Bem, muitos desses planos podem ter sido equivocados, mal-sucedidos ou até idiotas, e não se pode negar que em grande parte dos casos o interesse norteamericano falava mais alto do que o altruísmo puro e simples. Mas o fato é que, bem ou mal, gastou-se muito dinheiro em todas essas empreitadas. Nenhum outro país sequer chegou perto. Mesmo a União Soviética gastou pouco em exportar a sua Revolução, em alguns casos abandonando comunistas espanhóis e latinoamericanos à própria sorte.
Isso se explica, é claro, pelo fato de que nenhum outro país foi tão próspero, graças às virtudes do capitalismo, curiosamente tão criticado por alguns idiotas.
O problema é que, agora, o dinheiro acabou. Os EUA estão devendo até as calças. Não há mais vontade de dar dinheiro ao Haiti ou à África, de gastar dinheiro e vidas em guerras para levar democracia a povos que não a querem, de proteger europeus e sul-coreanos ingratos. O contribuinte americano está farto, e com razão.
Crise do capitalismo, como sugerem os energúmenos? Ao contrário! É a crise do welfare state. É o fim da idéia de que o Estado deva ajudar permanentemente todos os desvalidos e deslavados, os famintos e os fracassados, e forçar a igualdade entre indivíduos que não são iguais:
Every advanced society, including the United States, has a welfare state. Though details differ, their purposes are similar: to support the unemployed, poor, disabled and aged. All welfare states face similar problems: burgeoning costs as populations age; an over-reliance on debt financing; and pressures to reduce borrowing that create pressures to cut welfare spending. High debt and the welfare state are at odds. It's an open question whether the collision will cause social and economic turmoil.Enquanto o welfare state se concentrava apenas em ajudar temporariamemte as pessoas menos favorecidas de um único país, a coisa não ia tão mal. O problema é que alguém decidiu que isso não bastava, que as grandes potências deveriam não apenas ajudar os pobres do seu próprio país, como os pobres de todo o mundo, seja dando trilhões em ajuda financeira, seja aceitando milhões deles como imigrantes e pagando-lhes a estadia, seja em esquemas massivos de transferência de renda como o "combate ao aquecimento global". Some-se a isso a crise demográfica, a jihad e o envelhecimento da população, e temos uma bomba-relógio. No outro dia, um colunista sugeriu que os EUA deveriam não apenas financiar a reconstrução do Haiti, como abrir as portas e receber todos os milhões de habitantes que quisessem se mudar para o Grande Irmão do Norte. Foi justamente escorraçado pelos comentaristas.
O problema é que, no welfare state, só uns poucos trabalham, mas pagam a conta para todo o mundo. Vejam estes gráficos sobre o gasto em welfare na Califórnia, e entendam porque o estado está quebrado. Capitalismo? Não, redistribuição de renda massiva, dos trabalhadores aos não-trabalhadores e ilegais!
E, no entanto, os Democratas continuam querendo gastar trilhões em planos "ecológicos" (leia-se, reduzir o tamanho da indústria americana), em planos de anistia para imigrantes ilegais (isso num momento em que há 15% de desemprego), e em planos de saúde para beneficiar os "menos favorecidos" (leia-se, trabalhadores mais uma vez vão arcar com a conta dos que não trabalham).
O pensamento dos políticos parece ser - o dinheiro acabou, mas ainda tem o cartão de crédito.