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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fraude global


Eu nem ia falar mais sobre o assunto, e tampouco tive muito tempo para blogar ultimamente, mas eis que poucos dias depois do meu último post sobre o aquecimento global, hackers de procedência até agora desconhecida entraram no Climate Research Unit da East Anglia University e divulgaram dezenas de documentos e e-mails, revelando uma colossal fraude relativa ao tal "global warming". Coisa séria. Desde dados deturpados a cientistas afirmando diretamente uns aos outros que estariam realizando "truques" e manipulações.

É o fim da ciência?

Tempos atrás Mencius Moldbug, o web-polímata que parece ter outros fãs na blogosfera nacional, observou que ciência ocidental aproximava-se cada vez mais da ciência soviética, no sentido de que, dependendo cada vez mais de grana governamental ou de fundações, acabava tendo maior preocupação em agradar os poderosos do que em buscar a verdade. Lysenko em vez de Einstein (Aqui, uma interessante comparação entre o lisenkoísmo e o aquecimento global).

Independentemente do que você pense sobre o tal "aquecimento" (e tem muita gente que acredita), é inegável que tem muito mais a ver com política do que com ciência.

Mas é assim mesmo. Cientistas também são seres humanos. Por que estariam livres da corrupção? Um dinheirinho para provar que P=P_0 \cdot e^{\frac{-M \cdot g \cdot (h-h_0)}{R \cdot T}} não cai mal.

Afinal, não é como se os leigos entendessem alguma coisa mesmo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Viver sem Internet


É possível viver sem a Internet?

De acordo com pesquisas da The Onion, os americanos passam 90% do seu tempo olhando para objetos retangulares brilhantes. A notícia pode ser sátira, mas mostra um fato real: se não estão olhando para a tela de um computador ou notebook, é quase certo que estarão olhando para seus blackberries ou iphones ou PDAs, todos eles também conectados à Grande Rede Mundial. É quase impossível hoje viver sem a Internet.

No entanto, estarei viajando na próxima semana para N.Y. e Canadá e provavelmente haverá uma demora maior nas postagens. Devo estar menos freqüentemente online. Não por necessidade, já que Internet há em qualquer lugar, mas para tentar ocupar o tempo de formas mais úteis do que preocupar-me obsessivamente pelo que está acontecendo em Tegucigalpa ou Teerã. A Internet é, também, um vício que nos afasta de outros passatempos.

Além disso, o blog por vezes torna-se cansativo. Já fui chamado de monstro e de louco. Mais recentemente, acusaram-me de ser um "cão dos Plutocratas". Bem, considerando que Pluto (filho da Pluta) é um cão, o insulto parece-me algo redundante. A não ser que a palavra tenha outro sentido, hehe - mas, se alguém acredita que eu esteja blogando a soldo de ricaços internacionais, engana-se redondamente. Jamais recebi um centavo por publicar qualquer coisa aqui, com exceção dos 5 dólares do meu amigo RW.

Voltarei em breve, mas por ora deixo vocês com alguns links e interrogações, temas que se houver interesse comentarei em outros posts.

1) Alguém ouviu falar da "estratégia de Cloward-Piven"? Nos anos 60, dois marxistas radicais propuseram um audacioso plano de instaurar o socialismo na América através da destruição de sua economia. Alguns sugerem que esse seja o caminho seguido por Obama, cuja popularidade está caindo lentamente.

2) Ainda há quem acredite em "aquecimento global"? Recentemente, um célebre estudioso dos ursos polares foi impedido de participar de um congresso sobre as "catastróficas mudanças climáticas". O motivo? Seus estudos haviam demonstrado que o número de ursos polares havia aumentado em vez de diminuir. Realmente era uma verdade inconveniente. Já na Austrália, uma cidade proibiu a vendade água em garrafinha, por ser antiecológica. Bem que eu avisei que vinha uma "tirania verde" por aí. Vai piorar, podem crer. Enquanto isso, a temperatura da Terra, assim como a popularidade de Obama, cai.

3) Um teste para saber se você é viciado na Internet.

sábado, 27 de junho de 2009

A grande farsa farra do aquecimento global

A mentira precisa continuar.

Enquanto a mídia só falava em Wacko Jacko, o Congresso Americano aprovou o American Clean Energy and Security Act, que entre outras coisas determina o corte da emissão de CO2 em 17% até 2020 e em 83% até 2050. Quais as conseqüências dessa imensa bobagem? Redução do CO2? Energia renovável? Um planeta mais verde e mais feliz? Nada disso. Como bem explica este artigo, as conseqüências reais serão:

1. Transferimento das indústrias "poluentes" para a China, onde a mão de obra é mais barata e não há controle algum do CO2 emitido.
2. Aumento das contas de gás, eletricidade, etc. do consumidor final de classe média, que é quem realmente - como sempre - vai pagar a conta do engodo.
3. Enriquecimento de políticos e de empresários do ramo da "energia verde", que só conseguem competir artificialmente, limitando os outros meios de produção de energia.
4. Piora da crise econômica com menor produção, mais impostos, e perda de milhares de empregos (transferidos para a China).

Por outro lado, alguns espertos vão enriquecer e os restantes otários vão poder sentir-se bem ecológicos.

Uma ecologista feliz.

sábado, 16 de maio de 2009

A máfia do "aquecimento global"

Recentemente, atendendo a apelos de "ambientalistas", a Enviromental Protection Agency (EPA!) da administração Obama declarou o dióxido de carbono (CO2) um gás "poluente" e "perigoso". Hein?!!?

Como pode ser considerado poluente e perigoso um gás que é a base da vida de todo ser vivo? Que serve de nutrição às plantas e árvores? Que é expelido naturalmente por todo quadrúpede, bípede e centípede? A própria constituição molecular de todo ser vivo é baseada no carbono. Carbono é vida!

Mas eis que o grande esquema bilionário trilionário por trás da farsa do "aquecimento global" finalmente se deixa entrever.

Ora, o CO2 é o subproduto residual de grande parte dos processos industriais, mesmo os mais simples. Praticamente qualquer empresa, ainda que pequena, produz ou utiliza CO2. Para produzir vinho em uma pequena vinícola familiar, produz-se CO2. Caramba, mesmo plantando batatas na agricultura de subsistência produz-se CO2.

A idéia por trás da "regulação dos gases poluentes" nada mais é então do que a de cobrar uma taxa de toda e qualquer pessoa que queira produzir qualquer tipo de riqueza.

Começa-se a perceber aí o gigantesco mercado disponível para uma ávida corja de políticos, burocratas estatais, advogados, ONGs, "empresários verdes" e outros vampiros filhos da puta. Quem não pagar esse pizzo, sofrerá terríveis multas e poderá até mesmo ser preso.

Qualquer dia, não duvido, também virão taxar até o ar que respiramos, em troca de uma proposta que não poderemos recusar.

A cosa nostra não faria melhor.


"Tudo o que pedimos é uma contribuição
para salvar o planeta, capisci?"

domingo, 10 de maio de 2009

Poema do domingo

    1 Dizem, que o vosso cu, Cota,
    assopra sem zombaria,
    que parece artilharia,
    quando vem chegando a frota:
    parece, que está de aposta
    este cu a peidos dar,
    porque jamais sem parar
    este grão-cu de enche-mão
    sem pederneira, ou murrão
    está sempre a disparar.
    2 De Cota o seu arcabuz
    apontado sempre está,
    que entre noite, e dia dá
    mais de quinhentos truz-truz::
    não achareis muitos cus
    tão prontos em peidos dar,
    porque jamais sem parar
    faz tão grande bateria,
    que de noite, nem de dia
    pode tal cu descansar.
    3 Cota, esse vosso arcabuz
    parece ser encantado,
    pois sempre está carregado
    disparando tantos truz:
    arrenego de tais cus,
    porque este foi o primeiro
    cu de Moça fulieiro,
    que tivesse tal saída
    para tocar toda a vida
    por fole de algum ferreiro.

    Gregório de Mattos (1636-1696)

sábado, 4 de abril de 2009

Clima, desenvolvimento e aquecimento global

O Fabio Marton tem um post interessante sobre a questão do clima e do desenvolvimento. Um dos argumentos é que os climas frios exigiriam maior trabalho pela sobrevivência - quem não se antenar, simplesmente morre. Já os climas tropicais permitem maior conforto e, portanto, menor esforço e menor trabalho. Além disso, nos climas frios, quem trabalha entra em calor, portanto é melhor trabalhar; nos climas tropicais, o trabalho cansa e faz suar. Melhor mesmo é ficar sem fazer nada, balançando na rede.

Isso explicaria, em linhas gerais, o nosso subdesenvolvimento.

A teoria é interessante, mas não me convence. Acredito que o clima, embora tenha a sua influência, seja apenas um fator menor, e dois outros elementos tenham caráter mais fundamental: refiro-me à cultura e à genética. Em breve postarei sobre este polêmico assunto.

Por outro lado, fiquei pensando. Se realmente existir o tal aquecimento global, e se a teoria do frio civilizatório estiver correta, será que então a mudança climática trará consigo um aumento do subdesenvolvimento e da preguiça mundial?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Verdades e mentiras

Bom dia, amigos. Feliz Ano Novo a todos.

Este blog começa o ano sem promessas e sem resoluções fatídicas. Permanecerá mais ou menos igual, com seus defeitos e qualidades. Não tem a pretensão de mostrar a "verdade", como por exemplo pretende o presidente boliv(ar)iano Evo Morales, que recentemente anunciou:

"Por primera vez el Estado va tener su propio periódico que vamos a distribuir cada día con la verdad", dijo el mandatario durante un discurso que pronunció en la zona cocalera del Chapare donde se reunió con sus seguidores para evaluar su gestión.

Eis o problema dos esquerdistas. Eles nos dizem estar sempre do lado da "verdade", do "bem", dos "fracos e oprimidos". Mas são apenas palavras que não resistem a um exame ligeiramente mais detalhado.

Seria bom se, em vez de subir no alto da torre de marfim das boas intenções e da suposta imparcialidade, nossos amigos dissessem claramente de que lado estão.

Este blog, por exemplo, não é imparcial. É a favor de Israel contra os palestinos, é a favor da Índia contra o Paquistão, é a favor dos EUA contra os terroristas islâmicos, é a favor da economia de mercado contra o controle estatal, é a favor da manutenção de certos valores tradicionais contra a anarquia destrutiva do vale-tudo ultra-liberal.

Da mesma forma, quem é contrário a qualquer ataque contra o Hamas, quem defende o Hamas como representante legítimo dos palestinos, quem apóia seus atos e sua ideologia é, logicamente, a favor do Hamas - ou seja, é a favor do terrorismo islâmico fundamentalista.

Vejam bem, não estou dizendo que não se possa criticar as ações do governo israelense ou mesmo acreditar que a estratégia atual seja contra-producente. Eu mesmo acredito que, dependendo de como for concluída, possa terminar sendo um tiro no pé como foi a operação inconclusa contra o Hezbollah.

Mas há alguns esquerdistas que acreditam que Israel não deveria esboçar qualquer reação; chegam mesmo a afirmar que Israel não seria um "Estado legítimo". Nada mais claro: estão do lado dos terroristas.

Em termos ideológicos, não há demasiada diferença entre o Hamas e a Irmandade Muçulmana e o Lashkar-e-Toiba e a Al-Qaeda. Os que apóiam o Hamas, portanto, são a favor do terrorismo islâmico, e fariam um favor a si mesmo e aos seus leitores se assumissem isso. Por exemplo, o já citado Idelber lamenta as vítimas do ataque israelense em Gaza, mas nem uma palavra sequer foi escrita no seu blog sobre os judeus barbaramente torturados na Índia por terroristas paquistaneses, nem sobre as vítimas constantes de mísseis palestinos em Sderot, talvez porque não fechasse com a teoria que sempre vê os muçulmanos apenas como eternas vítimas.

Além disso, o que acontece é que muitos esquerdistas têm a incrível capacidade de manter na cabeça dois pensamentos totalmente contraditórios ao mesmo tempo - o que Orwell chamava de "duplipensar". Defendem os terroristas, mas ao mesmo tempo dizem ser contrários ao terrorismo.

Nesse sentido, foi instrutiva uma recente capa do jornal espanhol El País: a manchete principal dizia "Israel realiza massacre em Gaza" ou algo parecido, em tons claramente anti-israelenses. Mas, bem ao lado, uma manchete menor comentava o vertiginoso crescimento das células do terrorismo islâmico na Espanha, e informava como quem não quer nada que mais de 100 muçulmanos espanhóis teriam ido participar de missões suicidas no Iraque.

Ora, o terrorismo do Hamas é o mesmo terrorismo dos muçulmanos radicais que se explodem no Iraque, e que, se deixarem, um dia se explodirão novamente na Espanha.

* * *

Deixando de lado o terrorismo, pensemos em um outro tema muito amado pelos progressistas: o "aquecimento global". Há uns cinco anos atrás, cometi a imprudência de realizar em uma mesa de bar um comentário cético sobre o tal aquecimento, que foi recebido com extremo choque pelas pessoas presentes (e olhe que não se tratavam de esquerdistas). Como é que eu ousava contestar tal "verdade científica estabelecida"? Pois bem, hoje sei que eu poderia repetir a experiência com maior sucesso: o ceticismo do público em relação ao "aquecimento global" aumentou muito nos últimos anos. Por quê? Simplesmente porque o prometido aquecimento catastrófico não veio, e no lugar dele está fazendo um frio do cão. É difícil argumentar contra a experiência sensorial, por mais que se fale em "consenso científico".

(E, além disso, essa posição de "consenso científico" é algo ingênua. Parece assumir que os cientistas não podem ser influenciados pela política ou pelas verbas a certos tipos de pesquisa em favor de outros, ou simplesmente estar errados. Por exemplo, alguns anos atrás um cientista explicou o estranho fenômeno dos círculos concêntricos que apareciam nas plantações inglesas como sendo causados por um fenômeno natural chamado de "vórtex de plasma". Escreveu um paper repleto de citações, fórmulas, tabelas e publicou-o numa prestigiosa revista científica. Pouco tempo depois, revelou-se que os criadores dos círculos eram dois velhinhos sacanas que estavam se divertindo muito...)

Enfim, não esperem aqui a "verdade", apenas opiniões mais ou menos polêmicas, sempre abertas a réplicas e tréplicas. Como Sócrates, só sei que nada sei. Aliás, nem disso tenho certeza...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Observações de um ecologista incompreendido

Há alguns que criticam a minha postura cética frente ao aquecimento global. Ora, não sou cientista e não sei se a Terra está mesmo aquecendo (parece que agora está esfriando) e se o "cerumâno" tem algo a ver com isso, e em qual proporção. Talvez ninguém saiba exatamente, pois não é algo que possa ser medido com régua nem com computador. Nem mesmo com robôs submarinos.

É certo que poluição, caça de espécies animais protegidas, desmatamento, crescimento das cidades, etc, são fatores que afetam negativamente o ambiente, e devem portanto ser combatidos com firmeza. Não sou nenhum anti-ecologista radical, ao contrário. Gosto de plantas e de animais. Não gosto de poluição. Acho que temos que preservar.

Mas eu escuto tantas teorias extremamente calamitosas sobre o aquecimento global (ou "mudança climática", como chamam agora), prometendo desgraça e destruição em poucos anos, que já não sei mais o que pensar. Uns afirmam que "bilhões irão morrer", outros falam em "suicídio do planeta" -- e essas mesmas pessoas estão andando de limusine e de avião para cá e para lá, falando em congressos e palestras mil, publicando livros e realizando documentários, ou criando esquemas de comércio de créditos de carbono.

Ora, cá pra nós: se a coisa fosse tão urgente, se tais calamidades fossem realmente acontecer em poucos anos, essas pessoas estariam é estocando alimentos enlatados e mudando-se para um bunker nas montanhas, não participando de tantos congressos ou tentando lucrar com fraude nos tais créditos de carbono.

Ou será que estou ficando velho e cínico?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A estupidez do "aquecimento global"

Ontem, algumas dezenas de jovens ingleses sem ter mais o que fazer invadiram a pista do aeroporto de Stansted em Londres e lá ficaram, atrasando dezenas de vôos, causando prejuízos de milhares de dólares, e ainda dando dicas para terroristas.

Por séculos o homem teve o sonho de voar; agora um bando de panacas quer impedir outros de fazê-lo.

Mas esse protesto revela que muitas dessas pessoas que se dizem "ecologistas" não compreendem patavinas sobre a Natureza.

Dizem eles que o tal "aquecimento" vai causar vários desastres naturais. E eu digo, "e daí?"

Por acaso não há sempre terremotos? Maremotos? Furacões? Parece-me que, com ou sem aquecimento, desastres naturais são e sempre serão uma constante neste planeta, e não há uma damn thing que possamos fazer a respeito.

Sim, há quem diga que para solucionar o problema "devemos cortar as emissões de carbono em 90%" (ou seja, acabando com a indústria e criando fome e miséria a mais não poder) ou ainda "reduzir a população a um quinto da atual". Ora, nesse caso não é a cura pior do que a doença? Não seria melhor deixar a Terra aquecer alguns graus e ver no que dá?

"Aquecimento global"? Pode vir quente que eu estou fervendo, baby.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O genocídio dos outros

Como se pode ver no post abaixo, os esquerdistas acreditam que o Dia de Ação de Graças americano comemore um genocídio, e que a sociedade americana tenha sido fundada tendo por base filosófica o genocídio e a opressão (isso sem falar no genocídio de perus celebrado a cada ano). Curiosamente, os mesmos esquerdistas celebram Che Guevara, com estátua e tudo. Apoiaram Stalin por décadas e só não apóiam ainda porque passou de moda. Aparentemente, se o genocídio é realizado em nome de uma "boa causa", tudo bem.

Existe algo de doentio ou até de anti-humano no esquerdismo: uma rejeição quase diabólica à essência da humanidade. O esquerdista não gosta da civilização; mais do que isso: não gosta da humanidade, e portanto é natural que queira modificá-la, ou, em alguns casos, até destruí-la (como certos ecologistas radicais).

Perceba que para o esquerdista o inimigo nunca é o islamismo, o terrorismo, o comunismo ou qualquer outra ameaça externa: o inimigo são os cristãos, os republicanos, os elementos tradicionais da sociedade, ou, no fundo, os próprios valores conservadores. Mas o que é o conservadorismo? Ora, nada mais é do que a soma de idéias testadas pelo tempo e que deram mais ou menos certo; são a aceitação da humanidade tal como ela é, com todos os seus terríveis defeitos.

Voltemos ao genocídio. Os índios foram massacrados, certo? Na América, no Brasil, na Argentina, em tudo que é lugar. No entanto os próprios índios se massacravam entre si; de fato, o único modo em que uns poucos conquistadores espanhóis puderam vencer incas e quetais foi com a ajuda de outras tribos, inimigas destes.

Se bem que esta é de morrer de rir: segundo a National Geographic, os maias - que, atenção, já haviam sido extintos antes da chegada dos espanhóis - morreram devido ao "climate change". O que, se for realmente verdade, indica que mudanças climáticas ocorrem a toda hora, e que até o atual "aquecimento global" (curioso que com a crise econômica quase ninguém mais fala nisso agora, né?) poderia ser um fenômeno totalmente natural. Salvo que a civilização maia fosse tão avançada que já houvesse até inventado a indústria. De fato, será que as famosas pirâmides não eram na verdade poluentes chaminés?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Perdidos no gelo

Com a brilhante intenção de chamar a atenção do público contra o "aquecimento global" (como se ninguém tivesse ouvido falar disso), um grupo de quarenta artistas, músicos, jornalistas, intelectuais e cientistas viajou de avião para a Groenlândia (emissão de 2500 kg de CO2 por pessoa), depois subiu em um enorme navio que os levou até o Ártico (mais uns 800 kg de CO2 por passageiro), e passou o dia em lanchas (digamos, mais uns 200 kg de CO2). A partir daí, parte do grupo tentou realizar um incrível projeto artístico: colocar um banco de madeira em cima de um iceberg.

Isto é, colocar lixo humano na Natureza.

O pior é que ainda por cima fracassaram no objetivo (ventava muito), mas mesmo assim ficaram felizes, pois "o importante é a busca".

Só me resta concluir duas coisas:

a) certas pessoas não tem mesmo mais o que fazer;

b) deve ter alguém ganhando muuuuuuuuuito dinheiro com esse esquema de "aquecimento global";


domingo, 5 de outubro de 2008

Esfriamento global

Joe Biden garantiu no debate que tinha certeza que o aquecimento global existia e era causado pelo homem. Curiosamente, dados recentes parecem indicar que o planeta agora está esfriando... As temperaturas de 2008 são as mais baixas desde 1975.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pobres não se importam com o aquecimento global

O "aquecimento global" é uma preocupação das elites, que sentem-se culpadas por viajar de avião ou de SUV aqui e ali. Os pobres querem eletricidade, aqui e agora:

“They [poor people] could not give a damn about climate change because they want 24 hours a day light,” said Luft who cited the example of people living in slums outside Bangalore, India. “In India alone, 600 million people are not connected even to the [power] grid,” said Luft, “When you talk to these people all you have to do is drive 10 minutes from the center of Bangalore to the slums there and ask them about climate change. And they’ll tell you: ‘We want electricity, we want it today, we want it cheap, we don’t care how you make it.’”

Os ricos tampouco querem cortar seu consumo de eletricidade e gasolina, é claro. Querem que os outros cortem. Como em tudo na vida, são sempre os outros que devem fazer sacrifício.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

George Bush, o piadista

No encontro do G-8:

George Bush surprised world leaders with a joke about his poor record on the environment as he left the G-8 meeting in Japan.

The American leader, who has been condemned throughout his presidency for failing to tackle climate change, ended a private meeting with the words: "Goodbye from the world's biggest polluter."

He then punched the air while grinning widely, as the rest of those present including Gordon Brown and Nicolas Sarkozy looked on in shock.


A piada foi boa. Afinal, todos sabem que o maior poluidor é, na verdade, a China. Mais abaixo, na mesma notícia:

Mr Bush also faced criticism at the summit after Silvio Berlusconi, the Italian Prime Minister, was described in the White House press pack given to journalists as one of the "most controversial leaders in the history of a country known for government corruption and vice".

The White House apologised for what it called "sloppy work" and said an official had simply lifted the characterisation from the internet without reading it.

Digam o que quiserem de George W. Bush, o sujeito tem senso de humor...

"E vocês conhecem aquela do japonês...?"

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aquecimento global causa AIDS

Já vi muitas coisas absurdas serem atribuídas ao aquecimento global, mas esta deve bater um recorde. De acordo com um expert (sempre eles) que, como se não bastasse o ridículo nome de Daniel Tarantola, atrai ainda mais o ridículo com uma teoria segundo a qual o aquecimento global vai aumentar os casos de AIDS nos países em desenvolvimento.

"A mudança climática gerará uma reação em cadeia que aumentará o stress da sociedade, resultando em maior vulnerabilidade a doenças, inclusive o HIV", argumenta o bom professor.

Considerando que o vírus é transmitido principalmente pelo sexo sem proteção e pelo uso de agulhas contaminadas, só há duas possíveis explicações:
a) metade do mundo vai sentir muito calor e andar peladão, o que naturalmente conduzirá a mais sexo e, naturalmente, mais AIDS (a tal "reação em cadeia").
b) a outra metade, deprimida pelo apocalipse climático que destruirá o mundo como o conhecemos, se dedicará ao uso constante de drogas injetáveis.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ambientalistas contra a ciência

Não tenho nada contra (e tudo a favor) do ambientalismo quando é feito de modo sério e responsável. O problema é quando os ambientalistas se metem menos com o ambiente e mais com política. Aliás o fundador do Greenpeace concorda comigo. Num artigo no WSJ, "Porque deixei o Greenpeace", o co-fundador Patrick Moore (sem relação com Michael Moore) lamenta que os ambientalistas tenham deixado a ciência de lado para se meter na política. Como exemplo, cita a aversão ideológica dos ecologistas a certos produtos químicos ou industriais, mesmo quando não há qualquer evidência científica que estes sejam prejudiciais.

Moore, de formação científica, abandonou o Greenpeace quando este apoiou o banimento mundial do uso de cloro na água tratada, idéia estapafúrdia que se tivesse sido levada adiante teria causado milhões de doenças. Hoje seus ex-colegas querem (e em alguns lugares conseguiram) a proibição de certos produtos químicos industriais, como os "ftalatos", contra os quais nada foi provado, causando problemas tanto às indústrias quanto aos consumidores.

Tais campanhas, conclui Moore, são nocivas e distraem o público de problemas ambientais reais.

(Moore não fala no aquecimento global, mas acho que este movimento possui alguns dos mesmos problemas: é mais político do que científico, pois usa a ciência apenas quando lhe convém.)