Por que existe uma coisa chamada "realidade". E esta, no fim, sempre vence. O progressista pode chiar à vontade, e falar que "gênero não existe", "raça não existe", "fronteiras não existem", "papai e mamãe não existem", e todo o blablablá utopista que quiser. Isso não mudará as coisas. Cedo ou tarde, a conta vem.
O sucesso de candidatos como Trump ou Bolsonaro mostra ainda que os líderes que se tornam mais populares são aqueles que xingam e humilham os esquerdistas. É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer. (Nota: nenhum dos dois me convence muito, nem confio que farão tudo o que dizem, mas provavelmente sejam melhores do que a alternativa.)
Podemos dizer então que o progressismo é um tigre de papel. É só uma espécie de vírus político e sociocultural que enfraquece a sociedade. Mas não tem poder por si só. É apenas um período de transição. O futuro não pertence aos Obamas e Trudeaus ou às Merkels, mas aos novos Maomés e Neros, Átilas e Khans, Hitlers e Stalins. Homens que não hesitam em fuzilar a própria mãe se necessário for. O verdadeiro poder sempre foi e sempre será sanguinário. E isto, por bem ou por mal, não vai mudar.
De certa forma, os falsos conservadores são uma ameaça pior do que os progressistas, pois dão uma falsa esperança de estar do seu lado, quando não estão. Por exemplo, tenho um "amigo" "libertário" que se diz de "direita". Porém, ele vive defendendo o direito dos refugiados irem à Europa. Quer um mundo "sem fronteiras" e com "total liberdade econômica".
Ele ainda não percebeu que já não existe mais "esquerda" versus "direita", mas globalistas versus nacionalistas.
Nesse sentido, às vezes penso que libertários são quase piores que progressistas (E isso que até que concordo e gosto de vários princípios libertários). Mas no fundo, ao menos os mais extremos, não passam de idealistas ingênuos. Eles participam da mesma mentalidade "tábula rasa" que acredita que todos os seres humanos são exatamente iguais em todo lugar, e que todos podem ser amiguinhos, e também apoiam o globalismo, só que ao contrário dos esquerdistas, não acham que o Estado deve ajudar os desvalidos ou os que perderam no jogo darwiniano. "Fronteiras abertas para todos, mas sem welfare state", é seu lema.
(Porém, eles não têm nada contra as empresas terceirizarem trabalhos na China ou nas Filipinas pagando três centavos por hora e desempregando o povo americano ou europeu.)
Esqueça. Tudo isso irá acabar um dia. O progressismo está com os dias contados. O libertarianismo também.
O que virá, eu não sei. E tampouco importa tanto. Nada será perfeito, nem necessariamente melhor. Mas tudo muda, e o estado atual mudará também.
Bem, mas eu ia contar uma história positiva, não é?
Era esta: na França, há um tempo atrás, o país estava perdendo uma guerra que já durava décadas. Então uma jovem de 19 anos sem qualquer formação ou conhecimento político teve uma visão, e tanta foi sua obstinação que conseguiu uma audiência com o futuro Rei, e chegou a estar à frente de tropas em batalhas vitoriosas que levantaram a moral do país. A jovem morreu queimada na fogueira (condenada não por bruxaria, como se acredita, mas por heresia e travestismo, em um julgamento manipulado pelos ingleses), mas jamais negou a sua visão nem os seus atos. A França terminou por repelir os invasores anglos e venceu a Guerra dos Cem Anos.
Essa jovem, naturalmente, era Joana d'Arc.
A França, e a Europa, e o Ocidente, só precisam de novas Joanas d'Arc.
Um milhão de Joanas d'Arc marchando em uníssono!
Brincadeirinha, uma ou duas como inspiração e sinal de renovação espiritual servem. Pode ser João d'Arc também.
Quem se candidata?









