Eis, como presente de fim de ano, o post mais polêmico já publicado neste blog. A imigração e o que fazer com ela é a grande questão do mundo moderno. Quem acha que isso é só problema dos países ricos está enganado: recentemente, na Argentina, tumultos com imigrantes bolivianos levaram a conflitos na rua e à morte de três pessoas.
O mundo não é mais o que era. A globalização econômica é uma realidade, e a evolução dos transportes permitiu um movimento massivo de pessoas pelo planeta que antes não era possível.
Nem todos sentem-se à vontade com esse novo mundo, e preferem manter as suas fronteiras fechadas. A Suiça agora aprovou medidas mais duras contra os imigrantes. Talvez outros países sigam pelo mesmo caminho.
Seria fácil acusar esses países de xenofobia, mas o fato é que os imigrantes também trazem seus problemas. Alguns dizem que o problema seja cultural, de assimilação. E, de fato, diferentes culturas têm modos diversos de viver que nem sempre se acomodam com o país hóspede, causando conflitos.
Mas também há alguns que avançam um outro argumento, mais problemático. É o caso do alemão Thilo Sarrazin, que escreveu um polêmico livro sobre o tema que virou best-seller, com mais de um milhão de cópias vendidas. Segundo Sarrazin, que não é nenhum "nazista de almanaque" mas um ameno Social-Democrata, além do problema do fundamentalismo islâmico, os imigrantes de baixo QI de países muçulmanos estariam tornando a Alemanha mais burra.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Nós os canibais
Há uma mostra em Londres sobre Montezuma e diversos artefatos da cultura Azteca (ou, mais corretamente, Mexica) que está gerando, aparentemente, grande polêmica. Um crítico de arte chegou a comparar os Aztecas aos Nazistas, e a chamar a sua arte de repulsiva.
De fato, os Aztecas/Mexicas não brincavam em serviço. De acordo com seus próprios relatos, em um único evento que durou 4 dias sacrificaram 80.400 prisioneiros, o que daria uma proporção de executados por dia maior do que a de Auschwitz. Considerando que os sacrifícios incluíam arrancar o coração ainda pulsante da vítima, depois decapitá-la e devorar o restante do seu corpo, há razões para crer que o número real de mortos no evento não seja tão grande, mas tenha sido propositalmente inflado pelos próprios Aztecas, para criar medo e pavor em seus adversários.
De qualquer modo, a maioria dos historiadores coincide em que os sacrifícios realizados pelo império Azteca era de pelo menos 20.000 vítimas por ano, incluindo mulheres e crianças (alguns falam em 250.000). Relatos da época realizados por espanhóis afirmam ter visto imensas torres decorativas com mais de cem mil crânios humanos. De deixar Pol Pot morrendo de inveja.
Em nossas próprias paragens Tupi-Guaranis, embora não chegando aos requintes teatrais de crueldade de Astecas e Maias (estes recentemente representados em Apocalypto), a maioria das várias tribos locais também eram canibais. O exemplo mais famoso é o dos Tupinambás, graças ao relato do sobrevivente Hans Staden, mas é certo que várias outras tribos também realizavam a mesma prática de executar e comer seus inimigos. Uma das reclamações dos índios após a chegada dos portugueses é que, com a colonização e assimilação de várias tribos, já não tinham tantos inimigos para devorar.
A intelectualidade local tem certa ambiguidade em relação ao canibalismo de nossos ancestrais. Alguns, na defensiva, argumentam que os relatos foram exagerações - quando não pura invenção - dos colonizadores, para justificar a escravidão dos índios. Outros, ao contrário, assumem a pecha do canibalismo com orgulho, criando mesmo movimentos literários em seu nome e afirmam que, por pior que tenham sido os canibais, a cultura branca européia patriarcal sempre foi, é e será pior.
Cortez, genocida ou salvador? Por um lado, é certo que os espanhóis cometeram massacres covardes contra os Aztecas. Por outro lado, também é verdade que não realizaram isso sozinhos, mas aliaram-se a tribos indígenas para destruir o império Azteca, o qual vivia de explorar e escravizar as tribos menores, utilizando os cativos em seus macabros rituais.
Bem, é inútil discutir agora. Até porque o grande genocida das culturas ameríndias - de Aztecas a Tupinambás - não foram os espanhóis nem os portugueses, mas simplesmente o vírus da varíola.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Oprimam-nos, por favor!
"O que os romanos fizeram por nós?", perguntavam os Monty Python em A Vida de Brian. "Quer dizer, além de construir pontes, estradas, aquedutos, ensinar técnicas de irrigação, etc etc etc?"
Os países africanos lutaram longamente para obter a sua independência dos malvados colonizadores europeus. Mas a independência não trouxe alegrias, ao contrário: hoje o continente naufraga em miséria, guerra civil, fome, tirania e horror.
Já há até quem já quem queira a volta do colonialismo e da opressão. Em reportagem da Time, o capitão de um navio do Congo afirma, apontando para a insalubre paisagem africana:
A mesma coisa em Gaza. Fala-se do horror da vida diária dos palestinos. Mas o fato é que os palestinos de Gaza estão se governando a si mesmos. Antes dos famigerados acordos de Oslo, quando aquela zona estava sob administração direta de Israel, havia escola, trabalho, plantações, etc. Deu-se o controle aos bárbaros palestinos, fodeu.
Sinceramente, acho que algumas pessoas - e algumas culturas - não estão mesmo preparadas para cuidar de si mesmas. Estariam mesmo melhor sob um sistema colonial. Caliban precisa de Próspero.
Claro que não vai acontecer. Hoje os brancos ocidentais são uma minoria em seus próprios países. Neo-colonialismo? Impossível. O que assistiremos em breve é um colonialismo ao contrário, com os bárbaros tomando conta da metrópole.
(Não, não acredito que tenha nada a ver com raça, genética ou cor da pele - apenas com cultura e com mentalidade).
Atualização: Bárbaros muçulmanos trucidaram mais de 80 turistas ocidentais na Índia. Procuravam preferencialmente americanos e ingleses.
Os países africanos lutaram longamente para obter a sua independência dos malvados colonizadores europeus. Mas a independência não trouxe alegrias, ao contrário: hoje o continente naufraga em miséria, guerra civil, fome, tirania e horror.
Já há até quem já quem queira a volta do colonialismo e da opressão. Em reportagem da Time, o capitão de um navio do Congo afirma, apontando para a insalubre paisagem africana:
"Devíamos dar tudo de volta para os brancos. Mesmo que você ande 1000 km por este rio, não vai ver um único sinal de desenvolvimento. Quando os colonizadores europeus estavam aqui, havia fazendas e plantações - caju, amendoim, borracha, palmito. Havia uma indústria e fábricas empregando de 3 mil a 5 mil pessoas. Mas desde a independência, nada deu certo. As plantações foram abandonadas. Tudo é só desolação."(Os ecologistas talvez estejam satisfeitos com a destruição da indústria local, mas não deveriam comemorar muito: sem outras formas de economia, o que se tem é um aumento da caça predatória e do desmatamento.)
A mesma coisa em Gaza. Fala-se do horror da vida diária dos palestinos. Mas o fato é que os palestinos de Gaza estão se governando a si mesmos. Antes dos famigerados acordos de Oslo, quando aquela zona estava sob administração direta de Israel, havia escola, trabalho, plantações, etc. Deu-se o controle aos bárbaros palestinos, fodeu.
Sinceramente, acho que algumas pessoas - e algumas culturas - não estão mesmo preparadas para cuidar de si mesmas. Estariam mesmo melhor sob um sistema colonial. Caliban precisa de Próspero.
Claro que não vai acontecer. Hoje os brancos ocidentais são uma minoria em seus próprios países. Neo-colonialismo? Impossível. O que assistiremos em breve é um colonialismo ao contrário, com os bárbaros tomando conta da metrópole.
(Não, não acredito que tenha nada a ver com raça, genética ou cor da pele - apenas com cultura e com mentalidade).
Atualização: Bárbaros muçulmanos trucidaram mais de 80 turistas ocidentais na Índia. Procuravam preferencialmente americanos e ingleses.
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decadência ocidental,
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