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domingo, 27 de abril de 2008

Por que os artistas são de esquerda?

Leio um artigo sobre a recente visita do cineasta e músico Emir Kusturica à Venezuela com a sua banda, "The Non Smoking Band". Gosto de alguns de seus filmes. Mas aí leio isto aqui:

Estoy aquí para ver en pocos días un proyecto con el que estoy de acuerdo. Creo en la inclinación humana hacia la justicia social. Este país es lo opuesto a la visión fatalista del mundo, en donde todo está orientado hacia lo material y los objetos. Quería estar unos días inmerso en un proceso social que refleja mis ideales.

É sempre um pouco decepcionante ler entrevistas com artistas, pois cedo ou tarde você se deparará com alguma bobagem que o faz repensar tudo o que achava do sujeito. É especialmente grave no caso de Kusturica, que é bósnio e portanto viveu sob o regime comunista de Tito na Iugoslávia, e incluso chegou a fazer críticas ao regime em seus filmes. Poxa, será que não aprendeu nada? Como alguém que passou pelo comunismo pode acreditar na mesma lorota de novo? Enquanto Kusturica saudava o regime chavista, 45% dos alimentos não podiam ser encontrados nos supermercados da Venezuela, e nem mesmo nos mercados populares estatais...

No mais, é um pouco triste que hoje em dia parece que todo cineasta ou escritor tenha que afirmar em algum momento que acredita em justiça social, ecologia, direitos dos gays, pacifismo... Pior se o sujeito faz um filme que é considerado por alguns como "de direita", como o José Padilha: tem que passar a vida inteira se justificando e afirmando que não, que o filme é "de esquerda"... Será que tem alguma cláusula que indique que, pra ser artista hoje, o sujeito tem que ser de esquerda e achar o socialismo maneiro? Será que, se vivessem hoje, Dante, Shakespeare e Cervantes teriam que se pronunciar a respeito dos últimos acontecimentos políticos e sociais, e afirmar que acreditam em "justiça social", sob pena de serem ostracizados no mundo artístico? (Bem, talvez por isso não haja hoje nenhum Dante ou Shakespeare - quando a arte é atrelada a "mensagens" ou discursos políticos, sempre se rebaixa).

Um dos poucos que vão contra essa onda esquerdófila é o Michel Houellebecq, e, embora eu não tenha lido nenhum de seus livros, tenho certa admiração por suas entrevistas totalmente anti-politicamente corretas...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A guerra contra as palavras


Não existem mais terroristas, existem apenas "militantes".

Não existe "terrorismo islâmico", mas sim "atos anti-islâmicos".

Não existem imigrantes ilegais, existem "cidadãos sem documentação", ou simplesmente "los sin-papeles".

Não existe mais roubo, existe "erro administrativo".

Não existe mais "invasão de propriedade privada", existe "ocupação de terras improdutivas".

Não existe mais amante, existe "namorada".

Não existe mais negro, existe "afro-brasileiro".

Não existem mais países miseráveis, existem "nações em vias de desenvolvimento".

Não existe mais "aborto", existe "paternidade planejada" (aliás, a organização abortista americana desse mesmo nome está envolvida em um grave escândalo de racismo).

A guerra contra as palavras faz parte da estratégia cultural dos revolucionários. Para acabar com o sistema, acabe primeiro com qualquer possibilidade de comunicação simples, clara e direta.