sua própria eletricidade com minireatores nucleares, não dependendo da rede de eletricidade pública. Poderia naturalmente produzir seus próprios vegetais, e até mesmo seus próprios produtos industriais através do revolucionário conceito nanotecnológico de desktop manufacturing.

A segunda alternativa é o espaço sideral. A tecnologia ainda é demasiado cara e não é ainda possível chegar tão longe. Mas a iniciativa privada está avançando onde a NASA já não quer se arriscar. A colonização da Lua é uma possibilidade concreta para o futuro.

A terceira opção de fuga é o chamado seasteading. Isto é, a criação de comunidades autônomas no meio do oceano, que não obedeceriam a qualquer jurisdição senão a própria e seriam independentes de qualquer governo. Pati Friedman (não por acaso neto de Milton Friedman) é o fundador e diretor executivo do Seasteading Institute, e o primeiro financiador é Peter Thiel, a mente por trás de fenômenos da Internet como PayPal e Facebook, e um defensor da autonomia total.

Utopia? Delírio libertário? Talvez. Mas, em um momento em que o governo Obama tenta impor por bem ou por mal um sistema de saúde público altamente impopular que custará trilhões, e no Brasil qualquer juiz de quinta categoria tem direito de censurar o que bem entender, são idéias inspiradoras.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Instantânea


Aziza, jovem afegã, casou com 12 anos com um desconhecido, em troca do cancelamento de uma dívida do pai. Com 16 anos teve seu corpo queimado pelo marido por não ter preparado bem o pão.

Enquanto isso as organizações feministas protestam (ainda!) contra o Bush... E idiotas como Naomi Klein enriquecem falando mal do capitalismo ocidental.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Oprimam-nos, por favor!

"O que os romanos fizeram por nós?", perguntavam os Monty Python em A Vida de Brian. "Quer dizer, além de construir pontes, estradas, aquedutos, ensinar técnicas de irrigação, etc etc etc?"

Os países africanos lutaram longamente para obter a sua independência dos malvados colonizadores europeus. Mas a independência não trouxe alegrias, ao contrário: hoje o continente naufraga em miséria, guerra civil, fome, tirania e horror.

Já há até quem já quem queira a volta do colonialismo e da opressão. Em reportagem da Time, o capitão de um navio do Congo afirma, apontando para a insalubre paisagem africana:

"Devíamos dar tudo de volta para os brancos. Mesmo que você ande 1000 km por este rio, não vai ver um único sinal de desenvolvimento. Quando os colonizadores europeus estavam aqui, havia fazendas e plantações - caju, amendoim, borracha, palmito. Havia uma indústria e fábricas empregando de 3 mil a 5 mil pessoas. Mas desde a independência, nada deu certo. As plantações foram abandonadas. Tudo é só desolação."
(Os ecologistas talvez estejam satisfeitos com a destruição da indústria local, mas não deveriam comemorar muito: sem outras formas de economia, o que se tem é um aumento da caça predatória e do desmatamento.)

A mesma coisa em Gaza. Fala-se do horror da vida diária dos palestinos. Mas o fato é que os palestinos de Gaza estão se governando a si mesmos. Antes dos famigerados acordos de Oslo, quando aquela zona estava sob administração direta de Israel, havia escola, trabalho, plantações, etc. Deu-se o controle aos bárbaros palestinos, fodeu.

Sinceramente, acho que algumas pessoas - e algumas culturas - não estão mesmo preparadas para cuidar de si mesmas. Estariam mesmo melhor sob um sistema colonial. Caliban precisa de Próspero.

Claro que não vai acontecer. Hoje os brancos ocidentais são uma minoria em seus próprios países. Neo-colonialismo? Impossível. O que assistiremos em breve é um colonialismo ao contrário, com os bárbaros tomando conta da metrópole.

(Não, não acredito que tenha nada a ver com raça, genética ou cor da pele - apenas com cultura e com mentalidade).

Atualização: Bárbaros muçulmanos trucidaram mais de 80 turistas ocidentais na Índia. Procuravam preferencialmente americanos e ingleses.