sexta-feira, 18 de março de 2011
Colonos judeus e nacionalistas brancos
Não, que digo? Salvo um que outro editorial, causou bocejos nos EUA e Europa e comemorações em Gaza, com palestinos distribuindo doces. Os colonos israelenses, afinal, "ocupam território ilegalmente", são comumente comparados aos "nazistas", e portanto merecem morrer (aqui uma matéria sobre o massacre: aviso, há fotos gráficas das vítimas).
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quem controla a mídia?
Basicamente, o apresentador de televisão Rick Sanchez, cubano de nascença, ficou irritado com as piadinhas sobre ele realizadas pelo colega comediante (judeu secular) Jon Stewart. Além de acreditar estar sendo perseguido e discriminado por ser latino, Sanchez choramingou contra a CNN e afirmou ainda que os judeus estariam muito longe de ser uma minoria oprimida nos EUA, e que, de fato, praticamente controlariam não só a CNN como praticamente toda a televisão.
Pouco tempo depois, Sanchez receberia um bilhete da CNN dizendo "You are fired".
quinta-feira, 4 de março de 2010
Por que os judeus são de esquerda?
É verdade que há uma diferença entre os judeus americanos e israelenses, ainda que também haja esquerda radical por lá (alguns até ajudaram a organizar um hilário protesto com palestinos fantasiados de "Avatars"). Também é verdade que a maioria dos "judeus" radicais de esquerda são, na verdade, ateus. Isto é, são judeus apenas por descendência. (O judaísmo é uma etnia ou uma religião? Ou ambas? Se renunciam à fé continuam sendo 'chosen people'?)
Em todo caso, não se sabe a causa desse esquerdismo. Alguns acreditam que tem a ver com fatores religiosos, outros com o fato de que a direita (uma certa direita) os tenha odiado até recentemente -- ainda que hoje o maior ódio contra eles venha justamente da esquerda e dos muçulmanos. Outros, bem, outros acham que os judeus secretamente controlam o mundo e estão tentando eliminar a raça branca para criar um governo global junto com os maçons. Como não tenho explicações para o fenômeno, nem tanto conhecimento assim, deixo vocês com um artigo interessante sobre o tema.
P. S. Na verdade, há também vários judeus conservadores ou republicanos de renome nos EUA, como Charles Krauthammer, Michael Leeden, Robert Weissberg, e até mesmo o nosso caro colega David Goldman, o genial Spengler. Então esse negócio de judeus de esquerda talvez seja mais um outro estereótipo. Pode ser mais correto dizer que os judeus estão na esquerda, na direita, no centro, acima e embaixo (da cama dos teóricos da conspiração).
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A bizarrice do antisemitismo
Ida Magli não se considera antisemita. Acredita que um pequeno grupo de judeus, como Bernard Madoff e outros banqueiros, esteja por trás da crise econômica atual. Acredita ainda que a criação da União Européia - a qual ela critica veementemente - seja um "projeto judeu". Acredita que uma claque de políticos, banqueiros e empresários judeus estejam por trás do liberalismo e da crise de valores da Europa.
Seria possível? Imaginemos que fosse. É verdade, afinal, que - em relação a seu reduzido número geral - há muitos banqueiros judeus. Muitos advogados judeus. Muitos esquerdistas radicais judeus. Muitos Prêmios Nobel judeus. Também há muitos cineastas judeus e humoristas judeus, embora o papel destes últimos na trama não esteja muito clara. Também é verdade que os judeus gostam de ganhar dinheiro, mas, quem não gosta?
E é também verdade que há muitos judeus de caráter duvidoso. Bernie Maddoff, por exemplo, roubou bilhões. Detalhe: 95% de suas vítimas foram, também, judeus. (Não deveria estar um antisemita feliz com isso? Afinal, segundo sua mentalidade, "ladrão que rouba ladrão...")
Porém, daí a acreditar que os judeus - enquanto grupo - estariam combinados entre si para operar políticas de transformação mundial, vai um passo bastante mais longo e eu diria até que beira a paranóia desenfreada, ainda que sejam muitas as pessoas que acreditam nisso.
Qual interesse teriam os judeus, afinal, em gerar políticas que não os beneficiam de modo algum? Afinal, se são tão poderosos assim, se realmente detém as rédeas do mundo e da mídia, será que teriam sofrido o Holocausto, os pogroms e tantos outros males, será que sofreriam como vítimas preferenciais de dez entre dez terroristas?
E, no entanto, muitos acreditam nisso. Na Europa, há quem culpe os judeus - que quase não existem mais por lá - até pela imigração islâmica, da qual estes são as principais vítimas.
Mas, como observou Lawrence Auster, que é de origem judaica mas convertido ao protestantismo - para o antisemita, o judeu é a explicação de tudo. Mesmo de coisas opostas. Capitalismo selvagem? Culpa dos judeus. Comunismo? Culpa dos judeus. Imigração de malditos muçulmanos? Culpa dos judeus. Massacre de pobres muçulmanos? Culpa dos judeus.
Assim, não importa o crime, mas apenas a causa, que é sempre a mesma - o judeu. Dizem que Hitler, quando perdeu a guerra, não atribuiu a derrota aos Aliados ou aos soviéticos: acreditava piamente ter sido derrotado pelos judeus.
A coisa é tão absurda que até o próprio antisemitismo já foi acusado de ser obra de judeus: os que diriam as maiores atrocidades antisemitas seriam judeus/sionistas infiltrados em círculos neonazistas, com o objetivo de desacreditar o movimento...
Os judeus, curiosamente, são atacados tanto à esquerda quanto à direita, ainda que por motivos opostos. Para a direita, não há (tanto) problema na existência de Israel, ou seja, nos judeus que moram em seu próprio país. O problema são os judeus que estão nos EUA e na Europa promovendo políticas destrutivas como a imigração, o liberalismo, o comunismo, etc. Já para a esquerda, não há (tanto) problema com o judeu americano ou europeu, o problema é o judeu em Israel. Quando o judeu deixa de ser "minoria oprimida", e vira "maioria opressora", ou seja, torna-se o malvado "sionista", com nação própria e exército próprio que "oprime" os palestinos. (Se ele é religioso ortodoxo ou "colono", ainda pior.) Mas substitua "judeu" por "sionista" e verá que as barbaridades ditas são as mesmas.
Acredito que o antisemitismo seja uma espécie de perturbação mental, pois não há como explicá-lo racionalmente. Ou então os judeus são mesmo o Povo Escolhido, e o resto é inveja?
quarta-feira, 29 de abril de 2009
61
Muitos anos de vida.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Pierre Rehov
sábado, 10 de janeiro de 2009
O novo velho antissemitismo
O time de basquete israelense quase foi linchado na Turquia. Na Noza Zelândia, uma tenista israelense foi impedida de jogar. Lembre disso quando lhe falarem que "o esporte une as nações".
Mark Steyn fala aqui sobre o vergonhoso anti-semitismo que varre hoje a Europa, e que é surpreendentemente parecido ao velho. Invadidos por hordas de muçulmanos, os europeus conseguem culpar... os judeus. Em ecos das "leis raciais", um diretor sueco chegou a afirmar que crianças judias não poderiam mais matricular-se na sua escola.
Isso chegou ao Brasil também (ou sempre esteve). A jornalista brasileira Renata Malkes foi atacada por filhos da puta que a acusam de ser "agente sionista".
A Cora Rónai escreveu um ótimo artigo resumindo tudo:
Por ser um país desenvolvido cercado de vizinhos em diferentes estágios de "civilização", Israel paga, guardadas as devidas proporções, o preço que a classe média paga, aqui, em relação aos tantos movimentos de "descamisados", do MST aos arrastões. Os verdadeiros culpados por eventuais desigualdades, lá como cá, não são mencionados nem en passant -- e, ainda que o fossem, continuariam onde sempre estiveram. Nem aí.
Ao mesmo tempo, os líderes mundiais que hoje se declaram contra a "reação desproporcional" de Israel pouco estão se lixando para o sofrimento das vítimas. Se a sua preocupação fosse de fato humanitária, o Sudão, por exemplo, não sairia das manchetes; mas as vítimas do Sudão não dão ibope. Quando a China entrou de sola no Tibete, ainda outro dia, ouviram-se, no máximo, ligeiros resmungos protocolares -- e, ainda assim, só porque o Dalai Lama é um véinho carismático, com bom transito em Hollywood.
Isso sem falar no antissemitismo que, invariavelmente, aproveita para dar as caras quando tem a ótima desculpa de uma guerra para acobertá-lo. "Israelense" e "judeu" não são sinônimos; há incontáveis cidadãos israelenses que não são judeus, como há milhões de judeus que não são israelenses. Ainda assim, os dois termos se equivalem para efeitos de noticiário, de artigos, de posts enfurecidos em blogs. Seria até compreensível se a mesma equivalência servisse para "palestinos" e "muçulmanos", mas esta é sempre cuidadosamente evitada.
Às vezes, o uso (ou a omissão) das palavras revela muito mais do que o seu significado.
Apoiar os palestinos, o Hamas, o Hezbollah e os países árabes de modo geral é chique, bacana e garantia de popularidade. Israel não terá o apoio da intelligentzia -- que em geral é de uma extrema covardia e ignorantzia -- nem se for completamente aniquilado, como quer o Hamas. Aí ainda vamos ouvir o "fizeram por onde" que tanto se disse em relação ao ataque ao WTC; as Nações Unidas vão fazer tsk, tsk, o Papa vai condenar vagamente o exagero -- e estaremos conversados.
Alguém certa vez observou que o anti-semitismo (antissemisismo, segundo a nova ortografia) é uma espécie de termômetro da insanidade mundial. Quando aumenta, é porque tem coisa errada. Estamos ficando próximos da temperatura dos anos 1930... E tudo em nome da "paz".
Atualização: Em defesa dos europeus, observe-se que também houve algumas manifestações pró-Israel em cidades européias, então não é tudo preto-e-branco. De fato, as manifestações anti-Israel são freqüentadas especialmente por imigrantes (de onde? adivinhem...) e esquerdistas, anarquistas, etc. Curiosamente, as marchas anti-Israel terminaram em violência, pancadaria, coquetéis molotov, carros queimados e lojas roubadas. As manifestações pró-Israel terminaram em paz...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Gaza / Sderot
A reclamação principal dos habitantes de Sderot são os foguetes que caem sobre suas cabeças. A reclamação principal dos palestinos (ao menos nos episódios que assisti) parece ser que raramente podem ser tratados nos hospitais israelenses devido ao bloqueio. Fica a dúvida sincera:
a) por que não param de se explodir ou atirar foguete na cabeça das pessoas pelas quais desejam ser tratadas?
b) por que não páram de comprar armas e munições e constróem um hospital decente em Gaza mesmo?
Aqui quem quiser pode ler (em inglês) a carta de uma garota de 18 anos de Sderot.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Feliz Aniversário, Israel
Feliz aniversário a Israel, que tenha muitos anos de vida!
(O país mais odiado pelos terroristas islâmicos, pelos acadêmicos marxistas, pelos neonazistas, pelos profissionais da vagabundagem e pelos esquerdistas radicais mundo afora, deve estar fazendo alguma coisa direito.)
P.S. Até Bob Dylan comemora, cantando "Hava Nagila" (הבה נגילה):
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Dia da memória
Ontem, além do Dia do Trabalho, foi o Dia da Memória do Holocausto.
Em comemoração:
- O Hamas afirmou que o Holocausto foi realizado pelos próprios judeus para matar os deficientes físicos e ainda ganhar a simpatia do mundo (parece que o truque não adiantou muito).
- Paquistaneses marcharam pedindo a destruição de Israel.
Etc, etc, etc...
Hoje como ontem, o mundo persegue os judeus. E hoje, como ontem, acha plenamente justificada a perseguição.
(Ontem porque eram "banqueiros que dominavam o mundo e financiavam o comunismo", hoje porque "são nazi-sionistas que estão exterminando os pobres palestinos").
Talvez por isso, todo ano na ceia judaica de Pessach, é lida uma mensagem que diz:
"Pois não foi apenas uma vez que tentaram nos destruir, e sim, em cada geração levantam-se pessoas que querem nos destruir, porém Deus sempre nos salva delas!"
* * *
Atualização: Em artigo do Kirk Douglas, que redescobriu a religião judaica aos 70 anos (seu nome real é Issur Danielovitch), leio esta citação de Hitler, no Mein Kampf: "It is true we Germans are barbarians; that is an honored title to us. I free humanity from the shackles of the soul; from the degrading suffering caused by the false vision called conscience and ethics. The Jews have inflicted two wounds on mankind: circumcision on its body and conscience on its soul. They are Jewish inventions. The war for the domination of the world is waged only between these two camps alone, the Germans and the Jews. Everything else is but deception."
Ou seja, o próprio Hitler admite que é contra a ética, a consciência e a moral, e que tais são invenções do judaísmo, posteriormente assumidas pelo cristianismo.