terça-feira, 18 de agosto de 2009
Bandido bom é bandido solto
Assim, os agentes leninistas são agentes propositais da destruição do tecido social, ao mesmo tempo em que afirmam que a culpa é de seus inimigos. E promovem-se como a solução radical para os mesmos problemas que criaram.
Um exemplo claro é a questão do crime, da violência e do tráfico na América Latina. Não é segredo para ninguém que o crime organizado atual tem suas origens no contato com a guerrilha esquerdista nos anos 70. Foi dos presos políticos que Comando Vermelho e PCC aprenderam a guerrilha urbana e a organização. De fato, é o próprio fundador do CV que confirma isso, bem como vários ex-guerrilheiros que viveram esse período. Sobre isso, não há mistério algum. (E ainda hoje a relação dos traficantes com FARC, Chávez, Evo e todos o movimento bolivariano não é segredo).
Bem, está por sair um novo filme brazuca sobre as origens do Comando Vermelho. Não sei detalhes, mas parece ser mera romantização da bandidagem. De fato, segundo o diretor, a mensagem do filme é a "solidariedade dos presos na luta contra a opressão do sistema". O mesmo cineasta realizou dois documentários elogiosos da figura de Willian (é, com n mesmo) Silva, o fundador do CV. Não os assisti por ter um certo preconceito contra líderes do crime, mas estão no Youtube. Um se chama "Liberdade" e outro "Resistir", não dando margem a dúvidas que o fundador do CV é apresentado como uma espécie de revolucionário redentor das classes oprimidas, que, aliás, é como ele próprio se vê. Ah, sim: Willian cumpria pena em regime semiaberto e, um dia, sumiu... Quem diria! Para a esquerda, pelo jeito, bandido bom é bandido solto.
Ao convencer o mundo que o crime é causado unicamente pela "desigualdade social" (flagrante mentira, mas quem ousa discordar hoje?), a esquerda obtém dois trunfos. Um, promover-se a si mesma como a "solução" (afinal, não é a esquerda que luta contra a desigualdade social?) obtendo cada vez mais poder e dinheiro para o Estado. Dois, a desculpa para não fazer nada contra o crime, pois, já que tudo é mero resultado da desigualdade social, ora, é preciso primeiro resolver a tal desigualdade, que depois magicamente a questão do crime será resolvida.
Porém, como a igualdade social é um mito, uma utopia, e jamais acontecerá, fica a certeza que a esquerda nunca moverá um dedo para resolver a questão do crime de modo eficiente. Vejam que, com Chávez, o crime aumentou 400% na Venezuela. E no Brasil-il-il? Bem, está aí o ministro do meio-ambiente participando de marcha da maconha, enquanto a violência cresce sem que ninguém faça nada.
Quanto pior, melhor.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Favelation
Eu tenho um problema, portanto. Participo do meio acadêmico, venho do Brasil, mas odeio favela, odeio traficante, e não tenho a menor fascinação pelos "marginalizados" ou "excluídos". Acho que a única solução para o tráfico seria o exército invadir os morros e matar os chefões traficantes, transferir os favelados para zonas residenciais populares urbanizadas, e instituir medidas draconianas contra os usuários de drogas. Fumou, tragou, dançou. Claro que é uma solução irreal, ou seja, na verdade não tem solução, e como não tem solução prefiro pensar que nem mesmo existe e me concentrar em outros temas mais agradáveis.
Mas o pior mesmo é intelectual petista.
Li recentemente a contracapa de um livro - "Falcão - Mulheres do tráfico" o foi o que me bastou. O livro pode até conter depoimentos interessantes, não sei, mas na contracapa, uma resenhista do livro celebra a tal "nova ética" dessas mulheres.
Nova ética? Ajudam criminosos, se prostituem para traficantes ou mandam seus filhos vender crack. Se isso é uma nova ética, prefiro a antiga.
É curioso. A esquerda defende traficante, terrorista, guerrilheiro, vagabundo, tudo em nome da "exclusão social", da "luta pelos oprimidos". Entende todos os povos e culturas, dos muçulmanos aos tocadores de bongô do Butão.
O estranho é que sua capacidade de compreensão só não se estende ao homem branco conservador cristão. Ué. Por que não oferecer a mesma tolerância que eles têm com os traficantes ou os jihadistas muçulmanos aos cristãos americanos que seguem esse tal "criacionismo"? Por que não tratar de compreender o pensamento do trabalhador branco que segue valores conservadores? Mas não. Nesses casos, não há nenhuma tentativa de entender o "Outro". Há apenas o ódio, o desprezo contra esses seres "reacionários" e "atrasados", que impedem a grande mudança da humanidade pra melhor...
quarta-feira, 25 de junho de 2008
As leis do crime e as leis do país
Na verdade, a coisa parece ser bem pior.
A separação chegou a tal ponto que os criminosos orientam-se por um completo sistema de leis diverso daquele que rege o resto do Brasil, e, aparentemente, para as autoridades está tudo bem.
Militares que aparentemente entregaram jovens traficantes para serem executados por uma gangue de traficantes rival estão sendo processados por homicídio. E quem matou? Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém procura. Não respondem à lei brasileira, mas à lei do Estado Independente do Narcotráfico. E tudo bem.
Enquanto isso, em uma decisão bastante irônica, o PCC decidiu expulsar os integrantes homossexuais de sua quadrilha. Ou melhor: quem for homossexual será punido. Não se sabe a punição, mas provavelmente incluirá tortura, que é amplamente existente no Código Penal dos Criminosos. Nunca vi nenhuma organização de "direitos humanos" protestar. Mas talvez agora os grupos gays e GSLBT (é isso?) protestem pelo direito dos gays a ingressarem em instituições criminosas...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Tropa de Elite e a guerra assimétrica
Li no outro dia que traficantes nas favelas obrigam as meninas de 12, 13 anos mais bonitinhas a serem suas “namoradas”, sob pena de morte de familiares. No outro dia, um garoto de fora que namorava uma menina da favela, foi capturado por traficantes do CV, torturado, morto, e cortado em pedacinhos. Mutilação em vida de vítimas é extremamente comum. Um traficante contou que cortou o nariz de um jovem de 14 anos com uma tesoura. Outro já jogou bola com a cabeça de um desafeto.
Enquanto o governo petista dá bolsa-ditadura para Ziraldo, Jaguar, e outras “pobres vítimas” da ditadura militar (só enriqueceram com esta), enquanto o número de desaparecidos na tal ditadura light foi de 136 pessoas em vinte anos, o número de desaparecidos sem deixar rastro nas favelas (grande parte deles queimados no “micro-ondas”), nos últimos 14 anos, é de 10.464 pessoas. Ninguém vai compensar os parentes desses aí.
Digo todas essas barbaridades porque sai um filme em que o policial coloca saco de plástico na cabeça, critica os maconheiros, e todo mundo fica em polvorosa. O próprio diretor tem que sair a campo pra dizer que não defende tortura coisa nenhuma, e que o filme "não é de direita".
Mas as ONGs, os jornalistas cocainômanos, os bacanas, os políticos, o pessoal dos “direito zumanos” aceitam essa tirania dos traficantes como a ordem natural. As ONGs, afinal, operam sob a autorização do tráfico, portanto o legitimizam. A tortura e a morte realizada por traficantes, dizem, não pode e não deve ser confrontada à altura. Melhor deixar essa ditadura do tráfico no lugar.
O que eu acho? Que se trata de uma grande ingenuidade, se não maldade mesmo. Trata-se, como se diz no filme “Tropa de Elite”, de uma guerra mesmo. E numa guerra não há inocentes.
Antigamente, “guerra assimétrica” queria dizer que forças não-estatais com menor armamento lutavam contra poderosos exércitos. Hoje, quando os traficantes cariocas estão melhor armados do que a polícia, quando terroristas do Hizballah tem mísseis de longo alcance, tal distinção é inválida. Hoje “guerra assimétrica” significa que um dos lados deve respeitar convenção de Genebra, as leis, evitar morte de civis, não realizar tortura e o escambau; enquanto o outro lado pode torturar, estuprar, colocar a vida de crianças em risco, realizar atentados contra adolescentes, seqüestrar, promover genocídio, e tais criminosos ou terroristas ainda são defendidos pelo esquerdismo mundial, pelos intelectuais e pelos ociólogos bem-pensantes, que dizem que se deve “negociar” com eles ou até “aceitar” a sua presença indefinidamente.
Naturalmente, na prática, isso tudo só resulta em maior selvageria.
Há quem ache que a pobreza causa o crime. É o contrário: em grande parte, o crime é que causa a pobreza.
Atualização: se o Brasil fossem os EUA, alguém estaria ganhando muita grana vendendo milhões de réplicas do Capitão Nascimento e do Caveirão. Afinal, lá ninguém tem problema em vender bonequinho da “tropa de elite” lá deles, a SWAT, ou até da corrupta LAPD. Mas aqui os intelequituais não deixam, pois estaria se promovendo o “fascismo” entre as crianças... Melhor elas serem aviãozinho dos traficantes e brincarem com armas de verdade...