Se você achou essa "obra de arte" ridícula, é apenas por que não conhece as obras anteriores desse Sakamoto das artes plásticas. Segundo a reportagem, o artista:
"[e]specializa-se em instalações brancas envolvendo chocolate branco, açúcar e seu próprio sêmen. Suas esculturas já incluíram seus próprios excrementos folheados a ouro".
Quem gosta de freqüentar galerias de arte moderna é a elite e a classe média aspirante a sofisticada, não o povão nem a classe média trabalhadora. O fato de que esse artista que expõe o próprio cocô seja promovido e consumido pelas atuais elites ocidentais demonstra que há algo de malcheiroso no reino da Dinamarca, e dos EUA também.
Não sei se vocês seguem o meu raciocínio. A cultura popular, quem nega, degradou-se. Os ritmos da moda são o funk e o rap, que promovem a sexualidade irrestrita e a violência. Quem acha que isso não se traduz em violência real, que assista à recente premiação do DMV Awards, onde a negadinha do rap botou pra quebrar - literalmente. Ou comparem as letras do funk com as letras do Cartola.
De forma simétrica, também a alta cultura, que antes produzia Michelangelos e Velásquez, hoje tornou-se uma mera busca inútil do choque e do niilismo mais gritante. Mas a classe alta o consome como se fosse caviar.
Ora, a função da elite ao longo da história era dar o bom exemplo para o povaréu. Hoje, é o contrário. O mau exemplo começa de cima.
A elite quer sexo, drogas e roquenroll. A elite é socialista. A elite promove cirurgia plástica, anorexia, tatuagem, amputações sexuais e modificações corporais. A elite é a favor de complicados e caros programas de engenharia social.
Sobre este último ponto, alguns comentários. Sim, a elite política, financeira e cultural é quem investe pesadamente em experimentos sociais, mas quem paga o preço final disso é a classe média e os pobres -- as cobaias do experimento. Isolada das conseqüências de seus atos, a elite não se dá conta ou não se importa com os problemas que cria e cujo custo é pago pela população. Pago no sentido figurado, mas também no literal, já que é a classe média que com os impostos financia a sua própria destruição.
A arte moderna, afinal, é apenas um detalhe. Mais preocupantes são as políticas de substituição populacional através da imigração massiva, a procura da extinção das diferenças entre os sexos através da promoção do "transgênero" e do casamento gay, o coitadismo com os criminosos que só gera mais crime e violência, a incessante busca de uma "igualdade geral de resultados" ou de uma "sociedade justa" que é impossível e que só gera desgaste.
Na Austrália, por exemplo, existe uma "Secretaria de Divisão Equitativa do Trabalho", que se dedica a fiscalizar quantas mulheres e minorias trabalham em cada empresa e multar aquelas que ficam abaixo da cota. Recentemente, ganhou mais 12 milhões anuais para esa tarefa inútil. Hoje eles contam quantas mulheres são empregadas, amanhã contarão quantos travestis. Aqui nos EUA, toda instituição governamental, educacional ou mesmo privada tem uma "Divisão de Diversidade", bem como uma "Secretaria de Prevenção do Assédio Sexual", outra absurda mania americana.
Você já parou para pensar quanto dinheiro é gasto nessas loucuras politicamente corretas?
Em época de crise, tanto dinheiro é gasto em algo perfeitamente inútil e mesmo contra-producente, que só gera mais conflitos. É cocô folheado a ouro, como o do nosso artista.
Muitos conhecem os vários romances e textos de Alexander Solyenitzin criticando o comunismo soviético, do qual foi uma das mais famosas vítimas. Menos conhecido é o seu discurso em Harvard apontando as falhas do Ocidente, já em 1978 apontando alguns problemas que hoje só aumentaram.
Talvez pareça que com este texto estou dando uma de petralha e colocando toda a culpa "na zelite". Não é bem isso. Acredito apenas que as elites ocidentais dos dias de hoje não estão cumprindo o seu dever de desenvolver o país, liderar, ensinar e formar. Não sei se é insanidade temporária, não sei se é tentativa de suicídio devido à "culpa branca", não sei se é devido à perda dos valores morais tradicionais, não sei se é culpa da falta de uma formação cultural elevada (os novos ricos são muitas vezes profundamente ignorantes), não sei se é desejo megalomaníaco de mudar o mundo por alguns bilionário, não sei se é apenas tudo por dinheiro ou se é alguma macabra conspiração global que inclui o "Clube Bilderberg" e o "projeto eurasiano". Não sei de nada. Só sei que ultimamente, por via das dúvidas, prefiro ficar longe das galerias de arte moderna.
"Está ouvindo este som, Gafanhoto? É o som da civilização implodindo, incapaz de suportar seu próprio peso!"
Se a mídia diz que é bom, deve ser bom.