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sexta-feira, 25 de março de 2011

A fúria das elites

Leio no New York Times a notícia sobre um artista da moda. Sua última obra consiste em um monte de sal, ao redor do qual ele passa oito horas por dia arrastando-se de joelhos. O objetivo, segundo a descrição, tem a ver com a "paz no mundo". Não se sabe como ele vai obter a paz do mundo dessa forma, mas talvez imagine que os líderes mundiais fiquem comovidos e parem de guerrear entre si. Ou talvez seja uma forma de autopenitência pela sua própria imbecilidade: o artista pune a si mesmo por degradar a arte ocidental. A performance é ao mesmo tempo uma crítica da própria performance. Genial!

Se você achou essa "obra de arte" ridícula, é apenas por que não conhece as obras anteriores desse Sakamoto das artes plásticas. Segundo a reportagem, o artista:

"[e]specializa-se em instalações brancas envolvendo chocolate branco, açúcar e seu próprio sêmen. Suas esculturas já incluíram seus próprios excrementos folheados a ouro".

Quem gosta de freqüentar galerias de arte moderna é a elite e a classe média aspirante a sofisticada, não o povão nem a classe média trabalhadora. O fato de que esse artista que expõe o próprio cocô seja promovido e consumido pelas atuais elites ocidentais demonstra que há algo de malcheiroso no reino da Dinamarca, e dos EUA também. 

Não sei se vocês seguem o meu raciocínio. A cultura popular, quem nega, degradou-se. Os ritmos da moda são o funk e o rap, que promovem a sexualidade irrestrita e a violência. Quem acha que isso não se traduz em violência real, que assista à recente premiação do DMV Awards, onde a negadinha do rap botou pra quebrar - literalmente. Ou comparem as letras do funk com as letras do Cartola.

De forma simétrica, também a alta cultura, que antes produzia Michelangelos e Velásquez, hoje tornou-se uma mera busca inútil do choque e do niilismo mais gritante. Mas a classe alta o consome como se fosse caviar.

Ora, a função da elite ao longo da história era dar o bom exemplo para o povaréu. Hoje, é o contrário. O mau exemplo começa de cima.

A elite quer sexo, drogas e roquenroll. A elite é socialista. A elite promove cirurgia plástica, anorexia, tatuagem, amputações sexuais e modificações corporais. A elite é a favor de complicados e caros programas de engenharia social.

Sobre este último ponto, alguns comentários. Sim, a elite política, financeira e cultural é quem investe pesadamente em experimentos sociais, mas quem paga o preço final disso é a classe média e os pobres -- as cobaias do experimento. Isolada das conseqüências de seus atos, a elite não se dá conta ou não se importa com os problemas que cria e cujo custo é pago pela população. Pago no sentido figurado, mas também no literal, já que é a classe média que com os impostos financia a sua própria destruição.

A arte moderna, afinal, é apenas um detalhe. Mais preocupantes são as políticas de substituição populacional através da imigração massiva, a procura da extinção das diferenças entre os sexos através da promoção do "transgênero" e do casamento gay, o coitadismo com os criminosos que só gera mais crime e violência, a incessante busca de uma "igualdade geral de resultados" ou de uma "sociedade justa" que é impossível e que só gera desgaste. 

Na Austrália, por exemplo, existe uma "Secretaria de Divisão Equitativa do Trabalho", que se dedica a fiscalizar quantas mulheres e minorias trabalham em cada empresa e multar aquelas que ficam abaixo da cota. Recentemente, ganhou mais 12 milhões anuais para esa tarefa inútil. Hoje eles contam quantas mulheres são empregadas, amanhã contarão quantos travestis. Aqui nos EUA, toda instituição governamental, educacional ou mesmo privada tem uma "Divisão de Diversidade", bem como uma "Secretaria de Prevenção do Assédio Sexual", outra absurda mania americana.

Você já parou para pensar quanto dinheiro é gasto nessas loucuras politicamente corretas?

Em época de crise, tanto dinheiro é gasto em algo perfeitamente inútil e mesmo contra-producente, que só gera mais conflitos. É cocô folheado a ouro, como o do nosso artista.

Muitos conhecem os vários romances e textos de Alexander Solyenitzin criticando o comunismo soviético, do qual foi uma das mais famosas vítimas. Menos conhecido é o seu discurso em Harvard apontando as falhas do Ocidente, já em 1978 apontando alguns problemas que hoje só aumentaram. 

Talvez pareça que com este texto estou dando uma de petralha e colocando toda a culpa "na zelite". Não é bem isso. Acredito apenas que as elites ocidentais dos dias de hoje não estão cumprindo o seu dever de desenvolver o país, liderar, ensinar e formar. Não sei se é insanidade temporária, não sei se é tentativa de suicídio devido à "culpa branca", não sei se é devido à perda dos valores morais tradicionais, não sei se é culpa da falta de uma formação cultural elevada (os novos ricos são muitas vezes profundamente ignorantes), não sei se é desejo megalomaníaco de mudar o mundo por alguns bilionário, não sei se é apenas tudo por dinheiro ou se é alguma macabra conspiração global que inclui o "Clube Bilderberg" e o "projeto eurasiano". Não sei de nada. Só sei que ultimamente, por via das dúvidas, prefiro ficar longe das galerias de arte moderna.

"Está ouvindo este som, Gafanhoto? É o som da civilização implodindo, incapaz de suportar seu próprio peso!"


Se a mídia diz que é bom, deve ser bom.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Radical, moi?

Às vezes me chamam de radical ou paranóico, por exemplo quando falo sobre a islamização da Europa. Aí aparece o Khadafi que faz uma bizarra cerimônia de propaganda do Islã em plena Roma e diz que "A Europa deve ser muçulmana".

Não somente isso, como exigiu um pagamento de 4 bilhões de euros anuais da União Européia para ajudar a conter os barcos com imigrantes africanos ilegais que partem da Líbia em direção à Itália. Se não for atendido, "A Europa se tornará negra."

E eu que sou radical?

Alguns acham que exagero nas críticas ao ambientalistas, mas eis que um maluco fã de Al Gore invadiu um escritório do Discovery Channel e tomou reféns, exigindo que o canal transmitisse suas idéias insanas. Não é que o eco-terrorismo chegou? E eu que sou paranóico

Outros ainda acham que exagerei ao suspeitar de artimanhas russas no acidente que matou todo o governo polonês. Tendo revisto o vídeo e comparado com fotos, posso garantir que o vídeo realmente mostra os instantes após a queda do avião. A minha impressão é que o avião foi derrubado pelos russos, e depois estes mataram os sobreviventes, KGB-style. Há mais coisas no céu e na terra do que mostram os jornais, ou sou um teórico da conspiração?

Não que eu tenha algo do que me gabar. Sou um mero escrevinhador, um observador, um antijornalista (já que a função atual dos jornalistas é mascarar ou ocultar a realidade, e não desvendá-la).

Quando leio meu exemplar da Dicta (chegou há pouco em casa, obrigado rapazes), com citações a Nietzche, Kant e Kierkeegard, dou-me conta que meus conhecimentos de filosofia e teoria política são irrisórios. Mas às vezes é melhor ser meio inguinorante do que ter lido milhões de páginas erradas: que o digam os seguidores de Comte e Marx.

É verdade também que muitos posts recentes são talvez demasiado pessimistas. Confetti têm razão, o blog antes era mais otimista e irônico. Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. Às vezes falo bobagem ou me irrito e, quando descubro que pessoas que não sabem nem gerir uma loja de 1,99 querem governar o Brasil, tenho vontade de largar tudo e fazer um post sucinto e definitivo como este do Cláudio.

Este blog já tem quase três anos e às vezes se repete. Este blog não é politicamente correto. Este blog apenas tenta mostrar um lado diferente da realidade que não se lê no jornal. 

Mas será que sou mesmo radical?

Mr X nas horas vagas.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Para que servem as prisões?

Muito se discute sobre a questão das prisões, se deveriam "reabilitar", "reeducar" ou simplesmente "punir" o criminoso.

Theodore Dalrymple -- sempre ele -- mata a charada: independente do possível benefício ou malefício da prisão para o criminoso, para o cidadão que cumpre a lei a cadeia serve ao menos para uma coisa: enquanto o bandido está preso, ele não está lá fora matando, roubando ou estuprando.


Na canção "San Quentin", gravada ao vivo na prisão de San Quentin, Johnny Cash canta: "San Quentin, what good do you think you do? / Do you think I'll be different when you're through?"

Realmente, os próprios bandidos sabem e assumem que, ao saírem da cadeia, provavelmente continuarão a matar, roubar, fraudar, vender drogas, ou seja lá qual era a sua "ocupação" anterior. Os que não o fazem são poucos: de acordo com estatísticas brasileiras, 80% dos bandidos voltam a cometer crimes depois de sair da prisão. Em alguns casos, não esperam nem a saída, já começam a matar no ridículo "semi-aberto".  


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Últimos estertores do chavismo

Lembram, há poucos anos atrás, quando ainda tantos na esquerda celebravam Chávez e suas "conquistas", e falavam em como ele estaria resolvendo os problemas sociais da Venezuela, e sua influência política ameaçava se espalhar por todo o continente? Mesmo celebridades como Sean Penn, Oliver Stone e Naomi Campbell abraçavam-se ao tirano (claro que depois tomando um bom banho e voltando para suas mansões em Bel Air e Beverly Hills).

Hoje o povo liderado por Chavito enfrenta o amargo resultado de suas políticas: escalada de crime, crise energética, inflação de 60%, banhos de três minutos, censura na TV, racionamento de água e alimentos.

Chavez também perdeu de goleada a disputa em Honduras e sua influência continental começa a minguar. No Chile, a direita ganhou as eleições; é provável que a essa se sigam outras derrotas. Mesmo em Caracas, sua popularidade não é sombra do que era. Nem acusar os EUA de ter uma máquina de criar terremotos ajuda o pobre coitado.

De fato, os problemas são tantos que os ratos já começam a fugir do navio. (Cadê o Sean Penn agora? Cadê Naomi Campbell?)

Tudo isso, é claro, não é uma surpresa para este blog, e todos os que sabiam que o tal "socialismo do século XXI" era tão ruim quanto o do século XX.

Mas não espere por isso que os fãs do socialismo desistam, e finalmente entendam que tentar esse caminho é burrada. Já estão eles gritando que é tudo culpa do "imperialismo" em seu novo Fórum Social Mundial.

Da próxima vez, eles garantem, vai dar certo.




Enquanto isso, na América, o Obamismo também começa a degringolar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ataque dos quilombolas selvagens


O que faríamos sem a Internet? Sem ela, não teríamos a deliciosa ironia de que, no mesmo dia em que um comentarista publica neste blog seu "manifesto quilombola ameríndio", leio uma notícia sobre quilombolas atacando, esfaqueando e estuprando brasileiros no Suriname no recente período natalino (Mais detalhes aqui).

Ao contrário do que ocorreu no Brasil, os quilombos do Suriname não foram efetivamente destruídos, tendo realizado um acordo com os colonizadores holandeses e sobrevivido como comunidades relativamente independentes até os dias de hoje.

No caso em questão, irritados com a morte de um dos seus em uma briga de bar com um garimpeiro brasileiro, os quilombolas surinamenhos saíram em um arrastão, atacando e estuprando tudo o que viam pela frente. Há relatos escabrosos como os de uma mulher grávida que teve sua barriga aberta. Não só brasileiros como chineses e outros estrangeiros foram atacados com facões e machados, e vários estabelecimentos foram incendiados.

[Atualização: notícias mais recentes dão conta que os relatos iniciais foram algo exagerados e não houve mortes. Ver comentários.]

No Brasil, há um grande mito construído em cima da figura de Zumbi e do Quilombo de Palmares. Mas tudo isso é, em grande parte, uma invenção. Em primeiro lugar, não é verdade que os quilombos fossem "sociedades igualitárias", como sonham os comunistas. Eram sociedades que repetiam as sociedades africanas e coloniais da época, isto é, utilizavam escravos. Não só isso: qual era a principal atividade econômica dos quilombos? A plantação? A mineração? A produção de açúcar? Nada disso, tinham uma pequena produção agrícola de subsistência, mas sua principal atividade era mesmo o saque das propriedades vizinhas. Eram uma espécie de pré-MST.

Mas a maior mitologia é a criada em cima de Zumbi dos Palmares, sobre o qual, de concreto, se sabe muito pouco. Pode nem mesmo ter existido. Alguns acham que Zumbi não seja um nome, mas uma mera forma de tratamento entre os africanos; nesse caso, existiriam muitos zumbis. Se um certo Zumbi dos Palmares existiu, é certo que tinha escravos para uso pessoal (que os africanos se escravizavam entre si muito antes que os europeus iniciassem a fazê-lo, é sabido por todos os estudiosos), e em vez de herói, é possível que tenha sido prejudicial à causa negra. Afinal, ele teria selado a destruição de Palmares com seu rompimento do acordo com os luso-brasileiros realizado pelo tio (*) Ganga Zumba, que tinha obtido a liberação de todos os negros nascidos em Palmares, podendo assim ter replicado o que ocorreu no Suriname. Zumbi achou pouco, matou o tio, atacou os inimigos brancos (e índios - não esqueçamos que os índios colonizados e mamelucos lutavam ao lado dos brancos nessa), e perdeu tudo o que havia sido conquistado no tratado. É racista discutir o heroísmo de Zumbi? (ler comentário crítico ao final da página linkada)

O Brasil não é uma sociedade puramente indígena ou africana, e é bem possível que seja melhor assim. Convenhamos, sem o homem branco europeu, o que teria sido destas terras? As sociedades indígenas e africanas terão lá as suas vantagens, mas se os portugueses não tivessem vencido a guerra e ocupado o país à força, hoje não teríamos por aqui nem mesmo a roda, quanto menos a Internet. E os quilombolas ameríndios teriam que publicar seu manifesto em folhas de bananeira, isto é, se tivessem inventado uma linguagem escrita própria.

Atualmente os quilombos são um verdadeiro problema social no Suriname. E - adivinhem! - o governo Lula, sempre copiando maus exemplos, já autorizou o reestabelecimento de quilombos em território nacional. Sim, terras privadas serão desapropriadas para colocar ali uma favela rural de supostos descendentes de escravos.

Em vez de evoluir, estamos regredindo no tempo. Aguardo com ansiedade o decreto reinstituindo o direito aos tupis de devorarem seus inimigos. Suriname, lá vamos nós!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Geração de Tiag@s

É muito mais fácil destruir do que construir. Dresden foi construída ao longo de séculos e destruída em alguns dias de bombardeio. Isso também explica porque os progreçistas em geral têm muito mais sucesso do que os conservadores: seu trabalho é apenas aquele de destruir.

Todos conhecem o Tiago, um simpático troll que costuma postar pastar por aqui. Nunca soube se é um gozador ou alguém que leva o Comunismo a sério, mas o fato é que ele não é único nem original. Leio comentários de pessoas igualmente delirantes em qualquer notícia de blog ou jornal. E na política, então? Eis o que diz este petê-rossauro do Ministério Público brasileiro:

"No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. (...) A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante."

Leiam a penúltima frase, amigos. Eles terão que discutir como a dignidade humana pode conviver com o direito de propriedade. Em outras palavras, essa matilha de psicopatas pretende mesmo acabar com o direito de propriedade, isto é, transferi-lo unicamente ao Estado. Eles decidirão o que é a "dignidade humana" por nós.

Esse senhor é fruto da geração que foi jovem nos anos 60 e 70, isto é, a geração anterior à nossa, ou ao menos à minha.

Uma geração de canalhas.

Generalizo, está certo. Mas pense um pouco. A maioria dos problemas do mundo atual, quase todas as idéias de jerico que estão acabando com o Ocidente, vieram dessa geração de jovens hippies ou guerrilheiros dos anos 60 que hoje são políticos. É a geração Lula mandando e desmandando no país, mas não só aqui. Na Argentina, o governo Kirchner é formado por vários ex-terroristas montoneros. Nos EUA, Obama e seus amigos são filhos dos mesmos anos 60 (a mãe de Obama era uma branca hippie deslumbrada com culturas exóticas).

O marxismo é anterior aos anos 60, é verdade. Mas sua penetração massiva nos círculos acadêmicos universitários começou por esses anos, substituindo a educação clássica por um pastiche antiocidental que busca, não o conhecimento, mas a "justiça social". O feminismo radical surgiu também nesses anos, e vejam agora seu patético legado: mulheres tontas que acreditam que as palavras devem ser modificadas para ser mais "igualitárias". Querem, acredite, promover um português com inclusão de gênero, utilizando @ no lugar de o ou a. (Ex.: maldit@s @s brux@s feminist@s!) É pra não discriminar, entenderam? Ora, bem que elas podiam deixar ao menos o português (a portuguesa?) em paz, e voltar para o fogão (a fogona?).

O fato é que o mundo mudou em meros 40 anos, e hoje colhemos os resultados desse vendaval. Nem tudo que mudou foi negativo, é verdade. Porém, não se pode negar que o Ocidente está em crise. E tudo graças a essa geração que "desconstruiu" tudo o que havia sido construído ao longo de séculos.

Os Tiagos continuam avançando, querendo acabar com a economia do Ocidente em nome de um falso aquecimento global. Ou querendo impor um governo mundial único. Ou apoiando o Islã. Ou sonhando com a coletivização forçada da propriedade. E assim por diante.

É um pouco triste, mas isso não nos deve desanimar. O discurso dessa gente, por sorte, é cada vez mais inútil e irrelevante.

O problema dos progreçistas é que o dinheiro está acabando. Mesmo tendo conseguido lavar o cérebro de gerações e gerações, em uma era de desemprego e dificuldade, fica cada vez mais difícil convencer o cidadão médio a dar metade do seu salário para ajudar imigrantes ilegais, encher o bolso de ditadores africanos, salvar assassinos e terroristas da prisão, destruir a economia do país para salvar as baleias e os palestinos, mudar os dicionários para incluir igualdade de gênero e oferecer saúde, casa, comida e roupa lavada grátis a quem não contribui.

O aguardado filme Avatar parece ter efeitos inovadores (pessoalmente, achei o filme fraco), mas a história nada tem de original: é sobre brancos imperialistas malvados que atacam tribos primitivas boazinhas para colonizar o seu planeta. Selvagem bom, branco mau. Yawn.

Não há nada pior do que as Utopias. Para os Tiagos e Tiagas (Tiag@s?), existe uma Sociedade Perfeita que está ao alcance da mão, bastando apenas modificar o sistema. Não lhes ocorre que um sistema que exige a morte de 20% da população é um problema em si mesmo, independentemente de seus resultados. Como dizem os americanos: It's a feature, not a bug. Tiago acredita que o Comunismo modernizou Rússia e China. Não é verdade, é claro, mas, mesmo que fosse, valeu o preço dos cem milhões de mortos? Poderíamos dizer que também é verdade que o Nazismo acabou com a inflação e o desemprego. Deveríamos replicá-lo? Quantas mortes uma Sociedade Perfeita pode suportar?

Não tenho pena dos Tiagos. Eventualmente terão o destino que merecem, seja enforcados como traidores, seja mandados ao Gulag pelos seus próprios líderes totalitários.

Minha tristeza é pensar nos jovens de hoje, que não têm culpa das políticas realizadas antes da sua chegada, e que serão aqueles que pagarão o preço dessa irresponsabilidade. Hoje estão ali distraídos com seus iPods e seus Wiis, mas com que cara ficarão ao descobrirem que políticos e mídia lhes estiveram MENTINDO O TEMPO TODO? Que terão cada vez mais dificuldade em conseguir emprego, que enfrentarão cada vez mais crime, que pagarão com o suor do seu rosto o preço salgado dos "horizontes utópicos" dessa corja funesta hoje no poder.

Vêm tempos difíceis aí. Há quem fale até em Guerra Civil ou Guerra Mundial. Eu não sei; espero que não. Mas quem vai pagar o preço do desatino atual serão as gerações futuras, que nada tiveram com essa história.

Tiago (vestido de cosmonauta soviético) e seus amigos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quem gosta de filme de pobre?

Ao ler recentemente uma matéria sobre "Linha de Impasse", fiquei me perguntando uma coisa. Quem é o público-alvo destes filmes brasileiros, sempre centrados nas classes baixas? Afinal, pobre não gosta de assistir filme sobre gente pobre, e mesmo que tivesse dinheiro para ir ao cinema não assistiria. Mas rico tampouco gosta de ver filme de pobre, pois já basta ter que aturar mendigos e pivetes na entrada do Multiplex. E quando o filme, além disso, não tem história, não tem final feliz (na verdade, não tem nem final), é chato e arrastado, garante-se que o público do filme não vai ser muito grande.

Então porque tantos cineastas brasileiros adoram explorar a miséria?

Não me entendam mal. Há "filmes de pobre" bons, como "Ladrões de Bicicleta" ou "Feios, Sujos e Malvados". Mas parece que muitos diretores brasileiros acreditam que não é preciso escrever um roteiro, basta mostrar gente pobre sofrendo na tela, e está ganho o prêmio em Cannes, Berlim, ou, se não der, ao menos no Festival de Araraquara. Nem vou fazer uma resenha sobre "Linha", pois a resenha que eu ia fazer já foi feita aqui:

Para Walter Salles e Daniela Thomas ninguém presta, só eles. Nem os personagens principais escapam da sina criminosa que parece se abater sobre a humanidade. A diferença é que seus erros são justificados pela velha lenga-lenga de que a sociedade e as circunstâncias os obrigaram a errar. Se uma mulher sem condições de criar uma criança engravida da quinta, a culpa é da sociedade. E a maldita sociedade, representada pela patroa, não compreende isso. Se um jovem resolve roubar, não se trata de desvio de caráter, são as circunstâncias e as dificuldades que o levaram a cometer seus crimes. Se outro usa drogas, só pode ser porque foi influenciado pelos amiguinhos burgueses, ele é só uma vítima. A culpa é sempre dos outros.

Não acho que a miséria deva ser varrida pra debaixo do tapete. Mas esse tipo de discurso não leva a absolutamente nada. A vida de quem realmente está na condição de pobreza não sofre nenhuma melhoria por conta desses filmecos. Aliás, tende a piorar, porque sempre há emprego de dinheiro público nesses projetos. Ou seja, além de se verem explorados na tela, os pobres ainda precisam disputar com cineastas os caraminguás dos nossos impostos.
O problema do cinema brasileiro é que tem muito cineasta que acha que seu ofício é "resolver os problemas do mundo" (ou, vá lá, aliviar a consciência culpada), em vez de entreter ou emocionar o público por uma hora e meia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viva o aquecimento global

A maioria das notícias fala com horror sobre as catástrofes do (largamente mitológico) aquecimento global. Ainda que hoje até a BBC admita que a temperatura do planeta não aumenta há dez anos, e a população acredite cada vez menos na idéia, os políticos, na contramão ha história, insistem com leis cada vez mais excessivas contra o problema imaginário.

Uma coisa que os políticos não levam em conta é o seguinte: e se o famigerado aquecimento global fosse uma coisa boa? Pesquisas indicam que o aumento de carbono na atmosfera é extremamente benéfico para as florestas, afinal qualquer um sabe que as plantas alimentam-se de CO2. Com mais CO2, haveria maior produção de alimentos, e maiores porções do planeta se tornariam habitáveis.

Além disso, o aquecimento global faz bem para a economia. Al Gore, por exemplo, nos últimos dez anos aumentou seu patrimônio de 2 milhões para 60 milhões de dólares.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Há algo na água ou no ar

Eu sempre disse que os esquerdistas e assemelhados estão todos loucos, mas ultimamente parece que estamos chegando ao limite do absurdo, se é que tal existe. Cito apenas dois trechos de recentes reportagens. A primeira vem da Inglaterra, onde, enquanto terroristas andam livres, as autoridades podem vigiar e filmar secretamente o cidadão por crimes tão graves quanto não juntar o cocô do cachorro:
Under a law enacted in 2000 to regulate surveillance powers, it is legal for localities to follow residents secretly. (...) Local governments use them to catch people who fail to recycle, people who put their trash out too early, people who sell fireworks without licenses, people whose dogs bark too loudly and people who illegally operate taxicabs.
A outra notícia vem da Austrália, onde professores ecologistas sugerem, para evitar o aumento do carbono na atmosfera, que as pessoas comam seus próprios animais de estimação:
The eco-pawprint of a pet dog is twice that of a 4.6-litre Land Cruiser driven 10,000 kilometres a year, researchers have found. Victoria University professors Brenda and Robert Vale, architects who specialise in sustainable living, say pet owners should swap cats and dogs for creatures they can eat, such as chickens or rabbits, in their provocative new book Time to Eat the Dog: The real guide to sustainable living.
E ainda há quem queira liberar as drogas. Precisa?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Heteronormatividade

Um dos conceitos acadêmicos na moda hoje é "heteronormatividade".

Recentemente, um estudo de duas sociolésbicas criticou os desenhos infantis como "A Bela Adormecida" ou "A Pequena Sereia", afirmando que estes "estimulam a heteronormatividade", ou seja, fazem a criança acreditar que a relação normal é entre um homem e uma mulher, ao invés de entre um homem e um homem, ou uma mulher e uma mulher, ou duas mulheres e um homem, ou um homem e um cachorro (embora isso ocorra em Scooby-Doo).

As moçoilas invertem a lógica - afinal, em tais filmes, o príncipe casa com a princesa apenas porque isto é o biologicamente normal - afirmando que os desenhos são na verdade uma nefasta propaganda homofóbica, já que, segundo elas, os "gêneros são apenas construções sociais". As pobre crianças seriam "genderizadas" desde a tenra infância, passando assim a acreditar na "mentira" das diferenças entre homens e mulheres (gasp!) e do heterosexualismo como padrão.

Epa! Gênero é mera construção social? Não há diferença entre homem e mulher? E os órgãos sexuais, são o quê? Uma mera ilusão da mente?

Nada contra os gays, mas eles deveriam acordar de seu delírio e descobrir que a esquerda apenas os usa. Vejam que Camile Paglia, lésbica (ou bissexual? nem sei), escreveu um artigo criticando ligeiramente o plano de saúde de Obama, e os comentaristas de esquerda caíram em cima dela, chamando-a de sapatão para baixo.

Por outro lado, capa cor-de-rosa é meio gay...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A herança maldita de Paulo Freire

Não é verdade que o Brasil, no século XX, não tenha produzido nenhum intelectual de renome que tenha exercido grande influência a nível internacional. Existiu ao menos um. Lamentavelmente, a sua influência tem sido acima de tudo negativa. Estou falando de Paulo Freire.

Como se pode ver por este artigo do City Journal, a nefasta influência de Paulo Freire e sua "pedagogia do oprimido" chegou mesmo a influenciar a educação norte-americana, piorando-a consideravelmente.

É possível que o pavoroso relativismo de Freire - segundo o qual aluno e professor são "iguais", um tendo que aprender do outro, segundo o qual o importante não é ensinar, mas "conscientizar" - não seja a causa direta da péssima qualidade de ensino no Brasil, que passa vergonha mesmo com um gasto em "educação" proporcionalmente superior à extremamente bem-sucedida Coréia do Sul. Mas tampouco acho que tenha ajudado.

O fato é que o método "dialógico" freiriano jamais deu certo em lugar algum, nem mesmo em Guiné-Bissau, onde sua campanha de alfabetização fracassou rotundamente (de acordo com os próprios esquerdistas). A não ser que por "dar certo" entendamos transmitir o pensamento marxista, no qual imagino que deva ter tido algum resultado. A promessa de Freire era "liberar" o aluno da "opressão", incluída aí a "opressão" do ensino tradicional. Mas pode um ignorante ser livre?

E como levar a sério alguém cujos ídolos são Fidel, Che, Mao?

Graças a Freire e seu legado maldito, hoje já há professores (ou devo dizer ideólogos?) querendo meter noções de "justiça social" até na matemática. Imagino que ensinarão apenas divisão eqüitativa...

Freire é fria.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Morra, miserável!! É para o seu bem!!

Antes do pânico com o aquecimento global, existia o pânico com o resfriamento global, e antes disso o pânico com a explosão populacional. Para conter as futuras calamidades que a superpopulação do planeta iria certamente causar, um cientista nos anos 70 recomendava o seguinte:

1) Esterilização massiva das mulheres, por meio de produtos esterilizantes jogados na rede pública de água com desconhecimento da população;

2) Aborto compulsório para jovens solteiras grávidas e esterilização obrigatória de cidadãos considerados "indesejáveis" pelo governo;

3) Um Regime Planetário militarizado com autoridade sobre a vida de cada cidadão da Terra, que determinaria oficialmente quantos habitantes poderiam existir por região, e quantos filhos cada família poderia ter.
(Há muito mais. Sugiro que leiam aqui o catálogo completo de barbaridades escritas por esse cientista maluco.)

Epa. Eu disse cientista maluco? Pois bem, adivinhem o que ele faz agora? Quem disse que é o Diretor das Políticas de Ciência e Tecnologia do Governo Obama, acertou. E ele hoje está preocupado com o aquecimento global e com o "aumento do nível dos oceanos"...

O mais surpreendente nisso tudo é que mudam as "catástrofes", mas os "remédios" continuam sempre os mesmos. Naturalmente, a radical redução populacional e/ou um governo global são o antídoto ideal contra as tais "mudanças climáticas", assim como contra as guerras mundiais, a corrida armamentista, a gripe suína, a maconha e a sexualização precoce das crianças...

Suspeito que toda "catástrofe mundial" não passa de pretexto para o que realmente interessa: o exercício do poder absoluto sobre a vida e a morte de cada cidadão. John Holdren, citado acima, é um genocida em potencial. Mas há muitos outros. Outro amigo de Obama, Bill Ayres, nos anos 60 discutia calmamente com seus colegas do Weather Underground sobre como melhor eliminar 25 milhões de americanos (no hipotético caso de que eles tomassem o poder): deveriam executá-los sumariamente ou colocá-los em campos de concentração?

Há algo de escalofriante no modo com que esses Burocratas do Inferno escrevem. Parece-me estar lendo o diário de psicopatas, e é possível que o sejam. Afinal, eles jamais se colocam na posição das vítimas; não são jamais eles os que devem fazer sacrifícios, não são jamais as suas famílias as que são esterilizadas, consideradas "indesejáveis" ou presas por exceder a quota permitida de filhos ou CO2. Considerar o sofrimento alheio, ou o sacrifício próprio, jamais entra em suas mentes doentias.

O pavoroso é que são essas as pessoas que estão hoje no poder, e querem organizar um governo global. Ah, mas é para o nosso bem...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A culpa é das facas

Primeiro o governo britânico acabou com a possibilidade dos civis ingleses terem armas de fogo em casa. Curiosamente, a violência não diminuiu. Ao contrário. Nos últimos anos vem ocorrendo uma série de ataques de gangues e homicídios e ataques violentos com facas. A reação do governo inglês? Culpar as facas, é claro.

Depois de várias medidas fracassadas tentando proibir a posse de canivetes e similares, agora os ingleses estão lançando a "faca anti-esfaqueamento". Isso mesmo. Uma faca de ponta redonda que, se os inventores conseguirem seu desejo, será obrigatória em toda cozinha inglesa.

Segundo a reportagem, o "revolucionário" design levou quatro anos (!) para ser desenvolvido. Quatro anos para inventar uma faca de ponta redonda? Curiosamente, embora não possa esfaquear, pode perfeitamente ser usada para degolas, mas isso poderá ser resolvido com a futura revolucionária invenção de uma faca sem fio.

(Ah: há boatos de que, como medida auxiliar, o governo inglês também está pensando em oferecer descontos no preço da faca para membros de gangues ou psicopatas... Como diria o Garrincha, a idéia da faca não-letal até que é boa, mas faltou combinar com Jack the Ripper.)

É um pouco deprimente observar a insanidade que tem tomado conta das elites políticas ocidentais. Observem que, entre os recentes assassinatos por motivo fútil ocorridos na Inglaterra, dois dos mais chocantes não envolveram facas: em um caso, um garoto de 16 anos foi morto com uma bandeja de vidro; em outro, um homem foi morto por adolescentes a meros pontapés. Deveria o governo proibir bandejas e coturnos? (Ah, em ambos os casos os assassinos eram imigrantes ou descendentes de imigrantes, mas ninguém vai sugerir proibir a imigração, isso não. Tampouco a impunidade e a leniência cada vez maior com os crimes violentos tem algo a ver. É tudo culpa das malditas facas.)

Em notícia aparentemente não relacionada, mas que tem tudo a ver, informa-se que a polícia inglesa está parando e revistando brancos sem motivo algum, ou melhor, com um motivo preciso: tornar mais politicamente corretas as estatísticas, para que ninguém pense que esse negócio de terrorismo tem a ver só com muçulmanos.

O aumento do progressismo a nível mundial coincide com o aumento do crime a nível mundial. Será mera coincidência?

Quando a realidade não confirma a delirante visão de mundo do progressista, não é que ele mude a sua visão de mundo: ao contrário, tenta desesperadamente mudar a realidade. Mas com esse exercício inútil só consegue torná-la ainda pior.

A incrível faca anti-esfaqueamento.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A bosta e o ventilador



Agora ferrou de vez. A Coréia do Norte realizou um novo teste nuclear, enquanto o Irã rejeitou a proposta de diálogo americana e ainda desafiou Obama para uma luta na lama, digo, um debate na ONU, transmitido ao vivo para o mundo...

(Há quem suspeite, aliás, que o teste nuclear na Coréia foi de uma bomba iraniana, os coreanos tendo apenas fornecido o espaço.)

Enquanto os próprios experts da hora admitem que a política externa de Obama baseada no "diálogo" falhou miseravelmente, eles afirmam - acredite se quiser! - que a culpa é dos EUA por não terem oferecido suficientes incentivos, e não terem reduzido ainda sua capacidade nuclear. Segundo esses idiotas, foi correto Obama ter abaixado as calças, o que faltou foi rebolar. (Se ele rebolasse, é claro que norte-coreanos e iranianos se convenceriam de suas boas intenções e parariam de se armar.)

Por que será que, para esses pacifistas de plantão, é tão difícil entender algo que qualquer garoto aprende no jardim de infância? É como se recomendassem que o melhor jeito de se livrar de bullies é dar-lhes todo o dinheiro da merenda e ainda prometer mais se eles se comportarem bem. Alguma vez isso funcionou?

As conseqüências, a partir de agora, são imprevisíveis. Ao contrário do sonhado desarmamento nuclear, o que deve ocorrer é uma corrida desesperada por bombas nucleares. O Japão, que já tem o know-how e seria a primeira vítima da Coréia do Norte, poderá ter a sua em poucos meses. A Arábia Saudita, o Egito e outros países árabes tampouco vão querer ficar à mercê do Irã e devem se armar. Sim, Israel poderia atacar as instalações do Irã antes disso, mas o tempo é brevíssimo, e a administração obamiana já se afirmou contrária a qualquer ação militar: poderia acabar com o "diálogo", você entende...

O fato é que o mundo está por mudar radicalmente - para pior. Mas Obama e os pacifistas cantam:

It's the end of the world as we know it, but I feel fine...


terça-feira, 12 de maio de 2009

Mim não ser índio!

Caiu por acaso nas minhas mãos um poema pavoroso que jamais aparecerá no Poema do Domingo:

O capital reduz
Homem do povo a animal,
E quando o homem do povo
Se comporta como animal,
O capital exige contra ele
A pena capital.
É por essas e outras que a poesia tem má fama. Escrever boa poesia é algo muito difícil, mas alguns acham que basta alinhavar alguns jogos de palavras e idéias toscas e voilà.

Pois o "poema" acima, chamado "Pena de Morte", é de autoria de Ayres Britto, ministro do STF que fez um supostamente famoso discurso a favor da pesquisa com células-tronco embrionárias, e um dos principais responsáveis pela expulsão dos arrozeiros da Raposa do Sol.

Por aí dá para ver que é duplamente petista (de alma, ao menos): seja como juiz, seja como poeta.

Descobri tudo isso ao ler uma matéria de um jornaleco ambiental celebrando a demarcação das terras na Raposa do Sol. Ao justificar a expulsão dos arrozeiros, o ministro informou que a cultura indígena é diversa (mas não primitiva!), e portanto deve ser tratada de forma diversa. Os índios precisam de mais espaço pois para eles a terra é literalmente "sagrada", pois por ela flui o espírito de Tupã...

Olha, nada contra os índios, mas acho que o que vemos aqui é mais uma manifestação do "culto ao primitivismo" sobre o qual já falei em outro post. Se antes os colonizadores europeus foram demasiado inclementes na asserção de sua superioridade cultural, hoje passou-se para o outro extremo: tudo o que é branco ou europeu não presta, tudo o que é indígena ou associado com culturas não-ocidentais é considerado como tendo grande valor. Mesmo que se tratem potinhos de cerâmica mal pintados vendidos a preço exorbitante para turistas.

No mais, nunca entendi muito essa associação do Brasil com os índios. Somos, afinal, portugueses. Quer dizer, somos em grande maioria descendentes de europeus. A Europa e a África estão muito mais presentes na cultura brasileira do que a nação tupi. De mais a mais, tudo bem que os índios tenham uma cultura diversa (ainda que reste hoje pouco de genuíno), mas não é por isso que devemos todos voltar para o mato. Não fossem os europeus, os índios ainda estariam se matando e se comendo entre si e vivendo da mesma forma, sem qualquer avanço cultural ou tecnológico significativo. Celebremos as culturas indígenas, aborígenes e antropofágicas, mas por que não celebrar também a nossa velha herança ocidental?

Como será que eu explico explicar ao ministro em uma linguagem que ele entenda?

Mim não ser índio! Mim não gostar de batuque!
Mim homem branco, capitalista selvagem.
Mim não gostar de selva e mosquito, mim querer ar-condicionado.
Mim preferir Mozart a apito.

Mim não gostar de "poesia" de ministros.

sábado, 9 de maio de 2009

Por que abomino Obama

Leiam este artigo da grande mídia americana e digam-me se não é o caso de se vomitar. Acho que nem na mídia lulista brasileira vi uma puxação de saco tão explícita, quase obscena, de fazer corar o próprio Fagundes:

During his first 100 days as president of the United States, Barack Obama revealed how different he is from all the white men who preceded him in the Oval Office, and the differences run deeper — in substance and style — than the color of his skin.

Barack Hussein Obama is the nation’s first hip president.

This, of course, is subject to debate. But watch him walk. Listen to him talk. See the body language, the expressions, the clothes. He’s got attitude, rhythm, a sense of humor, contemporary tastes.

Obama has modern instincts and attitudes that appeal to younger people, and more than any other president in recent memory, that makes him a role model. He is green, open, athletic, tech-savvy, healthy. And his hip image certainly isn’t hurt by his wife, who is so obviously cool.

Consider how, during the campaign, Obama used his personality — the smile, the jaunty stride and the hip-hop verbiage — to disarm critics, charm supporters and persuade fence sitters to elect him president. In an against-the-odds campaign, Obama never lost his poise as he forged a rapport with a new generation of voters while keeping old heads on his team. He could go professorial on the need for health care reform or describe the minutiae of Middle East politics. Still, he begged to bring his BlackBerry into the Oval Office, a signal that he intends to remain in touch with the 21st century. Very hip!
O artigo continua ainda por vários parágrafos, informando-nos sobre as várias características que tornam obama "cool" e "hip". É como eu informei alguns posts atrás: para esse pessoal Sofisticado, nada mais importante do que usar Blackberry e ser politicamente correto.

Enquanto isso, no mundo real, Obama endivida o país em trilhões, trai os aliados no Oriente Médio e premia os inimigos, desarma o país e gera desemprego ao cancelar a produção do caça F-22, interfere como nenhum outro presidente americano na iniciativa privada agindo praticamente como um mafioso, promove medidas anti-democráticas, está mais preocupado com o "terrorismo de direita" do que com o terrorismo islâmico, e pretende processar funcionários governamentais ligados ao governo Bush, transformando os EUA em uma república bananeira onde cada novo governante reclama da "herança maldita".

Obama é abominável. A mídia puxa-saco o torna ainda mais indigesto.

A mídia e Obama.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um metrossexual contra os bárbaros

Não é Davi contra Golias nem Dom Quixote contra os moinhos de vento e muito menos a Batalha de Termópilas.

A patética situação atual é a de um Ocidente metrossexual querendo lutar contra bárbaros com luvas de pelica.

De um lado, terroristas semianalfabetos que não hesitam em explodir pizzarias e centros comerciais, decapitar e torturar civis e até mesmo crianças. Do outro lado, um Ocidente poderoso que hesita em usar armas ou até mesmo em erguer um pouco a voz contra bandidos.

Vejam o caso dos piratas. O governo Obama queria negociar e chegou mesmo a enviar o FBI. Finalmente, a coisa resolveu-se de modo mais lógico: a marinha americana deu cabo dos piratas com três tiros certeiros, e o capitão foi salvo.

No entanto, a notícia não foi recebida com alegria por todos. Vários experts insinuam que foi uma resposta perigosa que não deve jamais ser tentada de novo - melhor é ficar quietinho e dar aos piratas o que eles querem.

Para os esquerdistas do blog comuno-obamista Daily Kos, ser pirata é aparentemente uma profissão como outra qualquer, com a qual ninguém deve se intrometer. A única coisa a fazer para resolver o problema dos piratas é melhorar a economia da Somália. Afinal, a pobreza é a causa da pirataria, dontchanow. (Para os esquerdistas, a pobreza é a causa de tudo). E, para eles, o Capitão Philips não é nenhum herói:

The pirates' modus operandi is that they hold the crew, ship, and cargo harmlessly until a lot of money is paid to them. Phillips "heroic" actions put his crew and himself at risk. If he'd done nothing except acquiesce to the pirates' demands, there would have been no risk, just possible discomfort until the extortion money was paid. Instead he put himself and the Seals at grave risk.
Ou seja, para o pessoal do Daily Kos, estar circundado por várias AK-47 de piratas islâmicos é apenas um mero desconforto. E os piratas, pelo jeito, são os novos proletários, heróis do movimento socialista internacional.

Aliás, como a linguagem da vitimologia esquerdista espalhou-se para todos os grupos sociais, acredite se quiser, mas os piratas querem um pedido de desculpas. Isso mesmo:
"We will take quick revenge on American ships if we don't receive apologies," said Yusuf Mohamed Mahdi, pirate commander.
E possível que Obama ou algum de seus assessores chegue a considerar a idéia. Afinal, são essas as pessoas que dizem que para resolver o problema da pirataria é preciso dar ajuda econômica à Somália e jamais dar tiro em ninguém.


Asterix e Obelix é que tinham razão.

quinta-feira, 19 de março de 2009

The Touch

Eu achava que não havia uma mídia mais ridícula do que a brasileira, mas depois de acabar de ver os apresentadores e repórteres de um telejornal local extasiados com o fato de Obama ter tirado a sua jaqueta durante um discurso - "He still has got the touch!!" - acho que posso modificar minha opinião. Eita raça essa dos jornalistas...

No Brasil, Obama seria um excelente pastor da Igreja Universal.

sábado, 14 de março de 2009

Os arquitetos do futuro

O Belmont Club chama a atenção para um artigo do Guardian, no qual um jornalista se emociona contemplando o brilhante futuro da Economia Verde Pós-Capitalista que se avizinha. Ele sonha com um mundo sem capitalismo selvagem e sem combustiveis fósseis, movido a energia alternativa, onde todos trabalharão em incríveis empregos ecológicos, próximos da Natureza e do bem-estar.

O jornalista encontra ainda motivos para alegrar-se com a crise econômica, afirmando que:
Agora é a hora de uma crítica positiva do consumismo. Agora é a hora de assegurar que a recuperação econômica não signifique a volta da sociedade cheia-da-grana.
Milhares de pessoas perderam seus empregos, suas casas e suas aposentadorias, mas hey, ao menos estão colaborando para acabar com a praga do consumismo!

O jornalista imbecil provavelmente vive na cidade, com seu Blackberry e sua internet sem fio, e não se dá conta que em um mundo sem combustíveis fósseis ele não só vai perder seu próprio emprego como provavelmente vai ter que cortar lenha se não quiser morrer de frio; que os milhões de empregos perdidos com o fim da indústria petrolífera não vão se transformar automaticamente em empregos na incrível indústria da energia solar, mas provavelmente serão reduzidos a trabalhos de subsistência mais árdua. Os poluentes carros poderão ser substituídos - por ecológicas carroças.

Há algo de apavorante nos arquitetos do futuro, naqueles que querem resolver todos os problemas do mundo com grandiosos projetos mirabolantes. Não lhes basta tentar resolver o problema do seu prédio ou do seu bairro: não lhes interessa nada menos do que o mundo, com seus bilhões de pessoas. Para isso sim eles sabem a solução. Curiosamente, são em geral pessoas que, se deixadas sós, provavelmente não conseguiriam nem amarrar os sapatos. E no entanto acreditam que podem transformar e governar o mundo inteiro.

São, no fundo, religiosos messiânicos enrustidos.

(Outro dessa laia é o professor (sic) Emir Sader, que tem livro novo no pedaço: "A Nova Toupeira". Parece ser uma continuação ilustrada de "O Perfeito Idiota Latinoamericano".)

Mas aqueles que sonham com o fim do capitalismo terão uma grande surpresa ao descobrir que este não nos levará a uma brilhante sociedade ideal - apenas nos levará de volta ao maravilhoso mundo pré-capitalista, também conhecido como feudalismo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Blog de comédia

Eu queria ser o Theodore Dalrymple. Ninguém escreve tão bem sobre a decadência ocidental e os problemas contemporâneos - com o mérito adjunto de raramente perder a serenidade. Se eu tento escrever algum texto na mesma linha, ou xingo todo mundo ou sai um texto hiperbólico, exagerado, quase em tons de comédia. O Pax tem razão, meu lance é mesmo o humor. Sou o Woody Allen dos direitrópicos.

E, no entanto, mais engraçado é o que leio nos jornais por aí, tanto que, em termos de humor, acaba ficando difícil competir. Por exemplo esta frase (ou algo similar a ela), pinçada de um artigo por aí: "O crime ocorre devido à pobreza, e a culpa pela pobreza é do governo por não dar emprego aos pobres." Tantas coisas erradas nessa única frase que nem sei por onde começar.

Ou então esta incrível notícia, que nos informa que países europeus, preocupados com os gases que causam "aquecimento global", querem cobrar um imposto sobre o peido das vacas. Não é brincadeira não, os políticos falam a sério mesmo: e seriam treze euros por cabeça (quer dizer, pela outra extremidade). Já pensou se o Lula resolve aderir? Considerando que há cerca de 200 milhões de cabeças-de-gado no Brasil, ao custo de 13 euros (40 reais), isso daria... 8 bilhões de reais. Suficiente para pagar a eleição da Dilma, e mais alguns litros de cachaça pra comemoração.

Eu não sei, meus caros. Frente a situações como essa, penso logo em desistir. Blogar pra quê? Como ridicularizar o que já é ridículo?

Talvez o Pax e o novo chato anônimo tenham razão. O negócio é mudar de ramo. Quem sabe dedicar-me à apicultura - ao menos enquanto não criam um imposto sobre o zumbido das abelhas.